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domingo, 27 de março de 2011

Dia mundial do teatro e dia nacional do circo: Último ato

dia-do-teatro Hoje (27/03/2011) é comemorado o Dia Mundial do Teatro e o Dia Nacional do Circo. Comemorações das mais diversas acontecem no mundo inteiro e são celebradas das mais diversas formas.

iTi Como todos os anos, o International Theatre Institute (ITI), instituto criado em 1948 no primeiro Congresso Mundial da UNESCO, em Praga, na intenção de unir as grandes mentes do teatro mundial, publicou uma mensagem no site World Theatre Day da atriz, diretora, dramaturga e acadêmica em teatro, a Dra. Jessica A. Kaahwa (Ph.D), de Unganda. A mensagem ainda não foi traduzida para o português, então tomei a liberdade de usar o Google Tradutor para fazer uma tradução do espanhol:

Um discurso sobre o teatro como serviço à humanidade

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Jessica A. Kaahwa, Unganda

A celebração de hoje é um verdadeiro reflexo do imenso potencial do teatro para mobilizar as comunidades e construir pontes.
Alguma vez pensou-se que o teatro poderia ser uma poderosa ferramenta para a paz e a reconciliação? Enquanto as nações gastam enormes somas de dinheiro em missões de paz em zonas de conflito em todo o mundo, há muito pouca atenção para o teatro como uma alternativa para a gestão personalizada e transformação de conflitos. Como podem os cidadãos da Mãe Terra alcançar a paz universal se os instrumentos são utilizados de poderes externos e, aparentemente, repressiva?
O teatro sutilmente impregna a alma humana apreendidos pelo medo e pela desconfiança, alterando a sua própria imagem e abrindo um mundo de alternativas para o indivíduo e, portanto, para a comunidade. Ele pode dar sentido à realidade cotidiana, evitando um futuro incerto. Você pode participar de questões de política social de uma forma simples e direta. Para ser inclusiva, o teatro pode ter experiências capazes de transcender a concepções pré-concebidas.
Além disso, o teatro é uma forma comprovada de progresso e defesa das idéias que temos e por que estamos dispostos a lutar quando há respeito, coletivamente.
Para antecipar um futuro de paz, devemos começar a usar meios pacíficos para procurar compreender, respeitar e reconhecer as contribuições de cada ser humano na tarefa desta pesquisa para a paz. O teatro é a linguagem universal através da qual podemos promover mensagens de paz e reconciliação.
Permitindo que cada participante ativamente engajados, o teatro pode fazer muitas pessoas desconstruirem idéias preconcebidas e, portanto, oferece ao indivíduo a oportunidade de renascer para tomar decisões baseadas no conhecimento e fatos redescobertos. Para o teatro prosperar, entre outras formas de arte, devemos dar um passo decisivo para a frente através da sua incorporação na vida cotidiana, abordando questões críticas de conflito e de paz.
Em sua busca para as comunidades de transformação social e de reforma, o teatro em áreas já devastadas pela guerra e entre as populações em situação de pobreza ou doença crónica. Há um número crescente de histórias em que o teatro tem sido capaz de mobilizar o público para promover a conscientização e assistência às vítimas de traumas pós-guerra. plataformas culturais como o "International Theatre Institute" que visa "reforçar a paz ea amizade entre os povos" já estão em andamento.
É, portanto, uma farsa manter a calma em momentos como esse, sabendo do poder do teatro, e permitir que empunhando armas e jogando bombas de ser pacificadores em nosso mundo. Como essas ferramentas de alienação também ser instrumentos de paz e reconciliação?
Exorto-vos, neste Dia Mundial do Teatro, para refletir sobre a possibilidade de propor para o teatro como uma ferramenta universal para a transformação do diálogo social e da reforma. Enquanto as Nações Unidas gastam enormes quantias de dinheiro em missões de paz ao redor do mundo através do uso de armas, um teatro alternativo é espontâneo, humano, menos caro e muito mais poderoso.
Embora possa não ser a única resposta para a paz, o teatro deve certamente ser incorporado como uma ferramenta eficaz em missões de paz.

As palavras da dramaturga são profundas e atestam o quão desvalorizado a arte do palco é. Mas a falta de valor não é somente para a arte, mas também para as casas aonde são apresentadas essas formas cênicas de interpretação da vida. No dia 17/03/2011 (quinta-feira), site de notícias Século Diário publicou uma matéria maravilhosa sobre as condições em que se encontra a arte do Espírito Santo, principalmente na capital do estado. Segue abaixo o material, escrito por Rafael Abreu:

Último ato

Rafael Abreu

Gobbi Em questão de cultura, é difícil manter o velho papo de que Vitória não produz muito. A movimentação recente de lançamento de discos - Poemas Brasileiros, de Wanderson Lopez e CMDO Guatemala, de Fê Paschoal - realização de exposições - Edital 11 que será aberta na próxima terça-feira (22) no Museu de Arte do Espírito Santo, e reúne obras de artistas capixabas - eventos de performance - o _TRAMPOLIM, que chega a seu fim essa semana - não mentem: há muita coisa sendo feita no estado. Com a ajuda de vários mecanismos de âmbito estadual ou municipal, que contemplam áreas tão distintas quanto a de histórias em quadrinhos e a produção de discos, o poder público tem se mostrado disposto, até certo ponto, a financiar o crescimento artístico da capital.
Se a produção ostenta saúde, há um descompasso entre o que se faz e o que é passível de ser visto. A própria realização de um debate, por parte do Conselho Municipal de Política Cultural de Vitória, na última terça-feira (15), acerca dos espaços culturais da cidade contempla, ainda que tardiamente, esse problema. A maior pergunta, diante de todo o material que está sendo desenvolvido, é: para onde ele vai?
Essa parece ser a pergunta de José Luiz Gobbi (foto), ator e diretor teatral, diante da situação lamentável em que sua área de trabalho se encontra. Muito se fala sobre o enorme projeto do Cais das Artes, mas a preocupação da classe artística local que trabalha com produção e direção teatral é com estabelecimentos menores. Como o Teatro Edith Bulhões, demolido em 2010, o Teatro Galpão, fechado no fim do ano, e o Teatro Carmélia, igualmente inativo. “Eu diria que as nossas políticas culturais em geral, salvo alguns municípios do interior, estão traçando a política cultural para Rio e São Paulo - para trazer grandes exposições, grandes espetáculos. Acho que interessa aos poderes públicos a morte do artista local”. O Cais das Artes, cujos custos estão orçados em R$ 115 milhões, então, se encaixa nessa lógica de atrofiamento de espaços que, menores e mais condizentes com o público da cidade, dariam oportunidade não só a produções de menor porte, mas a um público com menor poder econômico.
É pensando nesse tipo de público e numa lógica que faz do espaço de apresentação uma espécie de laboratório para experimentações, além da formação de público e de linhas de pesquisa, que a Cia. Folgazões e a Repertório Artes Cênicas inauguraram, em outubro, o Espaço Coletivo. Localizado no Centro de Vitória e munido de 60 assentos, o Coletivo é o tipo de lugar que a maioria dos diretores entrevistados para essa matéria desejam.
Um dos “problemas” indicados no valor redentor que parece ter sido criada em torno do Cais das Artes parece é o próprio fato de que, com um orçamento de seu porte, não só a cidade, mas a produção da capital teria muito mais a ganhar. “O cais das artes coloca Vitória no cenário dos grandes caça-níqueis: megaespetáculos caros e de gosto duvidoso. É muita grana para isso. Uma política de apoio à criação de espaços alternativos para os grupos, sedes-teatro, seria muito mais interessante”, explica Saulo Ribeiro, dramaturgo que ajudou a criar o Espaço Coletivo. “A gente optou por criar um espaço próprio pra ter a oportunidade de fazer temporada de teatro. Quando você faz um mês todo de espetáculo, o próprio marketing boca a boca vai levar aquilo pra todos os dias.”
A noção de temporada, no que diz respeito ao desenvolvimento de uma cena teatral local, é um conceito determinante nesse debate. É através da temporada que se firma o público e se aperfeiçoa a própria arte: afinal, cada noite no palco é um lição aprendida. “Nenhum grupo local consegue sustentar um Sesi por muito tempo, só a bilheteria sabemos que não sustenta aqui. Sem o contato constante com o público, o ‘fazer’ acaba acarretando na qualidade do espetáculo. Fica difícil ganhar ritmo de palco, por exemplo, sem a prática”, explica Nieve Matos, diretora de teatro e professora da Fafi.

É por isso que a política de editais realizada pelo Teatro Carlos Gomes, o último dos moicanos quando se trata de teatros públicos e em atividade, se mostra insuficiente à demanda local. Realizada semestralmente, a abertura dos editais prevê, no máximo, um ou dois finais de semana para determinado espetáculo. Um arranjo bastante conveniente para as grandes produções nacionais que, num itinerário que cobre muitas outras cidades no país, não vê problema em encher a casa por dois ou três dias. Um final de semana, no entanto, não é o suficiente para que uma montagem local lote a casa e atenda a grande parte da população.

“Não há por que ser artista em Vitória”, conclui Gobbi. Não enquanto isso for uma espécie de segredo para a população, que não tem as devidas oportunidades de ver o tanto que a cultura da cidade tem a oferecer.

Fonte: http://www.seculodiario.com.br/exibir_not_atracao.asp?id=5560

Feliz dia mundial do Teatro e dia nacional do Circo para todos!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Dia Mundial do Teatro na Escola de Teatro e Dança FAFI

ator em palco Faltam dois dias para o Dia Munidal do Teatro e Dia Nacional do Circo. Considerado, por mim, o dia mais importante do ano, pois uma gama de eventos acontecem no mundo inteiro e no Brasil.

Como gosto de concentrar minhas atenções no Espírito Santo, tento, todo ano, disponibilizar a programação planejada para comemoração do dia e, aparentemente, neste ano não será diferente.

marca FAFI A Escola de Teatro e Dança FAFI prepara uma grande programação. Unindo-se a alguns dos grupos de teatro da capital, a FAFI deseja comemorar em grande estilo. Abaixo segue o material enviado a mim pelo ator, diretor e professor da FAFI, Leonardo Patrocínio, e pelo coordenador de Teatro da FAFI, o Sr. Wilson Coêlho (obrigado a ambos!):

A Escola de Teatro e Dança FAFI, em parceria com os Grupos Z de Teatro, Beta de Teatro, Tarahumaras, Repertório Artes Cênicas, Folgazões, Viralatas, Boiacá, H B Produções, Sérgio Torrente Produções, Leda Barreto, Edgard Barbosa, Ari Roas, Everaldo Nascimento e outros artistas e técnicos realizam no próximo sábado (27 de março) evento em comemoração ao Dia Mundial do Teatro e Dia Nacional do Circo, com uma programação que consiste em encontro na Praça Costa Pereira, em frente ao Teatro Carlos Gomes, seguido de cortejo pela Rua Sete de Setembro, mesa redonda no Laboratório da Escola de Teatro e Dança FAFI e manifestações gerais na Praça Pedro Caetano (também na FAFI).

ENTRADA   FRANCA

Maiores informações: Secretaria de Eventos 3381.6922 - 3381.6921 - 9938.9794 (Wilson Coêlho)

Participantes (grupos, artistas e técnicos) confirmados:

Grupo Z

Repertório Artes Cênicas

Grupo Beta

Tarahumaras

Folgazões

Viralatas

H B Produções

Boiacá

Sérgio Torrente Produções

Leda Barreto

Edgard Barbosa

Ari Roas

Everaldo Nascimento

OBS.: Há abertura para outras participações

Programação

16:00 horas – Mobilização na Praça Costa Pereira (em frente ao Teatro Carlos Gomes)

16:30 horas – Cortejo dos grupos e interessados pela Rua Sete de Setembro.

17:00 horas – Mesa Redonda – Teatro Grego – Uma cena entre Titãs – com Ioannis Andonios Zavoudakis e Fernando Marques, no Laboratório da Escola de Teatro e Dança FAFI

18:00 – Palco Aberto com performances, esquetes e recitais na Praça Pedro Caetano, na Escola de Teatro e Dança FAFI

21:00 – Encerramento.

DIA MUNDIAL DO TEATRO

iTi No dia 27 de março é comemorado o dia Mundial do Teatro. Em 1961, o Instituto Internacional de Teatro da Unesco (órgão das Nações Unidas voltada à educação, à ciência e á cultura) resolveu criar um dia exclusivo às atividades culturais, durante o IX Congresso Mundial, em Viena.

A festa de comemoração para essa data tão importante foi inaugurada no Teatro das Nações, em Paris, França. Com isso a ONU (Organização das Nações Unidas), envia mensagens, valorizando a importância da arte teatral aos países membros da Organização.

DIA NACIONAL DO CIRCO

O circo moderno surgiu na Inglaterra. O oficial Philip Astley, da Cavalaria Britânica, inaugurou o Astley's Amphitheatre em 1770, o qual apresentou a estrutura que os circos utilizam até hoje, com um picadeiro central e uma arquibancada. A principal atração era um espetáculo com cavalos, mas Astley logo contratou saltimbancos, malabaristas e palhaços. O apresentador do show era o próprio Astley, surgindo então a figura do mestre-de-cerimônias.

No Brasil, os circos apresentavam uma estrutura teatral. Sua introdução deve-se às famílias ciganas que, com suas tendas, atraíam espectadores para suas apresentações. O espetáculo do circo-teatro era dividido em duas partes. A primeira era tradicional, com malabaristas e mágicos. A segunda introduzia o teatro, apresentando peças, em sua maioria cômicas. Esse estilo de circo predominou durante quase um século, colocando os brasileiros em contato com as artes cênicas.

O picadeiro ficou conhecido como o berço do teatro brasileiro. O maior expoente desse teatro cômico que começava a dar os seus primeiros passos foi o palhaço Piolin. Seu nome era Abelardo Pinto; nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, em 27 de março de 1897. O Dia Nacional do Circo foi instituído em sua homenagem, devido a seu trabalho pioneiro na introdução do circo e das artes cênicas.

Dia 27 de Março comemora-se o Dia Mundial do Teatro. Eis abaixo a sugestão de duas obras sobre o Teatro na Antiguidade, bem como três peças de autores clássicos, que Edições 70 tem publicadas na sua Colecção Clássicos Gregos e Latinos.

O Teatro Antigo

Pierre Grimal

PierreGrimal O teatro antigo foi o que nasceu e se desenvolveu dentro das duas grandes civilizações antigas, a da Grécia e a de Roma, causa e origem da nossa própria civilização. Mas este teatro não pertence só ao passado; a sua história interessa a toda a cultura ocidental, sobre a qual exerceu uma influência muito importante e, em certos momentos, determinante. O teatro antigo é um complexo fenómeno literário e humano. A sua vida estende-se por um período muito longo, pois a primeira tragédia que sabemos ter sido representada situa-se sob a tirania de Pisístrato, em Atenas, cerca de 534 a. C., e pode considerar-se que as últimas obras dramáticas por nós conhecidas são as trágédias de Séneca, escritas, sem dúvida, entre 45 e 60 depois de Cristo, mais ano menos ano. Por conseguinte, uma vida de cerca de seis séculos. Por outro lado, não devemos esquecer que este teatro se desenvolveu em duas sociedades muito diferentes – na Grécia sobretudo, em Atenas, e depois em Roma.

PIERRE GRIMAL nasceu em Paris em 1912 e faleceu em 1996. Foi um reputado classicista francês, com grande número de livros publicados.

A Tragédia Grega

Jacqueline de Romilly

Romilly A invenção da tragédia é um feito notável e pertence aos Gregos. É fascinante o sucesso que este género conheceu. De facto, vinte e cinco séculos depois, ainda se escrevem tragédias e se vai buscar aos Gregos os temas e as personagens. Nesta obra, a classicista Jacqueline Romilly fala-nos das origens do género, dos intervenientes e da forma como a representação clássica estava estruturada, abordando depois as principais peças dos três grandes tragediógrafos gregos: Esquilo, Sófocles e Eurípides.

JACQUELINE DE ROMILLY, nascida em 1913, é membro da Academia Francesa, da Academia das Inscrições e Belas Artes de França, e professora na Universidade de Paris. Especialista em assuntos sobre a Grécia Antiga, tem vários trabalhos publicados sobre esta matéria.

As Bacantes

Eurípides

180px-Euripides_Statue As Bacantes eram as sacerdotisas que, na Grécia Antiga, celebravam os mistérios do Deus Baco, ou Diónisos. Esta tragédia, sobre a morte de Penteu, rei de Tebas, dilacerado pelas bacantes, por ter-se oposto à introdução do culto de Diónisos, além do valor que tem como peça representativa da obra do autor, é um documento soberbo acerca da religião dionisíaca e a experiência psíquica que ela comporta e, como tal, uma exploração em profundidade da psicologia humana, quando sujeita a forças para além da razão.

EURÍPIDES foi o último (Salamina, 480 – Macedónia, 406 a.C.) dos três grandes poetas trágicos da Grécia (os outros são Sófocles e Ésquilo). Existem dele numerosas peças, entre as quais Ifigénia em Áulis, Electra, Alceste, Hipólito Coroado, As Troianas, As Bacantes, Andrómaca, Íon, Medeia, etc. Eurípides foi o responsável pela introdução de várias inovações na tragédia grega: ênfase na análise psicológica, preocupações científicas e filosóficas, coros independentes da acção, introdução de personagens do povo.

As Rãs

Aristófanes

aristofanes A comédia As Rãs constitui talvez a mais alta prova do génio de Aristófanes, que nela tem, simultaneamente, a sua última e grande manifestação. E o público que em 405 a. C. atribui o primeiro prémio à peça e a quis ver de novo representada, merece também a nossa simpatia. Não ignoramos, com efeito, que esse público era verdadeiramente popular e que nele estavam representadas todas as camadas sociais.

ARISTÓFANES, autor cómico ateniense (445-386 a.C.), foi o mais representativo da comédia antiga. Das suas peças, as onze que chegaram até aos nossos dias constituem variações satíricas sobre temas de grande actualidade.

Fedra

Sêneca

Sêneca O tema da mulher casada que se enamora de um jovem e que, ao ser rejeitada, o acusa falsamente ao marido, é frequente nas lendas e na literatura. Séneca trata-o nesta Fedra, em que Hipólito é o enteado que rejeita a madrasta; Teseu o marido irado que toma conhecimento da morte do filho, fugitivo e inocente; e Fedra a prevaricadora que vê na morte o único alívio do amor perverso.

SÉNECA (Lucius Annaeus Seneca), homem político, filósofo e escritor romano nasceu em Corduba (Córdova) aproximadamente em 4 a.C. e faleceu em 65 d.C.. Fez os seus estudos em Roma sob a direcção de um mestre pitagórico e de um outro estóico. Exerceu durante algum tempo a profissão de advogado mas tornou-se rapidamente homem de letras e cortesão. Era já célebre quando cai em desgraça junto da imperatriz Messalina, primeira esposa de Cláudio. Esteve exilado durante 8 anos, na Córsega, tendo sido chamado à corte de Claúdio em 49 pela segunda esposa deste, Agripina, que lhe confiou a educação do seu filho Nero. No entanto, anos mais tarde, Séneca volta a cair em desgraça e, implicado na conjuração de Pison, morreu cortando as suas próprias veias por ordem de Nero.

quarta-feira, 10 de março de 2010

“Cantantes e Brincantes” no Parque Moscoso

cantantes-e-brincantes O espetáculo de rua “Cantantes e Brincantes”, da Companhia Folgazões retorna, só que desta vez no Parque Moscoso.

O trabalho participou da 4ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” e representou a nós – estado e país – no Kulturelt Mangfold 2008, na Noruega, com total apoio da UNESCO.

festival de teatro da cidade de Vitoria 2008 039 O que é a peça? É um trabalho em conjunto entre os três atores e a atriz em cena: Duílio Kuster, Edson Nascimento, Vanessa Darmani e Wyller Villaças; onde ele mesclam teatro, música e dança, além de jogos, festas e brincadeiras populares como o Boi Bumbá, Bonecos Gigantes e a Nega Maluca. Durante seus 50 minutos de duração eles brincam com o público, cantam, dançam e tocam vários instrumentos, numa busca da regionalidade e da tradição popular, em um universo representativo dos diversos agrupamentos da nação gerando um complexo cultural que reflete a riqueza e diversidade das manifestações artísticas populares da pátria Brasil.

O espetáculo estará no Parque Moscoso, localizado no Centro de Vitória – ES, no dia 14/03/2010 (domingo), as 15:00. O público alvo é de qualquer idade e não precisa pagar ingresso, é chegar e assistir. Diversão garantida!

Agora fiquem com um pouco sobre a Companhia:

COMPANHIA FOLGAZÕES

DE ARTES CÊNICASLOGO COM LETREIRO5

Histórico

A Companhia Folgazões surgiu na cidade de Vitória/ES no ano de 2003 fruto de uma pesquisa acerca da linguagem musical e gestual dos chamados “brincantes” – atores/músicos populares. Desde então, vem se dedicando a uma investigação constante da cultura popular brasileira com ênfase em suas práticas performáticas no intuito da produção de conhecimentos estéticos e intelectuais que possam ser transmitidos e compartilhados com outros interessados pela cultura de nosso país e pela produção artística de uma forma geral.
O grupo vem desenvolvendo uma estética própria fundada nas linguagens musical, teatral, na dança, na arte da comicidade, na palhaçaria, nas técnicas circenses e no universo lúdico das festas populares. Além disso, é central no seu trabalho a pesquisa de espaços de encenação que possam aproximar a relação ator/espectador, não se limitando apenas ao palco italiano.
Dessa forma, a companhia vem encontrando nos espaços “abertos” (praças, ruas e parques, entre outros) a sua área de atuação por excelência. Em primeiro lugar, por acreditar que esses locais permitem uma nova forma de se pensar o espetáculo cênico, na medida em que retira o artista do seu local privilegiado de atuação - o palco – e o coloca ao nível do público, exigindo-lhe uma capacidade muito maior de despertar o interesse dessa platéia, que é transeunte por natureza. E, da mesma maneira, por entender que é, em muitos casos, somente nesses espaços que uma grande parcela da população, principalmente aquelas concentradas nas classes sociais menos favorecidas, poderá ter acesso às artes cênicas, tendo em vista a distância existente entre essas pessoas e as tradicionais salas de espetáculo.

· Formação profissional dos integrantes:
-Duílio Kuster: Ator-pesquisador graduado em História, UFES.
-Edson Nascimento: Ator-pesquisador e artista circense.
-Vanessa Darmani: Atriz-pesquisadora graduada em Artes Cênicas, UFOP.
-Wyller Villaças: Ator-pesquisador graduado em Artes Plásticas, UFES.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Boal manda carta ao ITI

iTi Eu sei que o Dia Mundial do Teatro (27/03) já passou, mas como o diretor e dramaturgo Erlon Paschoal mencionou uma carta de Boal à Unesco, decidi procurá-la e fui parar no ITI (Institut International du Théâtre) e lá descobri a encontrei.

Antes demais nada, vamos ao motivo da carta. Como é costume, desde que foi instaurado o Dia Mundial do Teatro, artistas do mundo todo enviam cartas ao Institut. Tornou-se um costume. Então, Augusto Boal não podia ficar de fora desta. Segue abaixo sua correspondência:

Dia Mundial de Teatro - 27 Março, 2009

Augusto Boal

boal Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.

Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!

Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.

Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.

Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa - nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.

Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - “Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida”.

Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.

Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida!

Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!

Augusto Boal

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ator, Espelho da Sociedade

O Luiz Tadeu Teixeira (diretor de “Graçanaã” e “O Estranho e o Cavaleiro”) deixou um lindo texto no Grupo Opiniões Cênicas, que eu gostaria de disponibilizar aqui.

Ele recebeu este texto do SATED-RJ e é de autoria do ator Milton Gonçalves e foi lido por ele num evento patrocinado pela UNESCO, no dia 09/12/2008 (terça-feira). É um lindo texto e vale a pena ser apreciado. Segue abaixo:

ATOR, ESPELHO DA SOCIEDADE

milton gonçalves “Ao retratar em cores realistas um político corrupto, o policial violento, o ativista idealista, uma mulher traída ou homossexual discriminado, o ator leva às últimas conseqüências a beleza da arte de representar. No teatro, cinema e televisão, o ator cumpre sua função social e política de entreter ou denunciar injustiças. Ressalta as mazelas e belezas humanas em sua dimensão mais mesquinha, sórdida, grandiosa e altruísta de que somos capazes.

O ator se apropria da sua sensibilidade forjada nos encontros e desencontros da vida para perceber o outro e a realidade que o cerca no sentido de encarnar variados tipos e personagens. Exerce com sua atuação um papel crítico e expressa por intermédio da sua interpretação a crônica do cotidiano do homem comum com suas angústias e fracassos numa sociedade que cada vez mais põe em segundo plano a presença do cidadão. Esse artista da expressão corporal e dos diálogos contundentes mostra o bem e o mal e deixa que o espectador utilize a emoção para exercer seu juízo de valor sobre o meio em que vive. Na prática, o ator se torna o espelho onde o homem se reconhece, se identifica e reflete sua condição de mortal.

O ator escancara a tristeza e a alegria em doses que potencializam a condição do humano para que a mensagem da arte seja captada e mexa com consciências, esperanças e valores. A arte de atuar, portanto, contribui consideravelmente para o despertar de esperanças e abre possibilidades para mostrar que o sonho e a imaginação do homem não têm limites seja na tragédia ou na comédia.

(…)essa atividade árdua, sofrida e prazerosa é um trabalho como todos os que contribuem para o desenvolvimento da sociedade e que só pode se expressar com toda força e influência quando são respeitadas as diferenças, a liberdade e se amplia a democracia”.

sábado, 6 de setembro de 2008

Cia. Folgazões - em setembro


O ator e arte-educador Wyller Villaças me enviou a agenda de setembro da Companhia Folgazões.

Antes vamos falar mais deles...

"A Companhia Folgazões surgiu no ano de 2003, em Vitória/ES, com uma pesquisa acerca da linguagem musical e gestual dos chamados "brincantes" - atores/músicos populares. Desde então vem se dedicando a uma investigação constante da Cultura Popular Brasileira com ênfase em suas práticas performáticas no intuito da produção de conhecimentos estéticos e intelectuais que possam ser transmitidos e compartilhados com outros interessados pela cultura de nosso país".

A Companhia é formada por quatro membros: Duilio Kuster, ator e historiador; Edson Nascimento, ator, artista circense, dançarino e palhaço; Vanessa Darmani, atriz; e Wyller Villaças, ator, capoeirista e artista plástico. No curriculo da Companhia existem duas peças: É Nóis, que é "uma ação de valorização da cultura brasileira"; e Cantantes e Brincantes, que é "um brinde à riqueza e diversidade das manifestações artísticas e populares brasileiras", e será sobre este último que falaremos.

A Companhia Folgazões está de partida para a Europa, onde ficará de 13 à 29 de setembro de 2008, na Noruega. Eles apresentarão o trabalho "Cantantes e Brincantes", além de oferecer workshops e seminários.

km_engelsk_logo_rgb Eles passarão por Oslo e outras cidades, durante o Kulturelt Mangfold 2008 (Diversidade Cultural 2008), festival que acontece com o apoio do Ministério de Assuntos da Cultura e da Igreja da Noruega e da UNESCO.

Segue abaixo os workshops e seminários que acontecerão:

Workshops - Danças circulares, o canto e as brincadeiras populares.
Com Edson Nascimento e Vanessa Darmani
A Capoeira no treinamento do Ator.
Com direção de Wyller Villaças
Seminário- Brasil Plural.
Com Duílio Kuster

Desejemos toda sorte do mundo aos nossos colegas e que nos tragam grandes novidades das terras geladas da Escandinávia.