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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Na Coxia: O teatro desabafa

Esses dias o Brasil vem tendo vários tipos de protestos em vários estados, e no Espírito Santo não poderia ser diferente.
Nós somos um estado cujo o governo simplesmente não demonstra o menor interesse nas melhorias da população. Vemos investimento em projetos que em nada contribuem para a melhoria do povo, pelo contrário, só viabilisa os cofres dos nossos comandantes. A educação do estado encontra-se prejudicada, pois não há investimento nas melhorias nas escolas públicas financiadas pelo Estado. O atendimento público de Saúde vive um desespero, pois as pessoas esperam durante meses – senão anos – para receber um atendimento que, devido as faltas de condições – é precário. As pessoas precisam de mais de um emprego para poder colocar comida na mesa, ou mesmo para sobreviver. Nossa segurança trabalha para proteger bens públicos em vez de trabalhar para proteger o cidadão. E a cultura do Estado do Espírito Santo investe em benefícios para trabalhos que vêm de outras capitais, ao invés de injetar dinheiro nas melhorias dos espetáculos do nosso estado.

Continuamos uma constante briga pelo crescimento da cultura do Espírito Santo, mas tem sido uma batalha sem vitoriosos, já que a Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo (SECULT/ES) continua a ignorar que existem fomentadores da nossa cultura regional e investem em cultura de outras regiões.
Eles podem até se justificar falando que o investimento é para termos conhecimento dos trabalhos que são desenvolvidos fora daqui, mas e o investimento dos trabalhos que são desenvolvidos aqui? Nos últimos anos, a capital – pois eu resido nela e eu sei mais do que rola por aqui – tem sido motivo de piada quanto a locais para apresentações de peças.
Depois da Prefeitura Municipal de Vitória-ES ordenar o fechamento do Teatro Galpão, o número de locais com preços acessíveis diminuiu  para zero.
Dessa forma, os trabalhos teatrais precisam se desdobrar, contando com a boa vontade de espaços alternativos, como ocorreu com a apresentação do espetáculo “Por Favor, Matem Minha Emprega 3 – 10 Anos Depois”, escrita, dirigida e atuada por Wilson Nunes. Até mesmo o Theatro Carlos Gomes, casa de espetáculos financiada pelo estado, cobra antecipado para apresentações, o que se torna complicado, pois como um local de apresentações com financiamento do estado e mantido pela Secretaria Estadual de Cultura, deveria ter acesso facilitado para os espetáculos capixabas, mas não é o que ocorre, como foi o caso do espetáculo “A Casa de Bernarda Alba” sob direção de José Luiz Gobbi.
O espetáculo conseguiu o feito de ter dois fins de semana de apresentação no Theatro Carlos Gomes, mas com muito suor e esforço do diretor e sua produção, que precisou negociar esse dois dias, pagando antecipado pelo local.
Graças a Dioníso e Apolo que eles tiveram a casa cheia em todos os dias de apresentação, o que lhe garantiu um retorno do investimento, mas a pergunta fica no ar: Por que o teatro cobrou antecipado do espetáculo, sem que ele tivesse garantias de que teria casa com público pagante ou não? Só porque ele queria um fim de semana a mais? Aí está o absurdo, pois a preferência deveria ser dada a peças teatrais do Espírito Santo, mas não. E o Theatro Carlos Gomes recebe financiamento do estado, sendo assim, deveria cobrar algo mais viável aos artistas que, na sua maioria, colocam seus trabalhos contando com o parco recurso das leis de incentivo, seja municipal ou estadual. Leis estas que, as vezes, não pagam nem metade dos figurinos que precisam ser feitos.
Mas a maioria das coisas que eu escrevo é um desabafo pessoal de uma insatisfação que já venho comentando há anos. Só que desta vez não fui somente eu que demonstrou sua insatisfação.
O diretor José Luiz Gobbi, neste domingo (30/06/2013), publicou no jornal A Gazeta, na coluna Victor Hugo, uma carta em resposta à SECULT, demonstrando sua insatisfação com a forma como nossos agentes culturais são tratados pelo referente Secretaria. Segue abaixo para apreciação de todos:

“Nós, artistas que optamos por movimentar e fazer crescer a cultura regional do ES, temos dificuldades até para falar com alguém da referida Secretaria, quanto mais aprovar um projeto dessa natureza obscura: contratação desnecessária de mão-de-obra cara e fora de nossa realidade. A SECULT MENTIU! A nós, capixabas, é dito que devemos "apresentar o projeto no edital". O valor do edital, de circulação, por exemplo, além das exigências diversas, se for contemplado após uma disputa acirrada com dezenas de outros postulantes, calculando impostos, não paga mais do que cinco mil reais por apresentação. E isto é para cobrir despesas com grupos de, no meu caso, 11 pessoas, entre elenco e equipe técnica. Portanto, em vez dos prolatados 15 mil pagos à artista, o artista residente não ganha mais do 500 reais por apresentação. E, ressalto, o dinheiro é todo gasto no ES, retornando num percentual alto ao próprio Estado, movimentando o mercado e gerando oportunidades.
“Segundo, ninguém ouviu falar de nenhuma oficina ou qualquer outro trabalho oferecido pelo contrato. Já que a divulgação dos shows é por conta da contratada, talvez por isso ninguém saiba das oficinas apregoadas pela SECULT.
“Terceiro, despesa pública tem que ter finalidade pública e não vemos no caso relatado, nenhum interesse público que justifique tal contratação exarcebada.
“Quarto, quem precisa de apoio é a cultura capixaba e o artista que a produz. Este, é obrigado e implorar pautas, pagar aluguel e tentar sobreviver de uma bilheteria trabalhosa.
“Quinto, a SECULT, quando faz tal contratação extrapola suas funções de fomentar e promover a cultura do Estado, agindo como se fosse um produtor particular que traz um show em busca de lucro. No caso, quem lucrou foi apenas a artista contratada. Penso eu!
Concluindo, a SECULT respondeu, mas não convenceu! A bandalheira ainda vai continuar?”
José Luiz Gobbi

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Na Coxia: Uma casa de mulheres fortes



Domingo (21/04/2013) tive o imenso prazer de ir assistir “A Casa de Bernarda Alba” no Theatro Carlo Gomes, em Vitória/ES.
O espetáculo é uma adaptação da obra do dramaturgo e poeta espanhol Frederico Garcia Lorca (1898-1936), assassinado durante o regime fascista do General Francisco Franco (1892-1975), feita por Vanessa Schaydegger.
A peça, no original, conta com muitos personagens transitando nos três atos. Já na adaptação, Schaydegger se concentrou em manter a intriga que ocorre dentro da casa de Bernarda Alba, matriarca linha dura, entre ela, suas cinco filhas e sua empregada mais antiga, Poncia, testemunha e cumplice de tudo que ocorre.
O drama é pesado e tem uma enorme carga dramática que as atrizes Lilian Menenguci, Fabiane Simões, Giovana Voig, Victoria Ramos, Eneidis Ribeiro e Marcia Moraes, que interpretam as personagens, carregam para o palco, com a direção de José Luiz Gobbi, que fez da casa um jogo de cena, com cadeiras e dois armados de ferro, que dão a movimentação e enriquecem a cena.
A carga dramática dada pelas atrizes é fenomenal, pois mesmo que personagens como a frágil Angustias, que ganha corpo e voz n a interpretação de Victoria Ramos, ganha um enorme peso na interpretação. O peso da idade também pode ser notado na interpretação da atriz Lilian Menenguci que da vida a matriarca Bernarda Alba, que além de se locomover com peso sobre uma bengala, tem uma voz cansada e fatigada, mas que sabe ainda como comandar a própria casa. Outra que também demonstra um total serviência e um cansaço do tempo é a atriz Fabiane Simões interpretando Poncia.
Esta testemunha de tudo que ocorre na casa, as vezes faz o papel de cumplice das aventuras da jovem Adela, interpretada pela atriz e bailarina Giovana Voig, que mostra um faceta solta e destemida da personagem, capaz de enfrentar tudo e todos pelo que deseja. A atriz Eneidis Ribeiro também está excelente no papel de Martírio, perseguindo Adela e demonstrando seu ciúmes pela irmã ser tão livre. A persoangem de Madalena, interpretada pela atriz Márcia Moraes, também tem enorme importância, observando a tudo e a todos, mas sem deixar esmorecer.
A trilha sonora e a iluminação enriquecem ainda mais o espetáculo, dando o tom carregado e pesado, ao qual o próprio diretor fala antes da peça se iniciar. Gobbi ainda menciona que podemos ver Bernarda Alba, personagem esta baseada por Lorca em uma pessoa real, pode ser vista como o Regime Franquista, autoritário e recessor, enquanto a personagem de Adela pode ser visto como o povo espanhol, buscando sua liberdade, não importando que medidas deverá tomar.
No folder do espetáculo, citam Lorca: “ ‘O teatro é uma poesia que sai do livro e se faz humana’. Só assim, ‘fala, grita, chora e se desespera’. [...] ‘As personagens têm que ser tão humanas, tão horrorosamente trágicas e ligadas à vida’ [...] ‘com uma força tal que mostrem suas tradições’ [...], suas dores, amor ou asco”, e tudo isso consegue se ver nesta adaptação de “A Casa de Bernarda Alba”, pois mesmo as palavras duras são como poema em cena, ganhando corpo na interpretação dessas bravas atrizes que assumem o papel de mulheres movidas por alguma necessidade.
Espero o retorno em breve deste espetáculo, que merece mais do que uma curta temporada no Carlos Gomes, ganhando outros palcos e mais apresentações.

Fotos: Sávio Heringer (http://www.savioheringer.com.br/)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Espetáculo "A Casa de Bernarda Alba" estréia no Theatro Carlos Gomes


No final do ano passado a peça "A Casa de Bernarda Alba", baseada no texto de Frederico Garcia Lorca, com direção de josé Luiz Gobbi, teve uma pré-estréia na Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música Fafi, com o auditório lotado nos dois dias de apresentação.
Este ano de 2013, para ser mais exato neste mês de abril, o espetáculo terá grande estréia no Theatro Carlos Gomes, localizado no Centro de Vitória - ES.
A estréia acontecerá no sábado, dia 13/04/2013, as 20h00, e ficará em cartaz até o dia 21/04/2013 (domingo), fazendo a incrível façanha de ficar dois fins de semana consecutivos em cartaz no teatro, um dos palcos mais desejados dentro do estado.
A peça, além de contar com uma visão particular do diretor Gobbi para o palco, tem adpatação textual de Vanessa Cordeiro Schaydegger e conta com as atrizes Eneidis Ribeiro, Fabiane Simões, Giovana Voig, Lilian Menenguci, Marcia Moraes e Victoria Ramos, no elenco.
Abaixo segue o release do espetáculo enviado a mim pela produtora Miriam Gonçalves de Assis, para apreciação de todos. Desejo-lhes bom espetáculo!

“A Casa de Bernarda Alba”, de Lorca, no TCG
A estreia é dia 13 de Abril, às 20 horas, no Theatro Carlos Gomes.

Um dos clássicos do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca - “A Casa de Bernarda Alba” - estreia no próximo dia 13 de abril,  às 20 horas, no Theatro Carlos Gomes, com direção de José Luiz Gobbi. A temporada vai até o dia 21 de Abril, sempre às 20 horas, com ingressos custando 30 reais  inteira e 15 meia.
Com Lilian Menenguci (Bernarda Alba), Victória Ramos (Angústias), Márcia Moraes (Madalena), Eneidis Ribeiro (Martírio), Giovana Voig (Adela) e Fabiana Simões (a criada Poncia). A adaptação do texto é de Vanessa Cordeiro Schaydegger, com produção de Miriam Gonçalves de Assis.
Sinopse: A matriarca Bernarda Alba impõe luto aprisionando suas filhas em casa. Algumas não se resignam e lutam pela liberdade e pela conquista do amor de Pepe (único personagem masculino e sempre ausente) como saída de tamanha opressão.
O diretor José Luiz Gobbi explica que concebeu a direção com ênfase na crueldade das relações familiares, na opressão feminina e na luta pela liberdade. Por isso, utiliza recursos que provocam ainda mais tensão: a cenografia assinada pelo artista plástico Celso Adolfo e a forte percussão do flamenco na trilha sonora. Elementos do cenário se deslocam com a movimentação do elenco e a marcação flamenca, ampliando a dramaticidade do universo característico de Lorca. Afinal o poeta concebeu a peça com a intenção de um “documentário fotográfico”.
“A Casa de Bernarda Alba”, de 1936, foi o último texto do gênio da dramaturgia espanhola e que encerra a sua “trilogia dramática da terra espanhola” (as duas primeiras são Bodas de Sangue, de 1933, e Yerma, de 1934). Meses depois, Lorca foi fuzilado pelas forças repressoras em plena Guerra Civil espanhola.

Serviço: “A Casa de Bernarda Alba”, de García Lorca, direção José Luiz Gobbi
Theatro Carlos Gomes, dias 13, 14, 20 e 21 de Abril, às 20 horas.
Ingressos: Inteira R$ 30,00/meia R$ 15,00
Venda de ingressos na bilheteria do Theatro 
Responsável: José Luiz Gobbi (27 8806 6880)
Produtora Executiva: Miriam Gonçalves (27 99704187)
Fotos coloridas: Laila Carolina. Fotos PxB: Ana Lauff
Vídeo: Produção
 Miríam Gonçalves


domingo, 24 de fevereiro de 2013

"A Casa de Bernarda Alba" ganha trailer

No final do ano de 2012, o diretor José Luiz Gobbi pré-estreou a peça "A Casa de Bernarba Alba" na Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música Fafi.
A pré-estreia foi um grande sucesso, e a peça já tem retorno garantido em abril, com dois finais de semana no Theatro Carlos Gomes. A atriz Lilian Menenguci e o diretor José Luiz Gobbi nos adiantaram um prévia com um trailer da peça:
A matriarca Bernarda Alba impõe luto aprisionando suas filhas em casa. Algumas não se resignam e lutam pela liberdade e pela conquista do amor de Pepe (único personagem masculino e sempre ausente) como saída de tamanha opressão.
O diretor José Luiz Gobbi explica que concebeu a direção com ênfase na crueldade das relações familiares, na opressão feminina e na luta pela liberdade. Por isso, utiliza recursos que provocam ainda mais tensão: a cenografia assinada pelo artista plástico Celso Adolfo e a forte percussão do flamenco na trilha sonora. Elementos do cenário se deslocam com a movimentação do elenco e a marcação flamenca, ampliando a dramaticidade do universo característico de Lorca. Afinal o poeta concebeu a peça com a intenção de um “documentário fotográfico”.
“A Casa de Bernarda Alba”, de 1936, foi o último texto do gênio da dramaturgia espanhola e que encerra a sua “trilogia dramática da terra espanhola” (as duas primeiras são Bodas de Sangue, de 1933, e Yerma, de 1934). Meses depois, Lorca foi fuzilado pelas forças repressoras em plena Guerra Civil espanhola.
A CASA DE BERNARDA ALBA
Direção: José Luiz Gobbi
Produção: Miriam Gonçalves de Assis
Adaptação: Vanessa Cordeiro Schaydegger
Elenco:
Eneidis Ribeiro (Martírio)
Fabiane Simões (Poncia)
Giovana Voig (Adela)
Lilian Menenguci (Bernarda Alba)
Márcia Moraes (Madalena)
Victória Ramos (Angústias)

domingo, 23 de dezembro de 2012

“A Casa de Bernarda Alba”, de Garcia Lorca, tem lotação esgotada na estreia

por Lilian Meneguci

Estreia A Casa de Bernarda AlbaNa última terça-feira, (18), às 20h, o espetáculo “A Casa de Bernarda Alba”, de Federico Garcia Lorca, sob direção de José Luiz Gobbi, estreou na Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música Fafi com lotação esgotada.

“A Casa” não comportou a quantidade de visitas que recebeu. Muitas, inclusive, tiveram que voltar para as suas “casas” sem ter conseguido ver Bernarda Alba (Lilian Menenguci), La Poncia (Fabiane Simões), Adela (Giovana Voig), Angústias (Victoria Ramos), Madalena (Márcia Moraes), Martírio (Eneidis Ribeiro) e conhecer seus dramas.

Entretanto, no mês de abril (2013) o espetáculo estará de volta. Dessa vez, no Theatro Carlos Gomes (Centro Histórico de Vitória-ES). Quem não teve a oportunidade de entrar na Casa de Bernarda, na estreia, poderá fazê-lo na ocasião da temporada em 2013. Os que lá já estiveram, poderão reencontrar com essas mulheres lorquianas, revistar sua casa e testemunhar o que se passa nela.

Federico Garcia Lorca

Poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca nasceu em 1898, no povoado de La Veja, em Granada. Herdou da mãe a paixão pela música e pela poesia e, mais tarde, pelo teatro. Nesse gênero, desenvolveu um conceito particular: a representação como “a poesia que se levanta do livro e se faz humana. E ao fazer-se humana, fala e grita, e chora e se desespera.” Para ele, personagem é um ser poético e dubiamente real que faz sangrar as emoções da forma mais visceral possível. A palavra escrita já não lhe bastava. Era preciso outras representações, subvertendo métodos, convenções sociais e normas vigentes. O dramaturgo também via o teatro de forma didática, a exemplo de sua atuação à frente da fundação do Teatro Universitário La Barraca, em torno de 1931-1932, junto com Arturo Ruiz Castillo. Essa espécie de teatro mambembe destinava-se a difundir a cultura espanhola por todo o país, com os seus mais importantes clássicos. Lorca deixou vasta obra, dentre elas: “Bodas de Sangue” (1933), “Yerma” (1934) e “A Casa de Bernarda Alba” (1936). Peças que constituem sua “trilogia dramática da terra espanhola”. “A Casa de Bernarda Alba”, foi sua última obra. Meses depois de ter concluído o texto, Lorca foi assassinado pelas forças repressoras em plena Guerra Civil espanhola.

Ficha Técnica

A Casa de Bernarda Alba – Federico Garcia Lorca
Adaptação – Vanessa Schaydegger
Direção – José Luiz Gobbi
Elenco – Eneidis Ribeiro; Fabiane Simões; Giovana Voig; Lilian Menenguci; Márcia Moraes e
Victória Ramos

Assistente de Direção – Roberto Ferrante

Produção Executiva – Miriam Gonçalves

Assistente de Produção – Hugo Martinelli

Iluminação – Coletiva

Sonoplastia – Gleison Dutra

Cenários – Celso Adolfo

Figurinos – Angela Mendes

Fotografias – Laila Carolina

Design Gráfico – Sérgio de Paula

Assessoria de Imprensa – Linda Kogure

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

"A Casa de Bernarda Alba" na Escola de Teatro, Dança e Música FAFI


Então. Estou voltando, mesmo que seja aos poucos, as publicações no blog Teatro Capixaba. Tive um grande recesso devido a correrias de estudo - faço Faculdade de História -, mas agora pretendo retornar a fazer as divulgações dos trabalhos teatrais desenvolvidos no estado do Espírito Santo, e espero - sinceramente - que tenha colaboração de todos os envolvidos.
E nada melhor para começar o retorno do blog do que divulgar a peça teatral de um dos diretores capixabas que eu mais admiro, José Luiz Gobbi.
Gobbi volta a direção com uma adaptação para os palcos capixabas da peça do escritor e dramaturgo espanhol Frederico Garcia Lorca (1898-1936), “A Casa de Bernarda Alba”.
Não tenho muito o que dizer ainda sobre esse trabalho teatral, mas com o elenco que ele conta em cena, com certeza, será mais um excelente trabalho nas mãos de Gobbi. Junto de Gobbi, voltam aos palcos as atrizes Lilian Menenguci (A Grande Estiagem), Fabiane Simões (Hello Creuzodete IV – Finalmente Alguém Comeu!), Eneides Ribeiro (Rascunhos) e Giovana Voig (As Troianas), contando com as atrizes Márcia Moraes e Victória Ramos, também. A adaptação ficou por conta Vanessa Cordeiro Schaydegger e a produção ficou a cargo de Miriam Gonçalves de Assis. Quem me enviou o release foi a assessora de imprensa. Linda Kogure. Abaixo segue o material que me foi enviado (Obrigado Linda!). 

“A Casa de Bernarda Alba”, de Lorca, na Fafi

A estreia é dia 18/12, às 20 horas, com entrada franca.

Elenco de "A Casa de Bernarda Alba"
Um dos clássicos do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca - “A Casa de Bernarda Alba” - estreia no próximo dia 18 de dezembro (terça-feira), às 20 horas, na Fafi, com direção de José Luiz Gobbi. Haverá outra sessão quarta-feira, dia 19, às 13 horas, no auditório do Tribunal de Contas do Estado, na Enseada do Suá, aberta ao público. As duas apresentações têm entrada franca.
Com Lilian Menenguci (Bernarda Alba), Victória Ramos (Angústias), Márcia Moraes (Madalena), Eneidis Ribeiro (Martírio), Giovana Voig (Adela) e Fabiane Simões (a criada Poncia). A adaptação do texto é de Vanessa Cordeiro Schaydegger, com produção de Miriam Gonçalves de Assis.

Sinopse
A matriarca Bernarda Alba impõe luto aprisionando suas filhas em casa. Algumas não se resignam e lutam pela liberdade e pela conquista do amor de Pepe (único personagem masculino e sempre ausente) como saída de tamanha opressão.
O diretor José Luiz Gobbi explica que concebeu a direção com ênfase na crueldade das relações familiares, na opressão feminina e na luta pela liberdade. Por isso, utiliza recursos que provocam ainda mais tensão: a cenografia assinada pelo artista plástico Celso Adolfo e a forte percussão do flamenco na trilha sonora. Elementos do cenário se deslocam com a movimentação do elenco e a marcação flamenca, ampliando a dramaticidade do universo característico de Lorca. Afinal o poeta concebeu a peça com a intenção de um “documentário fotográfico”.
“A Casa de Bernarda Alba”, de 1936, foi o último texto do gênio da dramaturgia espanhola e que encerra a sua “trilogia dramática da terra espanhola” (as duas primeiras são Bodas de Sangue, de 1933, e Yerma, de 1934). Meses depois, Lorca foi fuzilado pelas forças repressoras em plena Guerra Civil espanhola.

A CASA DE BERNARDA ALBA

Direção: José Luiz Gobbi
Produção: Miriam Gonçalves de Assis
Adaptação: Vanessa Cordeiro Schaydegger
Elenco:
Eneidis Ribeiro (Martírio)
Fabiane Simões (Poncia)
Giovana Voig (Adela)
Lilian Menenguci (Bernarda Alba)
Márcia Moraes (Madalena)
Victória Ramos (Angústias)
Local: Escola de Teatro, Dança e Música Fafi | Auditório do Tribunal de Contas da União
Datas: 18/12/2012 (terça-feira) | 19/12/2012 (quarta-feira)
Horários: 20h00 | 13h00
ENTRADA FRANCA