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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Solo cênico “Cárcere” no Theatro Carlos Gomes

Este espetáculo “de uma pessoa só”, também conhecido como monólogo ou solo cênico, que trás o brasileiro Vinicius Piedade, que atua e dirige sob o texto do dramaturgo Saulo Ribeiro, viajou todo o Brasil e agora retorna aos palcos capixabas, aportando inicialmente no Theatro Carlos Gomes, em Vitória/ES, depois segue para o norte, em Nova Venécia (16/06/2011) e Colatina (17/06/2011), indo logo em seguida para o sul, aonde atuara no Teatro Fernando Torres, em Guaçuí, no dia 18/06/2011. Mas sua parada inicial acontecerá nos dias 11 e 12 de junho de 2011 (sábado e domingo) na capital.

“Cárcere” conta de uma forma divertida uma semana na vida de um presidiário que será refém numa rebelião iminente. Ele vive em ritmo de contagem regressiva e com suas expectativas, impressões, reflexões e sensações que são reveladas pro um diário, que Vinicius leva ao palco. Abaixo segue uma apresentação da peça e a ficha técnica. O solo estará em cartaz nos dias 11 e 12 de junho de 2011, sendo que no sábado a apresentação será as 20h00 e no domingo as 19h00, com ingressos nos valores de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), mas se for comprado até amanhã (03/06/2011), no Kaffá Cafeteria, localizado na Rua da Lama ou pelo telefone (27) 8187-9272, poderá ter um preço promocional. Bom espetáculo para todos!

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CÁRCERE

UM SOLO DE VINÍCIUS PIEDADE

DIREÇÃO MUSICAL: MANUEL PESSÔA

TEXTO: SAULO RIBEIRO e VINÍCIUS PIEDADE

Sinopse

Cárcere apresenta uma semana na vida de um presidiário que será refém numa rebelião iminente. Ele vive em ritmo de contagem regressiva e suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são expressadas por ele num diário que o ator leva para o palco.

Apresentação

A peça CÁRCERE é uma reflexão sobre a liberdade através dos olhos de um homem que é privado da sua: um presidiário. Mais que isso, esse preso está numa semana decisiva, pois vive a situação limite de se tornar refém em uma rebelião iminente. A peça se passa justamente no período em que ele descobre que será refém, uma segunda-feira, até o dia em que estoura a rebelião, um domingo. Trata-se, então, da teatralização do diário escrito por esse preso na semana em que vive uma espécie de contagem regressiva.

Suas reflexões, lembranças e razões para continuar “se equilibrando na linha tênue entre persistir e desistir”, num momento em que está “na beira do vulcão, no fio da navalha, na linha do trem, na mira da bala”, são expressadas por um ator sozinho no palco em vibrante contato com o público.

Preso por tráfico de drogas, o pianista autodidata Ovo vive intensamente os momentos que antecedem a rebelião em que ele é jurado de morte por estar na ala dos seguros do presídio.

Sua relação com o piano e a falta que sente dele fazem com que Ovo canalize sua criatividade nesse diário. Diário de um homem em estado de sítio. “Eu preferia tocar piano e dizer o que tenho pra dizer em ritmo e disritmia, mas como aqui não tem piano eu escrevo, mesmo sem saber fazer poesia”.

O torpor cotidiano, a vida besta que no fim nos engole como fera, são retratados aqui como o próprio conteúdo nos propõe: de maneira simples, por vezes ordinária. Um presidiário, um homem, nós.

As diferentes dinâmicas da proposta dramatúrgica acabam se completando, caracterizando assim a proposta estética do espetáculo, nessa reflexão sobre personagens comuns em momentos decisivos.

A busca de uma linguagem acessível visa estimular o questionamento critico do público em relação à história contada, sensibilizando o espectador a compartilhar a reflexão encarnada no palco. A peça CÁRCERE traz à cena diferentes camadas de profundidade que visam proporcionar ao público um mergulho em diferentes perspectivas de ser e estar livre. Mas é, sobretudo, mais pergunta do que resposta sobre o significado da liberdade pra cada um.

Concepção e parcerias

Na criação do texto, o autor Saulo Ribeiro se baseou em acontecimentos reais dos quais teve conhecimento na época em que foi professor na cadeia.

Na peça, um presidiário está vivendo uma semana que pode ser decisiva para a sua vida. Seus pensamentos, sentimentos e sua capacidade crua e dura, heróica, de questionar e enfrentar os acontecimentos recentes convidam a uma reflexão sobre a vida, as atitudes e a liberdade de todos.

Foi Saulo quem levou Vinícius Piedade aos presídios do Espírito Santo para apresentar seu primeiro solo CARTA DE UM PIRATA, que percorreu diferentes presídios. Presídio de Seguros, Presídio de Segurança Média, Presídio Feminino e Presídio de Reabilitação. Depois dessas apresentações, desse encontro do artista e sua peça com esse público em situação limite, o ator quis expressar e investigar a liberdade. E escolheu para isso falar de um preso em situação limite.

Sua busca, que a princípio era simplesmente realizar a peça nesse contexto por julgar que o teatro é uma arte humanizante, passou a ser investigar artisticamente essa questão. E para isso contou com a arte de Saulo Ribeiro, historiador, escritor, defensor público e professor de cadeia.

Manuel Pessôa também é um parceiro decisivo nessa construção, sendo responsável pela criação musical que permeia toda a peça. Em determinadas ocasiões, Manuel Pessôa executa a trilha ao vivo com o piano.

A relação do ator com a trilha sonora é muito intensa. A música entra como um fator decisivo na estética de impacto. O fato de o preso ser pianista intensifica mais ainda a presença da música, que passeia em diferentes intensidades em consonância com os momentos vividos pelo preso.

PESQUISA

Depois de cinco anos em viagens por todo país com o solo CARTA DE UM PIRATA, Vinícius Piedade volta ao palco com essa dramaturgia inédita visando aprofundar sua pesquisa da questão do ator sozinho no palco usando o mínimo de recurso, mas visando o máximo de efeito. Sua pesquisa iniciada com a turnê de CARTA DE UM PIRATA coordenado por Denise Stoklos chama-se O ATOR INCONFORMADO. CÁRCERE é a continuidade dessa pesquisa juntamente com o solo INDIZÍVEL. As três peças estão no repertório de Vinícius Piedade.

REFLEXÃO DO ESPETÁCULO CÁRCERE (e importância social da arte)

Na base do projeto CÁRCERE está a concepção de uma arte popular entendida como uma arte acessível a todos, sem procurar ser destinada a um público específico.

Combinamos os mais diversos elementos: a música, a literatura, a mímica e o teatro em suas várias acepções: erudito, popular, regional. Primamos por tornar a arte simples, sem perder o caráter poético e a erudição, apostando também na sensibilização dos espectadores.

Atrelando a concepção do espetáculo ao processo de difusão cultural, a peça se estrutura sobre a questão de como democratizar o acesso à arte. Sendo assim, a democratização não é apenas um compromisso, mas a própria razão de ser do espetáculo. E isso se dá de diversas formas, seja através de apresentações em contextos físicos e sociais adversos, seja nas parcerias que já foram feitas e que serão feitas por todo país na viabilização desse acontecimento teatral.

Ficha Técnica

Direção, iluminação e atuação: Vinícius Piedade

Texto: Saulo Ribeiro e Vinícius Piedade

Trilha Sonora: Manuel Pessôa

Concepção visual: Márcio Baptista

Figurino: Cynthia Guedes

Fotos: Joffre Oliveira

Produção local: Coletivo Opiniães

extraído do site do Vinicius Piedade: http://www.viniciuspiedade.com.br/2008/07/apresentacao-2/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Menina na 6ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”

CARTÃO Gapão3 12 Existem pessoas e grupo de teatro que eu gosto sem esforço, simplemente por serem pessoas simpáticas comigo ou por terem trabalhos que agradaram aos olhos e o solo-cênico “A Menina” é um desses casos. Hoje (19/10/2010), esse espetáculo, que tem direção de Virginia Jorge e atuação da carismática Fabiola Buzim, subirá mais uma vez ao palco do Theatro Carlo Gomes.

“A Menina” é um espetáculo que já circulou pelo Espírito Santo e pelo Rio de Janeiro, sendo sucesso de críticas e ganhando prêmios e o público que assiste a esse trabalho. É uma adaptação do texto de Ivan Ângelo, que conta sobre o universo feminino de fora leve e agradável, passando pela relação de mãe e filha e os ritos de passagem desse universo obscuro para a mente masculina. Fabiola dá a graça a interpretação, com seu carisma e sua força em palco.

Eu não tenho feito esse tipo de divulgação para as peças que passam pelo Festival, mas como a Companhia Folgazões de Artes Cênicas, Fabiola sempre me manda o material para divulgação e eu não podia deixar de abrir-lhe o espaço para tal. Abaixo segue o material que ela me mandou. A entrada é franca, sendo que devem retirar o ingresso a partir das 13h00, na bilheteria do Theatro Carlo Gomes. O espetáculo subir[a ao palco as 19h00. Abaixo segue o material que me foi enviado pela atriz. A todos desejo um maravilhoso espetáculo!

A MENINA NO 6º FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO CIDADE DE VITÓRIA

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O solo "A Menina" é uma das treze peças locais selecionadas via edital para o VI Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória, que acontece entre os dias 13 a 24 de outubro. O espetáculo será apresentado no Theatro Carlos Gomes em 19 de outubro, às 19h.

          Com classificação livre, a entrada é gratuita e a retirada de ingressos deve ser feita na bilheteria do teatro, no dia da peça, às 13h. Cada pessoa tem direito a solicitar somente uma entrada.

Galpao 10 - Leonardo Merçon “A MENINA” é um solo cênico, influenciado pelo teatro essencial e que valoriza a força da interpretação do ator. O espetáculo tem a direção da cineasta Virginia Jorge e a interpretação da atriz Fabíola Buzim. O texto é uma adaptação do conto “Menina” do escritor mineiro Ivan Ângelo e este conto foi publicado no livro “Os 100 melhores contos da literatura brasileira”. A partir de uma encenação simples, mas envolvente é mostrado  o conflito da heroína, uma menina mulher, na busca pelo significado de uma palavra.

Galpao 5 - Leonardo Merçon O espetáculo já realizou temporadas no Espírito Santo e Rio de Janeiro, participou de Festivais e recebeu boas críticas na imprensa local, e o reconhecimento da platéia que aplaudiu o espetáculo de pé durante vários minutos em todas as suas apresentações. E recebeu a premiação de Melhor Direção e Melhor Atriz no Festival Omelete Marginal, promovido pelo site Intervenções Urbanas. Desde sua estréia, o espetáculo tem comovido a platéia em geral. Crianças, jovens e adultos são envolvidas pelas histórias da personagem Ana Lúcia.

Sinopse

Ana Lúcia é uma mulher adulta e se debruça sobre uma passagem da sua infância que a marcou muito. No centro da história a palavra “desquitada” e uma pergunta:

“Você já ficou repetindo uma palavra várias vezes até ela perder o sentido?”.

A personagem vai narrando sobre este momento de sua vida, quando foi discriminada pelas colegas na escola por conta de uma palavra da qual nem sabia o significado. O espetáculo abre possibilidades para discussões atuais, como o tema bulling e alguns acontecimentos responsáveis por estigmas, preconceitos e também propõem uma discussão sobre a sociedade e as relações familiares.  

Ficha técnica
Direção: Virigina Jorge
Interpretação: Fabiola Buzim
Texto: Ivan Ângelo
Adaptação: Fabiola Buzim, Virginia Jorge
Cenografia / Figurino: Luiza Fardin
Assistente de Figurino: Samira Alcântara
Pesquisa Corporal: Leonardo Patrocínio
Iluminação: Toninho dos Anjos
Operador de Luz e Cenotécnico: Jorgemar de Oliveira
Sonoplastia: Fernanda Butiar

Trilha Sonora Original: Juliano Gauche Operador de Som: Felipe Dal´Orto
Produção: Jihany Rangel / Fabiola Buzim
Foto: Marcelo Carvalho

Serviço
VI Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória – A Menina / ES
Dia: 19 de Outubro / Terça-feira
Horário:
19h
Duração:
40min
Direção:
Virginia Jorge
Classificação:
Livre

6ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 7

Header “Você ja ficou repetindo uma palavra várias vezes até ela perder o sentido?”

É dessa forma que eu começo esse sétimo dia da 6ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, pois hoje (19/10/2010) subirá ao palco do Theatro Carlos Gomes o espetáculo “A Menina”. Mas vamos deixar isso para depois, pois Fabiola Buzim me mandou o material que eu terei o prazer de publicar, após publicar mais esse “cardápio” de espetáculos.

Voltando um pouco a normalidade, ontem (18/10/2010), tive a oportunidade de passar pela Praça Costa Pereira e vislumbrar – somente =( - “Café Pequeno da Silva e Psiu”, com o palhaço, ator e dramaturgo Richard Riguetti, que animava a todos que por ali passavam e deicidiam parar, embaixo de uma fina garoa, para admirar o vigor dessa pessoa que enobrece a arte circense. Eis que vejo a ajudá-lo um dos atores a quem adoro admirar como atuante em espetáculos de rua e também como pessoa, Wyller Villaças, membro integrante da Companhia Folgazões de Arts Cênicas. Me fascina ver que, mesmo com o céu ameaçando uma chuva, somente mantendo leves gotas frias, esses dois mostraram que “o show tem de continuar!”. E continuando nesse ritmo, a primeira apresentação de hoje acontecerá na Praça Costa Pereira, com o espetáculo de rua “A Chegada de Lampião ao Inferno”, com direção de Wilson Chagas, mais tarde, as 19h00, no Theatro Carlos Gomes, todos poderão curtir o solo cênico “A Menina”, com direção de Virginia Jorge. As 21h00, o Teatro Universitário, localizado no Campus da UFES, abre suas portas para o festival para a apresentação do monólogo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, com direção, adaptação e atuação de Beth Goulart. Nesse mesmo horário, no Armazém 5 – Estação Porto, reprisa a peça “Na Solidão dos Campos de Algodão”, com direção de Caco Ciocler.

A entrada é franca e os ingressos precisam ser retirados a partir das 13h00, no teatro aonde a peça será encenada. No caso do espetáculo de rua, é só chegar a apreciar. Abaixo seguem os releases e as fichas técnicas de cada encenação. Bom espetáculo para todos!

lampiao_diabo Peça: A Chegada de Lampião no Inferno / MA

Horário: 12h00 Duração: 40min

Local: Pça Costa Pereira

Direção: Wilson Chagas

Grupo Gamar

Classificação: Livre

Sinopse

A peça é um espetáculo teatral baseado no texto de José Pacheco e nas tradições populares e cordelísticas do sertão brasileiro. Quanto à Morte de Lampião, havia nos arraiais do sertão, o costume de conduzir os defuntos ao cemitério em uma padiola ou rede, por grupos constituídos de amigos e parentes entoando-se cantigas e “incelenças” adequadas ao ato fúnebre. À frente do préstito, um padre, empunhando um ramo e água benta e fazendo trejeitos, puxava a “melopeia” para os demais que o acompanhavam repetindo em coro.

Só que desta vez, o defunto é alguém muito especial: é Lampião, o maior cangaceiro do sertão. Cabra macho, chegado a uma confusão e que de tudo e mais um pouco aprontou pelas bandas do sertão. Lampião, após bater no portal do Céu e ter sido rejeitado por São Pedro, vai bater nos portões do Inferno e aí a confusão é certa, pois de tanto aprontar em vida, nem o Diabo quer aceitá-lo.

Ficha Técnica

Direção Geral: Wilson Chagas

Assistente de Direção: Hellyson Layo

Maquiagem: Wilson Chagas

Figurino: Grupo Gamar

Sonoplastia: Grupo Gamar

Cenário e adereços: Grupo Gamar

Elenco: Rafael Feitosa, Paulo Roberto Aguiar, Edinaldo Júnior, Hellyson Layo

Galpao 1 - Leonardo Merçon Peça: A Menina / ES

Dia: 19 de Outubro / Terça-feira

Horário: 19h Duração: 40min

Direção: Virginia Jorge

Público: 290 pessoas

Classificação: Livre

Sinopse

O espetáculo teatral A Menina é um solo cênico influenciado pelo teatro essencial, que consiste na força do ator, livre dos demais elementos cênicos, para contar uma história. É um espetáculo que contempla praticamente todos os públicos, pois discute com leveza as relações sociais e transita pelo universo feminino abordando as relações entre mãe e filha e os rituais de passagem femininos. A peça agrada a todas as faixas etárias e classes sociais.

Misturando momentos lúdicos, cômicos e dramáticos, é mostrado o conflito da heroína: uma menina mulher na busca pelo significado de uma palavra.

Ficha técnica

Direção: Virigina Jorge

Interpretação: Fabiola Buzim

Texto: Ivan Ângelo

Adaptação: Fabiola Buzim, Virginia Jorge

Cenografia / Figurino: Luiza Fardin

Assistente de Figurino: Samira Alcântara

Pesquisa Corporal: Leonardo Patrocínio

Iluminação: Toninho dos Anjos

Operador de Luz e Cenotécnico: Jorgemar de Oliveira

Sonoplastia: Fernanda Butiar

Trilha Sonora Original: Juliano Gauche

Operador de Som: Anauã Vilhena

Produção: Fabiola Buzim, Juliana Costa

Fotografia: Bianca Pimenta, Leonardo Merçon

Simplesmente-eu-Clarice-Lispector-CREDITO-Fabian-fotoweb Peça: Simplesmente Eu, Clarice Lispector / SP

Dia: 19 de Outubro / Terça-feira

Horário: 21h Duração: 1h

Direção: Beth Goulart

Público: 650 pessoas

Classificação: 12 anos

Sinopse

O espetáculo mostra a trajetória de uma mulher em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Uma autora e seus personagens dialogando sobre a vida e morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento. O texto é extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências de Clarice e trechos das obras: "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e os contos "Amor" e "Perdoando Deus". E toda essa ligação se dá por uma única linha: o amor.

Ficha Técnica

Texto: Clarice Lispector

Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart

Supervisão: Amir Hadad

Direção de Produção: Pierina Morais

Gênero: Espetáculo Poema

nasolidaodoscampos Peça: Na Solidão dos Campos de Algodão

Local: Armazém 5 – Estação Porto

Horário: 21h Duração: 1h30

Direção: Caco Ciocler

Público: 400 pessoas

Classificação: 16 anos

Sinopse

Um negociador e um cliente encontram-se ao acaso num local indefinido. A princípio, não se sabe exatamente o que o cliente quer comprar e o que o negociador tem para vender. Aos poucos, estabelece-se entre eles uma estranha relação, um exuberante diálogo cheio de suspense e duplas intenções, onde ambos procuram dissimular suas ações através de um inteligente combate verbal. A partir daí, a peça se transforma de uma simples relação comercial entre os dois, em uma importante discussão sobre o homem. O tema de "Na Solidão dos Campos de Algodão” aborda questões fundamentais para se compreender a sociedade atual: solidão, dificuldade de comunicação e o abismo intransponível que cada vez mais permeia a condição humana na busca pela saciedade total de seus desejos.

Ficha Técnica

De: Bernard Marie-Koltès

Direção: Caco Ciocler

Elenco: Armando Babaioff e Gustavo Vaz

Cenário: Bia Junqueira

Figurinos: Amanda Carvalho

Iluminação: Rodrigo Portella

Música composta e desenho de som: Felipe Grytz

Assistente de direção: Pablo Sanábio

Direção produção: Liliana Montserrat e Damiana Guimarães

Sonorização: Rossini Maltoni

terça-feira, 6 de julho de 2010

Trinta mil pessoas no cárcere

saulo-ribeiro Estou longe de desenvolver texto tão bem escrito, por isso estou tomando a liberdade de postar esta matéria enviada a mim pelo dramaturgo, historiador e proprietário do blog homônimo e do Classificados da Ilha (agora conhecido como Ponto Morto), Saulo Ribeiro. Ele enviou este texto hoje (06/07/2010) e achei mais do que devido postá-lo aqui, pois Saulo enriquece os palcos capixabas com trabalhos nos quais desenvolve em conjunto com outros, como o próprio Vinicius Piedade e Nieve Matos. Vale a pena ler, para termos consciência que o Espírito Santo cresce além dos nossos palcos, conquistando, seja textualmente ou com atores, para todos os cantos deste Brasil. Parabéns Saulo! Parabéns Vinícius!

Trinta mil pessoas no cárcere

por Saulo Ribeiro

cartaz-CARCERE Há muitos capixabas em Rondônia. E somos famosos por lá pela pontaria certeira. Bons pistoleiros, enfim. Mas Rondônia para mim significa algo diferente (muito embora Artaud tenha dito que o teatro tem que ter tudo que está no crime para voltar a ser necessário).

Rolim de Moura, sétima maior cidade do estado nortista, população estimada em 60 mil habitantes, marca minha carreira de dramaturgo. É que refazendo contas e pesquisas chegamos à conclusão que hoje, às 20h, o espetáculo Cárcere, texto de minha lavra com coautoria, direção e atuação de Vinícius Piedade está completando (pois que é apresentado enquanto digito) sua apresentação de número 150. São 150 vezes em que o ator encena as agruras dos cárceres (todos eles) e suas fugas para aproximadamente 30 mil pessoas de quase todas as regiões do país.

A peça estreou em fevereiro de 2008 no Centro Cultural São Paulo dentro do Projeto H.E.R.O.I.S, contando também com peça escrita pela capixaba Aline Yasmin (Indizível). 

Depois o solo cênico passou a circular pelo país, sendo apresentado no Espírito Santo oito vezes.

Europa

Bater grade Em agosto começará a tourné na Europa, passando por Suíça, Alemanha e Portugal. Na Suíça e Alemanha a peça busca atingir brasileiros que moram em Berna, Lausanne, Zurique e Munique. Em Munique, Vinícius Piedade começará também a montagem de um novo texto meu, Elanka, com atuação de Telma Vieira. A previsão é que esta nova peça estreie em novembro, nesta cidade alemã, vindo depois cumprir temporada no Brasil.

Tourné norte continua

A tourné norte de Cárcere segue até a primeira semana de agosto, passando ainda pelas capitais Belém, Pará; e Manaus, Amazonas. Serão ainda sete apresentações no Brasil até começar a circulação na Europa.

Saulo Ribeiro

Escritor e dramaturgo. É autor do romance Ponto Morto (vencedor do Edital de Difusão e Edição da Secult-ES), sendo também um dos vencedores do Premio Ufes de Literatura 2010, na categoria contos. Acaba de finalizar Pardos – Quatro peças de um ato, coletânea de textos teatrais inéditos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Caderno2.AG: Para ficar na memória

untitled Não é sempre que abrimos o Caderno Dois e vemos uma avaliação do panorama do ano, ou melhor, os fatos que marcaram a cultura. Hoje (27/12/2009), tivemos uma avaliação do que marcou o ano que passou e para minha surpresa eles relacionaram as peças teatrais que marcaram o ano com suas estréias.

As peças selecionadas não foram tanta surpresa assim. Sem uma classificação ou mesmo uma analise sobre cada escolhida, vale citar cada uma.

fahrenheit451 FAHRENHEIT 451 – Este novo trabalho da Cia. De Teatro Urgente, sob direção de Marcelo Ferreira, trás um excelente trabalho de expressão corporal dos atores em cena. Eu sempre falo que queria entender mais sobre Butô ou Grotowski, mas nunca me aprofundei nos estudos sobre ambos. Mas os trabalhos de Marcelo sempre me impressionaram pela sua interpretação das histórias através do corpo. Eu cheguei a assistir no Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, mas se tiverem a oportunidade, não percam.

CARTAZ1 A MENINA – Se eu cometi um pecado este ano, foi não ter ido assistir esta peça teatral que tanto anunciei aqui no blog Teatro Capixaba. O solo cênico da atriz Fabiola Buzim, interpretando o texto do dramaturgo Ivan Ângelo, sob direção da cineasta Virginia Jorge, foi um dos trabalhos mais discutidos do ano. Alguns o elogiam, outros o criticam, mas vale lembrar que os trabalhos para serem de qualidade, devem gerar as mais diversificadas discussões. Ganhadoras da maioria dos prêmios destinados ao teatro no Prêmio Omelete Marginal 2009, com Fabiola Buzim ainda concorrendo como Destaque do Ano de 2009 no Jornal A Gazeta por este trabalho, que correu presídios femininos e instituições. Acredito eu ser uma oportunidade maravilhosa de se ver um excelente trabalho de palco.

rosas-brancas ROSAS BRANCAS PARA SALOMÉ – Outro espetáculo que sofreu duras criticas, mas mostrou para o que veio. Este trabalho escrito e dirigido por Gladston Ramos, nos trás no palco o ator Mauro Pinheiro. Mais conhecido pelos seus trabalhos de teatro-empresa, Mauro nos dá Salomé. Apesar de uma personalidade real, a personagem Salomé, interpretada pelo ator, nos mostra toda sua história nesta brilhante interpretação. Mauro Pinheiro nos brinda com esta personagem cativante e emocionante, que tem uma história arrebatadora, vivendo os melhores momentos da vanguarda do país. Sempre rasgarei elogios por este trabalho, pois para mim deveria ter tido o verdadeiro reconhecimento, que poucos ousaram dar. Parabéns Mauro! Parabéns Gladston!

Os Mendigos - Banner OS MENDIGOS E O PATO DO IMPERADOR – Outro trabalho que teve pouco reconhecimento, mas foi muito bem feito. A peça estreou em um Festival, mas foi neles que ela mostrou para que veio. Uma verdadeira ode ao teatro, conta a história de uma trupe de atores que termina por matar um pato no terreno de um imperador e na intenção de sobreviverem, eles tentam ludibriar o imperador. Quando eu vi no Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, juro que no começo não acreditei no espetáculo, mas com o decorrer da peça, vi o trabalho meticuloso que o diretor Rodrigo Pauoto teve. É uma comédia bem feita, com um trabalho bem executado pelos atores. Parabéns a Trupe Iá... Pocô!

HELLO, BOY! – Esta peça esteve em cartaz bem no fim de temporada do Teatro Galpão e o diretor Robson De Paula chegou a pedir a mim para falar dela no blog Teatro Capixaba e eu pedi a ele material para divulgação. Uma pena que não deu tempo de ele mandar o material para eu publicar. Eu gostaria de tê-la visto também, se não fosse à correria de fim de ano do local aonde eu trabalho. Mas sendo um trabalho com direção de Robson De Paula, com a atriz Inácia Freitas em cena, acompanhada do ator Wilton Bastos, acredito ter sido uma excelente peça. A atriz e o diretor já tiveram outros trabalhos conjuntos, mas vale lembrar-se do monólogo “Uma Mãe Muito Louca”. Espero que eles retornem em 2010, para que eu possa anunciar e assistir.

Bem, esta foi à seleção do Caderno Dois de A Gazeta. Acredito que muitos dirão: “E Boulevard, 83?” “E Cárcere?” “E Dinossauros?”... Bem, quanto ao último, fico feliz de nem ser mencionado, quanto aos outros, se quiser colocar sua opinião, entre no site do Gazeta Online e opine, mas antes precisa ser cadastrado.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sai o resultado do Prêmio Omelete Marginal 2009

premio-omelete-marginal-09 Desculpem-me pela falta de atualização imediata, como ocorreu no ano de 2008, referente ao Prêmio Omelete Marginal 2009. Acredito que isso ocorreu - posso estar enganado – por causa de minha crítica (se assim posso chamar) ácida referente aos selecionados nas categorias de teatro.

Galpao 4 - Leonardo Merçon Bem, deixando isso de lado, já pode ser visto no site do Omelete Marginal a lista de ganhadores do Prêmio. Na categoria Teatro o resultado foi o seguinte: Na categoria Melhor Diretor de Teatro ganhou a diretora de cinema e estreante como diretora de teatro, Virginia Jorge. Eu votei em Marcelo Ferreira nessa categoria, pois achei o único merecedor, dentre todos os outros. A maioria dos diretores concorrentes, para mim, não tinham o mesmo nível de Marcelo, o que foi meio decepcionante. Já Virginia Jorge, diretora de “A Menina”, eu nem posso falar nada. Se ela ganhou, mérito dela, pois não posso levantar um testemunho contra seu trabalho de direção, já que não assisti o solo-cênico (prometo compensar isso assim que possível!).

Joe Jocker Na categoria Melhor Peça Teatral ganhou o espetáculo musical “Boulevard, 83”, do Grupo Teatro Empório. Eu já votei nessa peça para ganhar, não por causa da direção, mas sim por causa da história em si. A história do Boulevard é encantadora. Um grupo de dançarinos cria um show para levantar a casa que está em concordata nas mãos de um mafioso e uma cafetina, é simplesmente empolgante. Também dou destaque a atriz e cantora Nívia Carla, que faz a personagem Joe Jocker. Sempre rasgarei elogios para o trabalho dela com a personagem e pela sua voz maravilhosa.

Nívia Carla concorreu na categoria Melhor Atriz de Teatro e eu votei nela, mas não critico também a escolha de Fabiola Buzim nessa categoria, pois como à diretora, eu não assisti ao trabalho dela no monólogo “A Menina”.

o_figurante_invisivel[3] Já na categoria Melhor Ator de Teatro ganhou o veteraníssimo Ednardo Pinheiro. Eu não tiro o mérito dele, também, até gostei de sua atuação (que caiu como uma luva) em “O Figurante Invisível”, mas sinceramente, devido ao excelente trabalho solo de Mauro Pinheiro em “Rosas Brancas para Salomé”, o mínimo que eu esperava era o reconhecimento que ele merece.

imagem0002 Na categoria Melhor Festival ganhou o Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”. Esse sim é uma felicidade para mim. O Festival, todo ano trás os mais diversos artistas cênico-teatrais para os palcos da capital. Além das peças, há debates, cursos, workshops, entrevistas com os mais conceituados artistas brasileiros, sem contar que este ano houve até participação internacional no Festival, com duas peças teatrais cubanas.

Agora, na categoria Revelação do Teatro fica aqui meu protesto.

Era esperado que eles ganhassem? Lógico que sim, pois infelizmente ainda temos um sério problema em reconhecer o que é ou não é teatro.

comediaalacarte Antes que venham falar algo: Sim, eu fui assisti-los e gostei do que vi. Ri com eles, mesmo quando ironizavam o trabalho do ator de teatro, mas isso não quer dizer que devo considerar o trabalho deles como teatro. Estou falando de Comédia a La Carte, que ganhou o prêmio de Revelação do Teatro.

Eles competiram com um ator de teatro, com um grupo teatral e com uma diretora de teatro, mas mesmo assim ganharam numa categoria que não lhes cabe.

Há muito tenho enrolado para falar sobre teatro e “comédia em pé”. Para aqueles que desconhecem, é normal a confusão, já aqueles que convivem, que sabem como é, fico impressionado com isso ainda. Stand Up Comedy nada mais é do que uma pessoa, sem construir uma personagem, ironizando ou brincando com situações cotidianas que aconteceram com ela ou com alguém (próximo ou não), já teatro existe todo um processo de construção da personagem. O jeito dessa pessoa andar, como ela vai falar, com ela vai agir com os outros a sua volta, que sentimento demonstrar por outra personagem e a necessidade deste sentimento.

Não estou falando que fazer Stand Up Comedy seja fácil, pelo contrário. Acredito que exista todo um trabalho envolvido, mas é diferente do processo do ator numa peça teatral ou de um diretor de posicionar ou de como fazer a cena acontecer, coisa que não existe no Stand Up Comedy, já que é uma pessoa, em pé, vestida socialmente ou não, em frente a um microfone. Não existe a necessidade de projeção vocal, algo no qual um ator (ou atriz) precisa trabalhar constantemente.

A critica que faço não é ao trabalho dos envolvidos em Comédia a La Carte, mas sim do processo de seleção de concorrentes do Prêmio.

Se valer alguma coisa a opinião deste que vos escreve (e se a organização do prêmio chegar ler isso), recomendo que crie e desenvolva a categoria destinada ao Stand Up Comedy, que cresce a cada dia. Cheguei a receber um convite informal para fazer esse tipo de trabalho, mas eu não me sinto capacitado para tal. Prefiro construir uma personagem a falar com o público de “cara limpa”. Congratulo e elogio o trabalho deles, mas continuo a bater na tecla que os trabalhos são diferenciados, merecendo categorias diferenciadas.

Infelizmente nossa mídia impressa faz o mesmo tipo de confusão (chega a ser ridículo isso!), só torço e espero que o mesmo não aconteça a um prêmio que é dedicado ao artista cultural capixaba.

Sei que isso pode vir a causar balburdia e mesmo – talvez – ameaças que me foram feitas se concretizarem, mas acho que se deve fazer um aprofundamento melhor dos organizadores do Festival para saber o que é teatro e não esperar que conhecidos lhes digam o que é.

Prezo e acredito no Prêmio Omelete Marginal (sei que não parece!), mas sinceramente – volto a frisar – eles precisam rever os conceitos deles.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fabiola Buzim como Capixaba do Ano

Galpao 1 - Leonardo Merçon Existem certas notícias que sempre deixam qualquer um feliz e eu acredito que é assim que a atriz Fabiola Buzim deve estar se sentindo agora.

Não é sempre que vemos tamanho prestígio ser dado a uma artista teatral, que subiu no palco este ano, dirigida por Virginia Jorge, no solo cênica “A Menina”.

Eu, - como já falei a própria Fabiola – sou um pecador, pois não fui prestigiá-la, assisti-la, fosse a festivais que participou ou mesmo em apresentações fechadas. Mas ela é uma guerreira, pois correu vários teatros da capital, além de viajar com o trabalho para o Rio de Janeiro e Minas Gerais. As críticas lá fora, em geral, favoráveis ao trabalho, mostrando que o empenho dela, da diretora e de todos os envolvidos com este trabalho cênico-teatral, valeu à pena.

capixabadoano-artista A Categoria que Fabiola Buzim participa é de Artista do Ano e o Gazeta Online enfatiza todo o empenho da atriz:

“Fabiola Buzim - Protagonista de "A Menina", monólogo dirigido por Virgínia Jorge, a atriz participou também da peça "Um Forte Cheiro a Maçã", do Grupo Taruíras Mutantes, sob direção de Luiz Tadeu Teixeira. Fabíola apresentou "A Menina" em temporada de dois meses no Rio de Janeiro, além de ter circulado com o espetáculo no Teatro Universitário da Ufes, Festival de Inverno de Ponte Nova (Minas Gerais), Teatro Carlos Gomes (Vitória), Teatro Municipal de Viana, Presídio Feminino em Tucum (Cariacica), Casa Brasil (Itararé, Vitória), Teatro Galpão (Vitória), Escola de Teatro e Dança Fafi (Vitória), Secri (Serra), Festival de Teatro de Rua das Agulhas Negras (Resende-RJ) e Virada Cultural (Vitória).”

Para votar na atriz basta acessar o site Gazeta Online e procurar “Quem merece ser eleito o capixaba do ano? Vote”, pois acredito que as pessoas que tanto reclamam da desunião da classe de artistas cênico-teatrais deve ficar no mínimo feliz por esta vitória de uma colega que tanto contribuiu este ano e nos deixou eternizados com a frase: "Você já ficou repetindo uma palavra até ela perder o significado?".

CARTAZ1 O solo cênico “A Menina” é uma adaptação de Fabiola Buzim baseando-se no texto de Ivan Ângelo e tem na direção Virginia Jorge.

Se quiser prestigiar mais ainda ambas, cadastre-se e vote nelas no Prêmio Omelete Marginal. A peça concorre na Categoria de Melhor Peça Teatral, Fabiola Buzim concorre na Categoria de Melhor Atriz de Teatro e Virginia Jorge na Categoria de Melhor Diretor (a) de Teatro.

sábado, 14 de novembro de 2009

Fim de semana com teatro

Panfleto Digital Sabe qual frase marcará meu ano? "Você já ficou repetindo uma palavra até ela perder o significado?". Esta é uma das poucas peças de grande repercussão dentro dos teatros capixabas, que eu não fui assisti. Como a maioria dos trabalhos sempre faz, divide opiniões, alguns elogiam o trabalho da atriz Fabíola Buzim, sob a direção de Vírginia Jorge, outras já falam que o solo cênico é cansativo, mas o que importa mesmo é que por onde passa, “A Menina” tem agradado a grande maioria, seja dentro ou fora do Espírito Santo.

Depois de uma passagem no Projeto Palco Aberto do SESI, e pelo Festan 2009 (Festival de Teatro das Agulhas Negras), ambos no Rio de Janeiro,  “A Menina” retorna para o Espírito Santo, agora subindo ao palco do Teatro Marista de Vila Velha – ES. O monólogo estará em cartaz neste sábado e domingo (14 e 15/11/2009), as 20:00, nos valores de R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia). O solo cênico tem texto de Ivan Ângelo, com adaptação da atriz Fabíola Buzim, e conta sobre uma mulher adulta que relembra momentos de sua infância, passando por relações familiares, com colegas na escola que zombam dela ser filha de um desquite.

Vale lembrar que o monólogo está concorrendo a três prêmios no Festival Omelete Marginal 2009: Melhor diretora para a cineasta Virgínia Jorge; Melhor peça teatral; e Melhor atriz para Fabíola Buzim.

Serviço:

“A Menina”. um solo cênico com Fabíola Buzim

Texto de: Ivan Ângelo, adaptado por Fabíola Buzim

Direção: Virgínia Jorge

Local: Teatro Marista, em Vila Velha – ES

Datas: 14 e 15 de novembro (sábado e domingo)

Horário: 20:00

Ingresso: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)

boulevard 83 - Galpão Já na capital, o musical “Boulevard, 83” permanece em cartaz no Teatro Galpão. Apesar de alguns problemas de público e condições do teatro, a peça demonstra sua força. Volto a dizer que tenho minhas críticas pessoais, mas isso não tira o glamour e nem o valor que este musical tem.

A história do estabelecimento Boulevard, localizado na cidade ficticia New Paris City (híbrido de New York City e Paris), cujo proprietário, François, acaba de falecer e deixa todas dívidas do Cabaré para a sua sócia e esposa, Joe Jocker. Para não perder o estabelecimento para um gangster e uma cafetina, um dos dançarinos do Boulevard tem a ideia de fazer um show em tempo recorde, e eis que surge uma misteriosa dançarina, Marrie, com um passado nebuloso, mas não deixa de chamar a atenção do dançarino, Zac. Isto é mais ou menos o que posso falar deste espetáculo, que é todo cantado ao vivo, dando destaque – sempre! – para a atriz Nivia Carla, que vive a dona do Cabaré e simplesmente mostra que também tem talento cantando.

“Boulevard, 83” estará em cartaz neste sábado (14/11/2009), as 20:00, e no domingo (15/11/2009), as 19:00, e permanece no Teatro Galpão, localizado à frente do Wallmart, até o dia 30 de novembro de 2009 (domingo). O preço dos ingresso está popular, R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

Serviço:

“Boulevard, 83”, espetáculo musical

Escrito e dirigido por Leandro Bacellar

Composição e direção musical de Elenísio Rodrigues

Elenco: Allan Toni, Dayanne Lopes, Danielle Pansini, Diego Carneiro, Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila
Porto, Marcos Luppi, Nívia Carla, Stace Mayka, Tadeu Schneider e Werlesson Grassi.

Local: Teatro Galpão, em frente ao Wallmart, Vitória – ES

Datas: 07 a 29 de novembro de 2009, sábados e domingos

Horários: Aos sábados, as 20:00, e nos domingos, as 19:00

Ingressos (preço popular): R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

O musical “Boulevard, 83” também está concorrendo ao Prêmio Omelete Marginal, em cinco categorias: Leandro Bacellar, como Melhor diretor e Melhor Ator; “Boulevard, 83” como Melhor Peça teatral; Nivia Carla, como Melhor atriz; e Allan Toni, como Revelação do Teatro.

Vale também lembrar que a Feira do Verde estará rolando na Praça do Papa este fim de semana e terá vários trabalhos culturais acontecendo no Espaço Tenda. Dentre eles temos os trabalhos da atriz e produtora Thaís Bicalho, Espetáculo circense e a comédia infantil de Milson Henriques, com direção competente de Wilson Nunes, “O Bello e as feras”. A programação começa as 09:00 e segue até as 17:10, com o Coral Ecumênico da LBV. Abaixo o programa de sábado e domingo (14 e 15/11/2009):

14 de novembro, sábado

09h | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

09h35 | Zezinho Vai à Roça
GCMV/SEMSU (20min)

10h | Eu Você e Tudo o que Existe!
Amanda Rasuck (30min)

10h35 | Rep
Fabiano Souza (20min)

11h | Espetáculo Circense
Kyosky’s Circus (40min)

14h | Cortejo Folclórico
Projeto Integrantes (1h30)

15h35 | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

16h | O Belo e as Feras
Milson Henriques (1h)

17h10 | Coral Ecumênico
LBV (15min)

15 de novembro, domingo

09h | Eu Você e Tudo o que Existe!
Amanda Rasuck (30min)

09h25 | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

10h | Espetáculo Circense
Jota Jota (40min)

10h45 | Zezinho Vai à Roça
GCMV/SEMSU (20min)

13h30 | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

14h10 | Eu Você e Tudo o que Existe!
Amanda Rasuck (30min)

14h45 | Espetáculo Circense
Kyosky's Circus (40min)

15h25 | Banda de Congo Beatos
Naio (1h30)

Programação tem, agora escolha o que deseja e bom espetáculo!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Circulação Cultural da SECULT – 05 a 08/11/2009

circulaçãocultural01-1109 O projeto da Secretaria Estadual de Cultura (SECULT), Circulação Cultural já começou tem algumas semanas, com shows musicais e peças teatrais. No mês passado cheguei até a publicar sobre o solo cênico “Cárcere” no Teatro Municipal de Vila Velha – ES, aonde também ocorreu o lançamento do livro com o mesmo nome da peça, escrito a quatro mãos pelo ator Vinicius Piedade e o dramaturgo Saulo Ribeiro. A peça – e o livro – são baseados em relatos que Saulo Ribeiro conviveu quando foi professor nos presídios do Espírito Santo. O monólogo estará em cartaz na Casa da Cultura de Barra de São Francisco – ES no dia 06/11/2009 (sexta-feira), as 20:00, e no Centro Cultural Casarão, em Nova Venécia – ES, também as 20:00. A entrada para a peça é gratuita e você poderá adquirir seu ingresso no local.

Já “O Figurante Invísivel”, peça teatral do Grupo Quintal, nos trás o ensaio de uma peça teatral que recebe um ator aposentado. Devido seus problemas de elenco, este ator, extenso conhecedor de textos teatrais, os ajuda com os ensaios. Para mim, esta peça teatral é uma verdadeira homenagem ao ator Ednardo Pinheiro, mas ela vai mais além, fazendo o diretor, que é interpretado pelo ator José Augusto Loureiro, relembrar do seu passado, durante o Regime Militar. Ela estará em cartaz no dia 05/11/2009 (quinta-feira), no Teatro Municipal de Viana, as 20:00, e no dia 06/11/2009 (sexta-feira), no Teatro Municipal de Vila Velha, as 20:00. Em ambos os espaços cênicos, a entrada é franca.

E o Grupo de Teatro Rerigtiba leva aos palcos a comédia “Cabral, a esquadra se deu Mal!”, que conta a história do descobrimento através do fiel escudeiro de Cabral, Joaquim (personagem fictício). Este grupo de Anchieta-ES estará no Teatro Municipal de Montanha, em Montanha – ES, no dia 07/11/2009 (sábado), as 20:00 e no Teatro Marista, em Colatina – ES, no dia 08/11/2009 (domingo), as 19:00. Como os outros dois trabalhos cênicos, este também tem entrada gratuita.

Abaixo seguem os serviços e as sinopses dos trabalhos. Bom espetáculo para todos!

O FIGURANTE INVISIVEL

figurante A tragédia grega Antígona, de Sófocles, é o tema central gerador do contexto em que se passa a peça O Figurante Invisível. Um diretor ensaia uma atriz substituta para o papel de Antígona, em situação de grande dificuldade, com apenas um ator e um iluminador para ajudá-los com os ensaios, quando recebem a visita de um velho ator desiludido com a vida difícil nesse universo do ‘fazer teatral’ no nosso país. A presença desse personagem leva a evoluções pela tragédia Antígona, e arquétipos paralelos em cenas que remetem à ditadura militar, à produção teatral no período e às conseqüências sobre o humano resultante da militância e resistência política-artística. Antígona está presente em cenas de sua versão original, nas batalhas diárias do fazer artístico no país, nas lutas democráticas, nas relações pessoais e confrontos com a realidade cotidiana de ser artista no Brasil.

O Figurante Invisível é de autoria de Romário Borelli, tem direção de Telma Smith, produção de Miriam Gonçalves, no elenco Colette Dantas, Ednardo Pinheiro, Higor Campagnaro e José Augusto Loureiro, iluminação de Fabio Prieto, cenografia de José Augusto Loureiro, figurinos de Luisa Fardin, operação de luz e figuração de William Zane.

Locais e datas:

Teatro Municipal de Viana - ES

Dia: 05 de novembro

Teatro Municipal de Vila Velha – ES

Dia: 06 de novembro

Horário: 20h

Duração: 1:15

Lotação do teatro: 60 lugares

Recomendado para maiores de 16 anos

Entrada franca (dentro do projeto Circulação Cultural da SECULT)

Cárcere, solo de Vinícius Piedade com texto de Saulo Ribeiro.

Uma reflexão sobre o real valor da liberdade

cartaz-CARCERE[4] O espetáculo teatral Cárcere, solo do paulista Vinícius Piedade, com texto do capixaba Saulo Ribeiro, chega a Vitória depois de ser recebido com sucesso de público e crítica em diversos estados da federação. A peça estreou em 2008 no Centro Cultural São Paulo, entrando logo depois em tournée nacional.

O solo conta a história de um pianista autodidata tenta ganhar a vida tocando seu piano-jazz nos bares da cidade. Sua inspiração é Thelonious Monk. Mas viver de sua arte é complicado. E ele tenta, tenta e tenta, chegando a tocar de domingo a domingo. Vendo que ele tem contato com muita gente em muitos bares, um conhecido lhe oferece um bico pra ajudar na sua renda ao menos enquanto o trabalho com piano não lhe sustenta. Ele topa. Mas antes que consiga viver da sua arte, acaba preso por tráfico de drogas em flagrante.

Na cadeia o pianista ganha o apelido de Ovo, e por não pertencer a nenhuma facção, os outros presos o ameaçam. A direção do presídio isola Ovo na ala do Seguro, e apóia alguns de seus projetos, na esperança de vendê-lo futuramente para a imprensa como “marginal recuperado pelo sistema prisional”. Isso só aumenta o ódio dos presos, mas Ovo não se preocupa, pois está no Seguro. Somente uma rebelião na cadeia faria os outros presos invadirem a sua ala.

Ele passa os dias na esperança de voltar a respirar o ar da liberdade e tocar seu piano. Até o dia em que descobre a iminência de uma rebelião. É aqui que começa a peça Cárcere. O presidiário/pianista Ovo passa a viver em ritmo de contagem regressiva para o abismo e suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são expressadas num diário que o ator leva para o palco.

***

Cárcere, Solo de Vinícius Piedade com texto de Saulo Ribeiro. O cotidiano de um preso em contagem regressiva para uma rebelião em que ele sabe que será refém.

QUEM SOMOS NÓS

Saulo Ribeiro é escritor e dramaturgo. Sua formação é em História, sendo especialista em violência e criminologia. Possui grande experiência em relação ao sistema carcerário. Foi professor em escola prisional, jurado de concursos literários para reeducandos e, atualmente, coordena os projetos de execução penal da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo.

Vinícus Piedade, é ator, diretor de teatro e escritor. Dirigiu e atuou nos espetáculos Carta de um pirata, Indizível e Cárcere, entre outras peças. Participou do Projeto Solos do Brasil Coordenado por Denise Stoklos, aprofundando estudo sobre as técnicas do Teatro Essencial. Também estudou DireçãoTeatral com Antônio Abujamra e Gianni Ratto.
Carta de um pirata, uma de suas peças, foi apresentada no ano de 2007 em quatro presídios capixabas.

Locais e datas

Casa da Cultura – Barra de São Francisco - ES

Dia: 06 de novembro

Centro Cultural Casarão – Nova Venécia – ES

Dia: 07 de novembro

Horário: 20h

Entrada franca (dentro do Projeto Circulação Cultural da SECULT)

 

Cabral, a esquadra se deu Mal!

“Cabral, a esquadra se deu mal!” é uma comédia que conta a história do descobrimento do Brasil e de seu descobridor pelos olhos de Joaquim, o fiel escudeiro de Cabral, personagem fictício que acompanha o intrépido navegador português nesta divertida viagem.

Se você acha que já sabia tudo sobre a chegada dos portugueses ao Brasil, ainda não viu nada! Acompanhe Cabral e seu fiel escudeiro nessa aventura.

O texto é uma sátira bem humorada que explora o tema do “Descobrimento do Brasil” sob o ponto de vista “a terra já era habitada”, texto do autor paulista João Guerreyro Junior, com direção e produção de Telma Amaral, “Cabral, a esquadra se deu mal!” tem Edson Vando no papel de Cabral e Herminio Vasco como Joaquim.

Locais e datas

Teatro Municipal de Montanha – ES

Dia: 07 de novembro

Horário: 20h

Teatro Marista – Colatina – ES

Dia: 08 de novembro

Horário: 20h

Entrada franca (dentro do Projeto Circulação Cultural da SECULT)

Vale lembrar que a peça teatral “Cárcere” e o ator Ednardo Pinheiro estão concorrendo ao Prêmio Omelete Marginal 2009, nas categorias ligadas ao teatro, então se quiser votar, cadastre-se e vote!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

“Cárcere”, no Municipal de Vila Velha

Circulacao-Cultural-1009 Esta peça teatral (não sei se chamo de monólogo ou solo cênico) possui histórias baseadas na experiência do escritor capixaba, Saulo Ribeiro, quando este foi professor de presídio, educando os presos. Ela surgiu após uma visita do autor, junto com o ator Vinicius Piedade, pelos presídios capixabas. Daí então surgiu o livro também, que estará sendo lançando após a peça e colocando-a em debate. A peça se encontra no Projeto Circulação Cultural, promovido pela SECULT, que corre todo o Espírito Santo apresentando vários trabalhos culturais nos palcos dos teatros ou em espaços alternativos do estado.

A apresentação de “Cárcere” acontecerá no dia 28/10/2009 (quinta-feira), no Teatro Municipal de Vila Velha, as 20:00. A entrada para o trabalho cênico é franca, enquanto o livro do historiador e escritor Saulo Ribeiro, que foi concebido junto com o ator Vinicius Piedade, estará custando R$ 15,00. Abaixo segue um textículo que fora publicado no blog, quando a peça teatral estreou no Theatro Carlos Gomes, escrito pelo nosso ilustríssimo escritor, Saulo Ribeiro (Valeu Saulo!):

Cárcere, solo de Vinícius Piedade com texto de Saulo Ribeiro.

Uma reflexão sobre o real valor da liberdade

cartaz-CARCERE[4] O espetáculo teatral Cárcere, solo do paulista Vinícius Piedade, com texto do capixaba Saulo Ribeiro, chega a Vitória depois de ser recebido com sucesso de público e crítica em diversos estados da federação. A peça estreou em 2008 no Centro Cultural São Paulo, entrando logo depois em tournée nacional.

O solo conta a história de um pianista autodidata tenta ganhar a vida tocando seu piano-jazz nos bares da cidade. Sua inspiração é Thelonious Monk. Mas viver de sua arte é complicado. E ele tenta, tenta e tenta, chegando a tocar de domingo a domingo. Vendo que ele tem contato com muita gente em muitos bares, um conhecido lhe oferece um bico pra ajudar na sua renda ao menos enquanto o trabalho com piano não lhe sustenta. Ele topa. Mas antes que consiga viver da sua arte, acaba preso por tráfico de drogas em flagrante.

Na cadeia o pianista ganha o apelido de Ovo, e por não pertencer a nenhuma facção, os outros presos o ameaçam. A direção do presídio isola Ovo na ala do Seguro, e apóia alguns de seus projetos, na esperança de vendê-lo futuramente para a imprensa como “marginal recuperado pelo sistema prisional”. Isso só aumenta o ódio dos presos, mas Ovo não se preocupa, pois está no Seguro. Somente uma rebelião na cadeia faria os outros presos invadirem a sua ala.

Ele passa os dias na esperança de voltar a respirar o ar da liberdade e tocar seu piano. Até o dia em que descobre a iminência de uma rebelião. É aqui que começa a peça Cárcere. O presidiário/pianista Ovo passa a viver em ritmo de contagem regressiva para o abismo e suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são expressadas num diário que o ator leva para o palco.

***

Cárcere, Solo de Vinícius Piedade com texto de Saulo Ribeiro. O cotidiano de um preso em contagem regressiva para uma rebelião em que ele sabe que será refém.

QUEM SOMOS NÓS

Saulo Ribeiro é escritor e dramaturgo. Sua formação é em História, sendo especialista em violência e criminologia. Possui grande experiência em relação ao sistema carcerário. Foi professor em escola prisional, jurado de concursos literários para reeducandos e, atualmente, coordena os projetos de execução penal da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo.

Vinícus Piedade, é ator, diretor de teatro e escritor. Dirigiu e atuou nos espetáculos Carta de um pirata, Indizível e Cárcere, entre outras peças. Participou do Projeto Solos do Brasil Coordenado por Denise Stoklos, aprofundando estudo sobre as técnicas do Teatro Essencial. Também estudou DireçãoTeatral com Antônio Abujamra e Gianni Ratto.
Carta de um pirata, uma de suas peças, foi apresentada no ano de 2007 em quatro presídios capixabas.

Serviço

Peça: “Cárcere”, um solo de Vínicius Piedade

Texto: Saulo Ribeiro

Local: Teatro Municipal de Vila Velha

Data: 28/10/2009 (quinta-feira)

Horário: 20:00 – peça teatral / 21:30 – lançamento do livro, seguido de debate

Ingresso: Entrada franca (dentro do Projeto Circulação Cultural da SECULT)

Contato: (27) 9238-6617

Release do livro:

CÁRCERE

Autores: Saulo Ribeiro e Vinícius Piedade

Páginas: 52

Preço: R$ 15,00

Ano: 2009

...

Cárcere o livroCárcere é a materialização em livro do texto utilizado como suporte para as apresentações da peça Cárcere durante o ano de 2008 e 2009 por todo o país. Levado ao palco pelo ator Vinícius Piedade - que também divide a autoria com Saulo Ribeiro - a peça é uma reflexão sobre a liberdade através dos olhos de um homem que é privado da sua. Um presidiário. Mais que isso: esse preso está numa semana decisiva, uma situação limite: será refém em uma rebelião iminente. Estando na ala dos seguros, é o candidato natural pra essa função. E a peça se passa justamente no período em que ele sabe da iminência da rebelião, numa segunda-feira, até o dia em que estoura a rebelião, num domingo.

A peça, então, é a teatralização do diário escrito por esse preso na semana em que vive uma espécie de contagem regressiva.

Suas reflexões, lembranças e razões para continuar “se equilibrando na linha tênue entre persistir e desistir”, num momento em que está “na beira do vulcão, no fio da navalha, na linha do trem, na mira da bala” são expressadas por um ator sem cenário, buscando máximo da expressividade com o mínimo de recurso.

Preso por tráfico de drogas, o pianista autodidata Ovo revive sensações da liberdade em pequenos momentos de preso, como no momento de banho de sol, por exemplo. Ou quando lembra das suas sensações ao tocar piano. Sua relação com o piano e a falta que sente dele, o fazem canalizar sua criatividade nesse diário. Diário de um homem em estado de sítio.

O torpor cotidiano, a vida besta que no fim nos engole como fera, é retratada aqui como o próprio conteúdo nos propõe: de maneira simples, por vezes ordinária. Um homem, um presidiário, nós.

http://edicoescousa.blogspot.com/2000/01/catalogo.html
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Repertório
artes cênicas e Cia
Tel.: 27 - 9238 6617 ou 9244 8604
Escadaria Serrat, 28, Centro. Vitória/ES. CEP 29015-610

Vale lembrar que o solo cênico (ou monólogo) está concorrendo ao Prêmio Omelete Marginal 2009, como Melhor Peça Teatral. Para votar, clique aqui.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Programação do I Aldeia SESC “José de Anchieta”

aldeia-sesc-logo Em julho de 2009, iniciavam-se as inscrições para o I Aldeia SESC “José de Anchieta” e saia uma prévia do que seria a programação deste “festival”. Desde que encerraram as inscrições para os trabalhos, locais, eu tenho esperado pela programação oficial. Fezlimente, quando me chegou os dados para as inscrições para as oficinas que acontecerão no decorrer do evento, veio também a programação.

“Então, por que não publicou junto com o edital de inscrição?”, alguns poderiam perguntar. A resposta, porque o edital de inscrição já é grande o bastante, para ainda terem de ler a programação. Com um tempo para digerirem todo o edital das inscrições das oficinas, agora disponibilizo a programação.

As apresentações, tantos dos trabalhos cênicos, quanto das oficinas, debates e outras atividades a mais, acontecerão na Tenda do Aldeia SESC, na Escola de Teatro e Dança FAFI, na UFES, no Teatro Galpão, no espaço da Companhia Folgazões e do Grupo Vira-Lata. Vejam abaixo e se organizem no que desejarem participar. Bom festival a todos!aldeia-sesc

26/09

Sábado

10:00 às 12:00

Praça Costa Pereira/ Rua 7/Rua 13 de maio/ Teatro Glória/Av. Princesa Isabel/Escola de Teatro e Dança FAFI

Cortejo artístico com participação de Folguedos populares e Companhias de Teatro

20:00

Teatro Universitário:

Abertura da I Aldeia ES

Espetáculo 1: A Menina

27/09

Domingo

16:00

Auditório do CEMUNI IV - Centro de Artes da UFES

Mesa redonda sobre Ética e Mercado com: Jose Manoel (PE), Galiana Brasil (PE), Clodoaldo de Arruda (MT)

19:00

20:00

Teatro Universitário

Espetáculo 2: Comeria Eu Carne de Touros?

Espetáculo 3: O Figurante Invisível

28/09

Segunda-feira

8:00 às 12:00

Escola de Teatro e Dança FAFI

Oficinas: Máscaras Balinesas, Música para Atores, Corpo Plural e Processo de Criação de Figurinos

12:00

Em frente à Assembléia Legislativa

Intervenção Cênica Urbana

14:00

Teatro do SESI

Espetáculo 4: O Mágico de Nós

18:00 e

20:00

21:00

Sala de Espetáculos da Escola de Teatro e Dança FAFI

Espetáculo do Palco Giratório “Diário de um Louco” – Grupo de Teatro Lavoura (PB), 2 sessões

Debate com o Grupo Lavoura

29/09

Terça-feira

8:00 às 12:00

Escola de Teatro e Dança FAFI

Oficinas: Máscaras Balinesas, Música para Atores, Corpo Plural e Processo de Criação de Figurinos

8:00 às 17:00

UFES – Centro de Artes

Oficina de Cenografia (Palco Giratório)

12:00

Praça Costa Pereira

Intervenção Cênica Urbana

18:00

Teatro Galpão

Reflexões cênicas I: sobre os espetáculos 1, 2 e 3

20:00

Teatro Galpão

Espetáculo 5: O Grande Circo Ínfimo

30/09

Quarta-feira

8:00 às 12:00

Escola de Teatro e Dança FAFI

Oficinas: Máscaras Balinesas, Música para Atores, Corpo Plural e Processo de Criação de Figurinos

12:00

Centro de Campo Grande / Cariacica

Intervenção Cênica Urbana

12:00

Praça Costa Pereira / Vitória

Espetáculo 6: O Pequeno Circo e outras Criaturas

18:00

Teatro Galpão

Reflexões cênicas II: sobre os espetáculos 4 e 5

20:00

Teatro Galpão

Espetáculo 7: Dinossauros…ou Ainda é Hoje

01/10

Quinta-feira

8:00 às 12:00

Escola de Teatro e Dança FAFI

Oficinas: Máscaras Balinesas, Música para Atores, Corpo Plural e Processo de Criação de Figurinos

12:00

Centro de Vila Velha

Intervenção Cênica Urbana

12:00

Praça Costa Pereira / Vitória

Espetáculo 8: A Incrível Peleja de Zefa e a Morte

18:00

Teatro Galpão

Reflexões cênicas III: sobre os espetáculos 6 e 8

20:00

Teatro Galpão

Espetáculo 9: Cabral, a Esquadra se deu mal

02/10

Sexta-feira

8:00 às 12:00

Escola de Teatro e Dança FAFI

Oficinas: Máscaras Balinesas, Música para Atores, Corpo Plural e Processo de Criação de Figurinos

12:00

UFES – em frente ao RU

Intervenção Cênica Urbana

18:00

Auditório do CEMUNI IV - Centro de Artes da UFES

Reflexões cênicas IV: sobre os espetáculos 7 e 9

20:00

Teatro Universitário

Espetáculo 10: Nosferatu

22:00

Teatro Universitário

Espetáculo 11: O Estranho y o Cavaleiro

03/10

Sábado

9:00 às

21:00

Campus da UFES

Overdoze: doze horas ininterruptas de atividades artísticas

9:00

Tenda

Café Cênico

Apresentações de performances e esquetes cênicas: Grupos Quintal de Teatro e Z de Teatro

10:00

Tenda

SESC Dramaturgia: Leituras em Cena A Capital Federal, com os alunos da Escola de Teatro e Dança FAFI

10:00

Auditório do CEMUNI IV - Centro de Artes da UFES

Apresentação do Resultado das Oficinas: Máscaras Balinesas, Música para Atores, Corpo Plural e Processo de Criação de Figurinos

11:00

Auditório do CEMUNI IV - Centro de Artes da UFES

Reflexões cênicas V: sobre os espetáculos 10 e 11

12:00

Galeria de Arte e Pesquisa UFES

Espetáculo do Palco Giratório: Mangiare – Grupo Pedras (RJ)

14:00

Galeria de Arte e Pesquisa UFES

2ª. Sessão do Mangiare

12:00

Cine Metrópole

Filme: Jogo de Cena

14:00

Cine Metrópole

2ª. Sessão do Filme

15:00

Tenda

Apresentações de performances e esquetes cênicas: Grupos Dinossauros e Rerigtiba

15:00

Auditório do CEMUNI IV - Centro de Artes da UFES

Apresentações de performances e esquetes cênicas: Cias Taruíras Mutantes e A Menina

16:00

Tenda

Apresentações de performances e esquetes cênicas: Cias de Teatro Arautos e Ratimbum

16:00

Auditório do CEMUNI IV - Centro de Artes da UFES

SESC Dramaturgia: Leituras em Cena Dr. Faustus Liga a Luz, com os alunos da Escola de Teatro e Dança FAFI

17:00

Tenda

Espetáculo da Cia Vira-Latas: Crônica da Razão Cômica

18:00

Auditório do CEMUNI IV - Centro de Artes da UFES

Espetáculo do Grupo Trupe Teatral Iá... Pocô!: Os Mendigos e o Pato do Imperador

18:00

Tenda

Apresentações de performances e esquetes cênicas: Cias de Teatro Urgente, Urucum, Circo de Teatro Capixaba

19:00

Tenda

Apresentação de performance da Cia Folgazões de Teatro e Trupe Folguedo Cênico

20:00

Teatro Universitário

Espetáculo “TROIS QUATRE PETITES PIÈCES POUR VELÓ” – Cie. 3.6 / 3.4. (França)

04/10

Domingo

20:00

Teatro Universitário

Espetáculo “TROIS QUATRE PETITES PIÈCES POUR VELÓ” – Cie. 3.6 / 3.4. (França)

Encerramento da I Aldeia SESC José de Anchieta

Qualquer mudança na programação, acreditem eu não tenho responsabilidade. Somente publico o que me é passado. Caso queira mais informações entrem em contato com o SESC por e-mail ou no site (http://www.sesc-es.com.br/)