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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Grupo Estrada volta a cena!

Eu queria saber a ligação de Ary Roaz com o Grupo Estrada, já que graças a ele estou falando sobre estas peças que estarão em cartaz neste fim de semana no Teatro Galpão.

Lógico que tenho de agradece-lo por me enviar o material, pena que não vêm com fichas técnicas completas ou mesmo com uma sinopse, para podermos fazer uma divulgação melhor no blog, mas mesmo assim, muito obrigado, Ary Roaz!

Bem, indo às peças teatrais, será uma dobradinha (me lembra algo!) que acontecerá no sábado (12/09/2009) e domingo (13/09/2009).

PanfletoJPG A primeira é a peça “A Lição” de Eugène Ionesco. Eu cheguei a falar da peça há um ano atrás, quando esteve em cartaz no Teatro Campaneli. Ela tem direção de Gilson Sarmento, que também está no palco ao lado das atrizes Vera Rocha e Rosangela Barroso. Ela estará em cartaz nos dias 12 e 13 de setembro de 2009, as 20:00. Nas palavras do diretor (que eu consegui no site Overmundo (ah se eu não procuro!)): “uma comédia satírica, na qual um professor chega às raias da loucura ao tentar explicar os princípios mais básicos do saber para uma aluna à prova de qualquer tipo de raciocínio. Ainda que uma comédia, a peça é, ao mesmo tempo, uma sóbria crítica ao poder outorgado ao professor na sala de aula e às supostas autoridades em tudo na vida. Paralelamente, a peça é, ironicamente, uma sátira aos alunos que estão sempre prontos a se submeter à lei do menor esforço e às seduções dos professores.”

Panfleto Novo logo Já a outra peça teatral é um infantil que leva atores experientes como outros iniciantes para o palco do teatro. “Senhor Rei, Dona Rainha” de Benjamim Santos, estará em cartaz no dia 13 de setembro de 2009 em dois horários distintos, as 15:00 e as 17:00 e tem – também – direção de Gilson Sarmento, levando-o para cena junto com as atrizes Rosangela Barroso, Vera Rocha e – a jovem – Letícia Machado Mendes e os – jovens – atores Adalberto Mônico Solete e  Marcio Luis Pellegrino Antonelli. A peça nos trás na metalinguagem, ou melhor, é uma peça teatral falando sobre uma peça teatral. Nas palavras – outra vez! – do diretor Gilson Sarmento (que consegui no Gazeta online): "Nossa proposta é diferente. Fazemos um teatro dentro do teatro. Um grupo de atores propõe interpretar uma história de amor proibida, já que a família do Valete de Copas e da Dama de Espadas são contra o namoro deles".

Gilson Sarmento ainda faz menção sobre os atuais e futuros trabalhos do Grupo Estrada: "Estamos cercados de comédias e de produções que parecem focar em relações pessoais e em fatos do cotidiano. Parece que as pessoas querem fazer terapia no palco. O que nós procuramos é o velho e bom texto dramatúrgico, tanto clássico quanto contemporâneo".

Bem, é isso. O valor dos ingressos são de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) na peça “A Lição” e R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia) na peça “Senhor Rei, Dona Rainha”.

Bom espetáculo para todos !

Fontes: Ary Roaz, Overmundo, Gazeta Online

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A Lição, de Eugène Ionesco

Ante-ontem recebi um e-mail do ator Carlos Eduardo Rosado Torres, referente a nova peça com o retorno de Gilson Sarmento ao palcos. Além de dirigir, Gilson estará também atuando no espetáculo "A Lição", uma peça de franco-romeno Eugène Ionesco. O espetáculo estará em cartaz no palco do Teatro Campaneli, nos dias 12, 13, 19 e 20 de setembro de 2008. Segue abaixo o release completo:

A Lição

De Eugène Ionesco


12, 13, 19 e 20 de Setembro

20:00h

Teatro Campaneli
Rua da Cruz do Papa, 04 - Enseada do Suá.

Direção: Gilson P.Sarmento

- E L E N C O -

Maria – Rosângela Barroso

Aluna – Vera Rocha

Professor – Gilson Sarmento

Gilson Sarmento

Após completar seu mestrado em Teatro na Southern Illinois University, nos Estados Unidos, dedicou-se intensamente à produção teatral, nos estados de Iliinois, New York e New Hampshire, onde teve oportunidade de desenhar e atuar em inúmeras peças. Ao voltar para Vitória, iniciou o Grupo de Teatro da Fundação Cultural do Espírito Santo, com o qual montou várias produções de peças infantis e adultas, recitais de poesia e programas de cenas do teatro mundial. Posteriormente, contratado como professor da UFES, ministrou aulas de Língua e Literatura Inglesas, História do Teatro, Teoria da Literatura Dramática e Dramaturgia Brasileira. Atuou também como Coordenador de Teatro da Universidade, quando teve a oportunidade de dirigir e desenhar produções teatrais através do Programa Bolsa Arte, do Ministério de Educação. Seu Ph.D. foi em Comunicação e Teatro, como foco em Dramaturgia.

Rosangela Barroso

Seus primeiros passos no Teatro foram dados no Grupo de Teatro da Fundação Cultural do Espírito Santo. Posteriormente, mudou-se para Ecoporanga, E.S. onde casou-se e continuou praticando o Teatro, enquanto cuidava de cinco filhos e cursava Direito. Agora, de volta a Vitória, ela junta-se aos velhos colegas para continuar sua atividade favorita: fazer Teatro.

Vera Rocha

Começou a fazer Teatro, ainda pequena, em Iguaí, na Bahia. Com a vinda de sua família para Vitória, juntou-se ao Grupo de Teatro da Fundação Cultural do E.Santo, enquanto fazia seu curso universitário. Após a dissolução do Grupo, ela continuou atuando em várias produções capixabas, dando aula de Interpretação Teatral e de Jogos Dramáticos, tendo sido premiada pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões, como melhor atriz do Espírito Santo, em 1993.

EUGÈNE IONESCO

Romeno de nascimento, Ionesco naturalizou-se francês. Sua primeira peça foi "A Cantora Careca", ainda em cartaz em Paris desde 1950, quando estreou. Seguiram-se O Rinoceronte, As Cadeiras, A Lição, Amedé e várias outras peças, apresentadas sempre com grande sucesso e, como seria de se esperar, criando celeuma, onde quer que tenham sido apresentadas. Embora considerado o pai do Teatro do Absurdo, Ionesco rejeitou a definição de seu teatro como absurdo, explicando: "É uma definição imprópria. Meu teatro trata da condição humana. É um teatro realista". Em 1970, numa reviravolta muito ao seu estilo, Ionesco entrou para a Academia Francesa de Letras.

O TEATRO DO ABSURDO

O Teatro do Absurdo resulta da percepção contemporânea segundo a qual não é mais possível, continuar a aceitar formas de arte baseadas na possibilidade de ainda haver leis de conduta e valores absolutos decorrentes de uma firme base de certezas reveladas sobre o objetivo do homem no universo.

Do ponto de vista estético esse Teatro representa uma reação revolucionária contra a camisa de força do Realismo. Os dramaturgos realistas admitiam a existência de uma estrutura compacta, na qual se revelava a imoralidade social em ação. Mas, para os dramaturgos do período pós-II Guerra Mundial, após Hitler e Hiroshima, tornava-se necessário romper com a forma realística, criar um novo vocabulário dramático, uma dramaturgia cuja forma fosse ela mesma absurda, que pusesse as platéias objetivamente diante de representações que fossem alegorias claras do estado absurdo das coisas. Daí o nonsense das falas, os atos aparentemente arbitrários, a dificuldade de comunicação entre os personagens que caracterizam este Teatro.