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terça-feira, 15 de junho de 2010

Programa Petrobrás Cultural 2010 abre inscrições – A Gazeta

programa-petrobras-cultural-2010 Já que a Cia. Taruíras Mutantes conseguiram o patrocínio da Petrobrás participando do Programa Petrobrás Cultural (ou PPC), nada como divulgar a abertura das inscrições para aqueles que desejam participar este ano.

Ontem (14/06/2010), o jornal A Gazeta, através do seu Caderno Dois, publicou um matéria referente ao programa que entra na sua sétima edição de apoio e patrocínio à cultura do Brasil. Vai desde Educação para as artes, passando por Preservação e Memória e chegando a Produção e Difusão de Artes Cênicas, Audiovisual, Cultura Digital, Literatura e Música. Este ano a Petrobrás estará disponibilizando o valor de R$ 61,2 milhões para estas áreas da cultura brasileira, que são subdivididas em vários subáreas. Todos os detalhes podem ser encontrados dentro do hotsite criado pela Petrobrás para deixar os interessados mais informados. Lá você encontra tudo que precisa saber sobre o PPC 2010.

Abaixo segue a matéria publicada no Caderno Dois, de A Gazeta:

logo_gol Cultura - Petrobras destina R$ 61 milhões às artes

14/06/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)

As inscrições estão abertas para 16 áreas de seleção, entre elas artes cênicas e gravação de CDs

A Petrobras, em parceria com o Ministério da Cultura, anunciou a abertura de inscrições para a edição 2010 do Programa Petrobras Cultural (PPC). O programa tem verba total de R$ 61,2 milhões, destinada à seleção pública de projetos em 19 áreas culturais, dentro das três linhas de atuação do PPC: Formação; Preservação e Memória; e Produção e Difusão.
O lançamento foi realizado na última quinta-feira no Forte de Santo Antônio Além do Carmo (Forte da Capoeira), em Salvador, com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira; do governador da Bahia, Jaques Wagner; e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo.
Das 19 áreas do programa, três seguiram cronograma diferenciado e já tiveram suas seleções concluídas (festivais de música, festivais de cinema e difusão de longa-metragem em salas de cinema). Os projetos contemplados foram anunciados no início do ano, com recursos totais de R$ 9 milhões. Para as 16 áreas de seleção que estão com inscrições abertas serão destinados R$ 52,2 milhões.
Os incentivos abrangem desde projetos de pesquisa artística até projetos de distribuição de bens culturais. Podem inscrever-se projetos destinados à recuperação e digitalização de acervos, à manutenção de grupos e companhias de artes cênicas, à produção de filmes, a eventos de cultura digital e artes eletrônicas, à gravação de CDs, a turnês de shows e concertos, entre outros.
Na ocasião, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não poupou críticas aos produtores culturais do país: “Produtor cultural é um bicho complicado, ele acha que pode tudo, mas às vezes não tem CNPJ, não tem estatuto, não tem organização nenhuma - e precisa ter, porque nós vamos prestar contas do dinheiro que estamos dando”, disse. “Só tem uma categoria pior do que produtor cultural, que é banqueiro”.
De acordo com Gabrielli, Salvador foi escolhida para o lançamento do programa por causa do esforço para descentralizar a produção cultural do país - no ano passado, 60% dos investimentos do PPC foram aplicados em ações do eixo Rio-São Paulo. “É natural que a maior parte dos recursos fique entre Rio e São Paulo, porque a maioria dos produtores culturais está nessa região, mas temos de incentivar a descentralização”.
Desde sua primeira edição, em 2003, as seleções públicas do PPC já destinaram, por meio da Lei Rouanet, R$ 250 milhões a mais de mil projetos em todos os Estados do país. As inscrições para o PPC.

Áreas contempladas

FORMAÇÃO
Formação e Educação para as Artes: R$ 2 milhões
Educação para as artes: ações e materiais: R$ 300 mil

PRESERVAÇÃO E MEMÓRIA
Memória das Artes e Apoio a Museus, Arquivos e Bibliotecas: R$ 7 milhões
Memória das artes: R$ 500 mil
Apoio a museus, arquivos e bibliotecas: R$ 700 mil

PRODUÇÃO E DIFUSÃO

Artes Cênicas: R$ 14,6 milhões
Teatro e dança: R$ 1,4 milhão, R$ 1 milhão ou R$ 600 mil (para os dois anos)
Circo: R$ 800 mil, R$ 400 mil ou R$ 200 mil (para os dois anos)

Audiovisual: R$ 21,2 milhões
Produção de longa-metragem em 35 mm: R$ 1,5 milhão, R$ 1 milhão, R$ 800 mil ou R$ 600 mil (conforme os critérios do regulamento)
Produção de curta-metragem em 35 mm: R$ 80 mil
Produção de longa-metragem digital: R$ 600 mil
Produção de curta-metragem digital: R$ 60 mil

Cultura Digital: R$ 2,2 milhões
Apoio a websites: R$ 150 mil
Eventos de artes eletrônicas e cultura digital: R$ 200 mil
Literatura: R$ 810 mil

Literatura – ficção e poesia (produção de uma obra inédita de ficção e/ou de poesia, com inteira liberdade de formas e gêneros): R$ 54 mil

Música: R$ 4,4 milhões
Turnês de shows/concertos: R$ 400 mil
Gravação de CD: R$ 200 mil
Gravação para disponibilização pela internet: R$ 50 mil

Fonte: http://www2.gazetaonline.com.br/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=644749

“As Inesperadas Aventuras de Robinson Crusoé” no Teatro Campaneli

Hoje (15/06/2010), em plena estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, a Cia. Taruiras Mutantes também inicia a temporada de sua nova peça teatral, “As Inesperadas Aventuras de Robinson Crusoé”, com direção de Luiz Tadeu Teixeira, com Reginaldo Secundo e Zenilson Coutinho no elenco. A comédia terá entrada gratuita neste primeiro dia, mas permanecerá em cartaz até o dia 24/06/2010 (quinta-feira), sempre as 20h00 no Teatro Campaneli, localizado na Enseada do Suá, em Vitória/ES. A ideia é que estes dez dias seguidos sejam a temporada de estreia do trabalho cênico.

O iluminador Ary Roaz me mandou o material pra divulgação (obrigado Ary!) e esse segue abaixo. Bom espetáculo para todos!

flyerestreia-robinsoncrusoe Cia Taruiras Mutantes apresenta

“As Inesperadas Aventuras de Robinson Crusoé”

Autor: Paulo Afonso Grisoli

Direção: Luiz Tadeu Teixeira

Elenco: Reginaldo Secundo e Zenilson Coutinho

Cenário: Alberto Kirchmayer

Figurinos: Gabi Lima King

Iluminação: Ary Roaz

Sonoplastia: Victor lofego

Realização: Cia. Taruíras Mutantes

Sinopse: Comédia dramática inspirada no clássico da literatura mundial, escrito por Daniel Defoe (1660-1731). A ação recorta o período em que o personagem encontra o selvagem e recria em linguagem popular o conflito entre medo e liberdade, opressor e oprimido, civilização e barbárie).

Temporada de lançamento marcada para:

Início: 15 DE JUNHO DE 2010

Final: ATÉ 24 DE JUNHO DE 2010

Horário: 20 horas

Duração: 120 minutos com intervalo de 10min

Local: TEATRO CAMPANELI. Rua Luiz Gonzales Batan nº 4 – Enseada do Suá/Praça do Papa, em frente ao Tribunal de Contas da União, ao lado da Churrascara Espeto de Prata. Mais informações sobre o teatro telefone 99892732.

Classificação Indicativa: 14 anos.

Número de Apresentações (temporada de lançamento)

10 apresentações sendo Estréia GRATUITA e 9 (nove) sessões COM INGRESSOS A R$ 20,00 E R$ 10,00 (MEIA).

terça-feira, 8 de junho de 2010

Cia. Club Noir apresenta “Comunicação a uma Academia” no Teatro do SESI

O espetáculo esteve em cartaz no ano de 2009 e foi sucesso de público e crítica nos mais diversos sites direcionados à arte cênico-teatral. Agora este trabalho chega até Vitória, com produção local de Eneidis Ribeiro, e será encenada nos dias 18, 19 e 20 de junho de 2010 (sexta-feira, sábado e domingo), as 21h00 (sexta e sábado) e 20h00 (domingo) no Teatro do SESI, em Jardim da Penha. Os ingressos não poderiam ser em preços mais acessíveis, sendo R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

O trabalho que tem o nome de “Comunicação a uma Academia” é encenado pela Cia. Club Noir de São Paulo. O texto é de Franz Kafka e tem direção de Roberto Alvim. Abaixo segue o release enviado a mim por Elayne Batista, da M3 Marketing e Comunicação Total. Sinceramente, parece ser imperdível:

Vitória recebe o espetáculo “Comunicação a uma Academia”

Projeto idealizado pela premiada Cia. Club Noir de São Paulo, com texto de Franz Kafka, chega à capital selecionado pelo Programa BR de Cultura 2009/2010

BANNER COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA 3 Depois do sucesso de público e crítica em sua temporada no Projeto Vitrine Cultural 2009 (Centro Cultural Silvio Santos/SP); no Festival Internacional de Teatro (FIT), de São José do Rio Preto; no Fiac Bahia, na Mostra de Teatro de Uberlândia; no Espaço Mosaico, em Brasília; no Sesc Santo André; e em temporada no Teatro do Club Noir, a peça “Comunicação a uma Academia” – texto de Franz Kafka, direção de Roberto Alvim, com Juliana Galdino e José Geraldo Júnior no elenco – será apresentada dias 18, 19 e 20 de junho no Teatro do SESI, em Vitória. Este projeto foi contemplado pelo PROGRAMA BR DE CULTURA2009/2010 para circular por cinco capitais do Brasil (Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Vitória.)

Programa BR de Cultura

1 Lançado em abril de 2009, o Programa BR de Cultura foi criado com objetivo de dar maior transparência e democratizar o acesso à política de patrocínio cultural da Petrobras Distribuidora.

Parte integrante do Programa Petrobras Cultural, o Programa BR de Cultura também contempla projetos de continuidade, como o Cinema BR em Movimento e o Dançando para não Dançar.

A seleção pública desta edição (2009/2010) foi específica para circulação de peças teatrais e se configura como o primeiro plano de patrocínio cultural voltado unicamente para este segmento. Esta seleção visa promover o intercâmbio cultural entre os estados e disseminar os espetáculos que tenham conquistado notório resultado de público.

Sobre a peça

3 Em Comunicação a uma Academia, um macaco (interpretado por Juliana Galdino) metamorfoseado em homem, vigiado por um guarda armado (José Geraldo Jr.), faz seu relato, uma simples comunicação aos excelentíssimos senhores membros de uma Academia, acerca de sua história e, sobretudo, acerca do processo de sua transformação. Nada repentina: lutou (graças a um esforço que não encontra até hoje seu equivalente na Terra, ele afirma) para aprender a se comportar como um de nós.

comunicacao Aprendeu a apertar mãos (o que para ele denota um coração aberto); a fumar cachimbo, costume que caracteriza civilização; a beber aguardente até a saturação, outro hábito que nos configura em nossa humanidade (embora o álcool lhe inspirasse absoluta repugnância); a falar (conquista suprema) e, por fim, a pensar como um de nós.

Por que ele o faz? Porque tornar-se um igual àqueles que o balearam, prenderam e torturaram cruelmente é (ele compreende) sua única saída. Tornar-se um igual e, consequentemente, abandonar sua natureza; tornar-se um igual, imitando convenções; tornar-se um igual, tão humano quanto o resto da humanidade é a sua saída.

comunicação-a-uma-academia-3-Edson-Kumasaka-682x1024 O macaco se limita a relatar: não se lamenta, mas também não se orgulha. Era

progresso, ele diz, no sentido em que me libertou da jaula e me proporcionou esta saída: uma saída humana...

O macaco fala diante de nós, como se prestasse contas (embora não admita ser julgado por homem algum) – e por meio do discurso, pensa e conforma, gradualmente, sua visão de mundo. Reflete e compara sua condição animalesca anterior com a atual humanidade conquistada – hesita, se contradiz, torna-se agressivo, sarcástico, niilista, arrogante, frágil e perplexo. Tornou-se outra coisa – foi forçado a fazê-lo, morreria se permanecesse ele mesmo. Precisava tornar-se como os que o espreitavam do lado de fora da jaula... Agora não está mais preso, mas percebe que tampouco está livre. Afinal, tornou-se um homem e aos homens (ele descobre) não cabe a liberdade.

Comunicação a uma Academia desenha o processo pelo qual alguém se torna “humano”. Isto é, o processo que leva um indivíduo (ou mesmo todo um povo) a abraçar voluntariamente uma idéia hegemônica relativa ao que é ser um ser humano, sob o risco de exclusão da comunidade global. Metáfora terrível de toda forma de condicionamento, colonialismo, adestramento e aculturação, o texto de Franz Kafka suscita a reflexão a respeito de questões urgentes e graves da era globalizada.

A encenação é minimalista. O palco, praticamente vazio de objetos, está repleto das palavras da “criatura”. Conforme a pesquisa da Companhia, o trabalho será pautado na imobilidade dos atores, em movimentos mínimos (mas significativos), numa luz fria e crepuscular e no emprego musical da fala, alternando ritmos, sensações e sobreposições.

O diretor Roberto Alvim, que assina também cenário, iluminação, figurinos e trilha sonora, criou um ambiente frio, asséptico, claustrofóbico. As paredes do cenário são forradas por placas de mármore verde-musgo, com uma grande cabeça de cervo empalhada no alto. Nesse lugar, separado da platéia por uma corda de isolamento, o macaco fala e sua palestra ocorre sob a tensão constante oriunda da presença vigilante de um guarda armado com um rifle.

A encenação de Comunicação a uma Academia, de Franz Kafka, destoa da proposta inicial da Companhia CLUB NOIR (que é a de produzir exclusivamente peças de autores contemporâneos). Isso se deu devido ao encontro da companhia com a obra; as questões nela presentes (urgentes em seu conteúdo e, brilhantemente, compostas em sua forma), a síntese altamente dramática elaborada por Kafka, tornaram o texto incontornável para nós. Sua pertinência e atemporalidade tornam seu diálogo com o público de hoje tão potente quanto aquele estabelecido pelas melhores obras produzidas na contemporaneidade.

Sinopse

4 Diante de uma Academia não especificada (uma representação alegórica de todas as instituições dedicadas ao conhecimento humano), um macaco se apresenta, com o intuito de fazer uma estranha comunicação: o relato de como se tornou humano. Separado por uma linha divisória dos excelentíssimos senhores acadêmicos e, constantemente, vigiado por um discreto, mas atento, guarda armado, ele fala. Ao falar, revela o processo de transformações gradual e incontornável, por meio do qual se tornou o que não era.

Ficha Técnica

Texto: Franz Kafka

Tradução e direção: Roberto Alvim

Elenco: Juliana Galdino e José Geraldo Jr

Cenário, iluminação, figurinos e trilha sonora: Roberto Alvim

Produção Executiva: Danielle Cabral

Assistente de produção: Júlia Novaes

Fotos: Julieta Bacchin

Serviço

Teatro do Sesi

End.: Rua Tupinambás, nº 240, Jardim da Penha, Vitória (anexo ao Sesi Jardim da Penha)

Dias: 18,19 e 20 de junho

Horários: sexta e sábado 21h e domingo 20h

Ingressos: R$10,00 e R$ 5,00 (meia entrada)

Duração: 50 minutos

Classificação: 16 anos

Informações: Eneidis Ribeiro/ Tel.: (27) 9727-2086

Club Noir

picture-2A companhia foi criada, em 2006, pelo diretor e dramaturgo Roberto Alvim e pela atriz Juliana Galdino, com o objetivo de encenar, exclusivamente, autores contemporâneos. Club Noir já produziu seis espetáculos: Anátema (monólogo de Roberto Alvim, com Juliana Galdino); Homem sem rumo, do autor norueguês Arne Lygre, indicado ao Prêmio SHELL (SP) de MELHOR DIREÇÃO e MELHOR ILUMINAÇÃO (ambas as indicações para Roberto Alvim), e para o PRÊMIO BRAVO! de Melhor Espetáculo Teatral do ano; O QUARTO, primeira peça do dramaturgo inglês Harold Pinter, com tradução e direção de Roberto Alvim, indicado ao Prêmio de Melhor Espetáculo do Ano pela COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO, e vencedor do PRÊMIO BRAVO! de Melhor Espetáculo Teatral do ano; COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA, de Franz Kafka, com direção e tradução de Roberto Alvim, indicado ao Prêmio SHELL (SP) de Melhor Atriz para Juliana Galdino; A TERRÍVEL VOZ DE SATÃ, de Gregory Motton e está em cartaz no CLUB NOIR H.A.M.L.E.T. versão do clássico escrita por Roberto Alvim com direção de Juliana Galdino.

ROBERTO ALVIM (1973). É autor e já dirigiu 18 peças encenadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, França (Paris), Argentina (Córdoba) e Suíça (Lausanne). Sua obra já foi traduzida para o italiano, francês, espanhol e grego, e há publicações teóricas sobre o seu trabalho no Brasil, Argentina, Espanha e França. 

Foi Professor de História do Teatro e Literatura Dramática no Curso Profissionalizante da CAL (RJ) de 2000 a 2004; também lecionou Dramaturgia na Universidade de Córdoba (Argentina) em 2005, além de ministrar Oficinas para novos dramaturgos em diversos Estados do Brasil (Acre, Ceará, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, a convite de Festivais e do Ministério da Cultura - FUNARTE). De 2001 a 2004, exerceu a função de Diretor Artístico da Sala Paraíso – Teatro Carlos Gomes (RJ), onde criou o projeto Nova dramaturgia Brasileira, que ajudou a consolidar uma nova geração de dramaturgos na cidade do Rio de Janeiro. Em 2005, exerceu a função de Diretor Artístico do Teatro Ziembinski (RJ), onde coordenou o Centro de Referência da Dramaturgia Contemporânea, com o patrocínio da Prefeitura do Rio. Em janeiro de 2006, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde fundou com a atriz Juliana Galdino a companhia CLUB NOIR.   

Foi o primeiro dramaturgo brasileiro publicado na mais importante coleção de dramaturgia contemporânea européia, a Les Solitaires Intempestifs, em 2005, com sua peça “Às Vezes é preciso usar um punham para atravessar o caminho”, também traduzida para o espanhol e publicada na Espanha e Argentina.

  Em 2008, lecionou Dramaturgia na Escola Livre de Teatro (ELT) de Santo André (SP) e, desde então, leciona Dramaturgia e Interpretação no Estúdio de Criação Dramatúrgica, situado na sede da companhia Club Noir, em São Paulo.

Em 2009, assumiu a coordenação do Núcleo de Dramaturgia do Sesi – Curitiba, lecionando Dramaturgia para novos autores curitibanos. Em 2010, foi convidado a assumir a Curadoria do Festival Internacional de Teatro (FIT) de São Jose do Rio Preto.

JULIANA GALDINO é atriz e diretora. Trabalhou de 1999 a 2006 com o diretor Antunes Filho, em São Paulo, atuando em uma série de espetáculos como: “Fragmentos Troianos”, Foi Carmen Miranda, “O Canto de Gregório”, “Prét-à-Portêr 3, 4, 5, 6 e 7” e protagonizando os espetáculos “Antígona e Medéias 1 e 2”, que lhe rendeu o Prêmio SHELL 2002 de Melhor Atriz. Em 2006, exerceu a função de Professora de Interpretação na USP (ECA) e fundou, com Roberto Alvim, a companhia Club Noir. Em sua Cia. leciona Interpretação na oficina de Atuação com Foco na Dramaturgia Contemporânea. Atuou nos seguintes espetáculos: “Anátema”, de Roberto Alvim; “Homem sem rumo”, de Arne Lygre; “O Quarto”, de Harold Pinter; “Comunicação a uma Academia”, de Franz Kafka e “A Terrível voz de Satã”, de Gregory Motton. Em 2007 e 2008, lecionou em uma série de cursos livres de Interpretação na galeria b_Arco (SP).

José Geraldo Júnior - É integrante da Cia. Clube Noir, desde 2007. Fez parte da Oficina Uzina-Uzona nos espetáculos “As Bacantes” e “Os Sertões”, direção de José Celso Martinez Corrêa. Trabalhou com Antunes Filho no grupo Macunaíma, com Luis Valcazaras no N.I.T.E e foi assistente de direção da peça “O Homem da Tarja Preta”, de Contardo Calligaris, com direção de Bete Coelho.

PATROCÍNIO

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

10ª Edição do Festival do Teatro Brasileiro: Cena Cearense – Etapa Espírito Santo

fetival_teatro - CRIS O Festival do Teatro Brasileiro finalmente terá sua etapa no Espírito Santo. Na sua 10ª Edição, o Festival trará espetáculos cênicos (teatro e dança) para as cidades de Vitória, Vila Velha e Serra. A ideia é trazer 12 peças teatrais e 04 espetáculos de dança, produzidos no Ceará, a essas cidades entre os dias 16 de abril de 2010 (sexta-feira) a 02 de maio de 2010 (domingo), com valores bem populares: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia), quando não forem gratuitas.

O patrocínio da 10ª Edição do Festival do Teatro Brasileiro – Cena Cearense – Etapa Espírito Santo, vem da Petrobrás, junto a Lei de Incentivo Cultural do Governo Federal do Brasil. Haverá espetáculos acontecendo em palco, nas praças e terminais de ônibus.

Pra que me prolongar se Denis Cordeiro, da Equipe Sombra, me mandou um material de tão alta qualidade. Fiquem ligados na programação e não percam a oportunidade.

petrobras Apresenta

XFTB-CE-ES ESPETÁCULOS DE ARTES CÊNICAS PRODUZIDOS NO CEARÁ SERÃO APRESENTADOS NO ESPÍRITO SANTO E MINAS GERAIS

Chegou a vez do Espírito Santo participar do intercâmbio cultural entre estados promovido pelo Festival do Teatro Brasileiro (FTB) que, em sua 10ª edição, traz a Vitória, Vila Velha e Serra um panorama diversificado e representativo das várias vertentes das artes cênicas do Ceará. A mostra – que acontece de 16 de abril a 2 de maio – também será levada a três cidades de Minas Gerais.

ftb_cc_es_volante_med_210x105mm_4x4CMYK_v4 O FTB – Cena Cearense, Etapas Minas Gerais e Espírito Santo inclui, para os capixabas, 16 espetáculos (12 teatrais e quatro de dança), que foram selecionados por uma curadoria que analisou 69 propostas. A maioria das apresentações tem entrada franca e o valor do ingresso é popular – R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada) –, já que um dos objetivos do festival é divulgar a produção teatral brasileira para os brasileiros.

Por ser um recorte das artes cênicas do Ceará, o festival inclui vários gêneros, que vão do teatro de rua e de bonecos ao drama, passando pela comédia romântica e pelo humor, além da dança. Também há opções para todas as faixas etárias. E, além dos espetáculos, o FTB envolve a realização de oficinas gratuitas para atores e técnicos (amadores e profissionais) e debates com o público sobre as apresentações.

Segundo o idealizador e coordenador do FTB, Sergio Bacelar (da Alecrim Produções Artísticas, de Brasília), o festival busca democratizar o acesso à cultura, descentralizar as apresentações, formar plateia e qualificar, tanto o público quanto artistas e equipes técnicas. “Por isto, ele tem um formato diferenciado, com oficinas, bate-papos com o público e as apresentações nos teatros, nas escolas e nas ruas”, destaca.

Para ampliar ainda mais o acesso do público ao teatro, sem distinção de classe social, a organização do Festival do Teatro Brasileiro escolhe espaços abertos e de grande fluxo de pessoas para apresentações de espetáculos de rua. Assim, vão se transformar em palcos, em pleno horário de rush, espaços inusitados como o Terminal de Laranjeiras, na Serra, e a Praça Oito, no Centro de Vitória, além da Praça dos Namorados (Praia do Canto, na Capital).

Criado em 1999, o FTB – que tem patrocínio da Petrobras e Lei Rouanet e apoio da Funarte (nacional), Prefeitura de Vitória e TVE-ES (local) – leva aos diversos estados a oportunidade de conhecer o produto cultural de outro estado. O Festival já promoveu, por exemplo, a Cena Mineira no Rio e as Cenas Baiana, Mineira e Pernambucana em Brasília, além da Cena Baiana no Ceará e no Maranhão e da Cena Pernambucana na Bahia e em Sergipe.

Com o objetivo de formar plateias apreciadoras de teatro e cultura, o Festival do Teatro Brasileiro abre espaço, ao final de cada apresentação, para um bate-papo franco e enriquecedor entre elenco e público. A intenção, de acordo com Sergio Bacelar, é permitir que o espectador se aproxime mais da obra teatral, “oferecendo a oportunidade para ele expor suas críticas, dúvidas ou elogios”.

PROGRAMAÇÃO FTB – CENA CEARENSE, ETAPA ES

ESPETÁCULOS ABERTOS AO PÚBLICO

16/04 (sexta-feira)

– Meire Love

Local: Vitória - Teatro do SESI

Horário: 20h

Entrada: franca

17/04 (sábado)

– O Realejo

Local: Vitória - Teatro do SESI

Horário: 20h

Entrada: franca

18/04 (domingo)

– O Realejo

Local: Vitória - Teatro do SESI

Horário: 20h

Entrada: franca

– Uma Flor de Dama

Local: Teatro do SESI

Horário: 20h

Entrada: franca

– Raimundinha

Local: Vila Velha - Teatro Municipal

Horário: 20h

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

21/04 (quarta-feira)

– As Catirinas – Uma Comédia Tradicional Popular 

Local: Serra - Terminal de Laranjeiras

Horário: 10h

Entrada: franca

– As Catirinas – Uma Comédia Tradicional Popular 

Local: Vitória - Circuito Cultural de São Pedro

Horário: 19h

Entrada: franca

– Uma Flor de Dama

Local: Vitória - Teatro do SESI

Horário: 20h

Entrada: franca

– Raimundinha

Local: Vila Velha - Teatro Municipal

Horário: 20h

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

22/04 (quinta-feira)

– Engarrafada

Local: Vitória - Escola de Teatro e Dança FAFI

Horário: 18h

Entrada: franca

– Um Estado de Graça

Local: Vila Velha - Teatro Municipal

Horário: 20h

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

23/04 (sexta-feira)

– As Catirinas – Uma Comédia Tradicional Popular

Local: Vitória - Praça Oito de Setembro

Horário: 12h

Entrada: franca

– A Cadeirinha e Eu

Local: Vitória - Escola de Teatro e Dança FAFI

Horário: 18h

Entrada: franca

– Um Estado de Graça

Local: Vila Velha - Teatro Municipal

Horário: 20h

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

24/04 (sábado)

– O Cantil

Local: Vitória - Teatro da UFES

Horário: 20h

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

– Dois por Dois

Local: Vila Velha - Teatro Municipal

Horário: 20h

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

25/04 (domingo)

– O Cantil

Local: Vitória - Teatro da UFES

Horário: 19h

Entrada: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)

– Dois por Dois

Local: Vila Velha - Teatro Municipal

Horário: 19h

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

27/04 (terça-feira)

– A Divina Comédia de Dante e Moacir

Local: Vitória - Teatro do SESI

Horário: 20h

Entrada: franca

28/04 (quarta-feira)

– O Casamento de Tabarim

Local: Vitória - Centro de Referencia da Juventude (CRJ)

Horário: 16h

Entrada: franca

– O Casamento de Tabarim

Local: Vitória - Circuito Cultural - São Pedro

Horário: 19h

Entrada: franca

01/05 (sábado)

– O Casamento de Tabarim

Local: Serra - Terminal de Laranjeiras

Horário: 10h

Entrada: franca

– De-Vir

Local: Vitória - Teatro da UFES

Horário: 20h00

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

02/05 (domingo)

– O Casamento de Tabarim

Local: Vitória - Praça dos Namorados

Horário: 19h00

Entrada: franca

– De-Vir

Local: Vitória - Teatro da UFES

Horário: 19h00

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

Obs.: Veja a sinopse de cada espetáculo no final do texto

FESTIVAL DO TEATRO BRASILEIRO PARA 3.200 ESTUDANTES

Cerca de 3.200 alunos de escolas municipais (de Vitória) e estaduais (de Vitória e Vila Velha), além de estudantes do Sesi, terão a oportunidade de assistir, gratuitamente, a espetáculos do Festival do Teatro Brasileiro (FTB) – Cena Cearense, que acontece em Vitória, Vila Velha e Serra, entre 16 de abril a 2 de maio. A mostra também será levada para três cidades de Minas Gerais durante o mesmo período.

Para facilitar o acesso de crianças e adolescentes, a organização do FTB trabalha de três maneiras: leva o espetáculo para as próprias escolas, realiza sessões exclusivas para estudantes em teatros e divide espaço na plateia entre eles e o público em geral. Além de atender a unidades do Ensino Fundamental da Prefeitura de Vitória e Médio do Estado, serão envolvidos alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos).

O festival, segundo o seu idealizador e coordenador, Sérgio Bacelar (da Alecrim Produções Artísticas, de Brasília), trabalha com os estudantes em três movimentos. “Primeiro levamos arte-educadores até as escolas para que eles preparem os alunos, falando sobre o teatro e o espetáculo em si; depois eles assistem às apresentações e podem comentá-las ao final e, por último, discutem o que foi encenado em sala de aula”, destaca.

De acordo com a atriz, dramaturga e professora de teatro Margareth Galvão, responsável pela parte pedagógica do festival no Espírito Santo, oito arte-educadores vão trabalhar com os alunos. “Além de orientar previamente os estudantes, eles vão recebê-los na hora das apresentações e voltar às escolas para aplicar um questionário de avaliação”, explica, acrescentando que este processo aproxima a escola da produção artístico-cultural.

Além dos alunos que vão assistir aos espetáculos nas próprias escolas (Maria Stella de Novaes, Izaura Marques da Silva, Professor Renato Pacheco, de Vitória; e Mario Gurgel, de Vila Velha; o Festival do Teatro Brasileiro – Cena Cearense vai envolver estudantes do Sesi. Estes acompanharão as apresentações no teatro da própria instituição, em sessões exclusivas.

Outro público escolar envolvido são os alunos do EJA das escolas municipais de Vitória. Eles irão ao Teatro do Sesi, às 20h, para as seguintes apresentações: “Meire Love”, no dia 16 (Emefs Juscelino Kubitscheck de Oliveira e Suzete Cuendet), “Uma Flor de Dama”, no dia 20 (Emefs Ceciliano Abel de Almeida e Álvaro de Castro Mattos), e “A Divina Comédia de Dante e Moacir”, no dia 27 (Emefs Paulo Roberto Vieira Gomes e Prof. Vercenílio da Silva Pascoal).

Da rede estadual, alunos do EJA irão ao Teatro do Sesi, também às 20h, para assistir a vários espetáculos. No dia 16, “Meire Love” (Maria José Zouain de Miranda e Clotide Rato); no dia 20, “Uma Flor de Dama” (Maria Olinda de Oliveira Menezes e Desembargador Carlos Paes Barreto); no dia 27, “A Divina Comédia de Dante e Moacir” (Sizenando Pechincha e Hildebrando Lucas).

Também da Rede Estadual, alunos do EJA das seguintes escolas assistirão a apresentações no Teatro Marista, em Vila Velha: no dia 20, “Raimundinha” (Godofredo Schineider e Agenor de Souza Lé); dia 22, “Um Estado de Graça” (Benício Gonçalves e Luiz Manoel Vellozo); dia 29, “Diferente Olhar Infinito” (Professora Maura Abaurre e Catharina Chequer).

PROGRAMAÇÃO FTB – CENA CEARENSE, ETAPA ES

ESPETÁCULOS EXCLUSIVO PARA ALUNOS

20/04 (terça-feira)

– As Catirinas – Uma Comédia Tradicional Popular

Local: Vitória - Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Maria Stella de Novaes (Grande Vitória)

Horário: 10h

Entrada: franca

– As Catirinas – Uma Comédia Tradicional Popular

Local: Vitória - Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Professor Renato Pacheco (Jardim Camburi)

Horário: 16h

Entrada: franca

22/04 (quinta-feira)

– A Triste Estória de Catarina e Billy Macarrão

Local: Vitória - Teatro do SESI

Horário: 09h30 e 14h

Entrada: franca (exclusivo para alunos do SESI)

27/04 (terça-feira)

– Os Bufões

Local: Vitória - Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Izaura Marques da Silva (Andorinhas)

Horário: 10h

Entrada: franca

– O Casamento de Tabarim

Local: Vila Velha - Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Mario Gurgel (Terra Vermelha)

Horário: 16h

Entrada: franca

29/04 (quinta-feira)

– Diferente Olhar Infinito

Local: Vila Velha - Teatro Marista

Horário: 20h

Entrada: franca (exclusivo para alunos da Rede Pública de Ensino)

Obs.: Veja a sinopse de cada espetáculo no final do texto

FESTIVAL DO TEATRO BRASILEIRO OFERECE OFICINAS

GRATUITAS PARA PROFISSIONAIS E AMADORES

Além de apresentar a preços populares (R$10,00 e R$5,00) ou de graça espetáculos cearenses de qualidade em Vitória, Vila Velha e Serra, uma das intenções do Festival do Teatro Brasileiro (FTB) é contribuir para a qualificação de profissionais das diferentes etapas da cadeia produtiva das artes cênicas. O objetivo também é propor atividades de introdução às artes para jovens em situação de vulnerabilidade.

Por isso, paralelamente às apresentações teatrais – que vão acontecer no período de 16 de abril a 2 de maio –, o FTB realiza oficinas gratuitas de qualificação profissional. No Espírito Santo, serão oferecidas quatro oficinas e as inscrições, sujeitas ao limite de vagas, podem ser feitas pelo site da organização do evento (alecrim.art.br).

Oficinas

19 e 23/04 (segunda e sexta-feira)

Técnicas para Teatro e Artes de Rua, com a Cia. Catirina

Local: Vila Velha - SESI (Araçás)

Horário: 13h30 às 15h30

19 a 23/04 (segunda a sexta-feira)

Estímulos para a Construção de Processos Criativos, com Silvia Moura

Local: Vitória - Escola de Teatro e Dança FAFI

Horário: 14h às 18h

16 a 18/04 (sexta-feira a domingo)

Oficina Consciência do Corpo Extra Cotidiano, com o Grupo Bagaceira de Teatro

Local: Vitória - Escola de Teatro e Dança FAFI

Horário: 14h às 18h

23 a 25/04 (sexta-feira a domingo)

Oficina de Interpretação Jogo e Repetição: Uma composição gestual, com o Grupo Teatro Máquina

Local: Vitória - Escola de Teatro e Dança FAFI

Horário: 14h às 18h

HISTÓRICO DO FESTIVAL DO TEATRO BRASILEIRO

O Festival do Teatro Brasileiro (FTB) começou a ser desenhado em 1997, quando a Alecrim Produções Artísticas produzia apresentações de grupos da Bahia em Brasília. A experiência mostrou que o teatro baiano oferecia espetáculos de excelência, com diferentes linguagens, que poderiam compor uma mostra.

A primeira edição da Mostra de Teatro da Bahia foi realizada em 1999. Os resultados alcançados levaram à realização da segunda edição no ano seguinte. Cada edição contou com a participação de quatro espetáculos. Com um intervalo de dois anos, o projeto alcançou importante grau de amadurecimento, passando a se chamar Festival do Teatro Brasileiro (FTB) para que pudesse propor o intercâmbio para outros estados.

Em 2002, o foco ainda foi a Bahia e se chamou FTB – Cena Baiana, quando foram apresentados oito espetáculos. Destacaram-se nessas primeiras edições a participação do então promissor ator Wagner Moura; e das atrizes Rita Assemany, com o espetáculo Oficina Condensada, e Nilda Spencer, grande nome do teatro brasileiro.

Em 2003, foi a vez do FTB – Cena Pernambucana, com a apresentação de sete espetáculos. Nesse momento, o Festival deu um novo passo, acrescentando à programação apresentações de rua; além do deslocamento de algumas apresentações para as cidades do entorno e a realização de oficinas de qualificação profissional. Foram destaques naquela edição o Grupo Piane, com o espetáculo “Ditirambos”, e, Geninha da Rosa Borges, veterana do Teatro Pernambucano.

Dois anos depois, foi a vez da Cena Mineira com oito espetáculos. Mais uma vez o projeto inovou com a realização de oficinas de média duração. Uma de construção de instrumentos e transmissão de ritmos da cultura musical popular para 180 jovens em situação de vulnerabilidade; e outra para três jovens grupos de Brasília, com 240 horas de trabalho, coordenada por Chico Pelúcio, ator do grupo Galpão.

Em 2007, o projeto ocorreu pela primeira vez fora do Distrito Federal. Iniciava em 12 de janeiro, o FTB – Cena Mineira no Rio de Janeiro, mesma data em que estreavam outras 22 produções teatrais na Cidade Maravilhosa, vitrine do teatro brasileiro. Apesar da forte concorrência, os resultados não poderiam ter sido melhores.

A taxa de ocupação em todas as sessões foi superior a 90%; as apresentações de rua empolgaram a plateia; e a mídia deu amplo destaque, o que comprovou o potencial do projeto. Já nas edições de 2008 e 2009 o FTB passou a contar com o patrocínio da Petrobras, consolidando suas ações como importante dispositivo de intercâmbio, produção e fruição cultural entre diferentes estados brasileiros.

A oitava edição do Festival do Teatro Brasileiro ocorreu no primeiro semestre de 2009, com o intercâmbio entre o teatro pernambucano e os cenários da Bahia e Sergipe, mobilizando cerca de 16.000 espectadores para as 40 apresentações. No mesmo ano o FTB realizou sua nona etapa, com a Cena Baiana sendo apresentada nos estados do Ceará e Maranhão. Ao todo foram 17 espetáculos vistos por quase 20 mil pessoas.

SINOPSE DOS ESPETÁCULOS

TEATRO

1) A TRISTE ESTÓRIA DE CATARINA E BILY MACARRÃO

Companhia Epidemia de Teatro de Bonecos

Teatro de Bonecos

Duração: 45 minutos

Classificação Etária: Livre

“A Triste Estória de Catarina e Billy Macarrão” conta uma estória de amor vivida intensamente. É uma tragicomédia romântica, densa, fazendo com que o público experimente em minutos os mais diferentes sentimentos. No roteiro, as personagens transitam para mostrar a liberdade do ser humano com relação às suas escolhas e como isso ressoam no mundo. Mas o espírito é dos mamulengos, que deixam seus elementos agirem no imaginário humano. O território utilizado pelas personagens é o do amor, onde tudo é possível.

2) OS BUFÕES

Companhia Dona Zefinha

Teatro de Rua

Duração: 50 minutos

Classificação Etária: Livre

O circo sem teto da lona furada é o picadeiro dos “Bufões”, um musical infantil que traz a energia do popular circo mambembe nordestino. Os palhaços “Bufão”, “Panfeto” e “Pafim”, regem a charanga tocando instrumentos exóticos, fazendo gags, brincado com a plateia num tom despojado e teatral. Mesmo quando as duas atrações não passam de uma grande furada, os palhaços fazem de tudo para que a magia do circo não chegue ao fim. No repertório, músicas autorais se fundem com compositores brasileiros como Chico Buarque, Toquinho, Vinícius de Morais, João de Barros, Sidney Miller e outros. Palhaçadas, piruetas, mágicas, cirandas, perna de pau, bonecos, histórias e canções. Um show para todas as idades onde a palavra de ordem é “alegria”, afinal de contas o espetáculo não pode parar.

3) AS CATIRINAS – UMA COMÉDIA TRADICIONAL POPULAR

Cia. Catirina

Teatro de Rua

Duração: 50 minutos

Classificação Etária: Livre

O espetáculo “As Catirinas – Uma Comédia Tradicional Popular” representa a cena cotidiana das ruas e praças brasileiras e a identidade do povo nordestino através da perspectiva do artista popular tradicional. É através da milenar arte de improvisar versos e poesias sobre motes da literatura de cordel e do coco de embolada, que as personagens Carmem Elsa e Cícera Fransquinha se apresentam, trazendo consigo a ingenuidade dos palhaços tradicionais sob a forma simples e escrachada da mulher do sertão.

4) O CASAMENTO DE TABARIM

Companhia Dona Zefinha

Teatro de Rua

Duração: 50 minutos

Classificação Etária: Livre

Tabarim deseja encontrar uma noiva para se casar. Vive inventando trapaças para ganhar dinheiro do modo mais fácil. Górgibus, o velho avarento, é seduzido pelas facetas do malandro e troca sua valiosa aliança por um saco de feijões mágicos. A trapaça é descoberta e o velho, na ânsia de tornar-se rico, vende a alma de sua filha Angélica para Méfisto, um diabo que vagueia pelo mundo em busca de novas almas. O destino cruel faz Tabarim se apaixonar por Angélica, e para escapar das garras do velho e conseguir a mão da moça em casamento, aceita enfrentar o Diabo.

5) DOIS POR DOIS

Grupo de Teatro Dois por Dois Produções

Comédia romântica

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

O espetáculo “Dois Por Dois”, de autoria de Fabíola Líper, é uma comédia dramática urbana, que revela os conflitos existentes na relação homem/mulher. Um homem e uma mulher que nunca haviam se visto ficam presos dentro do elevador de um prédio comercial, numa sexta-feira, véspera de feriado. É meia-noite e o edifício está completamente vazio. “Unidos” pelo destino, são obrigados a desenvolver (ou tentar desenvolver) uma relação durante os possíveis longos três dias de confinamento. O que se pode esperar dessa relação? Ajuda mútua, companheirismo, solidariedade? Talvez, se ali estivessem dois homens ou duas mulheres. Mas, na condição de homem e mulher eles, óbvio, não vão perder a chance de restabelecer a velha guerra dos sexos. Mas é também nesse elevador que poderá surgir um encontro inesquecível. Afinal, nesses três possíveis dias haverá tempo pra falar de tudo, principalmente de sentimentos, felicidade, dor, cinema e até futebol, além de sexo... é claro! É uma história de verdades e mentiras. É uma história de amor (se é que existe amor...).

6) O REALEJO

Grupo Bagaceira de Teatro

Teatro de Manipulação / Drama

Duração: 50 minutos

Classificação Etária: Livre

“O Realejo” é um espetáculo de extrema delicadeza e poesia. A bela Marina é prometida em casamento, por seus pais, ao homem mais afortunado e poderoso da região. Vê, porém, crescer sua paixão por um jovem rapaz, gerando assim a aflição e o início de uma íntima desordem que poderá tirar a quietude daquela cidade pacata. Todos os fatos são nostalgicamente enlaçados pelo Homem do Realejo. Utilizando-se de elementos do melodrama, da tragédia e do épico, aliados ao frescor da liberdade e ao autodidatismo que acompanham a trajetória do grupo. O espetáculo foi escolhido pela imprensa cearense como o espetáculo da década do teatro cearense.

7) MEIRE LOVE

Grupo Bagaceira de Teatro

Drama

Duração: 50 minutos

Classificação Etária: 16 anos

Quatro meninas prostituídas perambulam pelas ruas de uma cidade turística em meio à barbárie cotidiana a qual se encontram submetidas. Buscam, por intermédio do sonho e da fantasia, um lugar para a felicidade. A suposta fuga da personagem-título com um estrangeiro desencadeia em um grupo de pré-adolescentes, também prostituídas, sentimentos diversos em relação à realidade cruel enfrentada por elas desde que nasceram.

A possibilidade de fuga inspirada pelo romance da “nativa” com um “gringo” deflagra nas personagens um movimento instintivo de revolta fazendo com que protagonizem uma série de acontecimentos responsáveis pela tomada de consciência e de atitude diante do destino até então inexorável.

8) UMA FLOR DE DAMA

Grupo Parque de Teatro

Drama

Duração: 50 minutos

Classificação Etária: 18 anos

Uma noite na vida de uma travesti/transformista: do momento em que entra no camarim e se prepara para fazer um show, até o fim da noite, sentada num bar tomando a última e quente cerveja, falando sobre sua vida, suas escolhas, seus amores, seus desejos, seu ódio. O público acompanha a trajetória dessa personagem, livremente inspirada no conto “Dama da Noite”, de Caio Fernando Abreu, acrescido de uma pesquisa de campo realizada pelo ator, que esquadrinhou personagens reais de Fortaleza, gerando mais substrato e trazendo à baila temas como HIV, política, preconceito e, especialmente, as escolhas que a vida nos oferece (ou das quais nos priva).

9) O CANTIL

Teatro Máquina

Teatro de Manipulação / Drama

Duração: 45 minutos

Classificação Etária: Livre

Uma viagem sem espaço nem tempo definidos. Dois homens seguem à procura de algo. Para o patrão a viagem é urgente e aterradora, para o empregado é apenas objeto de seu ganha-pão. Entre os dois se estabelece uma relação nos extremos da desconfiança total e da pura subserviência, relação essa transfigurada pela ausência/presença do cantil.

Essa encenação enfatiza a metáfora da manipulação, estendendo a relação entre os personagens para os atores, através das figuras condensadas do boneco-narrador e do manipulador-narrador.

10) A DIVINA COMÉDIA DE DANTE E MOACIR

Grupo Pesquisa / Teatro Radical

Drama

Duração: 70 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Dante Alighieri poeta italiano, autor de A Divina Comédia, e Moacir, personagem do romance “Iracema” de José de Alencar, fazem uma viagem ao céu, onde Deus espera o prototípico cearense para um acerto de contas sobre a condição de judeu errante que caracteriza a cearensidade. Moacir e Dante percorrem os tortuosos caminhos do Purgatório, Inferno e Limbo.

A polaridade fundadora desta montagem se traduz pelo locus em que se passa a ação: uma mala de retirante e pelos movimentos matriciais desenvolvidos pelo personagem Moacir. O espetáculo trabalha cenicamente duas idéias matriciais: a predestinação do imigrante e a conversão deste em um homem arraigado às origens telúricas.

11) RAIMUNDINHA

Paulo Diógenes

Humor

Duração: 60 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Raimundinha encanta a todos com seu carisma e sua capacidade de improviso. Tira do cotidiano inspiração para seu show e faz o público bolar de rir com seu talento gigantesco.

Paulo Diógenes leva a sério a arte de fazer rir e faz tudo com amor. Eis o segredo de um dos maiores humoristas do Brasil, que além de ser engraçado emociona a todos com seu famoso número "Sonhos de um Palhaço". Paulo Diógenes começou a carreira há 25 anos no teatro fazendo comédia, mas foi nos bares de Fortaleza onde encontrou o cenário perfeito para dar início a trajetória de muito sucesso com sua Raimundinha. Viajou por todo o Brasil e participou de vários programas nacionais como: Domingão do Faustão, Os Trapalhões, Fantástico, Vídeo show e Tom Cavalcante.

12) UM ESTADO DE GRAÇA

Alex Nogueira – Bené Barbosa – Ery Soares

Humor

Duração: 120 minutos

Classificação Etária: 12 anos

A nova safra do humor cearense revelou Alex Nogueira, Ery Soares e Bené Barbosa (esse último, intérprete do personagem Papudim). Eles trazem uma nova linguagem, uma nova maneira de fazer humor. Agora, eles estão em turnê pelo Brasil com o espetáculo “Um Estado De Graça“ uma referência ao Ceará, estado que mais exporta humoristas neste país. O espetáculo é uma deliciosa salada de história do cotidiano, em que se misturam amizade, política, futebol e mais uma ruma de coisas; tudo com a pitada da molecagem cearense. “Um Estado De Graça” é o único espetáculo com o certificado RISO 2010.

Os mesmos conseguiram destaque no programa Domingão do Faustão, Alex Nogueira, aliás,

foi o grande vencedor do Quem Chega Lá de 2008. Ele e Bené Barbosa foram contratados pela TV Globo.

DANÇA

1) DE-VIR

Cia. Dita

Dança Contemporânea

Duração: 40 minutos

Classificação Etária: 18 anos

Quatro performers em cena pontuando as interferências do corpo com seu ambiente. O corpo entendido como uma mídia que avança por acelerações, rupturas, diminuições de velocidade, desmembrando, constantemente, uma nova roupagem. “De-vir” propõe intensificar esses movimentos ondulatórios engendrando a idéia de um novo design, que pode recompor a disposição e a ordem dos elementos essenciais que compõem as estruturas físicas de uma pessoa.

2) DIFERENTE OLHAR INFINITO

Grupo N∞

Dança / Infanto-juvenil

Duração: 40 minutos

Classificação Etária: Livre

O encontro com a literatura infantil, a partir do livro “A Rabeca do Cego Oliveira”, de Fabiano dos Santos, foi nos motivando a construir nossa releitura em Dança, pois essa história sutil e potente conta de um homem que via as cores com o sabor de frutas, sabor de terra, que ou(via) música. Com esse espetáculo convidamos o público a imaginar e a transformar o seu olhar, deixando-o fluir de forma sensível e despojada, como o de um ser criança que, com o seu olhar direto e presente, nos questiona a cada instante: A gente vê fora o que se é por dentro?

3) ENGARRAFADA

Centro de Experimentações em Movimento

Dança

Duração: 45 minutos

Classificação Etária: Livre

A dor do isolamento, a imposição do mais forte sobre os mais fracos, a robotização das relações, a superficialidade como modelo para estar no mundo, a robotização das relações, o uso inadequado do que consumimos, a interferência dos conteúdos simbólicos nos grandes centros urbanos desafiando os sentidos de todos nós, são elementos de inspiração para a criação de “Engarrafada”. Esse trabalho se apropria do processo inicial de criação como etapa para a construção de uma relação com o público, revelando os motivos, os impulsos que foram escolhidos para a realização da cena. Expondo objetos, decisões, medos, dúvidas e a relação com o risco, o espetáculo estabelece, tanto física como emocionalmente, uma estreita relação de cumplicidade com a plateia.

4) A CADEIRINHA E EU

Centro de Experimentações em Movimento

Dança

Duração: 45 minutos

Classificação Etária: Livre

Esse trabalho permeia caminhos e situações do cotidiano feminino, tocando nos tênues limites que separam vida e arte. Traçando uma mitologia pessoal. Há a inocência da infância, os questionamentos da adolescência e a maturidade da fase adulta como momentos que anunciam algo: a fragilidade, o encantamento e a brutalidade que agridem e assolam cada um desses tempos. Naturalmente vai se percebendo tais nuances, ou seja, o impulso, a aceleração, o vigor, o silêncio, a(s) escolhas, o(s) abandono(s). Tanto para quem fica bem próximo da cena, como na plateia, com níveis de apreensão que vão do encontro do entendimento à participação direta na cena. Uma obra que não se reduz a uma estrutura objetiva, mas que se “abre” para uma relação que se constrói com cada plateia, a cada apresentação.

Sugestão de entrevistas:

Sergio Bacelar (Alecrim Produções Artísticas) – idealizador/coordenador do Festival do Teatro Brasileiro: (61)9213-8574 e (61)3367-5432

Assessoria do festival em Vitória:
Ás Comunicação:
(27)3347-0163/3347-2499
Eliza Zamagna (9899-1709) e Adriana Machado (9292-6716)

Assessoria nacional do festival:

Rodrigo de Oliveira: (85)9621-9700 (tembiu@gmail.com / tembiu.pro.br)

Patrocínio:

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Crise Econômica Mundial prejudica incentivo cultural da Petrobras

petrobras Como falei recentemente sobre o Programa Petrobras Cultural, achei de suma importância falar sobre esse assunto que vi hoje (09/03/2009) na página do Gazeta Online. Apesar de não ter muita ligação com o nosso teatro, já que são alguns poucos grupos teatrais, daqui do estado, que se inscrevem para um patrocínio cultural da Petrobras, mas tudo é válido, ainda mais quando prejudica um dos maiores festivais de teatro do Brasil, o de Curitiba, que não terá o apoio da empresa este ano. Segue abaixo a matéria:

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Indefinição sobre verbas de patrocínio da Petrobras deixa apreensivo o meio cultural

09/03/2009 - 10h37 ( - Globo Online)

Em decorrência da crise econômica mundial, a empresa que mais patrocina a cultura no Brasil, a Petrobras, ainda não renovou contratos com companhias de dança, de teatro e de música ou com a direção de festivais que tem ajudado a realizar nos últimos anos.
O balanço financeiro de 2008 - que indicou lucro recorde de R$ 33,91 bilhões - chegou na sexta-feira ao setor de patrocínios da estatal, e, com base nele, será traçada a política cultural deste ano. A demora foi fatal para o Festival de Teatro de Curitiba, que, prestes a começar, dia 17 deste mês, deixou de contar com a participação da petrolífera. Outros tradicionais patrocinados têm se adaptado como podem, atrasando salários ou contraindo dívidas.
No fim de fevereiro, o conselho diretor da Orquestra Petrobras Sinfônica enviou um comunicado interno para tranquilizar os músicos, que dizia: "Desde o mês de janeiro, já estamos com todos os trâmites burocráticos junto ao Ministério da Cultura cumpridos. Entretanto, em função da crise financeira que se abateu sobre os mercados no ano passado, o contrato que seria assinado com a Petrobras na primeira semana de janeiro somente está sendo liberado pelo departamento jurídico do patrocinador nos próximos dias". Em seguida, listava todas as etapas que se seguirão até a liberação da verba, que deverá ocorrer no meio de abril. Até lá, os salários ficarão atrasados.
Outros projetos ameaçados são o grupo da coreógrafa Deborah Colker , a Companhia de Dança Cisne Negro, a Intrépida Trupe, e o Teatro Rival.

Fonte: Gazeta Online

quinta-feira, 5 de março de 2009

Programa Petrobras Cultural 2008/2009

programa-petrobras-cultural Hoje (05/03/2009), recebi da Petrobras sobre os últimos dias para as inscrições do Programa Petrobras Cultural.

A Petrobras patrocina a cultura desde 1980, mas somente em 2001 ela lançou a primeira seleção pública de projetos em âmbito nacional.

A idéia do programa é estimular a realização de projetos, abrir espaço para criação, contribuir para a formação de público, estimular a reflexão sobre a cultura e o pensamento e contribuir para uma melhoria do quadro geral da cultura nacional.

Na edição 2006/2007, foram aprovados sete projetos no Setor Artes Cênicas/Teatro. A seleção é regida pelo Conselho Petrobras Cultural, que é formado por cinco representantes da Petrobras, um do Ministério da Cultura (MinC) e um da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Este Conselho selecionam Comissões de Seleção, que não fazem parte da empresa, são pessoas da sociedade que trabalham com as áreas que avaliarão.

As comissões se preocupam com os seguintes critérios: a relevância e o mérito qualitativo do projeto e sua viabilidade de execução.

São considerados, como fatores de priorização, os critérios que estão discriminados nos Regulamentos Específicos de cada Área de Seleção Pública. No conjunto das ações que integram o Programa Petrobras Cultural buscar-se-á sempre contemplar a diversidade étnica e regional da cultura brasileira, não havendo, no entanto, nenhuma definição de cotas regionais ou étnicas.

Dessa forma, o Programa Petrobras Cultural é dividido em quatro etapas: Triagem Administrativa, Comissões de Seleção, Etapa Ministério da Cultura e Conselho Petrobras Cultural.

O prazo final para de inscrição para o Setor Artes Cênicas é no dia 11/03/2009 (quarta-feira).

Desejo boa sorte a todos!