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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Na Coxia: Pobre cultura capixaba, por José Luiz Gobbi

gobbi01(1) Esta semana as opiniões se inflamaram no Opiniões do Facebook, criado por Rosa Rasuck. O ator, diretor e produtor teatral José Luiz Gobbi, conhecido por ter eternizado a personagem Marly, de Milson Henriques, nas peças Hello Creuzodete, decidiu expressar sua insatisfação com a falta de espaços culturais para poder se apresentar espetáculos cênicos em Vitória e no Espírito Santo.

Gobbi tabalha com teatro há anos, tendo iniciado sua na UFES, quando esta tinha um grupo de teatro. Sua insatisfação foi um manifestação do que a grande maioria dos artistas cênicos têm sentido com a demolição do Edith Bulhões em 2010 e o fechamento do Teatro Galpão no começo de 2011, sem espaços como o Teatro Municipal de Vila Velha que se encontra fechado e o Teatro José Carlos de Oliveira, no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, que somente abre em temporadas do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, pois o resto do ano encontra-se em constante reforma.

Bem, não vou me alongar neste texto, deixo-os com Gobbi, que me deu liberdade de juntar os textos (e mais alguma coisa que escreveu) aqui no blog Teatro Capixaba (Obrigado, Gobbi!):

POBRE CULTURA CAPIXABA! Não temos mais espaços para apresentações.

O teatro Carlos Gomes virou caixinha fechada para o capixaba, afinal uma política cultural montada em cima de editais, é política de exclusão e de divisão dos grupos produtivos. Antigamente, aquele teatro abrigava as estréias e temporadas locais, que tinham a preferência. Entendo, até, que se estabeleça sua ocupação por edital para grupos de fora, mas se o órgão gestor da política cultural não criar políticas de fomento e de criação de espaços, aonde iremos apresentar nossos espetáculos? Como motivar o surgimento de novos artistas e grupos teatrais? Como dizer para um jovem que siga em frente em seu desejo de ser "artista capixaba"? Será que, para preservação da espécie (e não só de atores, mas de músicos também) não se pode pensar em definir que, de segunda a quinta-feira, quando o teatro fica ocioso, os grupos locais com montagens, sejam estréias ou não, ocupem o espaço, mantendo a produção teatral local? O teatro fica fechado a maior parte do tempo, em função da "rígida" cultura de editais... O Teatro da Ufes já fechou a temporada de 2011, está todo ocupado, me foi falado por uma produtora local. Alguém ficou sabendo, ou melhor, os capixabas foram avisados que poderiam solicitar o teatro? Parece que já iniciaram a programação de 2012.E olha que o custo por noite lá é alto, mesmo sendo um teatro federal! O Teatro Galpão está fechado. O Teatro do Sesi, este sim, particular, também tem custo alto para as produções locais. O Teatro de Vila Velha, está abandonado. E eu, particularmente, sofro muito com isso, pois quando apresentamos, em 1992, a peça primeira da série "hello", ele, mesmo com suas dimensões reduzidas conseguia nos atender. Resta o de Viana, este sim, um teatro de bolso bem interessante. Como não tenho ido lá nos últimos tempos, espero que o poder público municipal continue cuidando dele. Afinal, tornou-se jóia rara, único local para apresentação dentro de nossa realidade. Estou preocupado, pois com o incentivo da lei cultural de Vitória temos que fazer nossa estréia na Capital, assim penso eu, afinal é dinheiro do município. Mas, aonde apresentar? Vamos todos fazer teatro de rua! Aliás, lugar de artista capixaba, pelo visto, é na rua mesmo! Porque casa não temos! Alguém pode me ajudar a raciocinar melhor? Aceito ajuda! Ou melhor, o teatro capixaba merece respeito e local! E que não seja apenas um, mas muitos! Dentro de nossa realidade.

Teatro Studio, na Cidade Alta, Teatro do Centro de Artes da Ufes, Teatro Carmélia, Teatro Scav e tantos outras pequenas salas que abrigaram a produção capixaba. Os espaços vão acabando e os existentes tem o acesso extremamente dificultado para nós. O que estão contruindo, excluindo o (pasmem!) do Sesc, instituição quase privada que se preocupou em fazer uma sala grande e uma menor para temporadas realísticas e deve inaugurar (a sala pequena) com texto de Milson, não contempla pequenas salas, quero dizer, do tamanho de nossa realidade. Isto é vergonhoso! Pagar pelo teatro universitário para mim significa o mesmo que fazer faculdade na Ufes pagando. Afinal, é federal ou particular? Se foi construído com dinheiro de nossos impostos, é mantido por verba pública, fica em Vitória, e, ainda assim, não podemos ocupar, desculpem-me, Vitória é a casa da mãe joana no mau sentido e que me perdoem as joanas. Política cultural de omissão, de não entender a realidade pulsante, de cegueira e de muito desatino. Já houve um tempo em que se via duas, três e até quatro montagens locais em cartaz... Hoje, tem sim, stand up comedy (cacete!) dos televisivos (nem tão vivos assim) por todo o lado. E o teatro Marista? Ah,meu amigo, fica lá longe, em Vila Velha. Um dia disseram que existe um abismo cultural entre os dois municípios, mesmo com as pontes. Elas transportam carros, não idéias nem ideais. A falta de visão metropolitana de nossos dirigentes e um planejamento de ação cultural não pode ser circunscrito a este pequena Vitória, mas pensar Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Guarapari e talvez mais algumas adjacências como uma verdadeira região metropolitana. Assim como se faz no mundo inteiro. Um existir circular de acontecimentos tal, que quando abríssemos os jornais, não veríamos apenas os shows baianos ou sertanejos que assolam nossa cultura e a mente de nossos governantes e empresários.

domingo, 13 de setembro de 2009

Inscrições e resultados da 5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” são prorrogados

cabecario-vfesteatrovix É meio tardia esta informação, mas além de um erro da minha parte, em procurar saber de fontes seguras sobre o assunto, também foi um erro daqueles que mantive contato, que não me informaram sobre esta prorrogação.

É o seguinte, as inscrições para a 5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” foram prorrogadas, assim como também a data do resultado dos escolhidos.

As inscrições correm até o dia 15 de setembro de 2009 (terça-feira) e o resultado sairá no dia 25 de setembro de 2009 (sexta-feira). O Edital do Festival pode ser encontrado aqui no blog, assim como a ficha de inscrição.

Não perca esta oportunidade de participar do maior evento teatral da capital do Espírito Santo. Maiores detalhes e informações, vocês podem conseguir na Secretaria Municipal de Cultura (SEMC) pelos telefones: (27) 3132-2067 / 3132-2076 / 3381-6922 / 3381-6921

Agradecimentos especiais a: Wilson Coelho, Opiniões Cênicas, Paulo DePaula e Teatro da Barra/ES.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

100 Shakespeare – Teatro de Bonecos

Isso chegou em cima da hora, no Opiniões Cênicas. Se não fosse por Colette Dantas divulgar por lá, com certeza eu não estaria publicando aqui, hoje (15/06/2009).

Palco_Giratorio_2009_logo Amanhã (16/06/2009), no Teatro Galpão, as 19:00, acontecerá a apresentação do Grupo Pia Fraus (São Paulo) com manipulação de bonecos. O Trabalho se chama “100 Shakespeare” e faz parte do Projeto Palco Giratório 2009, do SESC.

Como já foi várias vezes dito, o Projeto visa trazer trabalhos de vários grupos brasileiros, que dão uma oficina e depois fazem uma apresentação, com entrada gratuita. Em geral, tanto a oficina, quanto a apresentação, acontecem na Escola de Teatro e Dança Fafi, mas desta vez o SESC preferiu mudar de ares e foi para o Teatro Galpão, na Reta da Penha. Os ingressos começarão a ser entregues a partir das 14:00.

Segue abaixo o folder do grupo com uma sinopse do trabalho. Bom espetáculo a todos!

100_Shakespeare

sexta-feira, 27 de março de 2009

O dia da arte marginal

theater-bigA exato um ano atrás eu escrevi um texto para o Dia Internacional do Teatro. Lógico que não agradei a todos, mas não era essa minha intenção, pois eu queria refletir – e passar para todos – sobre o período que entrei para o teatro e as pessoas que me influenciaram a cada dia mais gostar desta arte marginal.

Eu cheguei a mencionar sobre isso em um dos meus tópicos do blog: Arte marginal. Por que defini-la desta forma? Porque o teatro é uma arte na qual muitos querem se desfazer.

Nelson%20Rodrigues Adoro mencionar isso, mas é porque eu acho relevante, Nelson Rodrigues, na frase que uso como texto do blog, demonstra o quanto quiseram derrubar o teatro, que continua firme e forte. Desde sempre, em países que a chamada sétima arte é mais expressiva, atores não precisam se submeter ao teatro para chegar à grande tela. Para alguns, um simples curso de interpretação já basta, Lógico que isso não é uma constante, pois os grandes atores e atrizes passaram por escolas de artes dramáticas de renome, interpretando muitas vezes William Shakespeare ou Tennessee Williams, os mais antigos até aprenderam técnicas desenvolvidas por Stanislavski e Bretch, mas hoje um rosto bonito preenche mais uma tela de cinema do que uma boa interpretação, ou então, quando se convida um novo ator, ele já diz: “aprendi muito com fulano” ou “cicrano meu dava altas dicas”.

grupo_z No Brasil não é diferente. Do que é feita a televisão? Tá, tem ótimos atores, com grandiosas interpretações, que fazem você rir ou chorar, mas se não há um rosto bonito ou um corpo escultural, a novela não está completa. A beleza é o atrativo e isso um dia poderá ser considerado um tipo de arte, diferente do teatro.

Existem nove formas de expressão artísticas, e teatro não é nenhuma delas. Então o que o teatro é?

Uma arte que surgiu nos primórdios da humanidade, foi melhor trabalhada na Grécia Antiga, gerando os verdadeiros clássicos. Aperfeiçoada pelos italianos, franceses, ingleses, russos, japoneses e brasileiros, não faz parte das formas de expressão artística da humanidade, então é marginal.

O ator, a atriz, o diretor, o produtor, o iluminador, o sonoplasta, o figurinista teatrais são verdadeiros párias da sociedade. Eles batalham para que possam ter seu reconhecimento, seu momento ao sol.

iTi Quando o Instituto Internacional do Teatro, um órgão da UNESCO, se reuniu em um congresso em Viena, na Áustria, e decidiu pelo dia 27 de março, quando as temporadas internacionais no Teatro das Nações, na França, se iniciavam, foi um ato de extrema nobreza, pois desta forma colocava o teatro de volta, como uma forma de expressão artística.

A idéia do “fazer teatral” é que o ser humano que assiste a outro no palco, acredite que, por mais fantasioso que seja, aquilo que está vendo é real. Com o ator (ou atriz, sem generalizações), o telespectador irá rir, chorar, crer no sofrimento e nas tramóias que acontecem em cena. Alguns dirão que a televisão e o cinema faz o mesmo, mas o engano está aí, pois a nossa arte marginal, execrada e desprezada, causa comoção imediata, ao vivo. As pessoas irão elogiar ou menosprezar, mas terão opiniões. Nada será entregue a elas em capítulos, mas sim de forma que compreendam tudo ou pelo menos reflitam sobre o assunto.

O teatro é uma forma tão expressiva, que por vezes tentaram transpô-lo para a televisão ou para o cinema. Às vezes as tentativas foram louváveis, mas não substitui o calor humano que acontece no encontro do ator e telespectador, num ambiente agradável a ambos, pois um encanta e o outro é encantado.

Mas mesmo o teatro sendo uma arte deixada de lado, batalhamos por ela, seja com blogs (que tem crescido gradativamente), sites ou o famoso boca-a-boca.

O crescimento das divulgações pela mídia digital tem sido grande também, mas não fica somente aí. Planejamentos para o crescimento do teatro vêm sido tomados através de sites.

saberes No Espírito Santo mesmo, artistas cênicos e de outras áreas das artes têm se reunido no site Rumos da Arte e da Cultura no Espírito Santo, onde dividiram seis Grupos de Trabalhos (GT’s). O GT1 “busca discutir os avanços e desafios da representação política dos artistas no ES”, o GT2 “busca conceber e indicar novos critérios de remuneração dos artistas”, o GT3 procura viabilizar “encontros de grupos específicos de artistas e de produtores culturais”, o GT4 procura ver “O papel da mídia na (cultura e) arte capixaba”, o GT5 procura viabilizar a “Ocupação de espaços públicos e equipamentos culturais” e por fim, o GT6 trabalha em prol da “Difusão Cultural”. Os grupos estão abertos para quem desejar participar e trocar idéias. A grande batalha por isso seguir em frente começou no Grupo criado por Rosa Rasuck e Charlaine Rodrigues, o Opiniões Cênicas, e seguiu até o primeiro encontro dos GT’s na Faculdade Saberes.

O teatro continua sendo marginal, mas seus artistas, responsáveis por manter este – roubando as palavras de Nelson Rodrigues – “cadáver salubérrimo” ainda sendo uma das melhores formas de expressão artística, não são, pois lutam dia-a-dia para que acreditem que o teatro também não é.

arteeculturanoes

 

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mais atrações no Dia Internacional do Teatro

em Teatro Municipal de Vila Velha com Companhia Folgazões e Marcio Libar, Escola de Teatro e Dança Fafi com Wilson Coelho, Gilson Sarmento e Grupo Teatro ABC, do Centro Cultural Casa Azul, de Santa Clara Del Mar, na Argentina, é somente o começo dos acontecimentos do dia 27/03/2009 (sexta-feira), quando é comemorado o Dia Internacional do Teatro e o Dia Nacional do Circo.

Na Praça Costa Pereira acontecerá um manifesto da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR).

A RBTR foi criada em março de 2007, em Salvador. Segue abaixo o recado enviado pela atriz Daiana Scaramussa ao Grupo Opiniões Cênicas:

27 DE MARÇO, O TEATRO FAZ FESTA E MANIFESTA!

Costa%20PereiraP1

AMIGOS, DIA 27 DE MARÇO COMEMORAMOS O DIA MUNDIAL DO TEATRO E NACIONAL DO CIRCO.

CONVOCAMOS A TODOS A PARTICIPAR DO  MANIFESTO NA PRAÇA COSTA PEREIRA DE 10:00 AS 13:00 HORAS, ONDE ACONTECERÃO APRESENTAÇÕES, PERFORMACES DE VÁRIOS GRUPOS E LEITURA DO MANIFESTO DO TEATRO DE RUA.

VENHA, VAMOS  PARA PRAÇA! COLOQUE SUA INDUMENTÁRIA E PINTE A CARA!

Segue abaixo o manifesto que será lido em praça pública:

“A rede brasileira de teatro de Rua criada em março de 2007, em Salvador/BA é um espaço físico e virtual de organização horizontal sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para assim, ampliar e capilarizar cada vez mais, suas ações e pensamentos.

O intercâmbio da Rede Brasileira de teatro de Rua ocorre de forma virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais sendo que seus membros farão ao menos dois encontros anuais. Os coletivos devem se organizar para enviarem articuladores para encontros presenciais.

O papel de cada integrante é ampliar a rede através da criação de movimentos regionais de teatro de rua bem como da manutenção dos já existentes. No Espírito Santo a Rede de Teatro de Rua reuniu-se pela primeira vez em 11 de outubro de 2008 na Escola de Teatro e Dança FAFI. Desde então vem realizando encontros presenciais permanentemente no propósito de discutir e reivindicar políticas públicas de Estado, tendo como parâmetro maior as diretrizes da rede brasileira.

A missão de Rede Brasileira de Teatro de Rua é lutar por políticas publicas de cultura com investimentos direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União. E para garantir o acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros a Rede Brasileira de Teatro de Rua tem por objetivo promover também a produção, difusão, formação, registro, circulação e manutenção de grupos de teatro de rua e de seus fazedores, construindo assim um país mais justo.”

Os articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua dos Estados AC, AM, CE, BA, ES, GO, MA, MG, PA, PE, PR, RJ, RR, RN, RO, RS, SC, SP reunidos nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2008, em São Paulo, no 4º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, vêem através deste documento afirmar ações e propostas exigindo assim:

· A representação do Teatro de Rua nos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Política Cultural;

· A  representação do teatro de rua no Colegiado Setorial;

· A aprovação e regulamentação imediata do PEC 150/03, que vincula para a Cultura, o mínimo de 2% no orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e Distrito Federal e 1% no orçamento dos municípios;

· O direito de indicação de representantes de teatro de rua nas comissões dos editais públicos;

· A extinção da lei Rouanet e de qualquer mecanismo de financiamento que utilize a renúncia fiscal (Lei Rubem Braga, Lei Chico Prego, Lei João Bananeira e Lei de Vila Velha Cultura e Arte), por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através  do financiamento direto do Estado por meio de programas e editais em forma de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade.

· A criação de um programa específico que contemple: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa para teatro de rua;

· A criação imediata de editais para circulação de espetáculos de teatro de rua, constituindo assim circuitos  nacionais, estaduais e municipais;

· Que espaços públicos, ruas, praças e parques sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais de políticas públicas e no Plano Nacional de Cultura;

· A extinção de toda e qualquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de Teatro de Rua garantindo assim o direito de ir e vir e a livre expressão artística conforme nos garante a constituição Federal Brasileira no artigo 5º;

São exigências específicas da Rede de Teatro de Rua do Espírito Santo:

· A reativação de projetos que outrora valeram dentro do Estado e que viabilizavam a projeção, inclusão e formação artística e social, tais como: Projeto Quartas no Teatro, Escola Itinerante, Projeto Vitória em Cena, Usina da Cena, Festival de Monólogos.

· A oferta anual de um Festival de Teatro de Rua nacional com fóruns, apresentações, workshops e premiações, fomentando assim o intercâmbio cultural, a valorização do teatro de rua e a participação da sociedade civil em meio a manifestações artísticas.

· Políticas públicas emergenciais e efetivas voltadas para o Circo reconhecendo seu valor artístico, cultural e social. Proporcionando oportunidades de Trabalho e formação para grupos e seus fazedores através de editais de incentivo a montagem de espetáculo e circulação dos mesmos, também como oficinas e Workshops ofertados de forma democrática e isenta de custo a sociedade.

· Criação de um programa de ocupação de imóveis públicos ociosos destinando-os a pesquisa, formação, produção e apresentações de grupos teatrais.

· Criação de Leis que beneficiem o Teatro de Rua garantindo assim sua liberdade expressiva e dando melhores condições de trabalho.

· A regulamentação imediata da Escola de Teatro e Dança FAFI, garantindo seu valor técnico e profissionalizante no âmbito nacional e estadual.        

O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, conclamamos a todos os artistas-trabalhadores e população brasileira para a mobilização nacional da Rede Brasileira de Teatro de Rua, no dia 27 de março de 2009, no intuito de construir políticas publicas para esta arte.

Vitória, 22 de março de 2009.

Rede Brasileira e Estadual de Teatro de Rua

Mas as coisas não param por aí. O Grupo Taruíras Mutantes convida também, a todos, a comparecerem ao Praia Tênis Clube, na Praia do Canto, em Vitória – ES, para comemorar este dia único no calendário mundial. As 21:00 terão apresentações de perfomances e DJ’s. Segue abaixo o convite feito pelo ator Frederico Nicolai, no Opiniões Cênicas:

Depois da FAFI todos podem aparecer na festa que estamos preparando no Praia Tenis Clube. Até às 22h30 fica por R$ 5,00. Quem quiser se apresentar na "Arena Livre" entra em contato com a gente:

taruirasmutantes@gmail.com

Abaixo mais info da programação do final de semana:

SEXTA 27/3
Para comemorar o dia do Circo e do Teatro, os Taruiras Mutantes e o ANTIMOFO se uniram para realizar a festa "CIRCUS" que será no dia do Circo e do Teatro, 27 de março, a partir das 21 horas, no Praia Tenis Clube (Av. Desemb. Santos Neves, 871 - Praia do Canto). Censura 18 anos. Participações da Cia. de dança aérea Somos Dez?!... (foto em anexo), Circo-Teatro Capixaba com a performance pirotécnica "Sol da Meia-Noite" com William Rodrigues e videotagem da Revista Quase, além de vários DJ's e videotagens. Ingressos até 22h30 R$ 5,00, até meia-noite R$ 10,00 e depois da meia-noite R$ 12,00. Mais informações no telefone 92993254.

E também para as crianças: 
SÁBADO E DOMINGO, 28 e 29/3, 16 HORAS. CENSURA LIVRE

Apresentações do espetáculo "Somos Dez?!... em Processo", com direção e coreografias de Denize Marques. Elenco: Amanda Rabello, Florença Pretti, Gabriela Bastos, Gabriela Faiçal, Gabrielle Ribeiro, Kamilla Ribeiro, Keiliane Santos, Lívia Sheldaiane, Marcella Muniz, Maria Luiza Rosa, Maria Paula Parreira, Michele Gonçalves e Priscila Parreira. A companhia de dança aérea vai apresentar coreografias de trapézio, tecido acrobático, pista de molas e lira. Ingressos R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Com certeza teremos todos os tipos de manifestações artísticas cênicas nesse dia tão especial para o teatro mundial. Pois além disso tudo, também acontecerá o lançamento dos Editais da Secult.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Blog Teatro Capixaba – 1 Ano

Teatro Capixaba1

Há exato um ano eu decidi criar o blog Teatro Capixaba. Cheguei a convidar várias pessoas para serem colaboradoras nele, mas nem todos acreditaram, chegaram até a dizer que era uma brincadeira da minha parte. Ainda bem que uma pessoa acreditou em mim e permanece comigo desde o começo, a gerente da Escola de Teatro e Dança Fafi, a pedagoga e atriz Lilian Menenguci.

O objetivo do blog não mudou, continuo tentando divulgar as peças que acontecem no estado do Espírito Santo. No começo foi mais complicado e dificil, mas hoje muitos me ajudam, enviando releases e imagens para divulgação, mas laços que eu pensei ter fincado não permaneceram estabelecidos. Fico feliz de ainda ter pessoas como Fabiola Buzim, Wilson Nunes e Edilson Pedrini, o Clã de Teatro, a Companhia Folgazões e Grupo de Teatro Empório que confiam no trabalho que tento desenvolver dentro do blog e me mandam material.

Com o blog consegui um espaço maravilhoso junto ao Intervenções Urbanas, que fazem um exímio trabalho ao divulgar a Cultura Capixaba. Também consegui um grande reconhecimento fora do estado, com visitas constantes de mineiros, cariocas, paulistas e até mesmo acreanos.

O blog também possui interesse nas leis de incentivo municipais e nos editais estaduais, relacionados à teatro. Acompanhei os editais da SECULT de 2008 desde o começo, até a decisão controversa sobre o Edital de Dramaturgia, onde por conta de minha opinião, fui chamado de animador cultural, até sugestionaram que eu desejo entrar para alguma Secretaria de Cultura. Relevando isso tudo, tenho feito um grande esforço para manter todos informados sobre o que acontece. Não sou jornalista, nem crítico de teatro, somente uma pessoa que ama essa forma de expressão artística e faz o máximo para que o trabalho dentro do estado tenha seu reconhecimento.

Durante toda a Edição do Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória, mantive um informativo atualizado, dia-a-dia, com releases de todas as peças que aconteceram e uma opinião pessoal sobre as peças de dentro do estado. Durante a época do Festival, o blog teve um grande boom, pois entravam muitas pessoas procurando informações.

teatro capixaba Quando comecei o blog, comecei falando sobre teatro e mantenho até hoje uma frase do dramaturgo Nelson Rodrigues referente a esse “cadaver salubérrimo”. Ainda acho que todos podemos fazer mais por essa forma artística. Em vez de criticar quem tenta auxiliar, podemos escrever sobre fatos de nosso estado, colocar nossa história em palco ou então montar espetáculos que possam enriquerecer nossa história teatral.

No meio do ano passado, o diretor, escritor, produtor e ator do Grupo de Teatro Empório, Leandro Bacellar, também se tornou um colaborador, mudando até a cara do blog, que antes possuia o banner que coloquei acima deste texto. Ele deu um formato mais atraente.

Esse ano eu possuo um projeto pessoal que desejo colocar em funcionamento, se chama Mini-Biografias. Com a ajuda de Lilian Menenguci e de Leandro Bacellar, pretendo começar a colocar biografias dos nossos atores, diretores, produtores e artistas envolvidos com o cenário teatral capixaba. A idéia é dar o devido reconhecimento (já fui criticado por não ter feito isso no Dia Mundial do Teatro) àqueles que estão em cima ou atrás do palco, fazendo o máximo para “catarsear” o público. Depois de divulgar no blog, estarei disponibilizando no Wikipedia, como fiz com a Escola de Teatro e Dança Fafi.

teatro-es Pretendo voltar a divulgar o Festival, que entrará na sua quinta edição (agora eu acertei!), falar sobre os editais da SECULT novamente e também continuar divulgando os trabalhos desenvolvidos entre o SESC e a Fafi, as peças que aconteceram (a Rubem Braga já divulgou os nomes dos agraciados com os bônus). Espero que continuem acompanhando o blog Teatro Capixaba, pois são as pessoas que aqui visitam que fazem com que ele continue ativo. Continuo na correria para que todos fiquem informados e espero uma melhor colaboração futura daqueles que ainda desenvolvem trabalhos aqui. Obrigado por fazerem parte deste um ano de vida do blog Teatro Capixaba!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vestir os Nus, de Luigi Pirandello

Luigi Pirandello (1867-1936) era um renomado dramaturgo, chegando a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Escreveu espetáculos teatrais exacelentes, como “Seis Persongens à Procura de um Autor” e romances como “O Falecido Mathias Pascal” (tenho uma edição com os dois, então posso dizer que são excelentes). Mas não estou aqui para falar sobre nenhum desses dois, mas sim sobre outro trabalho de Pirandello, “Vestir Nus”, que entra em curta temporada hoje (18/12/2008), no Teatro Galpão. Esse monólogo leva à palco a atriz Janine Correa, sob direção de Maurício Paroni de Castro.
A entrada é gratuita, e o espetáculo começa as 20:00. Ficará em cartaz até domingo (21/12/2008).
“Vestir os Nus” é mais um trabalho agraciado com o Edital Prêmio de Incentivo Alvim Barbosa, que tem tido muitas estréias nesse mês. Frederico Nicolai, dos Taruiras Mutantes, divulgou ontem uma pequena sinopse do trabalho no grupo Opiniões Cênicas. O monólogo é sobre uma “bela mulher que promove strip-tease existencial em velório despudorado. Ela dilacera seus fantasmas, enquanto vive o dilema entre o ser e a aparência”, palavras de Frederico (já que desconheço o monólogo completamente).
É uma boa pedida pro fim de semana. Esse edital tem nos dado muitas opções de fim de ano, coisa rara no Espírito Santo, que nesse período já teria encerrado os trabalhos, se preparando para as festas natalinas. É bom ver tanta atividade assim nesse ano de 2008. Fico muito feliz! Segue abaixo o folder do referente monólogo. Bom espetáculo a todos!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ator, Espelho da Sociedade

O Luiz Tadeu Teixeira (diretor de “Graçanaã” e “O Estranho e o Cavaleiro”) deixou um lindo texto no Grupo Opiniões Cênicas, que eu gostaria de disponibilizar aqui.

Ele recebeu este texto do SATED-RJ e é de autoria do ator Milton Gonçalves e foi lido por ele num evento patrocinado pela UNESCO, no dia 09/12/2008 (terça-feira). É um lindo texto e vale a pena ser apreciado. Segue abaixo:

ATOR, ESPELHO DA SOCIEDADE

milton gonçalvesAo retratar em cores realistas um político corrupto, o policial violento, o ativista idealista, uma mulher traída ou homossexual discriminado, o ator leva às últimas conseqüências a beleza da arte de representar. No teatro, cinema e televisão, o ator cumpre sua função social e política de entreter ou denunciar injustiças. Ressalta as mazelas e belezas humanas em sua dimensão mais mesquinha, sórdida, grandiosa e altruísta de que somos capazes.

O ator se apropria da sua sensibilidade forjada nos encontros e desencontros da vida para perceber o outro e a realidade que o cerca no sentido de encarnar variados tipos e personagens. Exerce com sua atuação um papel crítico e expressa por intermédio da sua interpretação a crônica do cotidiano do homem comum com suas angústias e fracassos numa sociedade que cada vez mais põe em segundo plano a presença do cidadão. Esse artista da expressão corporal e dos diálogos contundentes mostra o bem e o mal e deixa que o espectador utilize a emoção para exercer seu juízo de valor sobre o meio em que vive. Na prática, o ator se torna o espelho onde o homem se reconhece, se identifica e reflete sua condição de mortal.

O ator escancara a tristeza e a alegria em doses que potencializam a condição do humano para que a mensagem da arte seja captada e mexa com consciências, esperanças e valores. A arte de atuar, portanto, contribui consideravelmente para o despertar de esperanças e abre possibilidades para mostrar que o sonho e a imaginação do homem não têm limites seja na tragédia ou na comédia.

(…)essa atividade árdua, sofrida e prazerosa é um trabalho como todos os que contribuem para o desenvolvimento da sociedade e que só pode se expressar com toda força e influência quando são respeitadas as diferenças, a liberdade e se amplia a democracia”.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Edital do Concurso Capixaba de Dramaturgia – Decisão Final

Como são as coisas. Há alguns dias atrás eu decidi falar aqui no blog sobre o 15º Concurso Capixaba de Dramaturgia – Prêmios Claudio Bueno Rocha (Categoria Adulto) e Pernambuco de Oliveira (Categoria Infanto-juvenil). Tive umas respostas malcriadas após isso, pelo Opiniões Cênicas, mas nada que pudesse parar essa fonte de informações. Eis então que, no dia 24/11/2008 (dez dias depois de minha publicação), a Secretaria Estadual de Cultura (SECULT) decide por anular o edital.

Como? Por quê? Foi culpa do blog? Não! Com certeza não fui eu o grande finalizador do concurso, mas um dos “ganhadores”. E não o chamaria de culpado, mas sim de vencedor.

Lendo hoje a revista virtual Século Diário, no Caderno Atrações, saiu uma matéria ontem (10/12/2008), sobre essa decisão, com base no recurso administrativo aberto pelo autor do texto adulto “Luiza A Passageira do Tempo”, Romulo Mussielo Filho (produtor de “Cenas de Nelson”). Agradecimentos ao ator (e um grande amigo) Vander Ildefonso, que me falou da notícia. Vamos a ela então e logo depois colocarei a decisão da Secretária do Estado da Cultura, Dayse Lemos:

Editais: Secult volta atrás


Carolina Ruas

secretaria_dayse_lemos No início deste ano, quando a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) anunciou a abertura de uma série de editais de incentivo a criação e produção cultural no Espírito Santo,  a inciativa foi muito bem quista entre os artistas capixabas. Ao todo foram R$ 2 milhões distribuídos em 12 editais nas mais variadas categorias; da produção de curtas-metragens ao resgate do folclore capixaba, tentou-se abranger ao máximo a diversidade de linguagens, objetivando fomentar a produção e difusão das atividades em âmbito local.

Mas nem tudo o que foi alardeado alcançou, necessariamente, bom resultado. Ao longo do ano, vários foram os deslizes nos editais propostos. A burocracia de que se valeram as normas para inscrições de projetos foi um dos principais obstáculos que fizeram a maioria dos candidatos ficar para trás. Uma escorregada aqui, outra acolá, mas nada que fosse fatal para leis de incentivo governamentais como esta. Porém, em muitos editais, uma avalanche de projetos foram declinando na fase da papelada.

O edital do 15º Concurso Capixaba de Dramaturgia - Prêmio "Cláudio Bueno Rocha" (Categoria Teatro Adulto) e Prêmio "Pernambuco de Oliveira" (Categoria Infanto-Juvenil) para Seleção e Premiação de Textos Teatrais Inéditos, talvez tenha sido o caso mais notório de “constrangimento cultural”.

Depois da decisão da comissão julgadora de não premiar nenhum texto em primeiro lugar, mas sim dois em segundo (Luzia, A Passageira do Tempo e O Martelo Mágico), sucedeu um bafafá no mundo cultural-artístico, com direito a recurso administrativo e tudo, impetrado por um dos candidatos do “segundo lugar”. O recurso foi rechaçado, mas serviu para que a Secult, olhando as derrapadas, saísse de cima do muro e finalmente, tomando as rédeas da situação, decidisse pela revogação do edital.

Na decisão, a Secretaria postula que: “Neste sentido conclui-se de maneira incontestável, que não havendo nenhum texto teatral classificado em primeiro lugar pela Comissão Julgadora, o Concurso Público 004/2008 perde a sua finalidade e objetivos”.

Retomando a história: As peças foram as únicas classificadas, obtendo a pontuação mínima prevista no edital (70 e 72). Segundo a secretaria “ainda que promissoras, ambas as peças, (...) careceram de um desenvolvimento maior”, e portanto, não poderiam subir ao primeiro lugar do pódio. Deu-se o segundo lugar, ou melhor ‘os segundos lugares’.

E esse não foi o primeiro edital a ir pelo ralo. O Prêmio Renato Pacheco, que forneceria verba para cerca de 20 grupos folclóricos capixabas, teve todos os projetos indeferidos na primeira fase. Assim como este, a expectativa é que, assim como os editais já cancelados, o do 15º Concurso Capixaba de Dramaturgia seja relançado ano que vem.

Fonte: Século Diário – Caderno Atrações


Agora a Decisão Final de Recurso Administrativo:

DECISÃO FINAL DE RECURSO ADMINISTRATIVO

REFERÊNCIA: PROCESSO 39485250

EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO nº 004/2008 – 15º CONCURSO CAPIXABA DE DRAMATURGIA – PRÊMIOS CLÁUDIO BUENO ROCHA (CATEGORIA ADULTO) E PERNAMBUCO DE OLIVEIRA (CATEGORIA INFANTO-JUVENIL)

Conforme consta nas fls. 726 o candidato Romulo Musiello Filho impetrou recurso administrativo em razão da decisão da Comissão Julgadora do Edital em epígrafe constante na Ata de fls. 713/714, que classificou a peça teatral de sua autoria intitulada “LUZIA A PASSAGEIRA DO TEMPO”, categoria adulto, em segundo lugar, juntamente com a peça intitulada “O MARTELO MÁGICO”, concorrente na categoria infantil. As referidas peças obtiveram as notas de 72 e 70 pontos, respectivamente, apuradas pela Comissão no Mapa de fls. 706, sendo as únicas que atingiram ao limite mínimo de pontuação previsto no Edital (70 pontos) para fim de premiação, sendo que os demais concorrentes não obtiveram pontuação necessária à classificação. Entretanto, decidiu a Comissão que ambas as peças não mereciam ser classificadas em primeiro lugar, conforme registrado no texto da referida Ata a seguir transcrito: “... Após examinar cuidadosamente os textos, a comissão atribuiu notas acima de 70 (setenta) a duas peças, uma infantil e outra para adultos, “O Martelo Mágico” e “Luzia, A Passageira do Tempo”. No entanto, ainda que promissoras ambas as peças, segundo parecer da Comissão, careceram de um desenvolvimento maior, razão pela qual a comissão decidiu que essas duas peças fossem classificadas em segundo lugar e a publicação desses dois textos passem por uma revisão criteriosa. A comissão é, portanto,de parecer que não haja premiação para o primeiro lugar, pelos problemas qualitativos já mencionados...”.

Alega o candidato/recorrente em seu recurso que o capítulo 6 – Das Comissões e dos Critérios de Seleção e Classificação, item 6.3, estabelece que a comissão julgadora apreciará e classificará os textos teatrais em ordem decrescente de qualidade, a partir de critérios e parâmetros explicitados. Que o item 6.3.1 estabelece que serão classificados os textos teatrais que obtiverem o mínimo de 70 (setenta) pontos. Que o Edital – 15º Concurso Capixaba de Dramaturgia é bem claro quanto a forma de classificação e premiação dos textos. E como não é omisso em estabelecer critérios e parâmetros de julgamento nem a classificação em forma decrescente de qualidade, não caberia a comissão julgadora considerar que por ter sido o seu texto o único classificado na categoria adulto, seja ele colocado em segundo lugar, aguardando que o equívoco cometido pela comissão seja retificado.

Por sua vez a Comissão Julgadora sustentou a decisão anterior, conforme se depreende na Ata de fls. 728/729, não acatando o recurso administrativo impetrado pelo candidato/recorrente e, consequentemente, mantendo o 2º lugar na classificação da peça “LUZIA A PASSAGEIRA DO TEMPO”, na categoria adulto. Neste sentido, foram os autos remetidos à autoridade superior, no caso presente a Secretária de Estado da Cultura, para análise e decisão final do recurso administrativo em evidência.

É o relatório, no essencial.

Com base nas informações e documentação entranhada nos autos e considerando que dentre os princípios básicos que regem a Administração Pública configuram-se os da legalidade, moralidade, finalidade e interesse público, economicidade, eficiência, razoabilidade, passo a expor e afinal decidir o seguinte:

A Secretaria de Estado da Cultura – Secult, ao planejar, editar e publicar o Edital de Concurso Público nº 004/2008, como também os demais lançados nas outras áreas culturais (cinema, música, literatura, folclore, etc.) objetivava a seleção e premiação de textos teatrais inéditos, nas categorias teatro adulto – Prêmio Cláudio Bueno Rocha e infanto-juvenil – Prêmio Pernambuco de Oliveira, de autores capixabas ou residentes no estado há mais de 03 (três) anos, num total de 04 (quatro) textos nas referidas categorias.

Os critérios de julgamento estabelecidos no Edital foram: Originalidade da obra; qualidade do texto; coerência com o gênero literário, sendo que, os textos teatrais deveriam obter pontuação mínima de 70 (setenta) pontos para fim de classificação e premiação.

Faz-se necessário enfatizar que a Comissão Julgadora designada pela Secult foi composta por profissionais com vasta experiência e especialização na área das artes cênicas, que julgou o mérito dos textos concorrentes ao Edital com imparcialidade e soberania, sem quaisquer interferências da Secult. Entretanto, não concordamos com
a decisão da Comissão em classificar os textos teatrais “LUZIA A PASSAGEIRA DO TEMPO” e “O MARTELO MÁGICO” em segundo lugares, não havendo no resultado final do Concurso Público primeiro lugares.
Conforme registrado na Ata de fls. 713/714 elaborada pela Comissão “…as peças inscritas apresentam sem dúvidas, problemas relativos à forma, ao desenvolvimento das ações e à caracterização dos personagens. Um problema recorrente percebido na grande maioria das peças submetidas foi recurso á estratégias da forma narrativa, que comprometia seriamente, já de início, a caracterização dos textos como dramáticos...” Depreende-se claramente no texto supracitado que todas as peças que concorreram ao Edital não possuíam, segundo a Comissão Julgadora, a qualidade esperada e necessária à premiação.

Diante dos fatos relatados na Ata da Comissão Julgadora (fls.713/714) e do resultado final apresentado e publicado no Diário Oficial de 20/08/2008, bem como na análise e julgamento do recurso administrativo impetrado pelo candidato Romulo Musiello Filho (fls.726) pela mesma Comissão, constante na Ata de fls.728/729, que manteve a decisão anterior e classificação do recorrente em segundo lugar, a Secult não pode concordar com a decisão, com base no reconhecimento efetivo do mérito e do bom uso dos recursos públicos.

Em que pese os argumentos apresentados pelo candidato/recorrente em seu recurso, que são coerentes à luz das normas estabelecidas no Edital para classificação e premiação dos textos, há no cerne da questão fato de maior relevância, que diz respeito ao cumprimento dos objetivos do Edital e atingimento das finalidades e do interesse público, que são as principais metas a serem alcançadas pela Administração. Neste sentido conclui-se de maneira incontestável, que não havendo nenhum texto teatral classificado em primeiro lugar pela Comissão Julgadora, o Concurso Público 004/2008 perde a sua finalidade e objetivos.

A Administração Pública tem o dever de administrar e utilizar recursos públicos que originam-se dos tributos arrecadados da população, sobretudo, com eficiência e economicidade, aplicando-os em projetos, ações, programas e metas que beneficiem, qualitativamente, os contribuintes. Assim sendo, diante das prerrogativas que possui com relação aos particulares, é dever da Administração revogar os seus atos que não atinjam as metas e objetivos planejados, caso em que se inclui o Edital 004/2008, que não alcançou o resultado dele esperado. Há que ser ressaltado que os candidatos que concorreram ao referido Edital não possuem direito adquirido à premiação estabelecida, mas tão-somente expectativa de direito em caso de classificação, não estando a Administração Pública obrigada a homologar o resultado final apurado pela Comissão Julgadora, podendo revogar a licitação (concurso público) por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, nos termos do que dispõe o art. 49, da Lei Federal 8.666/93.

Face ao exposto, considerando que os objetivos do Edital, o interesse e a finalidade pública não foram atingidos, DECIDO pela REVOGAÇÃO da licitação – Concurso Público nº 004/2008 promovida nos autos, com base no referido dispositivo legal, bem como pelo indeferimento do Recurso Administrativo apresentado pelo candidato Romulo Musiello Filho.

Vitória, 24 de novembro de 2008.

 

DAYSE MARIA OSLEGHER LEMOS

Opinião: Sinceramente foi uma decisão tardia e com o simples propósito de amenizar a situação para a Secretaria, pois se já existe a afirmação de dois ganhadores, o mais acertado seria qualificá-los de forma correta e averiguar melhor essa classificação feita pelos ditos “profissionais com vasta experiência e especialização na área das artes cênicas”, mas como eles são “turrões” (para não usar um linguajar impróprio) e não voltarão atrás da decisão, o caso é REVOGAR, pois assim ninguém ganha, a comissão não é melhor avaliada e os novos dramaturgos continuam deixando seus textos em seus computadores ou cadernos, pois não estão ainda capacitados e precisam fazer um curso para tal, possivelmente esse curso será dado por um dos membros da comissão, se é que existirá tal curso. É esperar pelo ano que vem, que talvez volte com um novo edital e uma comissão mais capacitada para avaliar, sem dar classificações insensatas.

É triste ver que é nisso que se terminam as coisas, para não serem levadas adiante.

Eu torço que novos dramaturgos ainda confiem nesse edital e que as coisas andem bem no próximo, pois essa foi uma decisão patética. Se não tivesse ganhadores, deveriam ter anunciado logo e não deixado dois no final, como segundos lugares. É triste ver que é esse o rumo que a Secretaria Estadual de Cultura toma. E parabéns novamente à Romulo Mussielo Filho, que não deixou barato e fez as coisas andarem.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

LUZ, INVENÇÃO OU RE-INVENÇÃO?

Eu já tinha visto sobre essa oficina no Grupo Opiniões Cênicas, mas hoje (09/12/2008) recebi mais detalhes sobre a oficina que será coordenada por Guilherme Bonfanti, colaborador do Teatro da Vertigem, do Grupo TAPA, Grupo XPTO Brasil e trabalhou com os diretores William Pereira e Gabriel Villela.

Esse consagrado iluminador virá a Vitória graças ao Programa Concerto de Natal AcelorMittal. O curso será na Escola de Teatro e Dança FAFI, do dia 13 (sábado) ao dia 17/12/2008 (quarta-feira), das 10:00 às 13:00. Segue abaixo as informações que chegaram a mim, pelo e-mail de Dayanne Lopes, do Grupo Teatro Empório. Se minha opinião vale alguma coisa, eu recomendo que façam, pois sempre é bom aprender mais.

OFICINA – LUZ, INVENÇÃO OU RE-INVENÇÃO?

Coordenador: Guilherme Bonfanti

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da arte e cultura local, o Programa Concerto de Natal ArcelorMittal estará oferecendo em 2008 à comunidade oficinas ministradas por participantes, artistas e técnicos, do seu staff.

A Oficina “Luz, Invenção ou Reinvenção?” será ministrada pelo Light Designer Guilherme Bonfanti na Escola de Teatro e Dança FAFI no período de 13 a 17 de dezembro de 10 às 13h, e é gratuita.

Sobre Guilherme Bonfanti (retirado da Enciclopédia Itaú Cultural – Teatro)

guilherme Guilherme Bonfanti Piedade (Leme SP 1956). Iluminador. Light designer que se destaca na década de 1990, colaborador assíduo do Teatro da Vertigem, grupo atuante em espaços não convencionais. É também iluminador constante nos espetáculos dirigidos por Eduardo Tolentino de Araújo, do Grupo TAPA; Oswaldo Gabrielli, do grupo XPTO, William Pereira e Gabriel Villela.

Inicia-se profissionalmente em 1986 com Corpo Estrangeiro, de Marguerite Duras, direção de Marcia Abujamra. Em 1987, faz montagem, criação e operação de luz para o Espaço Off, em São Paulo, centro difusor da arte experimental do período, atuando em dezenas de realizações.

Em 1990, cria as luzes para Oberösterreich, de Franz Xaver Kroetz, e Hiperborea, livre adaptação do texto Céu e Terra, de Gerlind Reischager, dois espetáculos de Antônio Araújo, com quem passa a desenvolver intensa colaboração. Para a coreógrafa Renata Melo ilumina Fui, Vim e Voltei, no mesmo ano, assim como a ópera Fata Morgana, direção de Marcia Abujamra.

Em 1991, volta a colaborar com Antônio Araújo, em Clitemnestra, de Margherite Yourcenar, num solo emocionante de  Marilena Ansaldi. Em 1992, ganha seu primeiro Prêmio Shell e APCA, em parceria com Marisa Bentivegna, com a ambientação inusitada da luz na Igreja de Santa Ifigênia, templo que sedia Paraíso Perdido, primeira encenação do Teatro da Vertigem. Coordena, ainda em 1991, o Festival Internacional de Teatro de Londrina, onde se incluem importantes realizações internacionais.

Em 1994 é o criador da luz de Forró for all, espetáculo de Ana Maria Mondini; Um Homem Sem Qualidades, de Robert Musil, e Futebol, de Alberto Renault, direções de Bia Lessa, entre outros. Em 1995, cria a luz para O Livro de Jó, de Luís Alberto de Abreu, nova encenação de Antônio Araújo para o Teatro da Vertigem, agora num hospital, montagem muito premiada - Prêmio Shell e APCA - um dos marcos desta década. Em 1996 está, entre outros, em Rasto Atrás, de Jorge Andrade, sob a direção de Eduardo Tolentino de Araújo, montagem do Grupo TAPA. No mesmo ano, ilumina Luzes da Bohemia, de Ramón del Valle-Inclán, direção de William Pereira, com quem voltará a colaborar em O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, em 1997, que recebe os Prêmios Shell e Mambembe de melhor iluminação. Neste ano, cria o projeto de luminotécnica para o centro cultural do edifício sede da Fiesp, em colaboração com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Em 1998 está, novamente com o Grupo TAPA, em Ivanov, de Anton Tchekhov, iluminação premiada; e com Cibele Forjaz, em Vida de Galileu, de Bertolt Brecht.

Faz projetos de ambientação cênica e iluminação para a 23ª e 24ª Bienal Internacional de São Paulo, criando salas e espaços.

Em 2000, mais uma vez com o Teatro da Vertigem, realiza o último espetáculo da trilogia, Apocalipse 1,11, direção de Antônio Araújo, sediada no presídio do Hipódromo.

Além de óperas e balés, Guilherme faz luz para shows musicais, com destaque para artistas como Karnak, Titãs, Otto, Vânia Bastos e Marina Lima. Na área de dança ilumina para Ana Mondini, Companhia Republica da Dança, Gisela Rocha, companhia Terceira Dança, Décio Otero e Ballet Stagium.

Num texto escrito sobre a trajetória da luz nas peças do grupo Teatro da Vertigem, o próprio Bonfanti decupa seus métodos e princípios em processos mais extensos de pesquisa de linguagem: "Creio que o Apocalipse 1,11 sintetize meu trabalho nestes dez anos de Vertigem. Pesquisamos longamente, a partir de idéias e conceitos estabelecidos pelo tema proposto por Antônio [Araújo] e desenvolvido por todos nós num processo colaborativo e absolutamente democrático. Construímos diversos aparelhos. Tecnicamente, continuamos trabalhando com a sucata e a transformando em matéria sofisticada. A tecnologia nos ajuda a descobrir soluções e transformá-las dentro do conceito de cada espetáculo. A luz cumpre sua função sem sobressair, dirigindo o olhar do espectador, selecionando imagens e contribuindo estética e emocionalmente para a vivência do espectador".

 Público alvo: interessados em iluminação (profissionais ou não), arquitetos, diretores, atores e estudantes de teatro, cenógrafos, coreógrafos, fotógrafos, etc.

Guilherme Bonfanti, light designer paulista, é membro do Teatro Vertigem, grupo atuante em espaços não convencionais, e iluminador de espetáculos de Eduardo Tolentino (Grupo TAPA), Gabriel Vilella, do Grupo XPTO, e de diversos espetáculos de dança, música, além de ambientações em Bienais de Arte e Arquitetura. Recebeu o Prêmios Shell em 93, 96 e 2000 pela iluminação de espetáculos do Vertigem e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos pelo espetáculo O Paraíso Perdido em 93.

Bonfanti vem criando a iluminação do Concerto de Natal ArcelorMittal desde 2005 e este ano estará também compartilhando parte do seu conhecimento e experiência com os artistas e técnicos do Espírito Santo. Segundo Bonfanti, a Oficina Luz, Re-invenção ou Invenção tem como objetivo o encontro criativo entre profissionais e não profissionais de várias áreas que tenham interesse em iluminação. Pessoas que queiram vivenciar a experiência criativa e discutir os caminhos da iluminação hoje. As novas tecnologias, as idéias antigas convivendo com as últimas novidades do mercado, softwares a serviço da criação, refletores e sua utilização, sucatas sendo transformadas em luminárias, desapego a equipamentos convencionais e uma visão mais ampla para as possibilidades de iluminar, discussões sobre conceitos de desenho, estética e o processo de criação. A iluminação nos diferentes gêneros teatrais: drama, comédia, tragédia e teatro experimental. E também em dança, show, ópera e luz para exposição.

A oficina orientará os participantes também com distribuição de material didático e bibliografia de publicações e livros especializados para futuras consultas, bem como sites existentes. Apresentação de DVDs e discussões sobre a iluminação do CONCERTO DE NATAL, e finalização com acompanhamento da montagem do concerto, desde o inicio da montagem até a apresentação final com uma discussão ao final do Concerto.

As inscrições devem ser feitas na FAFI, no período de 03 a 10/12, e as 20 vagas serão preenchidas mediante seleção através de análise da carta de intenções contida na ficha de inscrição Baixe aqui e preencha).

A ficha de inscrição também poderá ser solicitada e reenviada através do email: logística@artevila.com.br ou contato@artevila.com.br

O resultado da seleção será divulgado no dia 12/12/08 à noite na Escola de Teatro e Dança FAFI

A Oficina de Iluminação Cênica tem o patrocínio da AcelorMittal Tubarão,

produção da Arte Vila Projetos Culturais, e apoio da Escola de Teatro e Dança

Escola de Teatro e Dança FAFI

Secretaria Municipal de Cultura

Prefeitura Municipal de Vitória e

Secretaria de Estado da Cultura/Theatro Carlos Gomes.

Informações pelos telefones: 32297452 / 99501327 / 88199129

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ENTEPOLA (Encontro de Teatro Popular Latino-Americano) 2008 – Vila Velha – ES – Brasil

Tá, estou divulgando muito em cima da hora o Encontro de Teatro Popular Latino-Americano (ENTEPOLA) 2008, mas depois de ter pedido desde o começo do mês a Wilson Coelho, acho que, na correria de organizar o Festival, ele só teve tempo de enviar os dados que eu pedi nesta quinta-feira (20/11/2008), para o grupo de discussão Opiniões Cênicas.

A quinta edição do ENTEPOLA começa no sábado (22/11/2008), na Praça Duque de Caxias, as 20:00, em Vila Velha/ES, e segue até o dia 30/11/2008 (domingo), passando pela Praça Duque de Caxias, O Teatro Municipal de Vila Velha, Praça de Santa Mônica, Casa da Cultura da Barra do Jucu, Praça de Itapoã, Praça de Novo México e o Shopping Praia da Costa, com vários espetáculos, tanto do estado, quando de fora do estado e de fora do país. Estados como Rio de Janeiro, Paranã, Amazonas e Tocantins, além dos países como Argentina, Chile, Venezuela e Equador, nos dão o ar da graça com seus espetáculos. Segue abaixo a programação e o release, preparado pelo próprio Wilson Coelho;. Maiores detalhes, como oficinas, debates e informações sobre ingresso, podem ligar para os números: (27) 9938-9794 e 3082-8509.

Entepola-2008-net

ENTEPOLA

(Encontro de Teatro Popular Latino-Americano)

Vila Velha Brasil 2008

Vila Velha vai receber festival de teatro latino-americano

Vila Velha vai se transformar na capital do teatro de vanguarda latino-americano. De 22 a 30 de novembro ano acontece o V Encontro de Teatro Popular Latino-Americano (ENTEPOLA), tendo como palco central o Teatro Municipal de Vila Velha. O evento é uma reunião que congrega grupos e artistas cênicos latino-americanos na discussão por uma linguagem própria e políticas culturais. As edições anteriores do evento foram realizadas em Nova Venécia, Florianópolis e Colatina. Além dos espetáculos teatrais, os artistas se comprometeram a realizar debates sobre os espetáculos, painéis e diversas oficinas cênicas com moradores das comunidades.

GRUPOS PARTICIPANTES

Um dedo de prosa (Sérgio Torrente Produções – Paranavai-PR)

O Marinheiro (Cia Cacos Manaus-Am)

Cidade das Donzelas (Troupp Pas D'Argent – Rio de Janeiro-RJ)

Cantantes e Brincantes (Companhia Folgazões de Artes Cênicas – Vitória-ES)

Auto do Tumulo de Anchieta (Grupo de Teatro da Barra – Vila Velha-ES)

Os Cenci (Grupo Albino Vitoria-ES)

O Figurante Invisível (Grupo Quintal – Vitória-ES)

A incrível Peleja de Zefa e a Morte (Grupo Arautos – Castelo-ES)

O Homem que casou com mulher Braba (Grupo Rerigyiba – Anchieta-ES)

Um Pueblo LLamado jujuy (Grupo La Rosa – Argentina)

Coração de Menino (Grupo Os Tawera – Palmas-To)

Uma Temporada no Inferno (Grupo Tarahumaras – Vitória-ES)

Shorrlaa (Grupo Contratempo Flamenco - Venezuela)

A Princesa Rana (Grupo de Teatro Topográfico – Argentina)

Eterno Y Imborrable (Compañia Sapucay Teatro – Argentina)

Mockinpott (Grupo La Casa La Cultura Núcleo del Guayas – Equador)

Suenos de Cristal (Grupo Paradigna Y Arlekin – Santiago do Chile)

Memorias de un Loco (Organizaciones El Negro Olmedo – Argentina)

Lo que Piensan Ellas (Grupo Paradigna Y Arlekin – Santiago do Chile)

Ana Karina Rote (Movimento De Estatuismo de Maracaibo – Venezuela)

Vila Velha vai receber festival de teatro latino-americano

Vila Velha vai se transformar na capital do teatro de vanguarda latino-americano. De 22 a 30 de novembro ano acontece o V Encontro de Teatro Popular Latino-Americano (ENTEPOLA), tendo como palco central o Teatro Municipal de Vila Velha. O evento é uma reunião que congrega grupos e artistas cênicos latino-americanos na discussão por uma linguagem própria e políticas culturais. As edições anteriores do evento foram realizadas em Nova Venécia, Florianópolis e Colatina. Além dos espetáculos teatrais, os artistas se comprometeram a realizar debates sobre os espetáculos, painéis e diversas oficinas cênicas com moradores das comunidades.

LOCAIS DE APRESENTAÇÃO: Teatro Municipal de Vila Velha, Praça Duque de Caxias, Praça de Santa Mônica, Casa da Cultura da Barra do Jucu, Praça de Itapoã, Shopping Praia da Costa e Praça de Novo México.

ORGANIZAÇÃO: Grupo Tarahumaras e FECATE (Federação Capixaba de Teatro) com apoio da Secretaria Adjunta de Cultura da Prefeitura Municipal de Vila Velha.

MAIORES INFORMAÇÕES: 9938.9794 – 3082.8509 (Wilson Coêlho)

SINOPSES DOS ESPETÁCULOS

Grupo: La Rosa Teatro (Argentina)

Obra: Un pueblo llamado Jujuy (Um povo chamado Jujuy))

Diretor: Germán Romano

Sinopse: São quatro contos de distintos autores e de diferentes regiões de Jujuy que – juntos – mostram as características dos personagens desta região da província. Un pueblo llamado Jujuy (Um povo chamado Jujuy) tem grandes e pequenas histórias. A memória cidadã sempre se compõe das heróicas ações, mas cotidianamente vivemos rodeados de histórias mínimas que nos dão identidade popular. Este espetáculo ressalta as vivencias das que ninguém fala, as que estão ocultas, as da volta da esquina, com textos de Alberto Alabí, Félix Maldonado, Héctor Tizón y Meliza Ortiz.

Grupo: Organizaciones El Negro Olmedo (Argentina)

Obra: Memórias de um louco

Diretor: Fabián Morales

Sinopse: Versão livre de Fabián Morales do conto homônimo de Nikolai Vasilievich Gógol, Memórias de um louco trata-se de uma sátira e tem como temática central a humilhação do homem no mercantilismo. Um modesto empregado se enamora da filha de seu diretor e pensa que pode se casar com a mesma para conseguir assim uma boa posição social. Suas ânsias para que seja reconhecido socialmente e de que seja aceito como noivo o levam à loucura. A partir dai, fala com os cães, acredita ser o rei da Espanha e acaba num manicômio. Conforme Fabián Morales, que também dirigiu a peça e atua, as imagens que nos propõe o relato de Nikolai Gógol, encontram uma extraordinária similitude com a época atual. A vigência de Memoria de um louco nos surpreende e, por sua vez, nos preocupa. Surpreende a vigência que tem um relato escrito no século XIX e que resulta de uma atualidade inquietante. Em seu texto se conjugam questões que têm a ver com as relações de poder, o sistema, a política e suas neurosis.

Grupo: Contratiempo (Venezuela)

Obra: Shorrlaa

Diretor: Rocio Perea

Sinopse: O espetáculo Shorrlaa, com roteiro concebido por Rocio Perea, é uma dança-fusão onde veremos culturas étnicas mescladas, elementos da natureza e um toque de contemporaneidade que se reflete na riqueza do movimento e harmonias musicais que de uma ou outra forma marcam nossa vida e nosso destino.

Grupo: Teatro Rerigtiba (Anchieta-ES)

Obra: O moço que casou com mulher braba

Diretor: Renato Saudino

Sinopse: Farsa medieval sobre costumes da época que faz parte de uma coletânea de fábulas e contos escritos por Dom Juan Manuel, em 1335. O moço que casou com mulher braba é um conto espanhol do século XIV que reflete uma mentalidade e uma ambientação histórica tipicamente medieval. Trata-se do casamento de um moço pobre com um a moça muito rica e da mais alta linhagem. A tal moça é a mais forte e a mais braba coisa que existe no mundo, tão ruim de gênio que não há marido que queira ficar com ela. Essa é a história do moço que casou com uma mulher braba e as artemanhas que teve de aplicar para dominá-la desde o momento em que se uniram.

Grupo: Compañía Sapucay (Argentina-ES)

Obra: Eterno e Indestrutível (Eterno e Imborrable)

Diretor: Jazmín García Sathicq

Sinopse: A guerra e o homem. As diversas condições e estados do homem num estado de guerra, concebendo que a guerra faz perder a noção do tempo, mas todo minuto nela se torna eterno e inapagável. Na obra vemos a um homem apelando, segundo os distintos casos e situações às que se enfrenta, à violência, o submetimento, a degradação, a dor, a angústia, o amor, a preservação da própria existência e da humanidade, mas além da própria vida, a defesa de uma causa sob a convicção e sob a incerteza,v emos a traição, o instinto de sobrevivência. Se sustenta na idéia de que tudo está acabado e que não basta nem o corpo para nos identificar, se extinguiu a memória, a memória é aqui e agora e, inevitavelmente, surge a pergunta: o que há se não existe corpo nem memória?

Grupo: Quintal (Vitória-ES)

Obra: O figurante invisível

Diretor: Telma Smith

Sinopse: O espetáculo é um ensaio da tragédia Antígona de Sófocles, escrito por Romário Borelli. O diretor (Antero) prepara uma atriz (Dina) na substituição do papel título. Durante o ensaio, recebem a visita de Ganzarolli, um experiente ator que decide se aposentar e para isso procura quem compre sua biblioteca pessoal. O espetáculo procura mostrar artistas que por muitas vezes vivem de forma anônima pela sociedade que nascem, lutam por sua arte e morrem, passando por questionamentos e privações, mas também por uma vida intensa e repleta de novidades e desafios.

Grupo: Os Tawera (Palmas-TO)

Obra: Coração de menino

Diretor: Wertemberg Nunes

Sinopse: O espetáculo acontece no quarto de Vô Mundico, um ex-palhaço de circo que vive com suas lembranças na casa de sua filha. Ao ver seu netinho chorando por não ganhar um navio de controle remoto, o velho Mundico, começa a contar sua história e a de tantos outros palhaços de circo do Brasil para seu neto Tebas Grego. Na sua história, vai apresentando onze bonecos que eram utilizados em seus espetáculos. Bumba, um ventríloco que o acompanhou pelo país, dentre outros, Fobinha, Pestana, Dulôbo, Cordeiro, Assum Preto, o palhaço "Sô" (homenagem em especial a Benjamin de Oliveira e a todos os palhaços) e o Vovô Totoió que é ele mesmo. Tebas Grego, sempre irritado por ser chamado de Tebinha e que é a extensão da platéia se encanta. Enfim, o velho dorme e o seu neto se apega à fantasia do palhaço e começa a imitar o número que Mundico apresentou como Raio de Sol, dando continuidade ao trabalho do velho palhaço que "dorme" o sono tranqüilo e profundo, sabendo que sua arte será como nas histórias passadas de pai para filho como foi a sina de tantos palhaços de circo do Brasil.

Grupo: Paradigma y Arlekin (Chile)

Obra: Sueños de cristal (Sonhos de cristal)

Diretor: Claudio Ortiz Jara

Sinopse:Mudança da inocência da criança até a adolescência. É uma obra liviana onde um grupo de crianças brincam em sua inocência e aparecem uns personagens místicos fazendo travessuras (Cupido e Cupitina). Depois, as crianças não se dão conta e já são adolescentes e começa ai o jogo pela conquista.

Grupo: Paradigma y Arlekin (Chile)

Obra: Lo que piensan ellas (O que pensam elas)

Diretor: Claudio Ortiz Jara

Sinopse: Estudo baseado no pensamento das mulheres sobre os homens. Estefânia recebe uma proposta de casamento e aceita. Então se junta com suas amigas de infância para comemorar. As amigas são todas casadas e começam a lhe relatar as mudanças que tem os homens uma vez casados. Ademais se evidenciam contando segredos que nunca haviam contado.

Grupo: Tarahumaras (Vitória-ES)

Obra: Uma temporada no inferno

Diretor: Wilson Coêlho

Sinopse: Baseado na vida e obra do poeta francês Arthur Rimbaud, principalmente, sua estadia na Abissínia (hoje Etiópia), onde - além de comerciante de peles, café e armas com as quais contribuiu para a vitória do guerrilheiro Menelik sobre os ingleses - revive o delírio de sua poesia profética e sua relação com as personalidades que marcaram sua vida.

Grupo: Cia Cacos de Teatro (Manaus-AM)

Obra: O marinheiro

Diretor: Dyego Monnzaho e Taciano Soares

Sinopse: Em O marinheiro de Fernando Pessoa, três veladoras utilizam de sonhos para passar o tempo em que são obstinadas a ficar ali, vivendo a morte de alguém que não elas, carregando o peso da ausência da vida, mesmo que essa seja a sua própria morte. Isso as leva a absorver personalidades do Marinheiro, personagem que elas sonharam viver. Tudo isso, toda essa angústia e esse medo, tornam-se fatores culminantes para o final destrutivo que elas cavam para si.

Grupo: Teatro da Barra (Vila Velha-ES)

Obra: Auto do túmulo de Anchieta

Diretor: Paulo DePaula

Sinopse: O Auto do túmulo de Anchieta é uma farsa à moda vicentina de Luiz Guilherme Santos Neves, que ao retratar a história capixaba traz os personagens a um conflito na decisão de um edital da Cidade de Vitória que pretende escolher um personagem para preencher o túmulo vazio de Padre José de Anchieta.

Grupo: Nucleo del Guayas (Vila Velha-ES)

Obra: Mockinpott

Diretor: Christian Cabrera

Sinopse: Mockinpott é um homem comum como qualquer de nós que por coisas do "destino" ou simplesmente por "má sorte" passa por uma série de acontecimentos negativos que o fazem indagar o porquê disso que sucedem a um homem que não se mete com ninguém e respeitador das regras da sociedade. A obra é uma denúncia do que acontece com um homem qualquer que sai à rua e é vítima de todos os atropelos possíveis por parte da sociedade.

DIA HORA GRUPO ESPETÁCULO LOCAL

22/11

20:00


21:00

Música, dança, capoeira e artistas

STP
(Vila Velha/ES)

Abertura

Um Dedo de Prosa

Pç. Duque de Caxias

Teatro Municipal

23/11

19:00


19:40

20:00

La Rosa Teatro Jujuy (Argentina)

X Street Hip Hop Free Style

Grupo de Teatro Rerigtiba (Anchieta/ES)

Um Pueblo Llamado Jujuy

Coreografia eXtreme

O Moço Que Casou com Mulher Braba

Pç. Duque de Caxias

Pç. Duque de Caxias

Teatro Municipal

24/11

19:30


21:00

Cia Cacos de Teatro (Manaus-Am)

Cia Sapucay Teatro

(La Plata – Argentina)

O Marinheiro

Eterno y Imborrable

Teatro Municipal

Teatro Municipal

25/11

16:00




19:00


20:00

Movimiento de Estatuismo de Maracaibo (Venezuela)

Contratiempo (Venezuela)

Tarahumaras (Vitória-ES)

Ana Karina Rote

Shorrlaa

Uma Temporada no Inferno

Shopping Praia da Costa

Teatro Municipal

Teatro Municipal

26/11

14:30

19:00

20:00

Grupo Teatro Topográfico (Argentina)

Movimiento de Estatuismo de Maracaibo (Venezuela)

Grupo Quintal (Vitória-ES)

La Princesa Rana

Ana Karina Rote

O Figurante Invisível

Teatro Municipal

Pç. Duque de Caxias

Teatro Municipal

27/11

19:00

19:00

20:00

Grupo Arautos (Castelo-ES)

Grupo Albino e seus Pretinhos de Teatro (Vitória-ES)

Núcleo del Guayas (Equador)

A Incrível Peleja de Zefa e a Morte

Os Cenci

Mockinpott

Pç. de Itapoã

Casa da Cultura da Barra do Jucu

Teatro Municipal

28/11

19:00

20:00

Grupo de Teatro da Barra

(Vila Velha-ES)

Os Tawera (Palmas-TO)

Auto do Túmulo de Anchieta

Coração de Menino

Pç. Duque de Caxias (Anfiteatro)

Teatro Municipal

29/11

11:00

19:00

18:00

20:00

Troupp pas d'argent

(Rio de Janeiro – RJ)

Paradigma y Arlekin

(Santiago de Chile)

Movimiento de Estatuismo de Maracaibo (Venezuela)

El Negro Olmedo (Mercedes-Argentina)

Cidade das Donzelas

Sueños de Cristal

Ana Karina Rote

Memorias de un Loco

Pç. Duque de Caxias

Pç. Duque de Caxias

Pç. de Itapuã

Teatro Municipal

30/11

19:00

19:00

19:00

20:00

20:30

Troupp pas d'argent (Rio de Janeiro-RJ)

Os Folgazões

(Vitória-ES)

Paradigma y Arlekin

(Santiago de Chile)

X Street Hip Hop Free Style

ACES

Convento da Penha em Cordel

Encerramento

Cidade das Donzelas

Cantantes e Brincantes

Lo que Piensan Ellas

Coreografia Xtreme

Pequenos Talentos

Cia Capixaba de Comédias

Pç. das Gaivotas

Pç. Novo México

Pç. Duque de Caxias

Pç. Duque de Caxias

Teatro Municipal

Teatro Municipal

Teatro Municipal

OBS.: Caso aja mudanças na programação, não nos responsabilizamos (Blog Teatro Capixaba)

OFICINAS:

PARA ATORES (2 dias de 2 horas)

Ministrada por JAZMÍN GARCÍA SATHICQ (GRUPO SAPUCAY – ARGENTINA)

PARA COMUNIDADE (2 dias de 2 horas)

Ministrada por JAZMÍN GARCÍA SATHICQ (GRUPO SAPUCAY – ARGENTINA)

PARA PROFESSORES (dirigida a trabalhar com crianças)

Ministrada por CHRISTIAN CABRERA (NUCLEO DEL GUAYAS – EQUADOR)

PARA JOVENS (de 14 a 20 anos)

Ministrada por CHRISTIAN CABRERA (NUCLEO DEL GUAYAS – EQUADOR)

INTERPRETAÇÃO (a partir de 15 anos)

Ministrada por VANESSA DARMANI (CIA FOLGAZÕES – VITÓRIA – ES)

OUTRAS OFICINAS PODERÃO SER OFERECIDAS NA MEDIDA EM QUE OS GRUPOS FOREM CHEGANDO

INSCRIÇÕES A PARTIR DO DIA 22 A 25 (de 14 às 18:00 horas no Teatro Municipal de Vila Velha)

CONFERÊNCIA:

SEMELHANÇAS E DIVERSIDADES DO TEATRO POPULAR LATINO-AMERICANO, sobre participação em festivais comunitários do Peru, Equador, México, Colômbia e Cuba, com o dramaturgo mexicano JUAN MANUEL BÁRCENAS (Grupo La Rosa Teatro de Jujuy – Argentina)

DEBATES SOBRE OS ESPETÁCULOS: todas as manhãs em local e horário a ser divulgado.

PAINÉIS: Discussão sobre políticas de cultura e estéticas do teatro latino-americano.