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domingo, 27 de dezembro de 2009

Caderno2.AG: Para ficar na memória

untitled Não é sempre que abrimos o Caderno Dois e vemos uma avaliação do panorama do ano, ou melhor, os fatos que marcaram a cultura. Hoje (27/12/2009), tivemos uma avaliação do que marcou o ano que passou e para minha surpresa eles relacionaram as peças teatrais que marcaram o ano com suas estréias.

As peças selecionadas não foram tanta surpresa assim. Sem uma classificação ou mesmo uma analise sobre cada escolhida, vale citar cada uma.

fahrenheit451 FAHRENHEIT 451 – Este novo trabalho da Cia. De Teatro Urgente, sob direção de Marcelo Ferreira, trás um excelente trabalho de expressão corporal dos atores em cena. Eu sempre falo que queria entender mais sobre Butô ou Grotowski, mas nunca me aprofundei nos estudos sobre ambos. Mas os trabalhos de Marcelo sempre me impressionaram pela sua interpretação das histórias através do corpo. Eu cheguei a assistir no Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, mas se tiverem a oportunidade, não percam.

CARTAZ1 A MENINA – Se eu cometi um pecado este ano, foi não ter ido assistir esta peça teatral que tanto anunciei aqui no blog Teatro Capixaba. O solo cênico da atriz Fabiola Buzim, interpretando o texto do dramaturgo Ivan Ângelo, sob direção da cineasta Virginia Jorge, foi um dos trabalhos mais discutidos do ano. Alguns o elogiam, outros o criticam, mas vale lembrar que os trabalhos para serem de qualidade, devem gerar as mais diversificadas discussões. Ganhadoras da maioria dos prêmios destinados ao teatro no Prêmio Omelete Marginal 2009, com Fabiola Buzim ainda concorrendo como Destaque do Ano de 2009 no Jornal A Gazeta por este trabalho, que correu presídios femininos e instituições. Acredito eu ser uma oportunidade maravilhosa de se ver um excelente trabalho de palco.

rosas-brancas ROSAS BRANCAS PARA SALOMÉ – Outro espetáculo que sofreu duras criticas, mas mostrou para o que veio. Este trabalho escrito e dirigido por Gladston Ramos, nos trás no palco o ator Mauro Pinheiro. Mais conhecido pelos seus trabalhos de teatro-empresa, Mauro nos dá Salomé. Apesar de uma personalidade real, a personagem Salomé, interpretada pelo ator, nos mostra toda sua história nesta brilhante interpretação. Mauro Pinheiro nos brinda com esta personagem cativante e emocionante, que tem uma história arrebatadora, vivendo os melhores momentos da vanguarda do país. Sempre rasgarei elogios por este trabalho, pois para mim deveria ter tido o verdadeiro reconhecimento, que poucos ousaram dar. Parabéns Mauro! Parabéns Gladston!

Os Mendigos - Banner OS MENDIGOS E O PATO DO IMPERADOR – Outro trabalho que teve pouco reconhecimento, mas foi muito bem feito. A peça estreou em um Festival, mas foi neles que ela mostrou para que veio. Uma verdadeira ode ao teatro, conta a história de uma trupe de atores que termina por matar um pato no terreno de um imperador e na intenção de sobreviverem, eles tentam ludibriar o imperador. Quando eu vi no Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, juro que no começo não acreditei no espetáculo, mas com o decorrer da peça, vi o trabalho meticuloso que o diretor Rodrigo Pauoto teve. É uma comédia bem feita, com um trabalho bem executado pelos atores. Parabéns a Trupe Iá... Pocô!

HELLO, BOY! – Esta peça esteve em cartaz bem no fim de temporada do Teatro Galpão e o diretor Robson De Paula chegou a pedir a mim para falar dela no blog Teatro Capixaba e eu pedi a ele material para divulgação. Uma pena que não deu tempo de ele mandar o material para eu publicar. Eu gostaria de tê-la visto também, se não fosse à correria de fim de ano do local aonde eu trabalho. Mas sendo um trabalho com direção de Robson De Paula, com a atriz Inácia Freitas em cena, acompanhada do ator Wilton Bastos, acredito ter sido uma excelente peça. A atriz e o diretor já tiveram outros trabalhos conjuntos, mas vale lembrar-se do monólogo “Uma Mãe Muito Louca”. Espero que eles retornem em 2010, para que eu possa anunciar e assistir.

Bem, esta foi à seleção do Caderno Dois de A Gazeta. Acredito que muitos dirão: “E Boulevard, 83?” “E Cárcere?” “E Dinossauros?”... Bem, quanto ao último, fico feliz de nem ser mencionado, quanto aos outros, se quiser colocar sua opinião, entre no site do Gazeta Online e opine, mas antes precisa ser cadastrado.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fim de semana com teatro

Circulação 1109 Ontem (19/11/2009) a assessora de imprensa da Secretaria Estadual de Cultura (SECULT), Larissa Ventorim, me enviou a programação do Projeto Circulação Cultural, que a Secretaria promove, levando shows musicais, de dança e peças teatrais para várias cidades do Espírito Santo, mas por uma falha minha, fiquei sem informar sobre as peças que estariam atuando hoje (20/11/2009) nos palcos dos Teatro Municipal de Montanha, Teatro Municipal de Rio Novo do Sul e Teatro Municipal de Aracruz, mas elas estarão se apresentando em outros dias, só que em outras cidades.

Como as duas de sábado (21/11/2009) estarão no mesmo horário em cartas, ou melhor, as 20:00, começo conforme a ordem do convite virtual. No Casarão Cultural de Nova Venécia-ES, estará em cartaz a peça “O Figurante Invisível”, com o Grupo Quintal, enquanto no Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim estará em palco o espetáculo de Expressão Corporal “Metrópolis”, da Companhia de Teatro Urgente. Já no domingo (22/11/2009), também as 20:00, o Grupo de Teatro Rerigtiba estará também no Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim com a comédia “Cabral, a Esquadra se deu mal!”. A entrada para todas as peças teatrais do Projeto Circulação Cultural é franca.

Já em Vitória-ES, ainda permanece no Teatro Galpão o espetáculo musical “Boulervard, 83” do Grupo Teatro Empório, neste sábado (21/11/2009), as 20:00, e no domingo (22/11/2009), as 19:00, com igressos a preços populares de R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia). E no Teatro Campaneli, o Grupo de Teatro Estrada estréia a comédia “Frutos do Paraíso”, que teve a concepção e direção de Gilson Sarmento. Ela também se apresentará neste sábado e domingo (21 e 22 de novembro de 2009), as 20:00, com ingressos no valor de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Abaixo seguem as sinopses dos trabalhos. Escolha o que melhor apreciar  bom espetáculo!

O FIGURANTE INVISIVEL

figurante-circulacao A tragédia grega Antígona, de Sófocles, é o tema central gerador do contexto em que se passa a peça O Figurante Invisível. Um diretor ensaia uma atriz substituta para o papel de Antígona, em situação de grande dificuldade, com apenas um ator e um iluminador para ajudá-los com os ensaios, quando recebem a visita de um velho ator desiludido com a vida difícil nesse universo do ‘fazer teatral’ no nosso país. A presença desse personagem leva a evoluções pela tragédia Antígona, e arquétipos paralelos em cenas que remetem à ditadura militar, à produção teatral no período e às conseqüências sobre o humano resultante da militância e resistência política-artística. Antígona está presente em cenas de sua versão original, nas batalhas diárias do fazer artístico no país, nas lutas democráticas, nas relações pessoais e confrontos com a realidade cotidiana de ser artista no Brasil.

O Figurante Invisível é de autoria de Romário Borelli, tem direção de Telma Smith, produção de Miriam Gonçalves, no elenco Colette Dantas, Ednardo Pinheiro, Higor Campagnaro e José Augusto Loureiro, iluminação de Fabio Prieto, cenografia de José Augusto Loureiro, figurinos de Luisa Fardin, operação de luz e figuração de William Zane.

Local e data:

Casarão Cultural – Nova Venécia - ES

Dia: 21 de novembro

Horário: 20h

Duração: 1:15

Lotação do teatro: 60 lugares

Recomendado para maiores de 16 anos

Entrada franca (dentro do projeto Circulação Cultural da SECULT)

Metrópolis

1247611998862_f Com roteiro original, a partir da obra homônima do cineasta austríaco Fritz Lang, a peça apresenta um grupo de operários isolados num contêiner, totem, capitalista que abriga todo tipo de mercadoria. Trabalham, moram, asfixiam-se nesse espaço exíguo, metáfora da condição humana oprimida nas metrópoles e em seus próprios corpos. Mantidos sob rigoroso regulamento totalitário e a ingestão de cápsulas up e down, repetem uma rotina forçada, vigiados pelo “Sistema” – que tudo domina e ninguém vê. A tecnologia usada como forma de controle. O aniquilamento pela brandura. O cyberhumano e o chip idiota que se instala em nossa cabeça, sutilmente, entretendo e transformando homens em máquinas repetidas, num eterno delay.

Ficha técnica

Texto e Direção: Marcelo Ferreira; Assistente de direção: Diego Amaral;; Trilha sonora: Raphael Coutinho e Marcelo Ferreira; Iluminação: Raphael Coutinho; Cenografia: Rita Vasques e Marcelo Ferreira; Figurino: Diego Amaral, Regina Schmid e Marcelo Ferreira; Contra-regra: Luis Claudio Siqueira; Fotos: Jussara Martins; Arte: Raphael Coutinho

Elenco: Eduardo Moraes, Diego Amaral, Marcelo Ferreira

Classificação etária: 14 anos

Local e data:

Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES

Dia: 21 de novembro

Horário: 20h

Entrada franca (dentro do Projeto Circulação Cultural da SECULT)

Cabral, a esquadra se deu Mal!

foto_cabral “Cabral, a esquadra se deu mal!” é uma comédia que conta a história do descobrimento do Brasil e de seu descobridor pelos olhos de Joaquim, o fiel escudeiro de Cabral, personagem fictício que acompanha o intrépido navegador português nesta divertida viagem.

Se você acha que já sabia tudo sobre a chegada dos portugueses ao Brasil, ainda não viu nada! Acompanhe Cabral e seu fiel escudeiro nessa aventura.

O texto é uma sátira bem humorada que explora o tema do “Descobrimento do Brasil” sob o ponto de vista “a terra já era habitada”, texto do autor paulista João Guerreyro Junior, com direção e produção de Telma Amaral, “Cabral, a esquadra se deu mal!” tem Edson Vando no papel de Cabral e Herminio Vasco como Joaquim.

Local e data:

Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim – ES

Dia: 22 de novembro

Horário: 20h

Entrada franca (dentro do Projeto Circulação Cultural da SECULT)

BOULEVARD, 83

boulevard 83 - Galpão Sinopse:

O musical Boulevard 83 conta a história de François Jocker e Joe Jocker, proprietários do endereço da casa de espetáculos mais antigos da Rua Boulevard, situada em New Paris City (um lugar híbrido entre Paris e Nova York). Após a morte de François Jocker, que aparentemente era rico, é feita a leitura do testamento e os artistas que trabalhavam e moravam na casa, descobrem que ele, na verdade, estava falido. Com a casa hipotecada, todos passam a temer uma ordem de despejo. Para solucionar o problema, os artistas se unem e resolvem montar um show de reabertura do Boulevard e tentar conseguir oitenta e três mil "Francos Dolados" para quitar os títulos.

Ficha Técnica:

Direção e Texto: Leandro Bacellar

Compositor: Elenísio Rodrigues

Elenco: Stace Mayka, Werlesson Grassi, Nívia Carla, Leandro Bacellar, Allan Toni, Diego Carneiro, Marcos Luppi, Dayane Lopes, Luana Eva, Danielle Pansini, Luciene Camargo, Ludmila Porto.

Horários: sábados, as 20 horas, e domingos, as 19 horas

Local: Teatro Galpão

Ingressos: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)

Frutos do Paraíso

frutos do paraiso1[4] “’Frutos do Paraíso’ é, na verdade, uma coletânea de cenas do teatro mundial livremente adaptadas e traduzidas (quando necessário) por mim, abordando o eterno e cômico conflito entre os sexos.  Usei material de Guilherme de Figueiredo, Molière, Eugene O´Neill, Goldoni, Ionesco e Shakespeare, para mostrar como as relações entre homens e mulheres foram vistas em variadas épocas.   No processo, a produção começou a virar um comentário sobre como os atores fazem ajustes entre eles, nos ensaios,  para dar significado ao que fazem.  Assim,  tudo, desde as cenas apresentadas até a maneira como elas são apresentadas, virou uma espécie de desmascaramento do ato de fazer teatro: nada de cenários, nada de indumentárias de época, nada de efeitos sonoros ou de iluminação;  somente o ator e aquilo que ele tem à mão, que é uma imensidão.” (Gilson Sarmento)

Serviço:

Grupo de Teatro Estrada  apresenta “Frutos  do  Paraíso” (Uma comédia sobre o eterno conflito entre os sexos)

Elenco: Elas: Vera Rocha, Maria Alice Quintela, Letícia Machado e Milena Zacché / Eles: Adalberto Mônico Sotele, Leonardo Tagarro e Othoniel Cibien

Roteiro, Concepção e Direção: Gilson P. Sarmento

DIAS:  21 E 22 de novembro

HORA:  20:00h

LOCAL: Teatro Campaneli (Rua Luiz Gonzalez Alvarado, nº 4, Rua da Cruz do Papa)

INGRESSOS:  R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Apoio: Companhia de Teatro Campaneli

Vale lembrar que os atores Leandro Bacellar (Boulevard, 83) – que também concorre como Melhor Diretor Teatral -, Ednardo Pinheiro (O Figurante Invisível) e Othoniel Cibién (Dinossauros) estão concorrendo ao Prêmio de Melhor Ator de Teatro, bem como as atrizes Nívia Carla (Boulevard, 83) e Maria Alice Costa (Dinossauros) concorrem ao de Melhor Atriz de Teatro, e a peça “Boulevard, 83” concorre a Melhor Peça Teatral e o ator Allan Toni concorre como Revelação do Teatro. Quer votar? Cadastre-se e vote!

sábado, 17 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 4

imagem0002 Sinceramente quria iniciar este tópico com o seguinte título: “Uma Ode ao teatro!”, pois foi isso que eu senti ao fim do trabalho cênico da Trupe Iá… Pocô!, “Os Mendigos e o Pato do Imperador”.

Eu não concordo com o título, mas com o imperador constantemente os chama assim, além de outras palavras perjorativas, deixa passar.

Este grupo de Aracruz, que veio a Vitória e aqui se estabeleceu estão de parabéns pelo trabalho, pois mesmo com constante repetição de algumas frases, conseguiram dar conta do recado.

Olha não entendo nada de poesia ou prosa, mas ver um texto sendo “recitado” e contendo interpretação é uma coisa na qual não tinha visto ainda. Está de parabéns o ator, diretor e autor Rodrigo Paouto, que nos entrega uma verdadeira declaração de amor a arte que pratica. No começo, não acreditei muito nos atores que interpretavam os mendigos, que pareciam estar nos forçando a acreditar neles, mas com o passar da peça, demonstraram muita qualidade no trabalho, com exceção de um ator somente. Uma verdadeira aula de história do teatro, na qual ouvi pessoas que saiam do teatro, dizendo que haviam aprendido mais sobre esta arte marginalizada e menosprezada. Eu fiquei emocionado com o trabalho, que também me fez rir, apesar de todos os clichês. Obrigado a Trupe pelo trabalho e parabéns a todos, em especial a Tato Brasil, Rodriggo Sabatini e o próprio Rodrigo Paouto. E que esta arte marginal perdure por muitos anos!

Agora seguindo o trivial, que é a programação de amanhã, teremos teatro de rua, de bonecos, expressão corporal e uma das companhias mais consagradas do Brasil. Vamos lá!

Primeiramente, não teremos programações vespertinas, pois elas se iniciarão à noite no Theatro Carlos Gomes com o Grupo Giramundo que apresenta o teatro com bonecos “Um Baú de Fundo Fundo”, as 18:00. Já na Escola de Teatro e Dança FAFI, as 19:00 teremos a peça “Rock, Ressaca e Refluxo”, com roteiro, argumento e direção de Leonardo Patrocínio. Depois, na Praça Sagrada Família, no bairro Jardim Camburi, o Grupo Imbuaça reapresentará o seu trabalho de rua “O Munodo Tá Virado, Tá Que Vai ou Não Vai, Uma Banda Pendurada A Outra Em Breve Cai”, as 19:30. Já no Teatro do SESI, as 20:00, estréia a nova montagem de expressão corporal da Cia. de Teatro Urgente, com texto e direção de Marcelo Ferreira, “Fahrenheit, 451”, e para fechar com chave de ouro o quinto dia do Festival, o Armazém Companhia de Teatro apresenta no palco do Teatro Universitário, no Campus da UFES, as 21:00, o espetáculo “Inveja dos Anjos” dos dramaturgos Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes, com direção do segundo.

Abaixo sinopses e fichas técnicas. Sempre lembrando que, para retirada dos ingressos das peças que acontecerão dentro do teatro, tem de comparecer ao da sua escolha para retirada do ingresso, a partir das 13:00. Já no teatro de rua, é só aparecer e assistir. Bom espetáculo para todos!

UM BAÚ DE FUNDO FUNDO - MG

bau_menu_r1_c8 Ficha Técnica:

Peça: Um Baú de Fundo Fundo

Texto: Álvaro Apocalypse e Madu

Direção: Beatriz Apocalypse

Vozes: Vilma Henriques, Joaquim Costa, Ezequias Marques, Arildo Barros, José Roberto Alvarenga

Construtores e Marionetistas: Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso, Madu

Horário: 18:00

Local: Theatro Carlos Gomes, Centro

Sinopse:

Teatro de bonecos do grupo Giramundo, Um Baú de Fundo Fundo é um conjunto de lembranças, estórias, lendas e cantigas populares. Com interesse em preservar a cultura popular, o "Baú" coleciona e expõe um pouco da cultura mineira. O palhaço Libório comanda a ação. Foi a quarta montagem da Companhia Giramundo, de Belo Horizonte e estreou em 1975, mostrando o teatro de bonecos para adultos, com linguagem verdadeiramente teatral, sem os excessos do teatro de bonecos infantil. O grupo Giramundo foi fundado em 1970, em Minas Gerais (Lagoa Santa) e desde 1976 está em Belo Horizonte, onde realiza espetáculos para o público infantil e adulto, com as mais variadas técnicas de criação, confecção e manipulação de bonecos. Foi premiado em todo o mundo e com grande atuação profissional em vários campos, como por exemplo, espetáculos, museu, teatro e escola.

ROCK, RESSACA E REFLUXO - ES

Rock_Ressaca_Refluxo_Foto de Rafael Magalhães_2 Ficha Técnica:

Peça: Rock, Ressaca e Refluxo

Direção, Roteiro e Argumento: Leonardo Patrocínio.

Elenco: Célia Moscon, Cyntia Andrade, Dieymes Pechincha, Elias de Aquino, Erik Martincues e Josué Anner.

Horário: 19:00

Local: Escola de Teatro e Dança FAFI, Centro

Sinopse:

Rock, Ressaca, Refluxo são três quadros que formam um círculo vicioso e surreal a que as pessoas se submetem. No Rock há uma tentativa de compensar uma vida opaca. A Ressaca é angustiante e revela o vazio que resta aos personagens que fogem de si mesmos. No Refluxo, as personagens "viram do avesso" para expor de forma intensa o que está represado. Em relação à linguagem, o espetáculo reúne Teatro Físico e Dança-Teatro.

O MUNDO TÁ VIRADO, TÁ QUE VAI OU NÃO VAI, UMA BANDA PENDURADA A OUTRA EM BREVE CAI – SE

gimbuaca Ficha Técnica:

Peça: O Munodo Tá Virado, Tá Que Vai ou Não Vai, Uma Banda Pendurada A Outra Em Breve Cai

Direção Geral: Iradilson Bispo

Elenco:Isabel Santos Neves, Lindolfo Amaral, Manoel Cerqueira, Luciano Lima, Rita Maia, Késsia Mecya, Rosicléia Moura, Talita Calixto, Carlos Wilker.

Horário: 19h30

Local: Praça Sagrada Família, em Jardim Camburi

Sinopse:

No cotidiano das ruas tudo acontece. O espetáculo constrói um espelho desse segmento social: o ambulante, expondo o consumismo e o anti-herói dentro de uma mesma atmosfera. O comércio, antes restrito às feiras, hoje invade os logradouros públicos e até mesmo os lares. A sociedade de consumo exige sempre maiores espaços para vender e adquirir seus atrativos. Nesse comércio global e expandido, circulam personagens inusitados que trazem consigo a velha história: se dar bem a qualquer custo, não importa como.

FAHRENHEIT, 451 / ES

fahrenheit451 Ficha Técnica:

Peça: Fahrenheit, 451

Texto e Direção gestual dramático: Marcelo Ferreira

Elenco: Marcelo Ferreira e Diego Amaral

Horário: 20:00

Local: Teatro do SESI, em Jardim da Penha

Sinopse:

Espetáculo de teatro e dança, Fahrenheit, 451 é uma montagem com roteiro e texto originais, a partir do romance homônimo do escritor americano Ray Bradbury e da versão para o cinema de François Truffaut. A peça fala do poder, da censura, da alienação de uma sociedade vigiada. Mostra um futuro sombrio para a história, quando todos os livros foram proibidos e queimados e os meios de comunicação, em especial a TV , manipulam o pensamento e os sentimentos dos telespectadores, criando fatos e gerando guerras.

Reúne imagens, sons, movimento e texto que remetem aos signos e temas da obra citada: a impossibilidade do pensamento, a patrulha ideológica e o controle autômato da informação. A resistência a todo tipo de opressão fica clara quando os personagens fogem para a floresta e transformam-se em livros, decoram suas falas e as repetem à exaustão para que a memória da civilização não se apague. Com Fahrenheit, 451 a Companhia de Teatro Urgente encerra sua trilogia em homenagem ao cinema ( Nosferatu - 2007 e Metrópolis - 2008).

INVEJA DOS ANJOS - RJ

inveja_dos_anjos(1) Ficha Técnica:

Peça: Inveja dos Anjos

Direção: Paulo de Moraes

Dramaturgia: Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes

Elenco: Marcelo Guerra, Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Simone Mazzer, Simone Vianna, Thales Coutinho, Verônica Rocha

Horário: 21h

Local: Teatro Universitário, UFES

Sinopse:

Inveja dos Anjos reúne histórias e traz memória, encontros e despedidas que emocionam o público. Em um cenário atravessado por trilhos de trem desenvolve-se o comovente espetáculo que consolida a atuação da Armazém Companhia de Teatro, do Rio de Janeiro, como um grande grupo teatral da atualidade.

O texto reúne histórias de pessoas simples, que vivem em uma cidadezinha qualquer e repassam cenas do cotidiano. São acontecimentos que movem os relacionamentos humanos, acompanhados de afetos, desejos e frustrações com a vida. Por outro lado, são pessoas que comovem pela dignidade ao encarar suas alegrias e tristezas. A memória é o ponto comum entre os personagens. Em um exercício constante de revisitar o passado, vivenciam os reencontros com esperança renovada e absorvem as partidas, as despedidas da melhor maneira possível, seguindo em frente. Com isso, a importância do cenário. As idas e vindas das pessoas, do trem que chega e parte durante toda a encenação, torna o cenário vivo e fundamental nos constantes encontros e despedidas.

Qualquer alteração na programação é de responsabilidade da Comissão Organizadora. Bom espetáculo a todos!