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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Na Coxia: O teatro desabafa
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Fundação Getúlio Vargas vai gerir Cais das Artes durante um ano
Saiu hoje (20/10/2010) no suplemente Caderno Dois do jornal A Gazeta que a Fundação Getúlio Vargas assumirá a gestão do Cais das Artes, em construção na Enseada do Suá, próximo a Praça do Papa, em Vitória – ES.
A parceria de ambos foi assinada ontem (28/10/2010), no Palácio Anchieta. Abaixo segue a matéria completa.
A Gazeta Vitória (ES), sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Instituição de pesquisa vai gerir Cais das Artes
Complexo cultural em construção na Enseada do Suá será coordenado pela FGV durante um ano
Gustavo Cheluje
lcheluje@redegazeta.com.br
Um dos projetos mais ambiciosos da Secretaria Estadual de Cultura, o complexo cultural Cais das Artes, em construção na Enseada do Suá, em Vitória, contará com plano de gestão desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas. A parceria entre o governo do Estado e a instituição de ensino e pesquisa foi assinada na tarde de ontem, no Palácio Anchieta.
Projetada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, a obra - cuja inauguração está prevista para setembro de 2011 - contará com um museu, um teatro (com 1,3 mil lugares e um palco de aproximadamente 600 metros, com condições de receber grandes espetáculos) e uma praça que, além de fazer uma ponte entre os dois prédios, servirá de espaço para manifestações culturais e encenações teatrais ao ar livre.
De acordo com Dayse Lemos, secretária de Cultura do Estado, a empresa FGV Projetos ficará encarregada de toda a gestão cultural e administrativa do espaço no período de um ano. "Uma pesquisa de mercado, que conhecerá os interesses e as necessidades da comunidade cultural capixaba, vai nortear boa parte das decisões que serão tomadas. Caberá a eles a elaboração de curadorias para definir projetos voltados para o acervo, a área técnica, o desenvolvimento de pessoal, a aquisição de obras de arte e a programação cultural, tanto do museu quanto do teatro", destaca, informando ainda que a sustentabilidade econômica do espaço também está nos planos da instituição.
"O grupo tentará parcerias com a iniciativa privada, sem esquecer da campanha de movimento sustentável, em total integração do espaço com o meio ambiente", complementa.
Programação
No projeto defendido pela FGV, o Cais das Artes (que conta com investimentos de cerca de R$ 115 milhões) terá uma moderna estrutura de gestão cultural. No teatro, por exemplo, um comitê específico definirá as diretrizes de programação, as regras para preços e vendas de ingressos, a gestão de websites e a natureza dos espetáculos, a fim de atender a perfis distintos de público.
Para o governador Paulo Hartung, a iniciativa vai ampliar ainda mais a rede cultural do Estado. "Será um espaço de convergência. Ao mesmo tempo em que receberemos grandes espetáculos, vamos dar espaço aos novos talentos do Estado. Uma parte da programação será destinada a eles".
Por falar em renovação, o público jovem, obviamente, terá voz no futuro Cais das Artes. Na apresentação do projeto, Cristina Hartung, primeira-dama do Estado, defendeu a total interação do projeto com a rede estadual de ensino. "Queremos fazer da iniciativa um agente multiplicador de cultura. Precisamos embarcar na ideia de que o centro será um lugar de reflexão sobre a arte e também de formação de público", acredita.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A Gazeta: Sucesso do riso - 29-09-2010
Hoje (29/09/2010), o Caderno Dois estampou na primeira página os sucessos das comédias, teatrais ou não. O destaque vale para as personagens que se tornaram marcas destes sucessos como a solteirona Marly, o matuto Tonho dos Couros e a alpinita social Melani Marques. Em uma entrevista ao jornalista Marcelo Pereira, alguns dos envolvidos nestes sucessos revelam o que causa tanto alvoroço, a ponto de lotar espetáculos, precisarem ficar em cartaz dois anos seguidos no mesmo teatro (como Marly) ou mesmo ter 11 anos de sucesso com um "stand by" personalizado (se assim posso chamar!). Segue a baixo a matéria, escrita pelo jornalista Marcelo Pereira:
Sucesso do riso
Marcelo Pereiramvitoria@redegazeta.com.br
Melani está de volta, em cartaz com o besteirol "Por Favor, Matem Minha Empregada 3 - Dez Anos Depois", com temporada aos domingos no Clube dos Oficiais, em Vitória.
Desta vez a socialite, papel do diretor e ator Wilson Nunes, quer ser deputada federal para deslanchar de vez na mídia. A primeira parte (em cartaz em 2000 e 2001) atraiu mais de 50 mil pessoas. A segunda parte foi apresentada em 2003 e 2004.
"O sucesso dessa comédia é a própria Melani. Ela representa aquele tipo de gente que não mede esforço para aparecer, ter seus minutos de fama e não enxerga o quão ridículo isto pode ser", desenvolve o ator e autor das duas primeiras peças, Edilson Pedrini. O amigo Nunes, pelo jeito, aprendeu a lição de casa, já que o texto desta vez é do próprio. "Wilson desenvolveu a história sem mexer nas características da personagem, perua por natureza, e naquela velha rixa com Rosângela, sua ex-empregada", aponta. Além disso, o texto manteve aquela estrutura maleável, podendo se adaptar para incluir críticas sobre situações do momento. "A plateia pode até perceber citações sobre pessoas públicas, mas preferimos deixar nas entrelinhas. É mais elegante e instiga mais", argumenta.
Nordestino
O humorista Rossini Macedo não sabe o que é ter férias por causa de Tonho dos Couros. O intérprete do matuto nordestino completou 11 anos em cartaz com o show de humor no Restaurante Mr. Picuí, em Vitória. "Em 2008, alcancei a marca de mil shows e lancei o DVD comemorativo", informa. Com uma média de 200 pessoas por apresentação (e são duas, às sextas e aos sábados), certamente atingiu a marca dos 200 mil espectadores no local.Macedo aponta os fatores desse sucesso: a temporada ocupa o mesmo lugar e o texto pode ser modificado de acordo com os fatos do cotidiano. "Incluo as características do personagem que conquistaram o público: sua simplicidade e uma língua solta que fala de tudo", desenvolve.
Fenômeno
Só Rindo... Especial Eleições 2010
Texto, direção e atuação:
Rossini Macedo.
Quando:
sexta e sábado, às 22h.
Onde:
Mr. Picuí Restaurante e Cachaçaria, Triângulo das Bermudas, Praia do Canto, Vitória.
Couvert artístico:
R$ 20 por pessoa (mais consumação).
Informações:
(27) 3235-7711 e 9837-6092.
Por Favor, Matem Minha Empregada 3 - Dez Anos Depois
Texto e direção:
Wilson Nunes.
Quando:
a peça volta a ser apresentada no dia 10 de outubro (no dia 3 não haverá apresentação por causa das eleições), com temporada aos domingos, às 19h30.
Onde:
Clube dos Oficiais, Rua Comissário Octávio Queiroz, 1225, Jardim da Penha, Praia de Camburi, Vitória.
Ingresso:
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Informações:
(27) 9981-6795 e (27) 9866-6776.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Programa Petrobrás Cultural 2010 abre inscrições – A Gazeta
Já que a Cia. Taruíras Mutantes conseguiram o patrocínio da Petrobrás participando do Programa Petrobrás Cultural (ou PPC), nada como divulgar a abertura das inscrições para aqueles que desejam participar este ano.
Ontem (14/06/2010), o jornal A Gazeta, através do seu Caderno Dois, publicou um matéria referente ao programa que entra na sua sétima edição de apoio e patrocínio à cultura do Brasil. Vai desde Educação para as artes, passando por Preservação e Memória e chegando a Produção e Difusão de Artes Cênicas, Audiovisual, Cultura Digital, Literatura e Música. Este ano a Petrobrás estará disponibilizando o valor de R$ 61,2 milhões para estas áreas da cultura brasileira, que são subdivididas em vários subáreas. Todos os detalhes podem ser encontrados dentro do hotsite criado pela Petrobrás para deixar os interessados mais informados. Lá você encontra tudo que precisa saber sobre o PPC 2010.
Abaixo segue a matéria publicada no Caderno Dois, de A Gazeta:
Cultura - Petrobras destina R$ 61 milhões às artes
14/06/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)
As inscrições estão abertas para 16 áreas de seleção, entre elas artes cênicas e gravação de CDs
A Petrobras, em parceria com o Ministério da Cultura, anunciou a abertura de inscrições para a edição 2010 do Programa Petrobras Cultural (PPC). O programa tem verba total de R$ 61,2 milhões, destinada à seleção pública de projetos em 19 áreas culturais, dentro das três linhas de atuação do PPC: Formação; Preservação e Memória; e Produção e Difusão.
O lançamento foi realizado na última quinta-feira no Forte de Santo Antônio Além do Carmo (Forte da Capoeira), em Salvador, com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira; do governador da Bahia, Jaques Wagner; e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo.
Das 19 áreas do programa, três seguiram cronograma diferenciado e já tiveram suas seleções concluídas (festivais de música, festivais de cinema e difusão de longa-metragem em salas de cinema). Os projetos contemplados foram anunciados no início do ano, com recursos totais de R$ 9 milhões. Para as 16 áreas de seleção que estão com inscrições abertas serão destinados R$ 52,2 milhões.
Os incentivos abrangem desde projetos de pesquisa artística até projetos de distribuição de bens culturais. Podem inscrever-se projetos destinados à recuperação e digitalização de acervos, à manutenção de grupos e companhias de artes cênicas, à produção de filmes, a eventos de cultura digital e artes eletrônicas, à gravação de CDs, a turnês de shows e concertos, entre outros.
Na ocasião, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não poupou críticas aos produtores culturais do país: “Produtor cultural é um bicho complicado, ele acha que pode tudo, mas às vezes não tem CNPJ, não tem estatuto, não tem organização nenhuma - e precisa ter, porque nós vamos prestar contas do dinheiro que estamos dando”, disse. “Só tem uma categoria pior do que produtor cultural, que é banqueiro”.
De acordo com Gabrielli, Salvador foi escolhida para o lançamento do programa por causa do esforço para descentralizar a produção cultural do país - no ano passado, 60% dos investimentos do PPC foram aplicados em ações do eixo Rio-São Paulo. “É natural que a maior parte dos recursos fique entre Rio e São Paulo, porque a maioria dos produtores culturais está nessa região, mas temos de incentivar a descentralização”.
Desde sua primeira edição, em 2003, as seleções públicas do PPC já destinaram, por meio da Lei Rouanet, R$ 250 milhões a mais de mil projetos em todos os Estados do país. As inscrições para o PPC.
Áreas contempladas
FORMAÇÃO
Formação e Educação para as Artes: R$ 2 milhões
Educação para as artes: ações e materiais: R$ 300 mil
PRESERVAÇÃO E MEMÓRIA
Memória das Artes e Apoio a Museus, Arquivos e Bibliotecas: R$ 7 milhões
Memória das artes: R$ 500 mil
Apoio a museus, arquivos e bibliotecas: R$ 700 mil
PRODUÇÃO E DIFUSÃO
Artes Cênicas: R$ 14,6 milhões
Teatro e dança: R$ 1,4 milhão, R$ 1 milhão ou R$ 600 mil (para os dois anos)
Circo: R$ 800 mil, R$ 400 mil ou R$ 200 mil (para os dois anos)
Audiovisual: R$ 21,2 milhões
Produção de longa-metragem em 35 mm: R$ 1,5 milhão, R$ 1 milhão, R$ 800 mil ou R$ 600 mil (conforme os critérios do regulamento)
Produção de curta-metragem em 35 mm: R$ 80 mil
Produção de longa-metragem digital: R$ 600 mil
Produção de curta-metragem digital: R$ 60 mil
Cultura Digital: R$ 2,2 milhões
Apoio a websites: R$ 150 mil
Eventos de artes eletrônicas e cultura digital: R$ 200 mil
Literatura: R$ 810 mil
Literatura – ficção e poesia (produção de uma obra inédita de ficção e/ou de poesia, com inteira liberdade de formas e gêneros): R$ 54 mil
Música: R$ 4,4 milhões
Turnês de shows/concertos: R$ 400 mil
Gravação de CD: R$ 200 mil
Gravação para disponibilização pela internet: R$ 50 mil
Fonte: http://www2.gazetaonline.com.br/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=644749
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A Gazeta, 23/01/2010: Opinião – “A cultura que queremos”
Hoje (26/01/2010) recebi da Assessoria de Comunicação da Secretaria do Estado da Cultura (SECULT) uma matéria que saiu na página Opinião do jornal A Gazeta de sábado (23/01/2010).
É assim mesmo, eu estava tão louco da vida para passar para vocês o material da Escola de Teatro e Dança FAFI, pois tive que digitá-lo, direto de A Tribuna, que terminei ignorando uma matéria maravilhosa sobre a cultura do nosso estado, que cresceu muito no ano de 2009.
A matéria cujo título está estampado aí em cima fala sobre todo o movimento cultural no estado e sua abrangência, desde a ampliação da Orquestra Filarmônica, que saiu dos palcos do Theatro Carlos Gomes, indo se apresentar nas escolas, até os cursos desenvolvidos em parceria pela SECULT e o SEBRAE. Não vou me prolongar muito com a história, e como recebi autorização do editor Rubens Gomes, vai a matéria na íntegra:
Seja na música, no cinema, na literatura, nas artes plásticas, no teatro, na dança ou no folclore, várias expressões artísticas de Norte a Sul do Espírito Santo, aproximando o artista local do público
Se fizermos um comparativo com os anos anteriores, 2009 foi um ano de avanços na área cultural no estado. Seja na música, no cinema, na literatura, nas artes plásticas, no teatro, na dança ou no folclore, várias expressões artísticas circularam de Norte a Sul do Espírito Santo, aproximando o artista local do público e ampliando um mercado que, até por razões históricas, sempre foi restrito e dependente do poder público.
Exemplos não faltam. Na área musical, vimos a Orquestra Filarmônica ampliar seu campo de atuação com uma série de apresentações no interior, no Teatro Carlos Gomes e nas escolas; por outro lado, representantes do segmento pop (Solana, Gustavo Macaco, André Paste, entre outros) percorreram o Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba a bordo da turnê Omelete Marginal. Tivemos ainda o prazer de acompanhar a ascensão de sambistas com Dorkas Nunes, que lançou dois CDs, além de pianistas refinados como Fabiano Araújo e Turi Collura, isso sem falar nos grupos de choro, jazz, blues e música instrumental.
Nas artes plásticas, enfim podemos afirmar que Vitória entrou no mapa das grandes exposições internacionais, como a vinda à Capital das mostras de Andy Warhol (lançamento que trouxe ao estado jornalistas de várias partes do país), Leonardo DaVinci e Charles Darwin, este dois últimos no Palácio Anchieta, que, após uma cuidadosa restauração, abriu suas portas para visitação pública como fonte de história e beleza.
Com o crescimento do mercado, o artista poderá realizar o seu sonho, que é de viver da sua arte
No teatro, deve-se destacar a força dos festivais no interior e na Capital, mostrando que o público prestigia a produção local, desde que haja investimento em divulgação e na qualificação dos espetáculos. O mesmo pode ser dito em relação ao cinema, com as mostras universitárias em ascensão, e o Vitória Cine Vídeo mais do que consolidado como evento de porte nacional.
Na literatura, muito se discutiu o papel do escritor, em iniciativas, como o Debate-Papo com o Autor, da Biblioteca Pública Estadual, e o Mercado Literário, da Prefeitura de Vitória. Eventos desse tipo diminuem o distanciamento diminuem o distanciamento entre autor e leitor, e colocam em pauta um tema que vale para todas as áreas artísticas: como fazer sua arte chegar ao público? E como viver de arte no estado?
A resposta, sem dúvida, passa pela qualificação dos agentes culturais. A profissionalização não é apenas uma necessidade; é uma obrigação. Em um mercado cada vez mais competitivo, quem não projeta um espetáculo bem elaborado – com roteiro, iluminação, figurinos, boa aparelhagem de som, técnicos competentes, produção executiva, assessoria de imprensa, enfim, uma direção contemple todas as etapas que fazem parte de um evento cultural – está fadado ao fracasso.
Iniciativa interessante nesse sentido foi uma parceria entre Secretaria de Estado da Cultura e Sebrae que promoveu um curso de capacitação para profissionais da música, incluindo palestras sobre produção musical e direção de show, com nomes consagrados como Ney Matogrosso, que dividiu sua experiência com artistas locais. Esse intercâmbio é fundamental para trazer ao mercado local um conhecimento técnico que é difundido há décadas no eixo Rio-São Paulo.
Admitir que estamos atrasados nesse quesito é sinal de humildade e o primeiro passo para o crescimento. Mas se o trabalho tem originalidade, qualidade e conteúdo, ele terá a atenção merecida da imprensa e do público. Diante desse círculo, o empresariado não terá como fechar os olhos e passará a investir mais na cena local. É, com o crescimento do mercado, o artista poderá realizar o seu sonho, que é o de viver da sua arte.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Caderno2.AG: Para ficar na memória
Não é sempre que abrimos o Caderno Dois e vemos uma avaliação do panorama do ano, ou melhor, os fatos que marcaram a cultura. Hoje (27/12/2009), tivemos uma avaliação do que marcou o ano que passou e para minha surpresa eles relacionaram as peças teatrais que marcaram o ano com suas estréias.
As peças selecionadas não foram tanta surpresa assim. Sem uma classificação ou mesmo uma analise sobre cada escolhida, vale citar cada uma.
FAHRENHEIT 451 – Este novo trabalho da Cia. De Teatro Urgente, sob direção de Marcelo Ferreira, trás um excelente trabalho de expressão corporal dos atores em cena. Eu sempre falo que queria entender mais sobre Butô ou Grotowski, mas nunca me aprofundei nos estudos sobre ambos. Mas os trabalhos de Marcelo sempre me impressionaram pela sua interpretação das histórias através do corpo. Eu cheguei a assistir no Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, mas se tiverem a oportunidade, não percam.
A MENINA – Se eu cometi um pecado este ano, foi não ter ido assistir esta peça teatral que tanto anunciei aqui no blog Teatro Capixaba. O solo cênico da atriz Fabiola Buzim, interpretando o texto do dramaturgo Ivan Ângelo, sob direção da cineasta Virginia Jorge, foi um dos trabalhos mais discutidos do ano. Alguns o elogiam, outros o criticam, mas vale lembrar que os trabalhos para serem de qualidade, devem gerar as mais diversificadas discussões. Ganhadoras da maioria dos prêmios destinados ao teatro no Prêmio Omelete Marginal 2009, com Fabiola Buzim ainda concorrendo como Destaque do Ano de 2009 no Jornal A Gazeta por este trabalho, que correu presídios femininos e instituições. Acredito eu ser uma oportunidade maravilhosa de se ver um excelente trabalho de palco.
ROSAS BRANCAS PARA SALOMÉ – Outro espetáculo que sofreu duras criticas, mas mostrou para o que veio. Este trabalho escrito e dirigido por Gladston Ramos, nos trás no palco o ator Mauro Pinheiro. Mais conhecido pelos seus trabalhos de teatro-empresa, Mauro nos dá Salomé. Apesar de uma personalidade real, a personagem Salomé, interpretada pelo ator, nos mostra toda sua história nesta brilhante interpretação. Mauro Pinheiro nos brinda com esta personagem cativante e emocionante, que tem uma história arrebatadora, vivendo os melhores momentos da vanguarda do país. Sempre rasgarei elogios por este trabalho, pois para mim deveria ter tido o verdadeiro reconhecimento, que poucos ousaram dar. Parabéns Mauro! Parabéns Gladston!
OS MENDIGOS E O PATO DO IMPERADOR – Outro trabalho que teve pouco reconhecimento, mas foi muito bem feito. A peça estreou em um Festival, mas foi neles que ela mostrou para que veio. Uma verdadeira ode ao teatro, conta a história de uma trupe de atores que termina por matar um pato no terreno de um imperador e na intenção de sobreviverem, eles tentam ludibriar o imperador. Quando eu vi no Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, juro que no começo não acreditei no espetáculo, mas com o decorrer da peça, vi o trabalho meticuloso que o diretor Rodrigo Pauoto teve. É uma comédia bem feita, com um trabalho bem executado pelos atores. Parabéns a Trupe Iá... Pocô!
HELLO, BOY! – Esta peça esteve em cartaz bem no fim de temporada do Teatro Galpão e o diretor Robson De Paula chegou a pedir a mim para falar dela no blog Teatro Capixaba e eu pedi a ele material para divulgação. Uma pena que não deu tempo de ele mandar o material para eu publicar. Eu gostaria de tê-la visto também, se não fosse à correria de fim de ano do local aonde eu trabalho. Mas sendo um trabalho com direção de Robson De Paula, com a atriz Inácia Freitas em cena, acompanhada do ator Wilton Bastos, acredito ter sido uma excelente peça. A atriz e o diretor já tiveram outros trabalhos conjuntos, mas vale lembrar-se do monólogo “Uma Mãe Muito Louca”. Espero que eles retornem em 2010, para que eu possa anunciar e assistir.
Bem, esta foi à seleção do Caderno Dois de A Gazeta. Acredito que muitos dirão: “E Boulevard, 83?” “E Cárcere?” “E Dinossauros?”... Bem, quanto ao último, fico feliz de nem ser mencionado, quanto aos outros, se quiser colocar sua opinião, entre no site do Gazeta Online e opine, mas antes precisa ser cadastrado.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O Grupo Estrada volta a cena!
Eu queria saber a ligação de Ary Roaz com o Grupo Estrada, já que graças a ele estou falando sobre estas peças que estarão em cartaz neste fim de semana no Teatro Galpão.
Lógico que tenho de agradece-lo por me enviar o material, pena que não vêm com fichas técnicas completas ou mesmo com uma sinopse, para podermos fazer uma divulgação melhor no blog, mas mesmo assim, muito obrigado, Ary Roaz!
Bem, indo às peças teatrais, será uma dobradinha (me lembra algo!) que acontecerá no sábado (12/09/2009) e domingo (13/09/2009).
A primeira é a peça “A Lição” de Eugène Ionesco. Eu cheguei a falar da peça há um ano atrás, quando esteve em cartaz no Teatro Campaneli. Ela tem direção de Gilson Sarmento, que também está no palco ao lado das atrizes Vera Rocha e Rosangela Barroso. Ela estará em cartaz nos dias 12 e 13 de setembro de 2009, as 20:00. Nas palavras do diretor (que eu consegui no site Overmundo (ah se eu não procuro!)): “uma comédia satírica, na qual um professor chega às raias da loucura ao tentar explicar os princípios mais básicos do saber para uma aluna à prova de qualquer tipo de raciocínio. Ainda que uma comédia, a peça é, ao mesmo tempo, uma sóbria crítica ao poder outorgado ao professor na sala de aula e às supostas autoridades em tudo na vida. Paralelamente, a peça é, ironicamente, uma sátira aos alunos que estão sempre prontos a se submeter à lei do menor esforço e às seduções dos professores.”
Já a outra peça teatral é um infantil que leva atores experientes como outros iniciantes para o palco do teatro. “Senhor Rei, Dona Rainha” de Benjamim Santos, estará em cartaz no dia 13 de setembro de 2009 em dois horários distintos, as 15:00 e as 17:00 e tem – também – direção de Gilson Sarmento, levando-o para cena junto com as atrizes Rosangela Barroso, Vera Rocha e – a jovem – Letícia Machado Mendes e os – jovens – atores Adalberto Mônico Solete e Marcio Luis Pellegrino Antonelli. A peça nos trás na metalinguagem, ou melhor, é uma peça teatral falando sobre uma peça teatral. Nas palavras – outra vez! – do diretor Gilson Sarmento (que consegui no Gazeta online): "Nossa proposta é diferente. Fazemos um teatro dentro do teatro. Um grupo de atores propõe interpretar uma história de amor proibida, já que a família do Valete de Copas e da Dama de Espadas são contra o namoro deles".
Gilson Sarmento ainda faz menção sobre os atuais e futuros trabalhos do Grupo Estrada: "Estamos cercados de comédias e de produções que parecem focar em relações pessoais e em fatos do cotidiano. Parece que as pessoas querem fazer terapia no palco. O que nós procuramos é o velho e bom texto dramatúrgico, tanto clássico quanto contemporâneo".
Bem, é isso. O valor dos ingressos são de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) na peça “A Lição” e R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia) na peça “Senhor Rei, Dona Rainha”.
Bom espetáculo para todos !
Fontes: Ary Roaz, Overmundo, Gazeta Online
terça-feira, 12 de maio de 2009
O teatro conta Boal, por Erlon Paschoal
Há dez dias atrás, o dramaturgo, diretor e ensaísta Augusto Boal veio a nos deixar para fazer parte de um grupo de imortais que habitam os Campos Elíseos. Neste domingo de Dia das mães (10/05/2009), no Carderno Dois de A Gazeta, o diretor, dramaturgo e tradutor Erlon Paschoal publicou um texto em homenagem a genialidade de Boal.
Àqueles que não tiveram condições de apreciar a este belo texto, recebi permissão tanto de Erlon Paschoal, quanto do editor do Caderno Dois, José Roberto Santo Neves. Apreciem:
ERLON JOSÉ PASCHOAL
O teatro conta Boal
Diretor teatral analisa o legado político-cultural da obra do mestre Augusto Boal, que morreu no último dia 2 de maio, aos 78 anos
ESPECIAL CADERNO DOIS
A opinião é unânime: Augusto Boal, que morreu no último dia 2 de maio, aos 78 anos, foi um dos maiores teatrólogos brasileiros e, através das técnicas desenvolvidas a partir de suas teorias e de sua prática incansável e ininterrupta, tornou a riqueza da produção teatral de nosso país conhecida em todo mundo. Perseguido pela ditadura militar, tal como milhares de brasileiros, criou o Teatro do Oprimido, seguindo as veredas abertas por Paulo Freire, e veio a ser sem dúvida o representante do teatro brasileiro mais reconhecido e premiado no exterior.
Boal ampliou a atuação social do teatro e lhe deu uma dimensão política cotidiana sem igual. Suas técnicas teatrais são cultivadas nos mais diversos países do mundo: da Suécia ao México, da Colômbia ao Japão, da França a Moçambique. É um dos artistas brasileiros mais conhecidos na Índia, por exemplo. Suas propostas acabaram se tornando sinônimo de um teatro libertador no qual todos podem ser atores e exercitar as inúmeras possibilidades de metamorfosear-se e de assumir os papéis que muitas vezes a vida nos impede de fazer. São utilizadas por muitos como instrumento de autoconhecimento e, ao mesmo tempo, de construção da vida social.
Tal como Bretch, Boal pretendia fazer do teatro uma atividade cotidiana praticada nos mais diversos espaços públicos, uma ferramenta útil de manifestação político-cultural e de desenvolvimento das relações sociais. Por isso, sua obra é reconhecida não só pelos atores de profissão e pelos atuantes em geral, mas também interage com outras áreas do conhecimento, como a arte-educação, a sociologia e a psicologia, entre outras. Transformou-se ao longo do tempo em um curinga presente ativamente em variadas manifestações artistícas, políticas e sociais. De verador a diretor de grandes espetáculos, passando por apresentações visíveis ou invisíveis em bairros periféricos de diversos países, fes do teatro a sua arma de luta por um mundo mais justo. Consciente de sua função mediadora, afirmou certa vez: “Faço veredas, atalhos. Quero mais. Sou excessivo, demasiado. Seria incômodo falar de mim; no que faço, importa o feito, não o fazedor”.
Por seu intermédio, o Arena contou várias histórias de figuras emblemáticas da história brasileira e o Opinião apresentou vários shows-verdade tendo no palco pessoas-personagens dialogando através de letras de músicas ainda pouco conhecidas na época, de forma drama´tica e explicitamente teatral. Stanislawsky foi uma de suas refências teóricas fundamentais para desenvolver um método de interpretação baseado na expressão da verdade interior e no ator multidimensional. Implementou em seu teatro a ideia do espectador ativo que não se resignasse à ideia de ficar sentado, passivo, assistindo ao desenrolar das cenas tal como na vida política, na qual a imensa maioria da população apenas acompanha os acontecimentos sem participar da tomada de decisões.
Seu dircurso era radical, sem ter impositivo, pretendia-se revolucionário, sem deixar de ser democrático. Ocupando o palco, os espectadores poderiam então determinar o rumo dos acontecimentos, influenciar o desdobramento dos conflitos e forjar o futuro de seus personagens. Uma espécie de exercício lúdico de uma possível participação política, de uma atuação mais efetiva na vida social, com consciência de que a contribuição de cada um é de fundamental importância para a criação de um país de todos, como se pode apreender da mensagem anual da Unesco, escrita por Boal há algumas semanas, para ser lida no dia do teatro: “Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida. Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!”.
Erlon José Paschoal é um gestor cultural, diretor de teatro, dramaturgo e tradutor.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Espetáculo “Os Coveiros” volta em cartaz no mês de maio – Gazeta Online
Se você entra no site do Gazeta Online para ver a pauta de Teatro e Dança, na página do Prazer & Cia, fica decepcionado, pois o link foi tirado do ar.
Você encontra notícias sobre baladas, cartas de vinhos, cardápio de comidas, guia de filmes, bares e restaurantes, mas teatro, dança e circo, ficam a revelia, pois para esta mídia online, o interesse é menor… Fazer o quê! Podemos reclamar, mas não acredito que isso vai mudar muita coisa. Mas quando você clica em Notícias, em meio de um emaranhado de shows, cinema, música… Tem um vislumbre de indicação do teatro. Eu já fiz de um modo mais prático, coloquei na busca a palavra “teatro” e fui direcionado a vários assuntos velhos e novos, e dentre os novos, um chamou minha atenção. Era a matéria do jornalista Erik Oakes referente ao retorno de um dos grandes sucessos do nosso teatro, a peça “Os Coveiros”, de Bosco Brasil, com o Grupo Quintal.
Antes de tudo, quero agradecer ao jornalista por ainda manter a chama acesa dentro do jornal, mesmo online, e divulgar o que acontece nas nossas artes cênicas:
Espetáculo 'Os Coveiros' volta em cartaz no mês de maio
06/05/2009 - 12h31 (Erik Oakes - gazeta online)
foto: Divulgação
No intuito de formar uma plateia capixaba fixa, a produtora Miríam Gonçalves retorna com o espetáculo 'Os Coveiros' a Vitória. A comédia premiada com as leis de incentivo a cultura Chico Preto e Rubem Braga será apresentada no Teatro Galpão, todos os sábados, domingos e segundas-feiras do mês de maio, às 20h.
A peça foi apresentada pela primeira vez em 2004 e desde então ela entra em cartaz três vezes por ano. "Resolvemos voltar com a peça porque o texto é muito bom. Ele fala de coisas super bacanas do cotidiano que e legal serem apresentadas novamente. O texto é muito reflexivo. É uma comédia sadia e interessante", explica Miríam.
O espetáculo 'Os Coveiros' mostra a cidade de São Paulo no final dos anos 50, quando o Brasil atravessava uma fase de desenvolvimento. Num cemitério esquecido da periferia, lugar onde ninguém mais enterra seus mortos, um pouco do Brasil de então acontece.
Um coveiro "empreendedor" se utiliza da fé e do desespero dos humildes para criar seu pequeno negócio. Muito lucrativo, para os padrões do lugar e do negócio. Acontece que o esperto podia ser surpreendido por uma ex-vítima. E daí? O que aconteceria?
Quem encarna a dupla de coveiros são os atores Ednardo Pinheiro e José Augusto Loureiro. Eles interpretam os personagens desde a estreia do espetáculo em 2004. Os ingressos para assistir 'Os Coveiros' custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Serviço:
Os Coveiros
Comédia com Ednardo Pinheiro e José Augusto Loureiro
Dias: todos os sábados, domingos e segundas-feiras do mês de maio
Local: no Teatro Galpão
Horário: às 20h
Ingressos: R$10,00 ( inteira) e R$5,00 (meia)
Produção: Miriam Gonçalves
Informações: 9309-6730
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Que teatro é esse? Atores de Vitória batalham por espaço
Teatro é a arte que aguça sensações, que permite a troca de experiências entre ator e público; é um fenômeno transposto no presente e no imaginário das pessoas. É uma arte de percepções individuais, dentro da coletividade. Esta expressão artística apareceu na Grécia Antiga, no século IV a.C., motivada pelos festivais anuais em consagração a Dioníso, o deus do vinho e da alegria. O ator e empresário cultural José Augusto Loureiro luta por melhores condições para se produzir teatro no Espírito Santo. Em um raio X da cena teatral, pode-se constatar dois problemas críticos que atrapalham a popularização deste estilo artístico. A falta de divulgação das peças, motivada pela ineficiência da relação entre atores e meios de comunicação (fato que gera obstáculos para o acesso à informação para o público) e as salas de teatro vazias. "Para se fazer teatro no Estado tem que se ter paixão pela arte", ressalta o ator.Este impasse faz com que esta arte fique desprestigiada e, segundo José Augusto, a solução para o quadro endêmico da cultura capixaba é um maior apoio do Governo, por meio de políticas de incentivo cultural. "Temos leis de estimulo para produzir o espetáculo, mas, quando chega a hora de apresentar, o retorno do público é fraco. O Estado, em geral, deveria trabalhar a formação de platéia - como aconteceu em Belo Horizonte, que tem, em média, 130 espetáculos ao ano", salienta.
José Augusto ainda diz que não precisa ser de elite para gostar de teatro. "As pessoas devem ter a arte como necessidade básica. Isto pode ser conquistado com programas de formação de público, que podem ser feitos em escolas, em comunidades, promovendo, desde cedo, o contato de jovens com o teatro"."O interesse do público é muito restrito. As pessoas, às vezes, curtem um ídolo de televisão, mas, o teatro como uma fonte de pesquisa que procura questionar a situação do indivíduo, é pouco visado. Há 25 anos, essa situação era bem diferente, o movimento teatral era mais presente. Hoje temos uma grande dificuldade em encontrar pessoas dispostas a discutir o teatro", comenta.A postura descompromissada de alguns aprendizes faz com que se crie a idéia de que o público tem no teatro apenas uma forma de entretenimento, o que é muito vago. "Queremos um teatro que questione a condição do ser humano, que contribua para modificações do pensamento", diz José Augusto. De acordo com José Augusto, que também é professor de teatro, a maioria das pessoas que procuram aulas têm o interesse de serem vistas, sem muita noção do que é ralar em cena e nos ensaios. Muitos dos que entram no curso nunca leu um texto de teatro ou viu uma peça. "Falo sempre para meus alunos que a melhor maneira para saber se gosta de fazer teatro é se enconstar em um grupo. Começar a fazer contraregragem e ver se realmente é mesmo o interesse deles. A vida de ator é quase um sacerdócio, tem que ter compromisso. Não ter feriado, fim-de-semana. É um negócio de gente doida".
Os grupos de teatro configuram-se como a vanguarda desta arte. As peças que apresentam um tom questionador e fazem a platéia refletir são feitas por núcleos isolados de artistas que acreditam em sua produção.Na Grande Vitória, destacam-se os grupos Tarahumaras - que exista há mais de 20 anos -, dirigido por Wilson Coelho; a Companhia de Teatro Experimental, comandada por Priscila Poeta; o grupo Z de Teatro, de Fernando Marques; e o Grupo Quintal, idealizado pelos atores José Augusto Loureiro e Ednardo Pinheiro, e dirigido por Telma Smith, 31 anos.
Grupo Quintal estréia no fim de setembro, no Teatro Galpão, "O Figurante Invisível", que é um ensaio de uma peça. A trama é construída dentro do universo de um grupo de atores que vão interpretar a remontagem Antigona, de Sófocles. "Hora os atores conversam, hora interpretam Antigona. Nestes diálogos surgem temas sobre a vida e o cotidiano do teatro. Fala-se sobre as mazelas e as coisas boas em se fazer teatro. Nossa história se reflete ali. No 'Figurante Invisível', os profissionais do teatro são representados", conta Telma.Segundo o texto, os problemas no teatro sempre aconteceram. Há 2 mil anos dizem que esta arte morreu, mas o quadro atual é preocupante. "Vivemos em uma sociedade consumista, e no teatro você tem o que? Você não leva nada material, não tem um DVD, um CD. Fazer teatro é algo esquizofrênico, parece que fazemos peças para um público, normalmente, formado pelo povo do teatro. Meu objetivo é chegar ao público sem adaptar o meu discurso à realidade da maioria. Acredito que o teatro é uma mídia transformadora", diz a diretora da peça."Nosso grande desafio é chamar o público para o teatro. Acho que a televisão é uma boa mídia. O espaço no jornal é ínfimo. Acho que a formação do público necessita de políticas públicas, organizadas, e fora do pessoalismo. A obra deve ser maior que o artista, deve falar por si", completa.O Grupo Z de Teatro realizou recentemente uma temporada com a peça "Quatro intérpretes para cinco peças". O espetáculo compreende cinco textos que marcaram o teatro brasileiro na segunda metade do século XX. São elas: "O beijo no asfalto" (Nelson Rodrigues), "Dois perdidos em uma noite suja" (Plínio Marcos), "Hoje é dia de Rock" (José Vicente), "Trate-me Leão" (Hamiltom Vaz Pereira) e "O livro de Jó" (Luiz Alberto de Abrel). Estas peças foram o ponto de partida para a criação de um novo trabalho, escrito pelo dramaturgo Fernando Marques. A obra estreou no ano passado e é um espetáculo que transita na linguagem do teatro e da dança.
Marques também é diretor e um dos fundadores do Grupo Z, formado em 96. "Tinha o desejo de fazer o teatro de grupo, que pudesse se basear em um pesquisa, executada por uma equipe que trabalhasse de forma contínua. Hoje somos cinco atores e já Colocamos 10 peças em cartaz". Atualmente o Z, além da obra "Quatro intérpretes para cinco peças", está com os espetáculos "O Grande Circo Ínfimo", "Incessantemente" e "Etc... E Tal". Sobre o nome "Z", o dramaturgo tem 'n' razões para explicar, mas brinca que todas são mentirosas. "Z é z de zero, e zero é sempre o ponto de origem, original. É de Z de Zorro, de super-herói, que não se cansa. E se cansar é Zzzzz... em quadrinhos; é o som da abelha, que adoça e venena, e de zangão. Z não tem sangue de barata e está sempre pronto para recomeçar". 4ª edição do Festival Nacional de Teatro da Cidade de Vitória seleciona nove peças capixabas
As peças capixabas selecionadas para o 4° Festival Nacional de Teatro da Cidade de Vitória foram divulgadas ontem (24/09/2008), no Diário de Vitória. Num total de nove, são elas: “Metrópolis”, da Cia Urgente de Teatro; “Cantantes e Brincantes”, da Companhia Folgazões de Artes Cênicas; “Quem Casa quer Casa”, de Jota Jota; “Um dedo de Prosa”, de Sérgio Ferreira Torrente; “O Grande Circo Ínfimo”, do Grupo Z de Teatro; “A Cor desta Noite”, do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira; “O Figurante Invisível”, do Grupo Quintal; “Uma Temporada no inferno”, do Grupo Tarahumaras; e “Luz, Câmera... Cléopatra em Ação!!!”, de Edilson Pedrini Ramos (foto acima). Essas peças estarão correndo pelos teatros da capital entre os dias 13 a 21 de outubro de 2008 e terão entrada franca.Nove peças capixabas são selecionadas para o Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória
As peças serão encenadas nos espaços culturais Escola de Teatro e Dança Fafi, Teatro Carlos Gomes, Teatro do Sesi, Teatro Galpão, Teatro Universitário e na Estação Porto. Ao todo, 18 peças participaram do processo de seleção. Cada um dos espetáculos escolhidos receberá o prêmio no valor de R$ 5 mil. Participaram da escolha das peças locais os integrantes da Comissão de Seleção Ernandes Zanon Guimarães e Lilian Menenguci, representantes da Secretaria Municipal de Cultura, Rose Andrade, representante do Sated-ES, Jovani Salles, representante da Fecataes e Rodrigo Prado e Marcelo Pereira, representando a mídia especializada.
O 4º Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória é uma oportunidade para que espetáculos convidados representativos da produção teatral brasileira apresentem-se ao público capixaba. Valorizando a diversidade cultural, reconhecendo as características e diferenças das diversas etnias e grupos sociais, contribuindo assim para uma perfeita integração entre o saber estabelecido e profissional com grupos e artistas em fase de formação prática, o que estimula o fortalecimento das linguagens e o debate sobre o fazer artístico nacional. Nessa edição, o festival mantém o objetivo de incentivar a criatividade artística de cada participante, através do exercício e da prática da arte cênica e das artes correlatas. Todas as apresentações são gratuitas e abertas ao público. (Loureta Samora)sábado, 21 de junho de 2008
III Festival de Teatro de Afonso Claudio
É interessante como a mídia "internetês" (nem sei se isso existe!) tem sido uma boa fomentadora sobre espetáculos e festivais. Ontem, em busca dos resultados do Edital da SECULT, descobri no Diário Oficial da União que amanhã (22/06/2008) começa o III Festival de Teatro de Afonso Cláudio.
Com uma programção que terá oficinas, peças e espaços do som e da cultura, Afonso Cláudio pretende movimentar a cultura dentro da cidade, pela terceira vez.
Matéria do Diário Oficial:
III Festival de Teatro de Afonso
Cláudio começa no domingo (22)
A abertura oficial do III Festival de Teatro de Afonso Cláudio está marcada para domingo (22), às 19 horas, no Centro Cultural José Ribeiro Tristão. Já a disputa começa na segunda-feira (23) com apresentações de espetáculos do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Três oficinas serão ministradas durante o festival: Teatro de Rua, com Edson Nascimento; Caracterização Cênica, com Ana Tereza Huapaya; e Direção Teatral, com Márcia Gaudio. As inscrições podem ser feitas no Departamento de Turismo da Prefeitura de Afonso Cláudio, pelo
telefone (27) 3735-4000.
PROGRAMAÇÃO - III FESTIVAL DE TEATRO DE AFONSO CLÁUDIO.
III FESTIVAL DE TEATRO DE AFONSO CLÁUDIO
PROGRAMAÇÃO
22/06 – DOMINGO
Centro Cultural “José Ribeiro Tristão”
8 h – Inicio das oficinas
19 h – Cerimônia de Abertura do Festival
8 h – Inicio das oficinas
18 h – Peça: “Quem matou o leão”
EM José Jorge Haddad
20 hs – Espaço do som com Jorge Coelho
21 hs –Peça: “ Fatos da Vida Real”
Grupo Expressão e Arte
24/06 – TERÇA – FEIRA
Centro Cultural “José Ribeiro Tristão”
8 h – Inicio das oficinas
18 h – Peça:”O Caso da Galinha Bujica”
Centro Educacional Vicente Pelicione
20 h – Espaço do som com Valtinho
21 h - Peça : “Sonhos não são apenas sonhos”
Ariani Viana de Paula Rangel
25/06 – QUARTA – FEIRA
Centro Cultural “José Ribeiro Tristão"
8 h – Inicio das oficinas
18 h – Espetáculo : “O Rapto da Cebolinha”
Escola Municipal “José Cupertino”
20 h – Espaço do som com Vando e Jhonatan
21 h – Peça: “Aquecimento Global... E o que Deus faz?”
Lucas de Oliveira
26/06 - QUINTA – FEIRA
Centro Cultural “José Ribeiro Tristão”
8 h – Inicio das oficinas
18 h – Peça: “Quem é ela Deusa, ou Diaba?
Grupo Gensc
20 h – Espaço para a cultura – Grupo Modjumbá (Cariacica)
Espaço do som Grupo D’ Momento
27/06 – SEXTA – FEIRA
Centro Cultural “José Ribeiro Tristão”
8 h – Inicio das oficinas
18 h – Peça : “As Fofoqueiras”
17º Grupo de Escoteiros “Cidade das Cachoeiras”
20 h – Espaço para a cultura com o Folclórico São Benedito (Serra)
Espaço do som com Tony da Viola
21 h – Peça: “O Dia Seguinte”
Gilberto Galdino dos Santos
28/06- SÁBADO
Praça Aderbal Galvão
9h – Peça: O moço que casou com mulher braba”
Grupo de Teatro Rerigtiba (Anchieta)
14 h – Peça: “A Segunda queixa de Satanás a Cristo sobre a corrupção no mundo”
Grupo de Teatro Cemuca EnCena (São Mateus)
17 h – Espetáculo: “Pulitrica”
Por Léo Carnevalle (Rio de Janeiro)
29/06 –DOMINGO
Praça Aderbal Galvão
13 h – Peça: “A incrível peleja de Zefa e a Morte”
Cia de Teatro Arautos (Castelo)
15 h – Peça: “A Roupa Nova do Imperador”
Grupo Gota, Pó e Poeira (Guaçuí)
19h - Centro Cultural “José Ribeiro Tristão”
Cerimônia de encerramento e entrega de premiação
20h -Arraia da Dona Genoveva
Show com a Banda Forró Raiz
OFICINAS SEREM MINISTRADAS DURANTE O FESTIVAL
de 22 a 27 de junho
Caracterização Cênica : Ana Tereza Huapaya
Direçaõ Teatral: Marcia Galdio





