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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mini-Biographia: Marly

Mini_Biographia-logo Aqui eu inicio o projeto Mini-Biographia. O projeto visa contar um resumo da história dos atores, atrizes, diretores, produtores, peças e personagens que subiram aos palcos do teatro capixaba, sendo assim eu inicio este com a solteirona mais carismática do nosso cenário capixaba: Marly.

marly1A personagem Marly surgiu da mente brilhante do multimídia (ator, produtor, diretor, escritor e desenhista... UFA!) Milson Henriques em 1972, mas não exatamente com este nome. Seu primeiro nome foi Ugly (feia, em inglês), uma intelectualóide que surgiu no número zero da revista Espírito Santo Agora, mas em 18 de fevereiro de 1973, Ugly, que virou Vitorina, se tornou – graças ao editor-chefe de A Gazeta, Marien Calixte – Marly, uma “solteirona, virgem, frustrada”, nas próprias palavras de Milson Henriques, que fofocava ao telefone com sua amiga, Creuza Odete.

marly2 Sua estréia ganhou anúncio na primeira página, ao lado de O Fantasma, Pato Donald e Recruta Zero, que inauguravam a página Variedades. A personagem de Milson foi sucesso instantâneo. Durante sua vida nas tiras do jornal, Marly ganhou Sarmento, um cachorro que adorava ler livros intelectuais. Seu sucesso foi tanto, que em 10 de fevereiro de 1974, ela ganhou seu primeiro almanaque, que ficou três dias nas bancas, sendo recolhido pela Polícia Federal, sem maiores explicações.

Mas nem isso interrompeu seu crescimento, tanto que no mesmo ano, ao lado de personagens internacionais, como Mafalda, Charlie Brown, Hagar, Zé do Boné, Kid Farofa e muitos outros, Marly foi fazer parte da Revista Patota, e da revista paulistana Eureka. No ano seguinte, ela migrou, junto com seu criador, para o tablóide A Tribuna, ganhando uma página semanal, além de fazer parte do suplemente Tribuna Jovem.

marly4 Mas não foi somente nas tiras que Marly ganhou vida. Em 1990, Milson Henriques decide migrar sua personagem dos jornais e revistas para os palcos do teatro. Conhecido por várias peças teatrais, como o infantil “O Boom da Poluição”, Milson escreve a peça “Hello Creuzodete” e convida ninguém menos que o ator e diretor José Luiz Gobbi para interpretar sua solteirona nada convicta. Sob a direção conjunta de Milson e Denize Martins, a peça se torna um enorme sucesso de público, fazendo com que em 1994, o escritor desenvolvesse “Hello Creuzodete II, A Missão”, outro grande sucesso com Gobbi novamente no papel da personagem.

marly5Como Marly era um grande sucesso também entre as crianças, para quem Milson já havia feito na década de 1980 o programa “A Gazetinha”, na TV Gazeta, e desenvolvido vários livros infantis, ele escreve “Hello Creuzodete III: A Perereca da Marly”, que apesar do duplo sentido da palavra, tinha uma história bem... inocente!

Depois do infantil, foram anos até Milson retornar com a personagem para os palcos, somente ficando nas tiras, que saem diariamente no jornal A Gazeta, para onde retornou em 1991. Durante esses anos de escassez de Marly nos palcos, o ator José Luiz Gobbi a “levava” para vários lugares, desde convenções até desfiles de carnaval. Mas em 2006, Milson e Gobbi retornaram com “Hello Creuzodete IV: Finalmente Alguém Comeu!”, que trazia uma pantomima com filmes de vampiros. Creuzodete, que até o momento era somente uma menção, ganhou corpo com a atriz Fabiane Simões. Sua interpretação foi digna de aplausos, contrapondo constantemente com o talento de Gobbi, mas terminou substituída por outra atriz, fazendo a peça perder um pouco de charme, pois houve um desequilíbrio gritante em cena.

Como suas antecessoras, “Hello Creuzodete IV” fez um enorme sucesso. Marly continua enriquecendo as tiras de jornal, agora em cores, mas todos sentem falta dela nos palcos... Quem sabe um dia ela retorna, solteirona, virgem, frustrada e fofoqueira.

Fonte de pesquisa: HENRIQUES, Milson. “Marly mostra quase tudo…”. Vitória: Gráfica A1, 2006. 84 p.

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