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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

“O Bello e as Feras” no Centro Cultural SESC Glória

Comédia Musical Infantil

“ O BELLO E AS FERAS”

Texto: Milson Henriques

Direção: Wilson Nunes

Elenco: Fabiano Turbay, Kerõ, Léia Rodrigues, Renata Junger, Renan Oaks e Ricardo Werneck

Produção Executiva: Universo A&R

Produção: Wilson Nunes e Mente Insana

Coreografias: Renata Junger

Assessoria de Imprensa : Edilson Pedrini ( tel. 999816795)

Designer Gráfico: Haeckel Ferreira e Fabiano Turbay

Figurinos: Regina Schimitt

Maquiagem: Cleverson Guerreira

Sonoplastia: Mariana Araújo

Iluminação: Teka Carrareto

Serviço:

Estréia aberta ao público em geral

Dias: 6 e 7 de dezembro

Horário: Sábado (06/12/2014) às  17h e Domingo (07/12/2014) às 15h e 17h

Local: Centro Cultural Sesc Glória

Ingressos: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia) e R$ 3,00 (funcionários do SESC) - na bilheteria do teatro

Informações: Tel. 993161415


Sinopse:

IMG_0057Bello é um jovem italiano que chega à nossa Mata Atlântica, mo Brasil, mais especificamente no Espírito Santo, para começar uma nova vida. Desbravador e corajoso, adentra a mata para encontrar um cantinho gostoso, construir sua casa e constituir uma linda família. Mas, para que seu intento ocorra, Bello, primeiramente, irá se encontrar com as nossas Feras. O rapaz chega às nossas matas em um momento muito delicado, em que Dona Onça e Dona Jibóia estão travando uma grande batalha para decidir quem, de verdade, é a rainha das selvas brasileiras. IMG_0213O Macaco e o Gambá também não querem ficar de fora dessa disputa. O Macaco quer provar que é a sua esperteza que lhe fará merecer o título de realeza. Por sua vez, o Gambá, discorda do Macaco e alega que por ter o cheirinho “mais especial” da mata, é quem merece o título de rei. Bello, então, se vê no meio de uma grande disputa e tenta IMG_0223amenizar a confusão, sempre amparado e protegido por uma linda ave: o Beija-Flor. No meio de tudo isso, Bello conhece a nossa índia Iracema, por quem, inevitavelmente, irá se apaixonar.
O espetáculo é uma inspiradora homenagem à imigração italiana e à fauna brasileira.

Nota:

O Diretor Wilson Nunes faz uma releitura do Espetáculo de Milson Henriques, nesta segunda montagem.

Patrocínio

Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo

Apoio Cultural

Sincades

Espaço Lenira Borges

Centro de Convivência da terceira idade de Jardim da Penha

Contato/ Diretor Wilson Nunes (exclusivamente p/ entrevistas e maiores informações sobre a montagem: 998666776

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Grupo Estripolia apresenta musical para crianças “Cantarerê” no Teatro Marista

Grupo EstripoliaO Grupo Estripolia surge novamente no cenário cênico-teatral trazendo seu espetáculo teatral-musical para crianças “Cantarerê”, e desta vez ele estará no Teatro Marista, em Vila Velha – ES, as 17h00 deste domingo (13/10/2013). Abaixo um breve release do espetáculo. Boa diversão para todos!

Musical Cantarerê

           Cantarerê é um projeto que partiu da ideia de realizar um trabalho cênico/musical voltado para o público infantil. Relembrando antigas cantigas, fazendo releitura de algumas já conhecidas, com novos arranjos e novas interpretações e também trazendo para esse público, o teatro e a música em seu universo ‘encantado’.

O projeto “Cantarerê” tem a proposta de reunir músicos e artistas cênicos para desenvolver um “show-espetáculo cênico musical”, onde música, teatro e dança interage em perfeita harmonia com um repertório que vai desde cantigas populares até MPB, sempre destacando a temática que permeia o universo infantil.PANFLETO ESTRIPOLIA Marista ok JPG

Com a intenção de aproximar o público em questão, no mundo das artes, em específico da música e do teatro, às vezes tão distante para alguns, e outras vezes tão restrito para boa parte da população. Permitindo assim a interação, a formação de público, o reconhecimento e conseqüente valorização da arte e todas a suas possibilidades.

Realizar um trabalho que apesar de ter temática infantil, e se destinar a um público específico, permita também ao público em geral (de diferentes faixas etárias), em alguns casos conhecer obras musicais que até então passavam despercebidas, e também relembrar momentos da infância, sendo alguns desses embalados por essas trilhas sonoras.

Partindo da necessidade e da carência de espetáculos específicos para o público infantil e principalmente observando a urgência de se criar, ampliar e manter platéia, é que se pensou na ideia inicial deste projeto.

Incentivar as crianças a conhecer e valorizar as artes (nesse caso, música, dança e teatro), são princípios fundamentais para formarmos cidadãos questionadores e conscientes de sua história, de seus valores, de sua memória e principalmente de seus direitos e deveres. O que consequentemente influenciará diretamente em suas escolhas, em seus gostos e em suas atitudes num futuro próximo.

É pensando dessa forma, que se ressalta a importância de projetos para este público, que muitas vezes por não conhecer (ou por conhecer apenas o que lhe é apresentado por uma mídia essencialmente comercial) acaba por desvalorizar qualquer tipo de trabalho que não tenha esse convite ao consumo. Onde o que importa é o quanto e não o que você consome. E muitas vezes trabalhos que priorizam quantidade em detrimento de qualidade.

Neste projeto intitulado “Cantarerê”, qualidade é um dos principais objetivos desde a escolha do repertório, que vai optar canções nacionais, (algumas já conhecidas do grande público e outras inéditas), que serão apresentadas em versões infantis, buscando cativar não apenas as crianças, mas também os adultos, que vão ter a possibilidade de relembrar sua infância e proporcionar o prazer da música e do teatro a seus filhos.

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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Grupo Vira-Lata de Teatro remonta “São Pedro os Irmãos e a Serpente” e apresenta no Theatro Carlos Gomes

Grupo Vira-Lata de TeatroEu sempre sou extremamente grato pela confiança que alguns artistas e grupos teatrais têm no blog Teatro Capixaba, confiando que suas divulgações de espetáculos estarão aqui, enriquecendo este local. Por isso alego estar muito feliz por estar divulgando a remontagem do espetáculo musical “São Pedro os Irmãos e a Serpente” pela Companhia teatral – adorei isso! – denominada Grupo Vira-Lata de Teatro, que completa 10 anos em 2013.

A companhia vai estar em cartaz com este espetáculo, premiado como Melhor Espetáculo no Festival Nacional de Teatro Fé e Arte 2011 e no Festival de Teatro de Guaçuí 2012, neste domingo (22/09/2013), as 19h00, no Theatro Carlos Gomes, localizado em frente a Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória – ES.

O ator Junior Rocha – também publicitário – me enviou o material para divulgação, que segue abaixo. Desejo a todos um bom espetáculo e boa diversão!

Divulgacao

RELEASE

Mistério em vila de pescadores. Na peça “São Pedro os Irmão e a Serpente” a chegada de uma mulher misteriosa tumultua a rotina da vila de pescadores. Simão, o mais sábio e respeitado morador, revela aos filhos um segredo precioso. Os conflitos e as emoções dos moradores desta vila, são temperos especiais de um texto cativante, repleto de músicas, danças e encenações que fazem da trama, uma grande festa de celebração à vida.

SINOPSE (Oficial)

Mistério em vila de pescadores. Na peça “São Pedro os Irmão e a Serpente” a chegada de uma mulher misteriosa tumultua a rotina da vila de pescadores. Simão, o mais sábio e respeitado morador, em seu leito de morte revela aos filhos um segredo precioso: a fé e os ensinamentos para não titubear e continuar de pé diante de qualquer dificuldade.

O espetáculo é um auto popular, com músicas que ilustram a diversidade da cultura brasileira. Seus personagens trazem conflitos e emoções de uma vila de pescadores devotos de São Pedro que se vêem diante uma provação. A peça é temperada por um texto cativante, atores que cantam, dançam e tocam instrumentos como uma grande festa. É uma celebração de vida, uma mensagem de fé e esperança que contagia a platéia de todas as idades.

FICHA TÉCNICA

Realização – Grupo Vira-lata de teatro

Adaptação e direção geral – CleversonGuerrera

Concepção, dramaturgia e direção da obra na 1° montagem – Vanessa Darmani e WillerVilaças

Criação e colaboração da dramaturgia – Companhia Folgazões de Artes Cênicas e Grupo Vira-lata de teatro.

Preparação corporal, coreografia e maquiagem -CleversonGuerrera

Direção musical e sonoplastia– Maicon Gomes

Músico convidado – Edu Rosa

Concepçãoe execução de figurino – Vanessa Darmani e Renato Sancharro

Adereços –Renato Sancharro

Técnico de luz e operador – Jorgemar de Oliveira

Ilustração – Caio Dalmas

Designergráfico – Max Goldner

Elenco

São Pedro e Simão – Carlos Rosado e Paulo Silveira

Irmãos e arautos – CleversonGuerrera e Racine Tápias

Serpente – Andressa Felicio

Velho – Junior Rocha

Velha – Elaine Vieira

Beata – Danieli Borgoni

Coroinha – Matheus Horsts

Bêbados – Natan Dias e Vitor Passarim

Padre – Max Goldner

Viúva – Lilian Casotti

Raizeira – Sabrina Rocon

O Grupo Vira-lata

Há 10 anos desenvolvendo trabalhos de artes cênicas, o Grupo Vira-lata de Teatro, situado na cidade de Vitória-ES, iniciou suas atividades no ano de 2003 com a peça “Crônicas da Razão Cômica”, texto de Saulo Ribeiro e direção de Cleverson Guerrera. Em 2007 o grupo estreitou a peça “A feira”, texto de Lourde Ramalho e direção de Renato Saudino. 2010 foi a vez de “Camisa Listrada” dirigida por Fernando Bohrer, RJ. A peça “São Pedro os Irmãos e a Serpente” foi montada em 2011 a partir de uma parceria com a Companhia Folgazões de Artes Cênicas. Pela excelente repercussão deste último trabalho, o Grupo Vira-Lata decidiu assumir o projeto e realizar sua remontagem em 2013.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Grupo Teatral Anhanguera estréia musical inspirado em famoso festival de rock carioca

O blog Cultura Canariense continua seu árduo trabalho para que todos tomem conhecimento que a cidade de Pedro Canário - ES também tem cultura. Nesta segunda-feira (22/04/2013), foi publicado no blog que em junho estreará o musical "Uma noite no Rock In Rio". Abaixo segue a publicação:

‘Uma Noite no Rock in Rio’estreia em julho

Pedro Canário (ES) - O Grupo Teatral Anhanguera (Pedro Canário - ES) estreia em julho o musical "Uma Noite no Rock in Rio", espetáculo teatral que narra a divertida história de um grupo de jovens em busca de um sonho no festival. Os ensaios acontecem aos sábados e domingos, das 14h às 17h, no Ginásio de Esportes anexo a Escola Manoel Duarte da Cunha (Centro). Cerca de 30 atores e figurantes já foram escalados para o musical, que terá turnê prevista na região norte capixaba. Os ensaios do último fim de semana - que contaram com testes de interpretação e expressão corporal - foram um sucesso total, contando com jovens talentos descobertos na cidade e que passarão a integrar o elenco do musical.

Na próxima semana, serão realizados os testes de voz, interpretação musical e coreografia. Em maio, os atores seguem para o Estúdio, onde acontecerá a gravação do espetáculo em áudio e trilha sonora. Também em maio serão realizados o ensaio fotográfico e a foto de divulgação que ilustrará o outdoor na cidade. Os atores e equipe técnica devem ficar ligados nas datas que serão anunciadas nos próximos ensaios. Mais informações: (27) 8138-5568 ou 9756-0753. Acesse nosso blog na internet: culturacanariense.zip.net.

terça-feira, 19 de junho de 2012

“No Tempo do Vinil”

Em 2003 estreou o espetáculo “No Tempo do Vinil”, escrito por Jovany Sales Reys e com direção de Wilson Nunes. O enredo contava a história de uma jovem orfã que entra para uma escola de freiras e lá conhece a amizade e o amor. No elenco alguns talentos dispontaram como Leia Rodrigues e Higor Campanharo.
Foi um musical com expressivo sucesso, viajando todos os teatros do Espírito Santo e ganhando prêmios no Festival de Teatro de São Mateus/ES. então por que não trazê-lo de volta? Por que não lançar novos talentos nos palcos capixabas?
logo oficialEm agosto de 2011, o diretor Wilson Nunes e o seu companheiro na produção do espetáculo, o ator Fabiano Turbay, abriram inscrições para seleção de elenco, que teve o resultado publicado no blog em outubro de 2011. Depois de oito meses de intensos ensaios e preparação vocal e corporal – pela bailarina Renata Junger - para um musical, “No Tempo do Vinil” estreou no dia 16/06/2012 (sábado) no Teatro Municipal Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim/ES. Depois desta estreia, todo o elenco, o diretor, a produção e todos os envolvidos embarcam para a capital, para iniciar uma breve temporada no Teatro do Ifes, em Jucutuquara, Vitória/ES.
A temporada será iniciada no dia 23/06/2012 (sábado), com os portões do teatro sendo abertos as 19h30. Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (quinze reais). Bem, abaixo segue o material enviado a mim pelo produtor e ator da peça, Fabiano Turbay.
Desejo a todos um bom espetáculo, pois eu com certeza vou ter!!!
Musical “No Tempo do Vinil” estreia em junho
FLYER 04No próximo dia 23, estreia em Vitória o musical “No Tempo do Vinil”, no Teatro do IFES (antigo Cefetes).
A comédia musical “No Tempo do Vinil” retrata a jovem guarda, movimento que mesclava música, comportamento e moda, e que surgiu com um programa de televisão brasileiro de mesmo nome na década de 60. Nesse contexto, quatro jovens garotas com perfis completamente conflitantes aprontam trapalhadas pelas costas do padre responsável pelo colégio. Num golpe do destino, conhecem quatro rapazes com quem tramam um plano para arrumar um pai para uma das jovens, Fafá, que é órfã.
No texto escrito pelo historiador, dramaturgo e roteirista profissional, Jovany Sales Rey, que além de escrever para cinema e teatro, fez roteiros para televisão, os diálogos e a narrativa de uma forma sutil e alegre mostram claramente por meio de seus personagens, como as pessoas viveram, seus costumes, seus tabus e valores na década de 60. Sem apelações, a teia da história se faz e desfaz com inserções de humor leve e inteligente, além de contar com músicas que marcaram a vida de muita gente.
Já a direção ficou a cargo do diretor e ator Wilson Nunes, um dos maiores nomes do teatro no Estado. Nunes conseguiu êxito em mais de 30 peças, com sucesso de público e critica, além de vários prêmios em festivais. Realizou também outros trabalhos em TV, rádio, escolas, música e carnaval.
É importante destacar que este musical foge da linha de “textos cantados”. O espetáculo é composto por diálogos de teatro e música com coreografias como elementos separados. A propósito, as coreografias de Renata Junger, bailarina e coreografa, são para lá de animadas e contagiantes, com ares de jazz contemporâneo e a típica “pegada” rock ‘n roll das décadas de 60 e 70.
NTV_278No elenco estão jovens atores, aprovados nos testes realizados pela produção do espetáculo, tendo passado por quatro etapas, incluindo workshops de teatro e dança. São eles: André Celant, Andressa Trancoso, Baltazar Bittencourt, Beatriz Fialho, Mariana Preti, Paula Ceotto e Ricardo Werneck e Vinicius Capistrano. Eles se unem aos veteranos, Fabiano Turbay e Wilson Nunes, completando assim o elenco.
Vitória:
Dias 23 e 24 de Junho (estreia),
30 de Junho e 01 de Julho,
7 e 8 de Julho,
19:30h, Teatro do IFES (Antigo Cefetes).
Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia).
Venda na bilheteria do teatro.
Informações à imprensa
Andressa Moreno
27- 9776-8380
dreska@gmail.com
Twitter:@Dreska
No Tempo do vinil - cartaz

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aberta as inscrições para teste de elenco da peça “No Tempo do Vinil”

No ano de 2002 estreou no - já extinto, também! - Teatro Metrópolis, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o espetáculo musical "No Tempo do Vinil", escrita por Jovany Sales e dirigida por Wilson Nunes. A peça infanto-juvenil foi um grande sucesso de publico e crítica, lançando atores como Higor Campanharo e Leia Rodrigues. A peça, na 3ª Edição do Festival de Teatro de Guaçuí – ES, ganhou o prêmio de Melhor Espetáculo Infantil/Juvenil – Juri Popular, e agora retorna, ainda sobre a maestria de Wilson Nunes, fazendo seleção de uma novo elenco de jovens que poderão fazer parte, como o outro elenco, da história do teatro capixaba.

As inscrições já estão abertas para testes e os interessados devem mandar um e-mail para a produção do espetáculo: producao.vinil@yahoo.com.br, demonstrando o interesse. As seleções estão abertas para pessoas que tenham ou não experiência com teatro, podendo ser de ambos os sexos e terem idade de 16 a 25 anos.

VINIL

sábado, 27 de março de 2010

Na Coxia: Réplica as críticas

Não, não sou eu que estarei replicando as críticas a mim ou ao blog, mas estou dando espaço aqui para o ex-presidente do SATED/ES, o Sr. Carlos Francisco da Silva, também conhecido como palhaço Azedinho, para colocar sua defesa quanto ao que já falei sobre sua administração aqui.

teatro capixaba O blog Teatro Capixaba, como qualquer meio de informação informal, vem sempre – tentar - divulgar as peças que correm o estado do Espírito Santo. Nem sempre é possível, pois não são todas as produtoras ou produtores que confiam no blog para passar tal informação. Eu, como administrador do blog, também gosto de opinar sobre a situação do teatro – tanto como casa de espetáculos que recebem as peças, como as peças em si -, e as vezes coloco minha opinião sobre a administração do SATED/ES, que para mim, que convivo com artistas da capital, nunca fez nada para estes.

Como fui um ávido crítico da administração do Sr. Carlos Francisco da Silva, cheguei a apoiar o movimento que entraria com uma segunda chapa para se candidatar ao cargo do presidente do sindicato, mas nunca deixei de dizer que aqui é um canal aberto para quem quiser colocar algo.

O texto que lerão a seguir foi enviado ao blog em formas de mensagens no dia 08/03/2010 (segunda-feira) de madrugada pelo ex-presidente. Ele pede para que tal seja repassado na íntegra, então eu o farei, mas antes tenho de colocar algumas ressalvas:

- NUNCA tive preconceitos com nenhum artista cênico, seja ele de teatro, dança, circo ou ópera, pelo contrário, tento manter um laço de amizade com todos, sem generalizações, então tudo dito aqui pelo Sr. Carlos Francisco da Silva, espero eu, que não tenha sido voltado a mim;

- Sempre que procurei o SATED/ES para servir de canal de comunicação do sindicato com o artista cênico, me deparei com as PORTAS FECHADAS, não sendo me passado nada que pudesse auxiliar a instituição de alguma forma, jpa que o site desta, mencionado no texto, sempre estava desatualizado e não permitia ao artista saber quando aconteceriam as provas para qualifica-lo como artista profissional.

- Eu, como administrador do blog Teatro Capixaba, NUNCA me coloquei como jornalista. Pelo contrário, respeito o profissional em questão e seria de uma tremenda desonestidade me considerar qualificado para tal. Sou sim um amante do teatro. Amo esta arte com todo meu coração e continuarei a divulgar as peças que me forem enviadas, servindo de um meio de comunicação entre o artista e seu público.

- Algumas palavras do ex-presidente mostram uma batalha “invisível” do SATED/ES pelos direitos do artista no exterior, mas não mostra uma batalha mais regional, reivindicando os direitos do artista no Brasil ou mesmo no Espírito Santo.

- O ex-presidente fala de um dever cumprido, estabelecendo número de profissionais na área cênica, mas fica a pergunta: Como a grande maioria destes profissionais conseguiu seus registros? E se não é o sindicato que fornece o registro profissional, ele serve de elo entre o artista e a Superintendência do Trabalho, vale lembrar, cobrando altas taxas para ser assim.

- Se for possível, acessem os sites do SATED/RJ e SATED/SP (clique em Filie-se!), mencionados pelo ex-presidente, para ver que benefícios fornecidos.

Segue o texto:

“Senhores leitores desse Blog, em primeiro lugar espero que o que eu escrevo seja publicado na integra, afinal o meu nome foi citado “CARLOS FRANCISCO DA SILVA” E ASSOCIADO COM “PALHAÇO AZEDINHO” e por isso tenho que esclarecer alguns pontos talvez não SEJA conhecido entre os senhores,

PRIMEIRO:

Fui o primeiro artista palhaço eleito pela totalidade de votos do SATED/ES, quase 40 votos.

Afinal era esse o número de filiados que o SATED/ES possuía quando assumi a direção do sindicato.

Terminei o mandato com um número bem superior do que assumi e é de domínio dos associados o número de votantes e as várias categorias que participaram do pleito eleitoral, posso garantir que tinha poucos modelos e manequins, além de poucos circenses.

SEGUNDO:

É vergonhoso afirmar que em algum momento o presidente do SATED/ES quis renovar a sua permanência dentro do sindicato até porque estava conduzindo uma eleição que não aconteceu no primeiro momento e teve que ser conduzido para o segundo momento, para facilitar a democratização das eleições e garantir a disputa de duas chapas em situações regulares. A primeira liderada por artistas que há anos não pagavam as suas anuidades e mesmo assim eram beneficiados pelos trabalhos da secretaria do SATED/ES e para participar das eleições tiveram que fazer movimento dos inadimplentes do quadro social que achei ridículo, pois o SATED/ES em minha gestão sempre abriu as portas quando solicitado para colaborar com os profissionais, é tanto que alguns não faziam parte do quadro social, porém por que não abrir as portas para as pessoas que tem vontade de mudança, é democrático, não é?

TERCEIRO:

Quanto à comparação que é feita entre o SATED/ES, SATED/RJ, SATED/SP, já deu para entender que o nobre jornalista não entendeu qual é o verdadeiro papel do sindicato. Primeiro não é de dar benefícios, pois tornaríamos assistencialistas, não é o nosso papel, nem tão pouco distribuir registros profissionais, este é o papel da Superintendência Regional do Trabalho no Estado de origem de cada artista ou técnico, após sua formação em escolas credenciadas, o papel do SATED/ES é fazer o que fez o tempo todo; lutar pelos direitos trabalhistas com aquela advogada que foi citada, pois foi o primeiro passo do SATED/ES, criar um Departamento Jurídico, e para se comunicar com todo o Estado do Espírito Santo, foi criado o Setor de Comunicação e a criação do site SATED/ES, que durante todo o tempo de mandato foi visitado por vários gestores do estado e dos municípios para ter informações de piso salarial da categoria, colaborando assim com sócios e não-sócios do quadro SATED/ES.

É importante lembrar que o piso salarial da categoria foi uma grande conquista, além da fiscalização que foi forte em todo o estado, criando uma corrida dos artistas amadores para as escolas, buscando uma formação profissional.

No âmbito nacional, o SATED/ES conquistou um respeito grande dos SATED/RJ, cujo atual presidente é o Sr. Jorge Coutinho, e que abriu as portas do Sindicato do Rio de Janeiro, Ligia representado pelo diretor Paulo Pompéia, de São Paulo e Minas Gerais Madalena, Ceará Oscar Roney para receber os artistas capixabas através da filiação da Federação Internacional de Atores da América Latina (FIA-LA), que discutiu e aprovou alguns apoios importantes para os trabalhadores artistas e técnicos, na área da Saúde e Segurança do Trabalho com Assistência gratuita e apoio aos países vizinhos, em caso de graves acidentes, com seqüelas de deformação facial, por exemplo.

Além de intercâmbio direto com mais de 114 países, é só apresentar a carteira do SATED/ES, filiado a FIA. O documento encontra-se na sede do SATED/ES.

Outra conquista importante se fez no Congresso Internacional dos Artistas, organizado pela Federação Internacional de Atores (FIA), que foi realizado em Marrocos, onde foi discutido sobre a situação atual dos artistas do Brasil e do mundo com a participação de 114 países.

A classe circense ela sempre foi discriminada, as leis dos artistas do Brasil foram conquistadas pelo tão honrado BARTHOLO, do Circo Bartholo, porém os circenses com os seus circos menos estruturados acabaram ficando as margens da lei e aos poucos foram proibidos de trabalhar como antes, livres de impostos. Sendo assim, ficaram cada vez mais pobres e alguns sem identidade pessoal.

O SATED/ES abriu as portas e qualificou alguns artistas e técnicos, membros de famílias circenses de lonas, cumprindo o seu papel social.

Parece pouco e quase não aparece no cenário cultural, porque a fiscalização gera emprego, qualificação e melhores condições de vida para a categoria. Éramos 40 e hoje temos mais de trezentos associados. Sinto que cumprimos nossa missão e sei que o essencial é invisível.

E que a discriminação aos Artistas Circenses ainda não acabou.”

CARLOS FRANCISCO DA SILVA

PALHAÇO AZEDINHO.

EX- PRESIDENTE DO SATED/ES.

segunda-feira, 1 de março de 2010

“Boulervard, 83” fará última temporada no Teatro Marista

GTE pequeno Sabe aquele ditado: “O bom filho a casa retorna”? Pois então, ele serve muito bem para o espetáculo musical “Boulervard, 83”, escritor, dirigido e produzido – ao lado de Luana Eva – por Leandro Bacellar.

BLVD83-ultima_temporada A peça retorna ao palco do Teatro Marista, em Vila Velha – ES, para sua última temporada. Vale lembrar que tudo começou lá.

Joe Jocker O musical estreou em 31/03/2009 (terça-feira) e percorreu vários teatros da Grande Vitória, além de participar da 5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, ter concorrido em cinco categorias no Festival Omelete Marginal 2009 (Melhor Diretor e Melhor Ator – Leandro Bacellar; Melhor Peça Teatral; Melhor Atriz – Nivia Carla; Revelação do Teatro – Allan Toni), ganhando o Prêmio de Melhor Peça Teatral, e também participou do I Festival Nacional de Comédias Teatro “Virginia Santos”, em Alegre – ES, ganhando cinco categorias: Melhor Espetáculo – Júri Técnico; Melhor Direção: Leandro Bacellar; Melhor Trilha Sonora: Elenísio Rodrigues; Melhor Figurino: Luana Eva e Samira Alcântara; Melhor Cenário: Leandro Bacellar.

O espetáculo ficará em cartaz nos dias 06, 07, 13, 14 e 20 (sábados e domingos), as 19:00, e para adquirir seu ingresso, é somente necessário levar 1 kg de alimento não perecível, que depois será doado para alguma instituição.

BLVD83-elenco A história do musical é simples: A Casa de Shows, Boulevard, localizada no número 83, em New Paris City (cidade ficticia) está para fechar devido as dívidas que François, marido de Joe Jocker, deixou antes de morrer. A hipoteca foi arrendada por um gangster, que pretende transformar a casa e expulsar todos de lá, então Zac, um dos integrantes, tem a ideia de montar um espetáculo em tempo recorde, para que arrecadem o dinheiro e possam recuperar a Casa. Então eis que surge Marrie, uma jovem misteriosa que vem da Califórnia, junto com a “prima”, para fazer parte do grupo… Não posso contar mais, senão estrago a história.

A peça tem ótimos momentos cantados, principalmente quando a “cantriz” Nívia Carla está em seu solo (pena que o solo não é totalmente um solo. Senti falta disso!) ou acompanhada da atriz Luciene Camargo (as duas dão um show!). As atuações são medianas, com momentos bons entre os atores Leandro Bacellar, Allan Toni, Luana Eva, Diego Carneiro e Danielle Pansini. Os curingas (obrigado por essa Saulo Ribeiro), interpretados pelos atores Stace Mayka e Werlesson Grassi, não comprometem em nada, sendo até bem vindos para arrumar e desfazer o palco, quando necessário. Sinceramente, é um bom espetáculo.

Agora lhes deixo com o professor e dramaturgo Saulo Ribeiro e suas palavras sobre o espetáculo “Boulevard, 83” (valeu – novamente –, Saulo!):

New Paris City é uma festa

27-06-2009 064 Assisti Boulevard 83, musical do Grupo Teatro Empório, num domingo de chuva fina e indecisa. Apesar disso o Teatro do Sesi estava lotado. Hoje, outro domingo, desta vez de chuva decidida e grossa, resolvi escrever a respeito.

Antes de tudo um adentro: detesto musicais. Considerando o nome do espetáculo e a sinopse jamais veria. Mas tinha o dedo do Empório. Fui. Saí de lá com uma grande exceção ao primeiro dito: adorei.

Tudo começa quando um cabaré mergulhado em dívidas ameaça fechar. Sua trupe de artistas se mobiliza em um último show em que apostam todas as fichas para arrecadar dinheiro e salvar o lugar, capitaneados pelo malandro pós-decadentista Zac Hemingwai. O Boulevard 83, nome da casa, de acordo com o que nos diz a encenação, é o único lugar onde não há prostituição em todas os cabarés de New Paris City. Nisso, perdão, não me convenceram. Mas, por outra, faz parte do show, de uma época em que as primas disfarçavam sua meretrice nas artes. Hoje, pena, todas são todas eternas universitárias. Reside aí uma sutil ironia da encenação, mente-se tão bem que isto se torna um dos sustentáculos do espetáculo.

O musical

boulevard-elenco1 Neste ponto, o da ingenuidade dos personagens num mundo tão torpe e cheio de mafiosos e gangsteres, o musical se filia ao modelo leve e despretensioso de algumas produções da Broadway (não todas, frise-se), tendo como maior objetivo, pena que com recursos financeiros infinitamente menores, o entretenimento do público numa produção bem cuidada e de qualidade. Apesar da linha ser esta, o experimentalismo com outras estéticas tornam tênue a sua classificação apenas como um musical e enriquecem a encenação. Esta é, em suma, a proposta executada magistralmente pelo grupo.

Dandismos e decandentismo

A peça agrada em cheio nos diálogos estéticos que produz. O universo de prazeres dos personagens, o falar cotidiano vários graus acima do natural, e sua certeza de que os tempos estão perdidos e que só resta o cabaré, e depois dele nada mais fará sentido, tudo isso faz paralelo com certo decadentismo tardio, produto do final século XIX, de qual Paris, um dos cenários inspiradores da produção, foi a receptora e difusora para o mundo.

No cenário e figurinos, um certo olhar sobre o dandismo, também tardio. A mentira como recurso permanente resultando na pureza dos mais desprezíveis homens noturnos. É justamente aí que o discurso antiprostituição desaba. As mulheres da peça, salvo quando cedem a pieguismos intrínsecos a certos tipos de musicais, são aquilo que o poeta Baudelaire defendeu quando disse que a mulher deve parecer mágica e sobrenatural, deve transformar-se em ídolo e colher de todas as artes os meios de elevar-se acima da natureza.

boulevard-elenco Forma e formato

A encenação é construída sobre um único espaço cênico, modificado de acordo com elementos de cena conduzidos pelos próprios atores ou sob cuidados de dois versáteis mordomos-garçons-coringas que produzem eficiente solução cênica e beleza. A iluminação é perfeita e traduz todo clima deslumbrante de Cabaré quando necessário, respeitando as nuances inerentes à decadência presente.

Sobre a música tenho pouco a dizer, pois sou aquilo que chamam de “analfabeto musical”. Mas sinto harmonia e sintonia com a proposta de direção e concepção visual. A trilha executada ao vivo no piano de Elenísio Rodrigues nos transporta efetivamente para New Paris City, universo construído pelo Empório.

Os atores dão conta do recado, recado dificílimo de se transmitir, aliás. Cantam, dançam e representam de verdade. De verdade mesmo. Daria para citar todos, mas destaco aqui Nívia Carla, no papel de Joe, a dona do cabaré.

Dramaturgia

quase finalmenor O texto possui uma certa falha na resolução dos conflitos que ocorrem no segundo ato, fragilizando um pouco o esqueleto dramatúrgico, coisa que em nada prejudica a sua qualidade, pois os diálogos são inteligentíssimos e muito bem posicionados.
Incomoda a grande quantidade de cacos, a peça não precisa deles. Porém, em casa cheia e platéia receptiva permitem-se certos pecados em nome do público.

Fini

À guisa de término do texto, afirmo que Boulevard 83 está entre os melhores trabalhos que estrearam no estado nos últimos anos. A coerência entre o proposto e o realizado resultam num trabalho sério e de muita qualidade, merecedor de longa temporada e grandes platéias. O elenco do Empório consolida-se como exemplo da maturidade e gênio de uma nova geração no teatro capixaba.boulevard

Mais:

Elenco: Allan Toni, Dayanne Lopes, Danielle Pansini, Diego Carneiro, Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila Porto, Marcos Luppi, Nívia Carla, Stace Mayka e Werlesson Grassi.

Dramaturgia, encenação e espaço cênico: Leandro Bacellar

Direção musical e composição: Elenísio Rodrigues

Composições musicais: Elenísio Rodrigues e Leandro Bacellar

Direção de produção: Luana Eva

Direção de arte: Kênia Lyra

Coreografias: Tadeu Schneider

Preparação de canto: Patrick do Val

Iluminação: Thiago Sales - Overlan Marques

Figurino: Samira Alcântara e Luana Eva

Produção fotográfica: Jove Fagundes

Orientador dança de salão: Teresa Loofredo

Pianista: Elenísio Rodrigues

Duração: 120 minutos

Classificação: 16 anos

Datas, horários e local para próximas apresentações: Teatro Marista, de 06, 07, 13, 14 e 20 de março de 2010. Sábados e domingos, as 19:00.

Se quiser saber mais sobre o musical, você pode conferir no site do grupo: http://www.teatroemporio.com

Postado por Saulo Ribeiro em 05/07/2009 às 18:44 no blog Classificados da Ilha.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fim de semana com Teatro

boulevard 83 - Galpão O final de ano está chegando e a quantidade de peças teatrais nos teatros diminuem. Na capital do Espírito Santo, Vitória, somente uma ainda perdura antes de terminar o ano, mas este é seu último fim de semana no Teatro Galpão. Eu estou falando de “Boulevard, 83”, que encerra sua temporada de um mês no teatro em frente ao Wallmart.

“Boulevard, 83” é um espetáculo musical escrito e dirigido por Leandro Bacellar, que também está em cena como Zac. O enredo conta a história da casa de shows Boulevard, localizada no número 83 da cidade fictícia New Paris City. A casa, administrada por Joe Jocker, está fechada por causa de dívidas, mas então o marido dela, François, morre, e deixa para ela uma herança, só que ela descobre que não é nada mais do que uma enorme dívida a ser quitada com um agiota. Na tentativa de reverter à situação, a trupe do Boulevard decide fazer um show de última hora, e buscam por uma dançarina e eis que surge a misteriosa Marrie e sua prima, mas nem tudo são flores quando descobrem que a possível futura proprietária do Boulevard será ninguém menos que a cafetina Divine, que está de conluio com o gangster Jam Montola, o agiota por trás da dívida e que tem um passado com Marrie.

Com atuações que concorrem a prêmios, como Nívia Carla, que interpreta Joe Jocker e mostra que sabe cantar, sem a necessidade de um coro para acompanhá-la, Leandro Bacellar, que concorre como diretor e ator e a revelação de Allan Toni no papel de Lee, “Boulevard, 83” é um show a parte.

Ela estará em cartaz neste sábado e domingo (28 e 29/11/2009). No sábado a apresentação será as 20:00, já no domingo será as 19:00, com ingressos a preço popular, no valor de R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

No elenco temos a o já citado Allan Toni, Danielle Pansini, Dayane Lopes, Diego Carneiro, o já citado Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila Porto, Marcos Luppi, a já citada Nívia Carla, Stace Mayka, Werlesson Grassi.

Tanto a peça teatral como Allan Toni, Leandro Bacellar e Nívia Carla concorrem ao Prêmio Omelete Marginal. Para escolhê-los, é só se cadastrar e votar.

Circulacao-Cultural-azul Hoje (27/11/2009), em Muniz Freire, as 20:00, foi encenada a peça teatral “O Flautista Mágico”, do Grupo de Teatro Campanelli e em Linhares o espetáculo de dança da Cia Mitzi Marzzuti, “Quatro Danças sobre um Olhar”, tudo dentro do Projeto Circulação Cultural, da SECULT. Amanhã (28/11/2009), a Cia de Dança Mitzi Marzzuti estará se apresentando em Colatina, no Teatro do Colégio Marista de lá.

Como não conheço nada do espetáculo, deixo vocês com a explicação que achei no Overmundo: mitzimarzzuti "Quatro Danças Sobre o Olhar", é o espetáculo que marca os 20 anos da Cia de Dança Mitzi Marzzuti. O espetáculo desenvolve quatro causas que contaminam o mundo: a obsessão pelo dinheiro, a sociedade do fuzil (a indústria do armamento), a relação do homem com o tempo e o protótipo da beleza. A montagem do espetáculo, que tem composições e produção musical de Sérgio Benevenuto, recebeu o prêmio Funarte Klauss Vianna de Fomento à Dança, e foi contemplado pela Lei de Incentivo Municipal Lei Rubem Braga.
A Cia de dança Mitzi Marzzuti é pioneira no movimento da dança profissional do Espírito Santo e vem mantendo em movimento o cenário da dança em nosso estado, servindo também de apoio e exemplo para as companhias que estão trabalhando e para as que pretendem iniciar uma história profissional.
“Quatro danças sobre o olhar” é um espetáculo que cria códigos dramáticos – visuais para resgatar a expressividade rigorosa do tema que profundamente mergulha nas conturbadas causas que prejudicam a felicidade na vida dos seres humanos na terra.

A direção geral é de Mitzi Marzzuti, mas a coreografia é de responsabilidade da bailarina e de Mário Nascimento, no elenco de bailarinos estão Aline Pamplona Guedes, Liliani Cunha, Gabriela Camargo, Nerdin Montenegro, Everaldo Moulim, Soraya, Ana Carolina e Cristyano Adriatto. A entrada para o espetáculo é gratuito, então compareça ao Teatro Marista de Colatina e não perca.

E assim segue mais um fim de semana. Aproveitem-no bem!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fim de semana com teatro

Circulação 1109 Ontem (19/11/2009) a assessora de imprensa da Secretaria Estadual de Cultura (SECULT), Larissa Ventorim, me enviou a programação do Projeto Circulação Cultural, que a Secretaria promove, levando shows musicais, de dança e peças teatrais para várias cidades do Espírito Santo, mas por uma falha minha, fiquei sem informar sobre as peças que estariam atuando hoje (20/11/2009) nos palcos dos Teatro Municipal de Montanha, Teatro Municipal de Rio Novo do Sul e Teatro Municipal de Aracruz, mas elas estarão se apresentando em outros dias, só que em outras cidades.

Como as duas de sábado (21/11/2009) estarão no mesmo horário em cartas, ou melhor, as 20:00, começo conforme a ordem do convite virtual. No Casarão Cultural de Nova Venécia-ES, estará em cartaz a peça “O Figurante Invisível”, com o Grupo Quintal, enquanto no Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim estará em palco o espetáculo de Expressão Corporal “Metrópolis”, da Companhia de Teatro Urgente. Já no domingo (22/11/2009), também as 20:00, o Grupo de Teatro Rerigtiba estará também no Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim com a comédia “Cabral, a Esquadra se deu mal!”. A entrada para todas as peças teatrais do Projeto Circulação Cultural é franca.

Já em Vitória-ES, ainda permanece no Teatro Galpão o espetáculo musical “Boulervard, 83” do Grupo Teatro Empório, neste sábado (21/11/2009), as 20:00, e no domingo (22/11/2009), as 19:00, com igressos a preços populares de R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia). E no Teatro Campaneli, o Grupo de Teatro Estrada estréia a comédia “Frutos do Paraíso”, que teve a concepção e direção de Gilson Sarmento. Ela também se apresentará neste sábado e domingo (21 e 22 de novembro de 2009), as 20:00, com ingressos no valor de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Abaixo seguem as sinopses dos trabalhos. Escolha o que melhor apreciar  bom espetáculo!

O FIGURANTE INVISIVEL

figurante-circulacao A tragédia grega Antígona, de Sófocles, é o tema central gerador do contexto em que se passa a peça O Figurante Invisível. Um diretor ensaia uma atriz substituta para o papel de Antígona, em situação de grande dificuldade, com apenas um ator e um iluminador para ajudá-los com os ensaios, quando recebem a visita de um velho ator desiludido com a vida difícil nesse universo do ‘fazer teatral’ no nosso país. A presença desse personagem leva a evoluções pela tragédia Antígona, e arquétipos paralelos em cenas que remetem à ditadura militar, à produção teatral no período e às conseqüências sobre o humano resultante da militância e resistência política-artística. Antígona está presente em cenas de sua versão original, nas batalhas diárias do fazer artístico no país, nas lutas democráticas, nas relações pessoais e confrontos com a realidade cotidiana de ser artista no Brasil.

O Figurante Invisível é de autoria de Romário Borelli, tem direção de Telma Smith, produção de Miriam Gonçalves, no elenco Colette Dantas, Ednardo Pinheiro, Higor Campagnaro e José Augusto Loureiro, iluminação de Fabio Prieto, cenografia de José Augusto Loureiro, figurinos de Luisa Fardin, operação de luz e figuração de William Zane.

Local e data:

Casarão Cultural – Nova Venécia - ES

Dia: 21 de novembro

Horário: 20h

Duração: 1:15

Lotação do teatro: 60 lugares

Recomendado para maiores de 16 anos

Entrada franca (dentro do projeto Circulação Cultural da SECULT)

Metrópolis

1247611998862_f Com roteiro original, a partir da obra homônima do cineasta austríaco Fritz Lang, a peça apresenta um grupo de operários isolados num contêiner, totem, capitalista que abriga todo tipo de mercadoria. Trabalham, moram, asfixiam-se nesse espaço exíguo, metáfora da condição humana oprimida nas metrópoles e em seus próprios corpos. Mantidos sob rigoroso regulamento totalitário e a ingestão de cápsulas up e down, repetem uma rotina forçada, vigiados pelo “Sistema” – que tudo domina e ninguém vê. A tecnologia usada como forma de controle. O aniquilamento pela brandura. O cyberhumano e o chip idiota que se instala em nossa cabeça, sutilmente, entretendo e transformando homens em máquinas repetidas, num eterno delay.

Ficha técnica

Texto e Direção: Marcelo Ferreira; Assistente de direção: Diego Amaral;; Trilha sonora: Raphael Coutinho e Marcelo Ferreira; Iluminação: Raphael Coutinho; Cenografia: Rita Vasques e Marcelo Ferreira; Figurino: Diego Amaral, Regina Schmid e Marcelo Ferreira; Contra-regra: Luis Claudio Siqueira; Fotos: Jussara Martins; Arte: Raphael Coutinho

Elenco: Eduardo Moraes, Diego Amaral, Marcelo Ferreira

Classificação etária: 14 anos

Local e data:

Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES

Dia: 21 de novembro

Horário: 20h

Entrada franca (dentro do Projeto Circulação Cultural da SECULT)

Cabral, a esquadra se deu Mal!

foto_cabral “Cabral, a esquadra se deu mal!” é uma comédia que conta a história do descobrimento do Brasil e de seu descobridor pelos olhos de Joaquim, o fiel escudeiro de Cabral, personagem fictício que acompanha o intrépido navegador português nesta divertida viagem.

Se você acha que já sabia tudo sobre a chegada dos portugueses ao Brasil, ainda não viu nada! Acompanhe Cabral e seu fiel escudeiro nessa aventura.

O texto é uma sátira bem humorada que explora o tema do “Descobrimento do Brasil” sob o ponto de vista “a terra já era habitada”, texto do autor paulista João Guerreyro Junior, com direção e produção de Telma Amaral, “Cabral, a esquadra se deu mal!” tem Edson Vando no papel de Cabral e Herminio Vasco como Joaquim.

Local e data:

Teatro Municipal de Cachoeiro de Itapemirim – ES

Dia: 22 de novembro

Horário: 20h

Entrada franca (dentro do Projeto Circulação Cultural da SECULT)

BOULEVARD, 83

boulevard 83 - Galpão Sinopse:

O musical Boulevard 83 conta a história de François Jocker e Joe Jocker, proprietários do endereço da casa de espetáculos mais antigos da Rua Boulevard, situada em New Paris City (um lugar híbrido entre Paris e Nova York). Após a morte de François Jocker, que aparentemente era rico, é feita a leitura do testamento e os artistas que trabalhavam e moravam na casa, descobrem que ele, na verdade, estava falido. Com a casa hipotecada, todos passam a temer uma ordem de despejo. Para solucionar o problema, os artistas se unem e resolvem montar um show de reabertura do Boulevard e tentar conseguir oitenta e três mil "Francos Dolados" para quitar os títulos.

Ficha Técnica:

Direção e Texto: Leandro Bacellar

Compositor: Elenísio Rodrigues

Elenco: Stace Mayka, Werlesson Grassi, Nívia Carla, Leandro Bacellar, Allan Toni, Diego Carneiro, Marcos Luppi, Dayane Lopes, Luana Eva, Danielle Pansini, Luciene Camargo, Ludmila Porto.

Horários: sábados, as 20 horas, e domingos, as 19 horas

Local: Teatro Galpão

Ingressos: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)

Frutos do Paraíso

frutos do paraiso1[4] “’Frutos do Paraíso’ é, na verdade, uma coletânea de cenas do teatro mundial livremente adaptadas e traduzidas (quando necessário) por mim, abordando o eterno e cômico conflito entre os sexos.  Usei material de Guilherme de Figueiredo, Molière, Eugene O´Neill, Goldoni, Ionesco e Shakespeare, para mostrar como as relações entre homens e mulheres foram vistas em variadas épocas.   No processo, a produção começou a virar um comentário sobre como os atores fazem ajustes entre eles, nos ensaios,  para dar significado ao que fazem.  Assim,  tudo, desde as cenas apresentadas até a maneira como elas são apresentadas, virou uma espécie de desmascaramento do ato de fazer teatro: nada de cenários, nada de indumentárias de época, nada de efeitos sonoros ou de iluminação;  somente o ator e aquilo que ele tem à mão, que é uma imensidão.” (Gilson Sarmento)

Serviço:

Grupo de Teatro Estrada  apresenta “Frutos  do  Paraíso” (Uma comédia sobre o eterno conflito entre os sexos)

Elenco: Elas: Vera Rocha, Maria Alice Quintela, Letícia Machado e Milena Zacché / Eles: Adalberto Mônico Sotele, Leonardo Tagarro e Othoniel Cibien

Roteiro, Concepção e Direção: Gilson P. Sarmento

DIAS:  21 E 22 de novembro

HORA:  20:00h

LOCAL: Teatro Campaneli (Rua Luiz Gonzalez Alvarado, nº 4, Rua da Cruz do Papa)

INGRESSOS:  R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Apoio: Companhia de Teatro Campaneli

Vale lembrar que os atores Leandro Bacellar (Boulevard, 83) – que também concorre como Melhor Diretor Teatral -, Ednardo Pinheiro (O Figurante Invisível) e Othoniel Cibién (Dinossauros) estão concorrendo ao Prêmio de Melhor Ator de Teatro, bem como as atrizes Nívia Carla (Boulevard, 83) e Maria Alice Costa (Dinossauros) concorrem ao de Melhor Atriz de Teatro, e a peça “Boulevard, 83” concorre a Melhor Peça Teatral e o ator Allan Toni concorre como Revelação do Teatro. Quer votar? Cadastre-se e vote!

sábado, 14 de novembro de 2009

Fim de semana com teatro

Panfleto Digital Sabe qual frase marcará meu ano? "Você já ficou repetindo uma palavra até ela perder o significado?". Esta é uma das poucas peças de grande repercussão dentro dos teatros capixabas, que eu não fui assisti. Como a maioria dos trabalhos sempre faz, divide opiniões, alguns elogiam o trabalho da atriz Fabíola Buzim, sob a direção de Vírginia Jorge, outras já falam que o solo cênico é cansativo, mas o que importa mesmo é que por onde passa, “A Menina” tem agradado a grande maioria, seja dentro ou fora do Espírito Santo.

Depois de uma passagem no Projeto Palco Aberto do SESI, e pelo Festan 2009 (Festival de Teatro das Agulhas Negras), ambos no Rio de Janeiro,  “A Menina” retorna para o Espírito Santo, agora subindo ao palco do Teatro Marista de Vila Velha – ES. O monólogo estará em cartaz neste sábado e domingo (14 e 15/11/2009), as 20:00, nos valores de R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia). O solo cênico tem texto de Ivan Ângelo, com adaptação da atriz Fabíola Buzim, e conta sobre uma mulher adulta que relembra momentos de sua infância, passando por relações familiares, com colegas na escola que zombam dela ser filha de um desquite.

Vale lembrar que o monólogo está concorrendo a três prêmios no Festival Omelete Marginal 2009: Melhor diretora para a cineasta Virgínia Jorge; Melhor peça teatral; e Melhor atriz para Fabíola Buzim.

Serviço:

“A Menina”. um solo cênico com Fabíola Buzim

Texto de: Ivan Ângelo, adaptado por Fabíola Buzim

Direção: Virgínia Jorge

Local: Teatro Marista, em Vila Velha – ES

Datas: 14 e 15 de novembro (sábado e domingo)

Horário: 20:00

Ingresso: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)

boulevard 83 - Galpão Já na capital, o musical “Boulevard, 83” permanece em cartaz no Teatro Galpão. Apesar de alguns problemas de público e condições do teatro, a peça demonstra sua força. Volto a dizer que tenho minhas críticas pessoais, mas isso não tira o glamour e nem o valor que este musical tem.

A história do estabelecimento Boulevard, localizado na cidade ficticia New Paris City (híbrido de New York City e Paris), cujo proprietário, François, acaba de falecer e deixa todas dívidas do Cabaré para a sua sócia e esposa, Joe Jocker. Para não perder o estabelecimento para um gangster e uma cafetina, um dos dançarinos do Boulevard tem a ideia de fazer um show em tempo recorde, e eis que surge uma misteriosa dançarina, Marrie, com um passado nebuloso, mas não deixa de chamar a atenção do dançarino, Zac. Isto é mais ou menos o que posso falar deste espetáculo, que é todo cantado ao vivo, dando destaque – sempre! – para a atriz Nivia Carla, que vive a dona do Cabaré e simplesmente mostra que também tem talento cantando.

“Boulevard, 83” estará em cartaz neste sábado (14/11/2009), as 20:00, e no domingo (15/11/2009), as 19:00, e permanece no Teatro Galpão, localizado à frente do Wallmart, até o dia 30 de novembro de 2009 (domingo). O preço dos ingresso está popular, R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

Serviço:

“Boulevard, 83”, espetáculo musical

Escrito e dirigido por Leandro Bacellar

Composição e direção musical de Elenísio Rodrigues

Elenco: Allan Toni, Dayanne Lopes, Danielle Pansini, Diego Carneiro, Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila
Porto, Marcos Luppi, Nívia Carla, Stace Mayka, Tadeu Schneider e Werlesson Grassi.

Local: Teatro Galpão, em frente ao Wallmart, Vitória – ES

Datas: 07 a 29 de novembro de 2009, sábados e domingos

Horários: Aos sábados, as 20:00, e nos domingos, as 19:00

Ingressos (preço popular): R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

O musical “Boulevard, 83” também está concorrendo ao Prêmio Omelete Marginal, em cinco categorias: Leandro Bacellar, como Melhor diretor e Melhor Ator; “Boulevard, 83” como Melhor Peça teatral; Nivia Carla, como Melhor atriz; e Allan Toni, como Revelação do Teatro.

Vale também lembrar que a Feira do Verde estará rolando na Praça do Papa este fim de semana e terá vários trabalhos culturais acontecendo no Espaço Tenda. Dentre eles temos os trabalhos da atriz e produtora Thaís Bicalho, Espetáculo circense e a comédia infantil de Milson Henriques, com direção competente de Wilson Nunes, “O Bello e as feras”. A programação começa as 09:00 e segue até as 17:10, com o Coral Ecumênico da LBV. Abaixo o programa de sábado e domingo (14 e 15/11/2009):

14 de novembro, sábado

09h | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

09h35 | Zezinho Vai à Roça
GCMV/SEMSU (20min)

10h | Eu Você e Tudo o que Existe!
Amanda Rasuck (30min)

10h35 | Rep
Fabiano Souza (20min)

11h | Espetáculo Circense
Kyosky’s Circus (40min)

14h | Cortejo Folclórico
Projeto Integrantes (1h30)

15h35 | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

16h | O Belo e as Feras
Milson Henriques (1h)

17h10 | Coral Ecumênico
LBV (15min)

15 de novembro, domingo

09h | Eu Você e Tudo o que Existe!
Amanda Rasuck (30min)

09h25 | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

10h | Espetáculo Circense
Jota Jota (40min)

10h45 | Zezinho Vai à Roça
GCMV/SEMSU (20min)

13h30 | Alguém Quer Água
Thais Bicalho (30min)

14h10 | Eu Você e Tudo o que Existe!
Amanda Rasuck (30min)

14h45 | Espetáculo Circense
Kyosky's Circus (40min)

15h25 | Banda de Congo Beatos
Naio (1h30)

Programação tem, agora escolha o que deseja e bom espetáculo!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

“Boulevard, 83” no Teatro Galpão

boulevard 83 - Galpão Tá, eu peguei pesado com o musical durante a 5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, mas convenhamos, a peça é um fenômeno. Os atores cantam, sem dublagens, com música acompanhada de perto pelo músico e compositor Elenísio Rodrigues, “Boulevard, 83” tem tudo para ser a melhor peça do ano de 2009 no Espírito Santo, ainda mais com suas indicações ao Prêmio Omelete Marginal. Foram 5 (melhor peça teatral, melhor diretor e ator de teatro – Leandro Bacellar, Melhor atriz de teatro – Nívia Carla e Revelação do teatro – Allan Toni).

A história do musical é simples: A Casa de Shows, Boulevard, localizada no número 83, em New Paris City (cidade ficticia) está para fechar devido as dívidas que François, marido de Joe Jocker, deixou antes de morrer. A hipoteca foi arrendada por um gangster, que pretende transformar a casa e expulsar todos de lá, então Zac, um dos integrantes, tem a ideia de montar um espetáculo em tempo recorde, para que arrecadem o dinheiro e possam recuperar a Casa. Então eis que surge Marrie, uma jovem misteriosa que vem da Califórnia, junto com a “prima”, para fazer parte do grupo… Não posso contar mais, senão estrago a história.

A peça tem ótimo momentos cantados, principalmente quando a “cantriz” Nívia Carla está em seu solo (pena que o solo não é totalmente um solo. Senti falta disso!) ou acompanhada da atriz Luciene Camargo (as duas dão um show!). As atuações são medianas, com momentos bons entre os atores Leandro Bacellar, Allan Toni, Luana Eva, Diego Carneiro e Danielle Pansini. Os curingas (obrigado por essa Saulo Ribeiro), interpretados pelos atores Stace Mayka e Werlesson Grassi, não comprometem em nada, sendo até bem vindos para arrumar e desfazer o palco, quando necessário. Sinceramente, é um bom espetáculo que entra em temporada no Teatro Galpão no próximo sábado (07/11/2009), as 20:00, e vai até o último domingo (29/11/2009) do mês, as 19:00, sempre nestes horários, com valor mais popular de R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

Agora lhes deixo com o professor e dramaturgo Saulo Ribeiro e suas palavras sobre o espetáculo “Boulevard, 83” (valeu – novamente –, Saulo!):

New Paris City é uma festa

Assisti Boulevard 83, musical do Grupo Teatro Empório, num domingo de chuva fina e indecisa. Apesar disso o Teatro do Sesi estava lotado. Hoje, outro domingo, desta vez de chuva decidida e grossa, resolvi escrever a respeito.

Antes de tudo um adentro: detesto musicais. Considerando o nome do espetáculo e a sinopse jamais veria. Mas tinha o dedo do Empório. Fui. Saí de lá com uma grande exceção ao primeiro dito: adorei.

Tudo começa quando um cabaré mergulhado em dívidas ameaça fechar. Sua trupe de artistas se mobiliza em um último show em que apostam todas as fichas para arrecadar dinheiro e salvar o lugar, capitaneados pelo malandro pós-decadentista Zac Hemingwai. O Boulevard 83, nome da casa, de acordo com o que nos diz a encenação, é o único lugar onde não há prostituição em todas os cabarés de New Paris City. Nisso, perdão, não me convenceram. Mas, por outra, faz parte do show, de uma época em que as primas disfarçavam sua meretrice nas artes. Hoje, pena, todas são todas eternas universitárias. Reside aí uma sutil ironia da encenação, mente-se tão bem que isto se torna um dos sustentáculos do espetáculo.

O musical

Neste ponto, o da ingenuidade dos personagens num mundo tão torpe e cheio de mafiosos e gangsteres, o musical se filia ao modelo leve e despretensioso de algumas produções da Broadway (não todas, frise-se), tendo como maior objetivo, pena que com recursos financeiros infinitamente menores, o entretenimento do público numa produção bem cuidada e de qualidade. Apesar da linha ser esta, o experimentalismo com outras estéticas tornam tênue a sua classificação apenas como um musical e enriquecem a encenação. Esta é, em suma, a proposta executada magistralmente pelo grupo.

Dandismos e decandentismo

A peça agrada em cheio nos diálogos estéticos que produz. O universo de prazeres dos personagens, o falar cotidiano vários graus acima do natural, e sua certeza de que os tempos estão perdidos e que só resta o cabaré, e depois dele nada mais fará sentido, tudo isso faz paralelo com certo decadentismo tardio, produto do final século XIX, de qual Paris, um dos cenários inspiradores da produção, foi a receptora e difusora para o mundo.

No cenário e figurinos, um certo olhar sobre o dandismo, também tardio. A mentira como recurso permanente resultando na pureza dos mais desprezíveis homens noturnos. É justamente aí que o discurso antiprostituição desaba. As mulheres da peça, salvo quando cedem a pieguismos intrínsecos a certos tipos de musicais, são aquilo que o poeta Baudelaire defendeu quando disse que a mulher deve parecer mágica e sobrenatural, deve transformar-se em ídolo e colher de todas as artes os meios de elevar-se acima da natureza.

Forma e formato

A encenação é construída sobre um único espaço cênico, modificado de acordo com elementos de cena conduzidos pelos próprios atores ou sob cuidados de dois versáteis mordomos-garçons-coringas que produzem eficiente solução cênica e beleza. A iluminação é perfeita e traduz todo clima deslumbrante de Cabaré quando necessário, respeitando as nuances inerentes à decadência presente.

Sobre a música tenho pouco a dizer, pois sou aquilo que chamam de “analfabeto musical”. Mas sinto harmonia e sintonia com a proposta de direção e concepção visual. A trilha executada ao vivo no piano de Elenísio Rodrigues nos transporta efetivamente para New Paris City, universo construído pelo Empório.

Os atores dão conta do recado, recado dificílimo de se transmitir, aliás. Cantam, dançam e representam de verdade. De verdade mesmo. Daria para citar todos, mas destaco aqui Nívia Carla, no papel de Joe, a dona do cabaré.

Dramaturgia

O texto possui uma certa falha na resolução dos conflitos que ocorrem no segundo ato, fragilizando um pouco o esqueleto dramatúrgico, coisa que em nada prejudica a sua qualidade, pois os diálogos são inteligentíssimos e muito bem posicionados.
Incomoda a grande quantidade de cacos, a peça não precisa deles. Porém, em casa cheia e platéia receptiva permitem-se certos pecados em nome do público.

Fini

À guisa de término do texto, afirmo que Boulevard 83 está entre os melhores trabalhos que estrearam no estado nos últimos anos. A coerência entre o proposto e o realizado resultam num trabalho sério e de muita qualidade, merecedor de longa temporada e grandes platéias. O elenco do Empório consolida-se como exemplo da maturidade e gênio de uma nova geração no teatro capixaba.

Mais:

Elenco: Allan Toni, Dayanne Lopes, Danielle Pansini, Diego Carneiro, Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila
Porto, Marcos Luppi, Nívia Carla, Stace Mayka e Werlesson
Grassi.

Dramaturgia, encenação e espaço cênico : Leandro Bacellar

Direção musical e composição: Elenísio Rodrigues

Composições musicais: Elenísio Rodrigues e Leandro Bacellar

Direção de produção: Luana Eva

Direção de arte: Kênia Lyra

Coreografias: Tadeu Schneider

Preparação de canto: Patrick do Val

Iluminação: Thiago Sales - Overlan Marques

Figurino: Samira Alcântara e Luana Eva

Produção fotográfica: Jove Fagundes

Orientador dança de salão: Teresa Loofredo

Pianista: Elenísio Rodrigues

Duração: 120 minutos

Classificação: 16 anos

Datas, horários e local para próximas apresentações: Teatro Galpão, de 07 a 29 de novembro de 2009. Sábados, as 20:00, e domingos, as 19:00.

Os locais e horários desta temporada pode no site do grupo:
http://www.teatroemporio.com

Postado por Saulo Ribeiro em 05/07/2009 às 18:44 no blog Classificados da Ilha.

É isso aí, minha gente. Assistindo ao espetáculo se decidirem por escolhe-los como os melhores de 2009, entrem no site Omelete  Marginal, cadastrem e votem! E bom espetáculo para todos!

domingo, 1 de novembro de 2009

shows do Centro Cultural Banco do Brasil Intinerante são cancelados

Sabe, eu gosto de chuva, mas só quando ela não atrapalha.

alô...alô Em nota oficial enviada a mim pela Assessoria de Imprensa do CCBB Intinerante – Etapa Vitória, o espetáculo musical “Alô… Alô? 100 Anos de Carmem Miranda” e o de dança  “Quasar em Só Tinha Que Ser Com Você” foram cancelados devido o fechamento do Aeroporto de Vitória e pelas péssimas condições das estradas que vêm para a capital, devido às chuvas, que acontecem desde quarta-feira (28/10/2009). As pessoas que vieram a adquirir os ingressos antecipados para o musical (já que o espetáculo de dança era aberto ao público), devem comparecer ao Teatro Universitário e requerer o valor do ingresso, que será devolvido. Com isso, os planos das apresentações dentro do Espírito Santo permanecem adiadas até o ano que vem (possivelmente!), quando devem agendar novos shows dentro deste circuito. É um pena, pois andei lendo excelentes críticas referentes a ambos os espetáculos. Fiquei ciente também, que antes disso, a atriz Betty Faria também não pode apresentar seu monólogo Shirley Valentine estrelando Betty Faria “Shirley Valentine”, com direção de Guilherme Leme. Isso não é tão catastrófico quanto as enchentes que vêm acontecendo em Vila Velha – ES e demais regiões, mas é uma grande perda para nossa cultura, que teria a chance de ter espetáculos de grande renome, por preços módicos. Desta vez, para mim, a chuva só veio para atrapalhar. abaixo a nota enviada a mim pela Assessora de Imprensa, Elayne Batista:

banco-do-brasil Atenção! O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante informa que em virtude do fechamento do aeroporto, o não desembarque de passageiros em Vitória e as péssimas condições das estradas por conta das intensas chuvas, a apresentação do show em homenagem aos 100 anos de Carmen Miranda com Roberta Sá, Pedro Luís e outros artistas, que seria apresentado na noite de sábado (31 de outubro de 2009) foi cancelado.

A apresentação do Grupo de Dança Quasar que seria realizada hoje, domingo (01/11/2009), às 20h, também foi cancelado.

Solicitamos às pessoas que compraram seus ingressos que dirijam-se à bilheteria do Teatro Universitário da UFES até a próxima quarta-feira 04/11, para a devolução do valor pago pelo ingresso.

O Teatro da UFES funciona das 15h às 20 horas.

O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante pede compreensão ao público pelo lamentável ocorrido por conta das intensas chuvas e estuda a possibilidade de trazer todas as atrações novamente a Vitória em 2010, pois em novembro e dezembro, não há mais vagas no Teatro da UFES e nem em outros locais da capital.

Atenciosamente,

Centro Cultural Banco do Brasil

CCBB

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 6

imagem0002 Chegamos ao fim do antepenultimo dia do Festival com o musical “Boulevard, 83”. Antes vamos a uma justifictiva, eu sempre entendi o nome da peça como um endereço de um local, e como em todo endereço, eu coloco uma vírgula após o nome do local. Não que alguém tenha me questionado isso, mas é melhor justificar antes que o façam.

Agora vamos a minha avaliação pessoal sobre este musical. Eu já cheguei a elogiar o diretor, ator, produtor Leandro Bacellar por esse trabalho que ele realizou com apoio da Lei de Incentivo Cultural Vila Velha Cultura e Arte. Já cheguei a elogiar vários dos atores que estão em cena com ele, principalmente a atriz e cantora Nivia Carla, pelo seu fantástico desempenho. Sou muito grato por Leandro e Luana Eva, que estão na produção, nos darem este raro musical. Sim raro, pois senão me engano, somente tivemos dois anteriores a este no estado (se teve outros, eu ainda nem convivia com teatro, por isso me perdoem), mas não posso deixar passar alguns pontos fracos do trabalho.

Se eu tivesse avaliado o trabalho quando o assisti no Theatro Carlos Gomes, há uma semana atrás, teriam sido muitos os pontos, mas como eu esperava, houve uma melhora substancial, mas coisas não me agradaram. Um exemplo é no que deveria ser um solo da personagem Marrie, cuja a fraqueza da voz da atriz, houve um grande coros atrás, na intenção de ajuda-la. Artíficio interessante, mas quando ela faz o dueto com a personagem Zac, percebemos que falta muito para a atriz melhorar. Já do outro lado, o antagonista da história parece um ator canastrão, e seus gestos pontuados, sem o minimo de naturalidade, me lembravam uma marionete, ainda mais que ele parecia perdido com as mãos, sem saber o que fazer com ela. Ponto para o ator Allan Toni que se sai otimamente como Lee, mas espero por ele em outros papéis sem serem caricatos, acredito que seja uma grande revelação nos palcos. Os outros atores em cena não comprometem em nenhum momentos, cada qual dando características interessantes as suas personagens. Hoje (18/10/2009), eles pareciam se divertir com a peça, coisa que não vi no fim de semana anterior, o que deixou o musical menos cansativo, mas mesmo assim, ao meu lado, falaram que estava longo demais, talvez devido as cenas que não faziam sentido e só serviam para contar histórias da peça.

“Boulevard, 83” é divertida? Sim, com certeza! Se eu recomendaria? Teria minhas rstrições, mas eu mesmo já assisti quatro vezes (é imperdível o solo de Joe Jocker), então porque não recomendar! Existem momentos nela que são memoráveis, como seu final, que hoje teve a interrupção inapropriada do – ainda acredito que seja – ator Eliezer de Almeida, que por falta de apreciar mais os espetáculos capixabas (quem se diz nascido aqui e pareciador de teatro, deveria ir assistir mais peças locais!), entrou antes da conclusão do musical. Tremendo despreparo! Ponto para o ator Werlesson Grassi, que nos fez o favor de retirar o entrometido do palco, e parabéns para ele e Stace Mayka, que estão ótimos com suas caras pintadas (desculpe, mas não vou chama-los de clown).

Agora prossiguemos com a programação do sétimo e penúltimo dia do Festival. Começando com Teatro de rua do Grupo Olho da Rua, de Goiás. Eles se apresentarão na Praça Costa Pereira, as 12:00, com a peça “O Giro da Criatura”. Já à noite, as 19:00, no Theatro Carlos Gomes, se apresenta a peça “Auto da Defunta Nua”, sem elenco definido, mas com produção do Grupo Taruiras Mutantes. As 20:00, no Teatro José Carlos de Oliveira, no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, acontece a apresentação de “Besouro, Cordão de Ouro”, do Rio de Janeiro, e fechando à noite, no Teatro Universitário, no Campus da UFES, a Cia. Visse-Versa de Ação Cênica, do Acre, apresenta “Piquenique no Front”, as 21:00.

Vale sempre lembrar que, para retirada do ingresso, precisa estar na bilheteria do teatro que escolher a partir das 13:00, mas para o teatro de rua, basta comparecer ao local da apresentação. Abaixo as fichas técnicas e as sinopses dos espetáculos. Bom espetáculo para todos!

O GIRO DA CRIATURA - GO

Olho da rua-e-banner-02 Ficha Técnica:

Direção - Grupo Olho da Rua, com participação de Constantino Isidoro na primeira fase

Elenco: Diógenes de Carvalho, Lenita Caetano, Rita Alves, Valéria Vieira.

Horário: 12:00

Local: Praça Costa Pereira, Centro

Sinopse:

O espetáculo O Giro da Criatura narra a trajetória de Constança e Zé Olegário, seus encontros e desencontros. Constança viaja pelo mundo desde menina. Quer entender porque ele é tão desigual. Em suas andanças, ela conhece personagens que representam o povo humilde e estabelece uma relação de aprendizado com todos, aspecto que valoriza a cultura popular. No outro ponto da história está Zé Olegário, um homem sem esperança que fala mal da vida e almeja a morte. E a Morte misteriosa surge para transportar Zé para outra dimensão. Contudo, antes, em um giro da vida, Zé encontra Constança, quando surge um recíproco encanto entre eles. Desse encontro reacende a quase apagada chama de vida de Zé, e ele novamente gira.

Depois, acontece um segundo encontro entre Constança e Zé. O encanto mútuo impulsiona a história dos dois, e a vida gira, pois o mundo gira. Nesse universo das narrativas populares, o grupo Olho da Rua propõe o encontro do real com o sobrenatural para narrar a saga do homem em sua dualidade: o bem e o mal, transfigurados nas figuras de Deus e do Diabo. Ao mesmo tempo em que o público testemunha esse encontro, ele é confrontado com suas crenças e superstições e convidado a celebrar. A interpretação não realista, os adereços, figurinos, sons e cheiros criam um universo onde o poético, o maravilhoso o simbólico surgem como um convite a memória do espectador.

AUTO DA DEFUNTA NUA - ES

auto2 FICHA TÉCNICA:

Peça: Auto da Defunta Nua

Direção: Maurício Paroni de Castro

Assistente de direção: Renato Rosati

Texto: Sérgio Sant'Anna

Participação especial em vídeo: Sérgio Sant'Anna

Horário: 19:00

Local: Theatro Carlos Gomes, Centro

Sinopse:

Uma personagem provoca o seu próprio criador ao fazer um strip tease diante dele, momentos antes de suicidar-se. Em foco está o espírito de vanguarda do Século XX. No palco desenvolve-se o drama das justaposições de papéis sociais geradas quando se enxerga a própria identidade através de referências ideológicas e moralizações. O velório despudorado de Ersília Drei, protagonista do drama, é encenado por uma volúpia literária radicalmente criadora que age em sentido contrário à decomposição da vida que, aparentemente, ela traz consigo. A dramaturgia do espetáculo foi elaborada pelo escritor Sérgio Sant'Anna, baseada na obra de Luigi Pirandello. O escritor também contracena com a atriz, em participação em vídeo projetado durante o espetáculo.

BESOURO, CORDÃO DE OURO - RJ

noticia080708-2 Ficha Técnica:

Texto, músicas e letras:Paulo César Pinheiro

Direção:João das Neves

Direção Musical:Luciana Rabello

Assist. de Direção: Bya Braga

Elenco: Alan Rocha, Anna Paula Black, Cridemar Aquino, Gilberto Santos da Silva "Laborio", Iléa Ferraz, Letícia Soares, Marcelo Capobiango / Maurício Tizumba, Raphael Sil, Sérgio Pererê Valéria Monã, Victor Alvim "Lobisomem",William de Paula,Wilson Rabelo.

Horário: 20:00

Local: Teatro José Carlos de Oliveira, no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza

Sinopse:

O espetáculo faz homenagem a Manuel Henrique Pereira, o Besouro Cordão-de-Ouro ou Besouro-Mangangá, maior capoeirista de todos os tempos da Bahia. Suas estórias são contadas através de outros mestres capoeiristas conhecidos como Canjiquinha, Bimba, Barroquinha, Caiçara, Budião, Rosa Palmeirão, Dora das Sete PortasePastinha. O palco se transforma numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis. Primeiro texto para teatro de Paulo César Pinheiro, grande poeta da MPB, que também compôs músicas e letras inéditas para o musical, Besouro Cordão-de-Ouro tem direção geral de João das Neves e direção musical de Luciana Rabello.

Na peça, caixotes de madeira perfurados lembram um mercado,balaios espalhados pelo chão funcionam como poltronas e painéis com versos das letras das músicas do espetáculo, inspirados no poeta Gentileza, transformam com teatralidade o ambiente dos personagens, fazendo com que a platéia participe das cenas. O elenco, todo composto de atores negros, foi escolhido em workshops. Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação (BA), deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira por esse Brasil inteiro. Envolvido em política, impunha respeitoetemor aos poderosos daquele princípio de século XX na velha Bahia. Sua vida virou lenda.

PIQUENIQUE NO FRONT - AC

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Texto: Fernando Arrabal

Direção: Nonato Tavares

Elenco: Lenine Alencar, Cláudia Toledo, Diego Batista, Yuri Montezuma, Dino Camilo, Sandra Buh.

Horário: 21:00

Local: Teatro Universitário, Campus da UFES

Sinopse:

É uma crítica à guerra. O Senhor e a Senhora Tépan resolvem fazer um piquenique com seu filho, o soldado Zapo, em pleno front de batalha. É neste cenário que se passa a história "Piquenique no Front", peça de teatro escrita pelo autor espanhol Fernando Arrabal, uma das referências do Teatro do Absurdo. O mais interessante é a forma como o casal se porta em relação à situação, encarando-a como um "belo passeio no campo". Um espetáculo mágico e de grande riqueza de detalhes e símbolos, onde o inusitado impressiona a todo o momento, de maneira bem humorada, mostrando como nada é impossível quando se busca a paz, ainda que em meio a uma guerra.