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domingo, 29 de agosto de 2010

Suor Angélica de Puccini no Theatro Carlos Gomes

GiacomoPuccini Mais uma obra do italiano Giacomo Puccini (1858-1924) subirá ao palco do Theatro Carlos Gomes nos dias 16, 18 e 19 de setembro de 2010 (quinta-feira, sábado e domingo). Em novembro de 2008, tivemos a oportunidade de assistir Gianni Schicchi, com direção cênica de Erlon Paschoal e regida pelo maestro Sérgio Dïas. Ambas fazem parte do conjunto Il Trittico,´obras de um ato só escritas pelo compositor. Gianni Schicchi foi um trabalho da FAMES, já ts-secult-ccv Suor Angélica é um trabalho em conjunto do produtor Tarcísio Santório, da SECULT e da Associação de Coro de Câmara de Vitória. A direção geral fica por conta do mineiro Francisco Mayrink e a regência estará nas mãos do maestro Leonardo David, responsável pela Orquestra de Câmara Camerata do SESI. Segue abaixo as informações enviadas a mim por Tarcísio Santório (valeu Tarcísio!). A apresentação do dia 16/09/2010 (quinta-feira), as 20h30, será franca, então precisará ser retirado o ingresso uma hora antes do espetáculo na bilheteria do teatro. Os dos dias 18 e 19/09/2010 (sábado e domingo), as 18h30 e 20h30, respectivamente, terão ingressos de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Bom espetáculo!

ÓPERA ITALIANA COM TOQUE CAPIXABA

img_promo Pela primeira vez no estado, os capixabas terão a oportunidade de assistir uma das mais famosas óperas de Giacomo Puccini, Suor Angelica.

Originária do libretto de Gioacchino Forzano, Puccini pesquisou sobre a vida das freiras no convento visitando sua irmã Iginia, que era Madre Superiora no Convento de Vicopelago, Itália. Ao concluir a música, tocou trechos para as irmãs, deixando-as profundamente comovidas.

_MG_0336-2 - Cena - 4 - 2 A ópera é composta por um só ato e elenco predominantemente formado por mulheres. Ambientada no final do século XVII, narra a história de Angelica, jovem princesa enclausurada em um convento pela própria família após ter um filho fora do casamento. Ela é admirada por todas as irmãs por sua habilidade e conhecimento sobre plantas e ervas medicinais. Tudo vai bem neste local sagrado até a visita de sua Tia Princesa, que lhe traz notícias perturbadoras.

Agora o público capixaba também terá a chance de se emocionar com esta belíssima obra conhecida mundialmente. Sob a regência de Leonardo David (Maestro da Orquestra de Câmara Camerata Sesi) e direção geral de Francisco Mayrink (MG), a ópera Suor Angelica estará em cartaz no Theatro Carlos Gomes nos dias 16, 18 e 19 de setembro, com entrada gratuita no primeiro dia de apresentação e cobrança de ingresso a 10 reais (inteira) e 5 reais (meia) no fim de semana.

_MG_0323 - Cena 2 Este projeto inédito no Espírito Santo é a realização de seu diretor executivo, o produtor cultural Tarcísio Santório, Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo, idealizada pela Associação Coro de Câmara de Vitória, e tem a frente o maestro Cláudio Modesto (Coro de Câmara de Vitória e Coral da UFES) como diretor musical.

O espetáculo conta com elenco de 35 atores e cantores, dentre os quais estão: Meire Norma (Suor Angelica), Vanya Soares (Tia Princesa), Maria Helena Nunes (Zeladora) e grande coro formado por integrantes do Coro de Câmara de Vitória.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Na Coxia: Como estão os teatros de Vitória

Ontem (16/12/2009) eu estava bem desanimado para publicar algo no blog Teatro Capixaba. Na verdade, estava com muita preguiça, mas ao receber o material da Escola de Teatro e Dança FAFI, isso me empolgou.

Este Na Coxia eu já tinha preparado há um tempo, mas estava na dúvida de publicar ou não. Ele é mais uma reinvindicação do que uma crítica.

Eu amo ir aos teatro da capital. Desde o afastado Teatro José Carlos de Oliveira, dentro do Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, até o Teatro do SESI, em Jardim da Penha. Eu espero que todos compreendam o que quero dizer com o texto e não se ofendam. Vamos lá!

Como estão os teatros de Vitória

carlosgomes Bem, o Theatro Carlos Gomes encerrou sua temporada e fechou suas portas para uma reforma. Ela iniciou no dia 24/11/2009 (terça-feira) e se estenderá até março de 2010. O intuito é fazer uma reforma externa geral, mudando as cadeiras, o assoalho da platéia, dando alguns retoques internos e – talvez – alterando aquela pintura cor de ovo da parte externa do Teatro. Com essa parada para a reforma, que durará quatro meses, eu volto minha atenção para os outros teatros que temos dentro da capital.

Vitória deveria possuir, no seu total, sete teatros, mesmo nenhum deles sendo um Teatro Municipal (aparentemente!), mas em prática só existem quatro funcionando (se contar que teve cinco em atividades durante a 5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”), dentre eles são o Carlos Gomes em reforma, o Teatro Galpão, que funciona aos trancos e barrancos, o Teatro Universitário (que mais parece um enorme auditório do que um teatro) e o Teatro do SESI.

Durante o Festival, tirando o Galpão, que serviu de palco para outros festivais que aconteceram este ano de 2009, abriram também as portas do Teatro José Carlos de Oliveira, localizado dentro do Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, mas este, apesar de um excelente palco e uma acústica muito boa, devido a localização, afasta o público mais do que atrai.

carmelia1 O Teatro José Carlos de Oliveira (nome no qual poucos sabem), além de desprestigiado por conta de sua localização próxima ao Sambódromo e ao “Tancredão”, sempre sofreu com problemas na qualidade dos assentos rasgados e com assentos soltando, além – não tenho certeza do fato – ter sofrido um incêndio, que o prejudicou muito mais. O descaso é outro fator que afeta este teatro, que tantos atores e diretores gostam, pois é desconhecido quem administra o local, se ainda o Governo do Estado ou a Prefeitura de Vitória, que há anos visa um teatro municipal, mas até hoje não chegou as vias de fato, enquanto cidades do norte e do sul do estado do Espírito Santo, possuem seus próprios teatros municipais, o que, para mim, é uma vergonha.

gloria-sesc Outro Teatro que está de portas fechadas é o Glória, mas este passa por uma extensa reforma, tanto internamente, quanto externamente. A obra é um projeto do SESC, junto com a Federação do Comércio do Espírito Santo, para transformar o Glória em um enorme Centro Cultural, com teatro, biblioteca, sala de exposições e até mesmo um cinema. Quando ficará pronto? Somente o tempo dirá, pois por enquanto ele está tapado por uma rede que mais parece uma teia de aranha envelhecida e empoeirada.

edithbulhoes(4) Outro espaço que os atores, atrizes, diretores, produtores e demais envolvidos nas artes cênicas tinham era o Teatro Edith Bulhões. Apesar de não ser um primor de teatro, com vários problemas internos, como uma péssima acústica, o espaço era usado por muitas peças teatrais, que se acostumaram a apresentar-se sem preocupações por lá. Antes de cerrar suas portas, o Grupo Taruíras Mutantes esteve com a peça “Um Forte Cheiro a Maçã” sobre aquele palco, ampliando-o para caber todo o cenário e o extenso elenco. edithbulhoes(2) Mas suas portas foram fechadas pelo Governo Federal, que tomou o prédio para primeiramente construir a nova sede da Polícia Federal, mas agora mantem uma placa aonde antes era o estacionamento, dizendo que ali será a nova sede da Receita Federal. O que acho mais interessante é que, em vez do governo federal investir em reformar o teatro e torná-lo um patrimônio cultural do Brasil, preferem demoli-lo e construir um órgão do poder público.

teatrogalpao(2) Mas não era somente o Carlos Gomes e o Glória que mereciam uma reforma, não. Já passou da hora de isso acontecer no Teatro Galpão. O teatro é um dos que tem melhor localização, pois fica na Reta da Penha, em Vitória, em frente ao Hiper-mercado Wallmart. Ele é um dos mais procurados e já serviu de palco para várias peças e espetáculos de dança, que ali estrearam, além de sediar dois festivais este ano, O I Virada Cultural e o I Aldeia SESC José de Anchieta. As poucas reformas que ele teve, nenhuma foi para mudar as cadeiras, que todos reclamam do desconforto, ou mesmo para colocar um sistema de refrigeração interno. Acho louvável mantê-lo aberto, como o dono faz, mas ele deveria pensar mais no que o público precisa, para apreciar melhor os trabalhos que acontecem no seu interior.

universitario(2) O Teatro Universitário, por outro lado, merecia uma reestruturação. Apesar de sua amplitude no saguão, e uma quantidade considerável de cadeiras, o formato da platéia é um tanto incomodo, pois a pessoa que senta em qualquer uma dos cantos tem uma visão muito precária do que acontece em palco, ou mesmo fica ciente do que acontece na coxia, mas mal consegue acompanhar o que acontece em cena.

teatrosesi(2) Já o Teatro do SESI, que tem o patrocínio do FINDES, junto com o SESI, - junto com o Teatro Galpão - é um dos mais procurados para estréias e aberturas de temporadas. A localização é – de certa forma – prestigiada, pois fica dentro de uma dos “bairros nobres” de Vitória – ES, Jardim da Penha. Sua platéia é reta e em formato de arquibancada, e proporciona uma visão geral do que acontece em cena, seja sentando nas cadeiras da frente ou nas cadeiras do fundo. A acústica é uma das melhores, facilitando até mesmo quem sentar nas cadeiras do segundo piso do teatro, poder ouvir o ator em palco.

cais_das_artes_externo Agora, na categoria utopia, ainda existe o Cais das Artes, que a SECULT planeja iniciar as construções antes do fim do mandato do atual governador do estado. Ele se localizará próximo a Praça da Cruz do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória. O desejo da Secretaria é realizar uma construção que todos os artistas cênicos sonham no estado. Um espaço teatral com 1,3 mil lugares para a platéia, um palco aonde poderiam acontecer grandes espetáculos, além de operetas. O Cais das Artes terá também um museu com capacidade para grandes exposições, um auditório, biblioteca e um café. A pergunta é quando as obras se iniciam, só que a resposta é vaga, pois apesar do lançamento do projeto em junho de 2009, nada mais foi falado ou mesmo divulgado sobre o assunto, que muitos acham que será esquecido.

Sonhos, reestruturações, melhorias ou mesmo uma grande reforma, é disso que a maioria dos teatros da capital do Espírito Santo precisam, mas quando e se acontecerão... Bem, pelo menos o Theatro Carlos Gomes começou e tem previsão de entrega e o Teatro Glória continua seguindo com sua reforma geral, já o Teatro Galpão fica somente como desejo deste que vos escreve que um dia ele melhore, o Teatro Universitário com certeza manterá seu formato pouco “confortável” para quem assiste uma peça teatral, o Edith Bulhões continua com um futuro destino de demolição e o José Carlos de Oliveira permanece uma incerteza.

Eu torço para que algo ocorra no ano de 2010 e as coisas que eu disse aqui se alterem, mas como sempre não existe certeza quando se fala de teatro em Vitória, somente desejos e crenças de melhora.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

“Pão com Mortadela”, de João Fonseca e Sacha Bali

Pão com Mortadela “Pão com Mortadela” é uma peça teatral inspirada livremente na vida e na obra de Henry Chinaski, eterno alter-ego do escritor alemão, naturalizado americano, Charles Bukowski (1920-1994). Os autores contam a história de formabem-humorada e dinâmica, tanto que chegaram a concorrer ao PRÊMIO SHELL 2007 DE MELHOR DIREÇÃO, pela escelente direção de João Fonseca.

A peça tem como tema central a vida de Henry no pós-período Crise de 1929. Conta seus problemas com espinhas, que os deixavam com aparência monstruosa, um pai beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, sua vida solitária e uma perspectiva de vida sem futuro algum. É contada sua vida toda, até o dia de sua morte, mas as passagens da vida do autor, ganham toques de humor e leveza, por mais obscura que ela fosse. pao-com-mortadela Quem dá corpo a personagem é o ator Sacha Bali, ao lado de Aline Fanju, Gustavo Nunes, Jorge Lucas, Rosanna Viegas. Ela estará em cartaz no Theatro Carlos Gomes, nos dias 30 e 31 de outubro de 2009 (sexta-feira e sábado), as 20:00, e no dia 01 de novembro de 2009 (domingo), as 19:00, com censura de 14 anos. Os ingressos serão vendidos na bilheteria do Teatro e as pessoas portadoras do Cartão Petrobrás terão desconto de 50% no valor do ingresso. A Caju Produções está sendo responsável pela vinda do espetáculo para a capital.

Serviço:

“Pão com Mortadela”

Direção: João Fonseca

Adaptação e roteiro: João Fonseca e Sacha Bali

Baseada na obra do poeta Charles Bukowski

Elenco: Sacha Bali, Aline Anju, Gustavo Nunes, Jorg Lucas e Rosanna Viegas.

Local: Theatro Carlos Gomes

Datas e horários: 30 e 31/10, as 20:00, e 01/11, as 19:00

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – dia 8

imagem0002 É, chegamos ao fim de mais um Festival, e com chave de ouro. Esta noite (20/10/2009) contávamos com três opções, duas reapresentações e uma apresentação, todas no mesmo horário. As duas que se apresentaram novamente foram “Besouro, Cordão de Ouro”, no Teatro José Carlos de Oliveira, localizado no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, e “O Giro da Criatura”, do Grupo Olho da Rua, que antes apresentara como teatro de rua na Praça Costa Pereira, hoje ocupou o palco do Theatro Carlos Gomes, e a peça teatral que fez sua estréia no Festival foi o monólogo “Rosas Brancas para Salomé”, de Gladston Ramos, com o ator Mauro Pinheiro em palco do Teatro do SESI.

Como escolha, não somente por causa do blog, mas também porque queria assistir novamente, fui ao SESI. Tenho de parabenizar o público da capital, que lotou todos os teatros, pelo menos aos que eu fui, em todos os dias do Festival, mas sinceramente, antes tivessem alguns assentos vazios do que pessoas que não sabem respeitar um profissional em cena. Me deu vergonha ser capixaba ao ver pessoas que ficavam gritando, ligando celulares e conversando alto durante a peça. Mias vergonha ainda me deu ao saber que este trabalho não tem o minimo de reconhecimento da qualidade do nosso estado. Mas me deu orgulho um dia ter sido ator capixaba, ao ver Mauro Pinheiro em cena.

Como dá primeira vez que eu vi, eu ri, eu fiquei chocado e me emocionei com Salomé, a transformista que após um show, numa noite de Natal, conta sua história para o público. Sua história com seu pai, sua mãe, suas amigas (Otila e Madame Satã), seus amores reais e platônicos, seus irmãos e parentes, e suas histórias, sempr contadas com muito humor.

Fico feliz de ver trabalho de tão alta qualidade em palco. Mauro Pinheiro é Salomé, assim como – sem grandes comparações – Wilson Nunes é Melanie Marques e José Luiz Gobbi é Marly. Faço este comparativo, pois vejo o ardor e o amor dedicado a estas personagens que esses atores têm. A diferença é que Salomé é uma personagem real, não ficticia. A sua história contada em palco, escrita brilhantemente por Gladston Ramos, é verdadeira. Dá para perceber que Mauro Pinheiro entregou-se a Salomé, assim como o texto parecia “alegre” ao sair da boca do ator (liberdade poética, dá lincença!). Agradeço a ele por tão belo final para esta edição do Festival.

google-analytics Bem, tenho de agradecer a todos que compareceram ao blog e acompanharam o Festival, pela programação que eu sempre disponibilizo por aqui. Agradeços a todas as 799 pessoas que estiveram aqui, ao meu lado, vendo e acompanhando o blog, dia a dia, neste oito dias de Festival. E isso é somente o começo, pois na sexta edição, estaremos aqui, também, colocando a programação e disponibilizando minha opinião – para quem se interessar – sobre os espetáculos do nosso estado que participarem da próxima. Bem, é isso, agora é começar a torcer por aqueles que estarão concorrendo ao Prêmio Omelete Marginal 2009, nas categorias de teatro: diretor, peça, ator, atriz e revelação, além do próprio Festival estar concorrendo na categoria de Melhor Festival. Boa sorte para eles!premio

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 7

imagem0002 Eu simplesmente não entendi o choque do público de hoje (19/10/2009) ao assistir “Auto da Defunta Nua”, no Theatro Carlos Gomes. Se na própria sinopse diz: “Uma personagem provoca o seu próprio criador ao fazer um strip tease diante dele, momentos antes de suicidar-se”. A atriz Janine Corrêa (descobri seu nome, graças ao Google) até se sai bem na interpretação da personagem a beira do suicídio que se despe de seus trajes e de todas as suas frustações para o escritor que está a observá-la, mas quando vai para o caixão, no momento de interpretar a defunta, é uma tremenda decepção.

1239494388_5 Eu até agora não entendi o motivo do caixão ficar deitado, enquanto em fotos encontradas na internet, o caixão estava me posição vertical (foto ao lado). Seria por pudor? Sendo que a uma total mudança nos cenários, mas posso dizer que isso somente a prejudicou, pois foi notado a total perda da voz durante o tempo em que estava posicionada dentro do caixão. Acredito que somente as pessoas mais próximas ao palco puderão ouví-la e entendê-la (talvez!). Bem, espero poder vê-la outras vezes. Foi interessante o começo, que de nada lembrava uma peça teatral, pois ela já se encontrava em cena e descontraidamente conversou com o público que fora assisti-la, contando sobre seus sonhos com Luigi Pirandello (que depois ela revelou serem mentiras) e de tê-lo encontrado aquela tarde dentro do seu caixão, enquanto imagens de seu making-off passavam ao fundo, num pano branco. Acredito que a peça teatral seja melhor se for montada de forma correta e de um modo que ela não perca tanto com as falas.

Bem, agora vamos à programação do oitavo e último dia do Festival, que encerra sua quinta edição com teatro de rua da Cia. Visse-Versa de Ação Cênica, do Acre, que nos tráz o espetáculo “Comédia Del’Acre”, as 12:00, na Praça Costa Pereira. Depois, no mesmo horário, em três teatro do município acontecem as apresentações: No Theatro Carlos Gomes, o Grupo Olho da Rua reapresenta a peça “O Giro da Criatura”, agora levando-a para o palco do teatro. No Teatro do SESI será apresentado o maravilhoso monólogo “Rosas Brancas para Salomé” e no Teatro José Carlos de Oliveira, no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, acontecerá a reapresentação da peça “Besouro, Cordao de Ouro”, do Rio de Janeiro, todas as 20:00, entao escolha bem qual deseja assistir, lembrando que é bom pegar os ingressos a partir das 13:00, nas bilheterias dos teatros, sendo que o teatro de rua, é só comparecer à praça para assistir.

Abaixo as Fichas Técnicas e sinopses. Escolha consciente e bom espetáculo!

COMÉDIA DEL'ACRE - AC

GetAttachment[1] Ficha Técnica:

Peça: Comédia Del’Acre

Direção: Lenine Alencar e Ivan de Castella.

Elenco: Ágatha Lima, Claudia Toledo, Juliana Albuquerque, Kariane Lins, Kilrio Farias, Nathânia Oliveira, Roberta Marisa, Sacha Alencar, Sandra Buh, Saulo Guerra,Yuri Montezuma

Horário: 12:00

Local: Praça Costa Pereira, Centro

Sinopse:

A Companhia Visse e Versa, fundada em outubro de 2008, no Acre, já conquistou espaço considerável no cenário teatral acreano. A idéia da criação de um grupo surgiu a partir do espetáculo "Comédia Del'Acre", realizado pela Federação de Teatro do Acre (Fetac), em 2007, que contava com um elenco formado por artistas de grupos filiados à Fetac e por atores independentes. A principal idéia é popularizar o teatro, torná-lo acessível às camadas menos favorecidas. Na rua, a relação com o público requer domínio e muita perspicácia, pois ele interage com as encenações, transformando-se, de alguma maneira, em protagonista. Com a colaboração de fazedores de teatro local e de outros Estados, a Cia. vem se preparando contínua e intensivamente para este desafio, pois acredita que a arte, em especial o teatro, é o bem mais precioso, capaz de conscientizar, transformar, encantar e traduzir o imaginário através de sensações e emoções.

O GIRO DA CRIATURA - GO

Olho da rua-e-banner-02 Ficha Técnica:

Peça: O Giro da Criatura

Direção: Grupo Olho da Rua

Atores: Diógenes de Carvalho, Lenita Caetano, Rita Alves, Valéria Vieira

Horário: 20:00

Local: Theatro Carlos Gomes, Centro

Sinopse:

O espetáculo O Giro da Criatura narra a trajetória de Constança e Zé Olegário, seus encontros e desencontros. Constança viaja pelo mundo desde menina. Quer entender porque ele é tão desigual. Em suas andanças, ela conhece personagens que representam o povo humilde e estabelece uma relação de aprendizado com todos, aspecto que valoriza a cultura popular. No outro ponto da história está Zé Olegário, um homem sem esperança que fala mal da vida e almeja a morte. E a Morte misteriosa surge para transportar Zé para outra dimensão. Contudo, antes, em um giro da vida, Zé encontra Constança, quando surge um recíproco encanto entre eles. Desse encontro reacende a quase apagada chama de vida de Zé, e ele novamente gira. Depois de muitos acontecimentos, acontece um segundo encontro entre Constança e Zé . O encanto mútuo impulsiona a historia dos dois, e a vida gira, pois o mundo gira.

Nesse universo das narrativas populares, o grupo Olho da Rua propõe o encontro do real com o sobrenatural para narrar a saga do homem em sua dualidade: o bem e o mal, transfigurados nas figuras de Deus e do Diabo. Ao mesmo tempo em que o público testemunha esse encontro, ele é confrontado com suas crenças e superstições e convidado a celebrar.

A interpretação não realista, os adereços, figurinos, sons e cheiros criam um universo onde o poético, o maravilhoso e o simbólico surgem como um convite à memória do espectador.

ROSAS BRANCAS PARA SALOMÉ - ES

rosas-brancas Ficha Técnica:

Peça: Rosas Brancas para Salomé

Texto e direção: Gladston Ramos

Ator: Mauro Pinheiro

Horário: 20:00

Local: Teatro do SESI, Jardim da Penha

Sinopse:

Monólogo baseado na vida de Salomé, uma diva do transformismo, sonhadora e sensível, apaixonada pela cantora Ângela Maria. O espetáculo começa com o seu show e prossegue quando ela volta para o camarim, onde a fantasia acaba e a diva tem que retirar o disfarce para encarar o palco da vida. Aí, as lembranças voltam como num filme, fazendo-a reviver a expulsão de casa, o apoio encontrado em Otila e Madame Satã, no Arco da Lapa, o Cassino da Urca, o difícil relacionamento com a família, o encontro com o amor verdadeiro, o morte do pai, da mãe, do seu amor, os shows engraçados e dos amigos que o tempo levou.

Salomé usa o humor para falar de preconceito, medo, saudade, abandono e principalmente, da solidão do ser humano. O drama fará o público se divertir. Apesar de sua fragilidade, ela consegue buscar dentro de si uma força extraordinária quando o assunto é sobrevivência e mais do que ninguém, sabe driblar as pedradas e os espinhos do seu caminho, fazendo do espetáculo um divertido desabafo que se alternam entre o humor e a emoção. A peça faz um convite à reflexão sobre a forma superficial como as pessoas veem aqueles que parecem diferentes.

BESOURO, CORDÃO DE OURO - RJ

noticia080708-2 Ficha Técnica:

Texto, músicas e letras: Paulo César Pinheiro

Direção:João das Neves

Direção Musical:Luciana Rabello

Assist de Direção:Bya Braga

Elenco: Alan Rocha, Anna Paula Black, Cridemar Aquino, Gilberto Santos da Silva "Laborio", Iléa Ferraz, Letícia Soares, Marcelo Capobiango / Maurício Tizumba, Raphael Sil, Sérgio Pererê Valéria Monã, Victor Alvim "Lobisomem",William de Paula,Wilson Rabelo.

Horário: 20:00

Local: Teatro José Carlos de Oliveira, Centro Cultural Carmélia Maria de Souza

Sinopse:

O espetáculo faz homenagem a Manuel Henrique Pereira, o Besouro Cordão-de-Ouro ou Besouro-Mangangá, maior capoeirista de todos os tempos da Bahia. Suas estórias são contadas através de outros mestres capoeiristas conhecidos como Canjiquinha, Bimba, Barroquinha, Caiçara, Budião, Rosa Palmeirão, Dora das Sete PortasePastinha. O palco se transforma numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis. Primeiro texto para teatro de Paulo César Pinheiro, grande poeta da MPB, que também compôs músicas e letras inéditas para o musical, Besouro Cordão-de-Ouro tem direção geral de João das Neves e direção musical de Luciana Rabello.

Na peça, caixotes de madeira perfurados lembram um mercado,balaios espalhados pelo chão funcionam como poltronas e painéis com versos das letras das músicas do espetáculo, inspirados no poeta Gentileza, transformam com teatralidade o ambiente dos personagens, fazendo com que a platéia participe das cenas. O elenco, todo composto de atores negros, foi escolhido em workshops. Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação (BA), deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira por esse Brasil inteiro. Envolvido em política, impunha respeitoetemor aos poderosos daquele princípio de século XX na velha Bahia. Sua vida virou lenda.

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 6

imagem0002 Chegamos ao fim do antepenultimo dia do Festival com o musical “Boulevard, 83”. Antes vamos a uma justifictiva, eu sempre entendi o nome da peça como um endereço de um local, e como em todo endereço, eu coloco uma vírgula após o nome do local. Não que alguém tenha me questionado isso, mas é melhor justificar antes que o façam.

Agora vamos a minha avaliação pessoal sobre este musical. Eu já cheguei a elogiar o diretor, ator, produtor Leandro Bacellar por esse trabalho que ele realizou com apoio da Lei de Incentivo Cultural Vila Velha Cultura e Arte. Já cheguei a elogiar vários dos atores que estão em cena com ele, principalmente a atriz e cantora Nivia Carla, pelo seu fantástico desempenho. Sou muito grato por Leandro e Luana Eva, que estão na produção, nos darem este raro musical. Sim raro, pois senão me engano, somente tivemos dois anteriores a este no estado (se teve outros, eu ainda nem convivia com teatro, por isso me perdoem), mas não posso deixar passar alguns pontos fracos do trabalho.

Se eu tivesse avaliado o trabalho quando o assisti no Theatro Carlos Gomes, há uma semana atrás, teriam sido muitos os pontos, mas como eu esperava, houve uma melhora substancial, mas coisas não me agradaram. Um exemplo é no que deveria ser um solo da personagem Marrie, cuja a fraqueza da voz da atriz, houve um grande coros atrás, na intenção de ajuda-la. Artíficio interessante, mas quando ela faz o dueto com a personagem Zac, percebemos que falta muito para a atriz melhorar. Já do outro lado, o antagonista da história parece um ator canastrão, e seus gestos pontuados, sem o minimo de naturalidade, me lembravam uma marionete, ainda mais que ele parecia perdido com as mãos, sem saber o que fazer com ela. Ponto para o ator Allan Toni que se sai otimamente como Lee, mas espero por ele em outros papéis sem serem caricatos, acredito que seja uma grande revelação nos palcos. Os outros atores em cena não comprometem em nenhum momentos, cada qual dando características interessantes as suas personagens. Hoje (18/10/2009), eles pareciam se divertir com a peça, coisa que não vi no fim de semana anterior, o que deixou o musical menos cansativo, mas mesmo assim, ao meu lado, falaram que estava longo demais, talvez devido as cenas que não faziam sentido e só serviam para contar histórias da peça.

“Boulevard, 83” é divertida? Sim, com certeza! Se eu recomendaria? Teria minhas rstrições, mas eu mesmo já assisti quatro vezes (é imperdível o solo de Joe Jocker), então porque não recomendar! Existem momentos nela que são memoráveis, como seu final, que hoje teve a interrupção inapropriada do – ainda acredito que seja – ator Eliezer de Almeida, que por falta de apreciar mais os espetáculos capixabas (quem se diz nascido aqui e pareciador de teatro, deveria ir assistir mais peças locais!), entrou antes da conclusão do musical. Tremendo despreparo! Ponto para o ator Werlesson Grassi, que nos fez o favor de retirar o entrometido do palco, e parabéns para ele e Stace Mayka, que estão ótimos com suas caras pintadas (desculpe, mas não vou chama-los de clown).

Agora prossiguemos com a programação do sétimo e penúltimo dia do Festival. Começando com Teatro de rua do Grupo Olho da Rua, de Goiás. Eles se apresentarão na Praça Costa Pereira, as 12:00, com a peça “O Giro da Criatura”. Já à noite, as 19:00, no Theatro Carlos Gomes, se apresenta a peça “Auto da Defunta Nua”, sem elenco definido, mas com produção do Grupo Taruiras Mutantes. As 20:00, no Teatro José Carlos de Oliveira, no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, acontece a apresentação de “Besouro, Cordão de Ouro”, do Rio de Janeiro, e fechando à noite, no Teatro Universitário, no Campus da UFES, a Cia. Visse-Versa de Ação Cênica, do Acre, apresenta “Piquenique no Front”, as 21:00.

Vale sempre lembrar que, para retirada do ingresso, precisa estar na bilheteria do teatro que escolher a partir das 13:00, mas para o teatro de rua, basta comparecer ao local da apresentação. Abaixo as fichas técnicas e as sinopses dos espetáculos. Bom espetáculo para todos!

O GIRO DA CRIATURA - GO

Olho da rua-e-banner-02 Ficha Técnica:

Direção - Grupo Olho da Rua, com participação de Constantino Isidoro na primeira fase

Elenco: Diógenes de Carvalho, Lenita Caetano, Rita Alves, Valéria Vieira.

Horário: 12:00

Local: Praça Costa Pereira, Centro

Sinopse:

O espetáculo O Giro da Criatura narra a trajetória de Constança e Zé Olegário, seus encontros e desencontros. Constança viaja pelo mundo desde menina. Quer entender porque ele é tão desigual. Em suas andanças, ela conhece personagens que representam o povo humilde e estabelece uma relação de aprendizado com todos, aspecto que valoriza a cultura popular. No outro ponto da história está Zé Olegário, um homem sem esperança que fala mal da vida e almeja a morte. E a Morte misteriosa surge para transportar Zé para outra dimensão. Contudo, antes, em um giro da vida, Zé encontra Constança, quando surge um recíproco encanto entre eles. Desse encontro reacende a quase apagada chama de vida de Zé, e ele novamente gira.

Depois, acontece um segundo encontro entre Constança e Zé. O encanto mútuo impulsiona a história dos dois, e a vida gira, pois o mundo gira. Nesse universo das narrativas populares, o grupo Olho da Rua propõe o encontro do real com o sobrenatural para narrar a saga do homem em sua dualidade: o bem e o mal, transfigurados nas figuras de Deus e do Diabo. Ao mesmo tempo em que o público testemunha esse encontro, ele é confrontado com suas crenças e superstições e convidado a celebrar. A interpretação não realista, os adereços, figurinos, sons e cheiros criam um universo onde o poético, o maravilhoso o simbólico surgem como um convite a memória do espectador.

AUTO DA DEFUNTA NUA - ES

auto2 FICHA TÉCNICA:

Peça: Auto da Defunta Nua

Direção: Maurício Paroni de Castro

Assistente de direção: Renato Rosati

Texto: Sérgio Sant'Anna

Participação especial em vídeo: Sérgio Sant'Anna

Horário: 19:00

Local: Theatro Carlos Gomes, Centro

Sinopse:

Uma personagem provoca o seu próprio criador ao fazer um strip tease diante dele, momentos antes de suicidar-se. Em foco está o espírito de vanguarda do Século XX. No palco desenvolve-se o drama das justaposições de papéis sociais geradas quando se enxerga a própria identidade através de referências ideológicas e moralizações. O velório despudorado de Ersília Drei, protagonista do drama, é encenado por uma volúpia literária radicalmente criadora que age em sentido contrário à decomposição da vida que, aparentemente, ela traz consigo. A dramaturgia do espetáculo foi elaborada pelo escritor Sérgio Sant'Anna, baseada na obra de Luigi Pirandello. O escritor também contracena com a atriz, em participação em vídeo projetado durante o espetáculo.

BESOURO, CORDÃO DE OURO - RJ

noticia080708-2 Ficha Técnica:

Texto, músicas e letras:Paulo César Pinheiro

Direção:João das Neves

Direção Musical:Luciana Rabello

Assist. de Direção: Bya Braga

Elenco: Alan Rocha, Anna Paula Black, Cridemar Aquino, Gilberto Santos da Silva "Laborio", Iléa Ferraz, Letícia Soares, Marcelo Capobiango / Maurício Tizumba, Raphael Sil, Sérgio Pererê Valéria Monã, Victor Alvim "Lobisomem",William de Paula,Wilson Rabelo.

Horário: 20:00

Local: Teatro José Carlos de Oliveira, no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza

Sinopse:

O espetáculo faz homenagem a Manuel Henrique Pereira, o Besouro Cordão-de-Ouro ou Besouro-Mangangá, maior capoeirista de todos os tempos da Bahia. Suas estórias são contadas através de outros mestres capoeiristas conhecidos como Canjiquinha, Bimba, Barroquinha, Caiçara, Budião, Rosa Palmeirão, Dora das Sete PortasePastinha. O palco se transforma numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis. Primeiro texto para teatro de Paulo César Pinheiro, grande poeta da MPB, que também compôs músicas e letras inéditas para o musical, Besouro Cordão-de-Ouro tem direção geral de João das Neves e direção musical de Luciana Rabello.

Na peça, caixotes de madeira perfurados lembram um mercado,balaios espalhados pelo chão funcionam como poltronas e painéis com versos das letras das músicas do espetáculo, inspirados no poeta Gentileza, transformam com teatralidade o ambiente dos personagens, fazendo com que a platéia participe das cenas. O elenco, todo composto de atores negros, foi escolhido em workshops. Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação (BA), deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira por esse Brasil inteiro. Envolvido em política, impunha respeitoetemor aos poderosos daquele princípio de século XX na velha Bahia. Sua vida virou lenda.

PIQUENIQUE NO FRONT - AC

P9200595 Ficha Técnica:

Texto: Fernando Arrabal

Direção: Nonato Tavares

Elenco: Lenine Alencar, Cláudia Toledo, Diego Batista, Yuri Montezuma, Dino Camilo, Sandra Buh.

Horário: 21:00

Local: Teatro Universitário, Campus da UFES

Sinopse:

É uma crítica à guerra. O Senhor e a Senhora Tépan resolvem fazer um piquenique com seu filho, o soldado Zapo, em pleno front de batalha. É neste cenário que se passa a história "Piquenique no Front", peça de teatro escrita pelo autor espanhol Fernando Arrabal, uma das referências do Teatro do Absurdo. O mais interessante é a forma como o casal se porta em relação à situação, encarando-a como um "belo passeio no campo". Um espetáculo mágico e de grande riqueza de detalhes e símbolos, onde o inusitado impressiona a todo o momento, de maneira bem humorada, mostrando como nada é impossível quando se busca a paz, ainda que em meio a uma guerra.

domingo, 18 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 5

imagem0002 Mais uma noite maravilhosa de teatro nas veias. Consegui assistir dois trabalhos que me deixaram muito contente de falar sobre teatro.

Primeiro, eu gostaria muito de entender mais sobre a arte de se expressar corporalmente no teatro. Não é dança, mas sim o corpo e movimentos falando mais do que palavras. É assim que posso definir o trabalho da Companhia de Teatro Urgente com “Fahrenheit, 451”, que se apresentaram hoje no Teatro do Sesi. Uma adaptação do romance do sueco Ray Bradbury e do filme de 1966 do cineasta francês François Truffaut. Com uma qualidade impecável de movimentos, os atores Marcelo Ferreira e Diego Amaral dão corpo as cenas que são expressadas neste trabalho que estréia no Festival. A iluminação é muito bem executada, deixando os movimentos serem mostrados de forma fluída. Simplesmente recomendável!

Depois, corri para o Teatro Universitário para assistir o espetáculo cênico do Armazém Companhia de Teatro. “A Inveja dos Anjos” me mostrou o quanto o teatro brasileiro é rico e o quanto pode crescer.

A história toda se desenrola próximo de uma estação de trem, aonde pessoas vem e vão, constantemente, com suas alegrias, tristezas e dessabores. Três amigos (se assim posso definí-los) se reunem para jogar conversa fora e o escritor propóe que queimem todas as suas lembranças, após lhe contar a história do carteiro, que encontrara um homem sem um braço, dizendo já ter vivido ali. No desenrolar dos fatos, surge uma filha do escritor, na qual ele nunca havia ouvido falar, depois ficamos sabendo sobre a mãe esclerosada de outra, e para finalizar descobrimos que a outra havia sido abandonada por um namorado que ressurge na cidade, depois de quinze anos desaparecido.

Eu sinceramente queria poder falar mais de tudo que vi, dos movimentos sincronizados nos trilhos do trem, da iluminação impecável, das expressões, das marcações bem elaboradas e distintas, da compreensão do texto, mesmo quando este era metralhado com todas as nuances de emoções. Hoje me senti feliz de um dia ter feito teatro e subido num palco para atuar, pois o Armazém me proporcionou esta felicidade e me mostrou o porque mantenho este blog ativo, falando somente desta arte de interpretar e causar furor no coração das pessoas, emocionando-as. Obrigado a eles por isso!

Agora, partindo para o penúltimo dia desta quinta edição, teremos três trabalhos, um deles será uma reapresentação, o outro internacional e para fechar, um musical. Primeiro, no final da tarde, o grupo cubano Grupo Teatro Del Caballero apresenta a peça “La Odisea, Según Rico”, no Teatro do SESI, as 17:00, depois à noite teremos a reapresentação do Grupo Giramundo com a peça de bonecos “Um Baú de Fundo Fundo”, no Theatro Carlos Gomes, novamente as 18:00, e fechamos a noite do sexto dia com o musical “Boulevard, 83” do Grupo Teatro Empório, que se apresenta no Teatro Universitário, as 20:00. Abaixo seguem as fichas técnicas e sinopses.

Ah, vale lembrar que os ingressos precisam ser retirados nas portarias dos teatros a partir das 13:00. Tenham um bom espetáculo!

LA ODISEA, SEGÚN RICO - CUBA

Rico_cartel Ficha Técnica:

Peça: La Odisea, Según Rico – Convidado Especial

Direção Geral: José Antonio Alonso

Autor: Carlos Schwaderer y José Antonio Alonso

Ator: José Antonio Alonso

Horário: 17h

Local: Teatro do Sesi, Jardim da Penha

Sinopse:

Espetáculo teatral de animação La Odisea Según Rico, do Teatro del Caballero (Havana/Cuba), conta a história de Rico, que espera um trem. Mas, a espera é muito longa e, enquanto isso, ele vai narrando passagens do conto A Odisséia. Nele, o desejo de ver sua família se faz cada vez mais forte e as peripécias para conseguir se mesclam com a do herói do conto, Ulisses. A narrativa deixa o público com o sabor de que tudo na vida dependerá do desejo e do empenho que cada um dispõe.

UM BAÚ DE FUNDO FUNDO - MG

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Texto: Álvaro Apocalypse e Madu

Direção: Beatriz Apocalypse

Vozes: Vilma Henriques, Joaquim Costa, Ezequias Marques, Arildo Barros, José Roberto Alvarenga

Construtores e Marionetistas: Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso, Madu

Horário: 20h

Horário: 18h

Local: Theatro Carlos Gomes, Centro

Sinopse:

Teatro de bonecos do grupo Giramundo, Um Baú de Fundo Fundo é um conjunto de lembranças, estórias, lendas e cantigas populares. Com interesse em preservar a cultura popular, o "Baú" coleciona e expõe um pouco da cultura mineira. O palhaço Libório comanda a ação. Foi a quarta montagem da Companhia Giramundo, de Belo Horizonte e estreou em 1975, mostrando o teatro de bonecos para adultos, com linguagem verdadeiramente teatral, sem os excessos do teatro de bonecos infantil. O grupo Giramundo foi fundado em 1970, em Minas Gerais (Lagoa Santa) e desde 1976 está em Belo Horizonte, onde realiza espetáculos para o público infantil e adulto, com as mais variadas técnicas de criação, confecção e manipulação de bonecos. Foi premiado em todo o mundo e com grande atuação profissional em vários campos, como por exemplo, espetáculos, museu, teatro e escola.

BOULEVARD, 83 - ES

BLVD83-Carlos_Gomes[6] Ficha Técnica:

Direção e Texto: Leandro Bacellar

Compositor: Elenísio Rodrigues

Elenco: Stace Mayka, Werlesson Grassi, Nívia Carla, Leandro Bacellar, Allan Toni, Diego Carneiro, Marcos Luppi, Dayane Lopes, Luana Eva, Danielle Pansini, Luciene Camargo, Ludmila Porto.

Horário: 20 horas

Local: Teatro Universitário, Campus da UFES

Sinopse:

O musical Boulevard 83 conta a história de François Jocker e Joe Jocker, proprietários do endereço da casa de espetáculos mais antigos da Rua Boulevard, situada em New Paris City (um lugar híbrido entre Paris e Nova York). Após a morte de François Jocker, que aparentemente era rico, é feita a leitura do testamento e os artistas que trabalhavam e moravam na casa, descobrem que ele, na verdade, estava falido. Com a casa hipotecada, todos passam a temer uma ordem de despejo. Para solucionar o problema, os artistas se unem e resolvem montar um show de reabertura do Boulevard e tentar conseguir oitenta e três mil "Francos Dolados" para quitar os títulos.

Escolham o que desejarem assistir e apreciem! Bom espetáculo!

sábado, 17 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 4

imagem0002 Sinceramente quria iniciar este tópico com o seguinte título: “Uma Ode ao teatro!”, pois foi isso que eu senti ao fim do trabalho cênico da Trupe Iá… Pocô!, “Os Mendigos e o Pato do Imperador”.

Eu não concordo com o título, mas com o imperador constantemente os chama assim, além de outras palavras perjorativas, deixa passar.

Este grupo de Aracruz, que veio a Vitória e aqui se estabeleceu estão de parabéns pelo trabalho, pois mesmo com constante repetição de algumas frases, conseguiram dar conta do recado.

Olha não entendo nada de poesia ou prosa, mas ver um texto sendo “recitado” e contendo interpretação é uma coisa na qual não tinha visto ainda. Está de parabéns o ator, diretor e autor Rodrigo Paouto, que nos entrega uma verdadeira declaração de amor a arte que pratica. No começo, não acreditei muito nos atores que interpretavam os mendigos, que pareciam estar nos forçando a acreditar neles, mas com o passar da peça, demonstraram muita qualidade no trabalho, com exceção de um ator somente. Uma verdadeira aula de história do teatro, na qual ouvi pessoas que saiam do teatro, dizendo que haviam aprendido mais sobre esta arte marginalizada e menosprezada. Eu fiquei emocionado com o trabalho, que também me fez rir, apesar de todos os clichês. Obrigado a Trupe pelo trabalho e parabéns a todos, em especial a Tato Brasil, Rodriggo Sabatini e o próprio Rodrigo Paouto. E que esta arte marginal perdure por muitos anos!

Agora seguindo o trivial, que é a programação de amanhã, teremos teatro de rua, de bonecos, expressão corporal e uma das companhias mais consagradas do Brasil. Vamos lá!

Primeiramente, não teremos programações vespertinas, pois elas se iniciarão à noite no Theatro Carlos Gomes com o Grupo Giramundo que apresenta o teatro com bonecos “Um Baú de Fundo Fundo”, as 18:00. Já na Escola de Teatro e Dança FAFI, as 19:00 teremos a peça “Rock, Ressaca e Refluxo”, com roteiro, argumento e direção de Leonardo Patrocínio. Depois, na Praça Sagrada Família, no bairro Jardim Camburi, o Grupo Imbuaça reapresentará o seu trabalho de rua “O Munodo Tá Virado, Tá Que Vai ou Não Vai, Uma Banda Pendurada A Outra Em Breve Cai”, as 19:30. Já no Teatro do SESI, as 20:00, estréia a nova montagem de expressão corporal da Cia. de Teatro Urgente, com texto e direção de Marcelo Ferreira, “Fahrenheit, 451”, e para fechar com chave de ouro o quinto dia do Festival, o Armazém Companhia de Teatro apresenta no palco do Teatro Universitário, no Campus da UFES, as 21:00, o espetáculo “Inveja dos Anjos” dos dramaturgos Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes, com direção do segundo.

Abaixo sinopses e fichas técnicas. Sempre lembrando que, para retirada dos ingressos das peças que acontecerão dentro do teatro, tem de comparecer ao da sua escolha para retirada do ingresso, a partir das 13:00. Já no teatro de rua, é só aparecer e assistir. Bom espetáculo para todos!

UM BAÚ DE FUNDO FUNDO - MG

bau_menu_r1_c8 Ficha Técnica:

Peça: Um Baú de Fundo Fundo

Texto: Álvaro Apocalypse e Madu

Direção: Beatriz Apocalypse

Vozes: Vilma Henriques, Joaquim Costa, Ezequias Marques, Arildo Barros, José Roberto Alvarenga

Construtores e Marionetistas: Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso, Madu

Horário: 18:00

Local: Theatro Carlos Gomes, Centro

Sinopse:

Teatro de bonecos do grupo Giramundo, Um Baú de Fundo Fundo é um conjunto de lembranças, estórias, lendas e cantigas populares. Com interesse em preservar a cultura popular, o "Baú" coleciona e expõe um pouco da cultura mineira. O palhaço Libório comanda a ação. Foi a quarta montagem da Companhia Giramundo, de Belo Horizonte e estreou em 1975, mostrando o teatro de bonecos para adultos, com linguagem verdadeiramente teatral, sem os excessos do teatro de bonecos infantil. O grupo Giramundo foi fundado em 1970, em Minas Gerais (Lagoa Santa) e desde 1976 está em Belo Horizonte, onde realiza espetáculos para o público infantil e adulto, com as mais variadas técnicas de criação, confecção e manipulação de bonecos. Foi premiado em todo o mundo e com grande atuação profissional em vários campos, como por exemplo, espetáculos, museu, teatro e escola.

ROCK, RESSACA E REFLUXO - ES

Rock_Ressaca_Refluxo_Foto de Rafael Magalhães_2 Ficha Técnica:

Peça: Rock, Ressaca e Refluxo

Direção, Roteiro e Argumento: Leonardo Patrocínio.

Elenco: Célia Moscon, Cyntia Andrade, Dieymes Pechincha, Elias de Aquino, Erik Martincues e Josué Anner.

Horário: 19:00

Local: Escola de Teatro e Dança FAFI, Centro

Sinopse:

Rock, Ressaca, Refluxo são três quadros que formam um círculo vicioso e surreal a que as pessoas se submetem. No Rock há uma tentativa de compensar uma vida opaca. A Ressaca é angustiante e revela o vazio que resta aos personagens que fogem de si mesmos. No Refluxo, as personagens "viram do avesso" para expor de forma intensa o que está represado. Em relação à linguagem, o espetáculo reúne Teatro Físico e Dança-Teatro.

O MUNDO TÁ VIRADO, TÁ QUE VAI OU NÃO VAI, UMA BANDA PENDURADA A OUTRA EM BREVE CAI – SE

gimbuaca Ficha Técnica:

Peça: O Munodo Tá Virado, Tá Que Vai ou Não Vai, Uma Banda Pendurada A Outra Em Breve Cai

Direção Geral: Iradilson Bispo

Elenco:Isabel Santos Neves, Lindolfo Amaral, Manoel Cerqueira, Luciano Lima, Rita Maia, Késsia Mecya, Rosicléia Moura, Talita Calixto, Carlos Wilker.

Horário: 19h30

Local: Praça Sagrada Família, em Jardim Camburi

Sinopse:

No cotidiano das ruas tudo acontece. O espetáculo constrói um espelho desse segmento social: o ambulante, expondo o consumismo e o anti-herói dentro de uma mesma atmosfera. O comércio, antes restrito às feiras, hoje invade os logradouros públicos e até mesmo os lares. A sociedade de consumo exige sempre maiores espaços para vender e adquirir seus atrativos. Nesse comércio global e expandido, circulam personagens inusitados que trazem consigo a velha história: se dar bem a qualquer custo, não importa como.

FAHRENHEIT, 451 / ES

fahrenheit451 Ficha Técnica:

Peça: Fahrenheit, 451

Texto e Direção gestual dramático: Marcelo Ferreira

Elenco: Marcelo Ferreira e Diego Amaral

Horário: 20:00

Local: Teatro do SESI, em Jardim da Penha

Sinopse:

Espetáculo de teatro e dança, Fahrenheit, 451 é uma montagem com roteiro e texto originais, a partir do romance homônimo do escritor americano Ray Bradbury e da versão para o cinema de François Truffaut. A peça fala do poder, da censura, da alienação de uma sociedade vigiada. Mostra um futuro sombrio para a história, quando todos os livros foram proibidos e queimados e os meios de comunicação, em especial a TV , manipulam o pensamento e os sentimentos dos telespectadores, criando fatos e gerando guerras.

Reúne imagens, sons, movimento e texto que remetem aos signos e temas da obra citada: a impossibilidade do pensamento, a patrulha ideológica e o controle autômato da informação. A resistência a todo tipo de opressão fica clara quando os personagens fogem para a floresta e transformam-se em livros, decoram suas falas e as repetem à exaustão para que a memória da civilização não se apague. Com Fahrenheit, 451 a Companhia de Teatro Urgente encerra sua trilogia em homenagem ao cinema ( Nosferatu - 2007 e Metrópolis - 2008).

INVEJA DOS ANJOS - RJ

inveja_dos_anjos(1) Ficha Técnica:

Peça: Inveja dos Anjos

Direção: Paulo de Moraes

Dramaturgia: Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes

Elenco: Marcelo Guerra, Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Simone Mazzer, Simone Vianna, Thales Coutinho, Verônica Rocha

Horário: 21h

Local: Teatro Universitário, UFES

Sinopse:

Inveja dos Anjos reúne histórias e traz memória, encontros e despedidas que emocionam o público. Em um cenário atravessado por trilhos de trem desenvolve-se o comovente espetáculo que consolida a atuação da Armazém Companhia de Teatro, do Rio de Janeiro, como um grande grupo teatral da atualidade.

O texto reúne histórias de pessoas simples, que vivem em uma cidadezinha qualquer e repassam cenas do cotidiano. São acontecimentos que movem os relacionamentos humanos, acompanhados de afetos, desejos e frustrações com a vida. Por outro lado, são pessoas que comovem pela dignidade ao encarar suas alegrias e tristezas. A memória é o ponto comum entre os personagens. Em um exercício constante de revisitar o passado, vivenciam os reencontros com esperança renovada e absorvem as partidas, as despedidas da melhor maneira possível, seguindo em frente. Com isso, a importância do cenário. As idas e vindas das pessoas, do trem que chega e parte durante toda a encenação, torna o cenário vivo e fundamental nos constantes encontros e despedidas.

Qualquer alteração na programação é de responsabilidade da Comissão Organizadora. Bom espetáculo a todos!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 3

imagem0002 Como começar a falar deste dia? Com um agradecimento sincero ao ator Sérgio Torrente, que hoje (15/10/2009) surgiu no corredor ao lado do Theatro Carlos Gomes e animou a todos que esperavam na fila para pegar o ingresso. Com sua facilidade de repentista, fez as horas passarem com seus causos e músicas bem animadas.

E quando chegou à noite, fui eu cumprir minha maravilhosa tarefa de assistir teatro. Diferente da noite de ontem (14/10/2009), deixaram-nos sentar aonde desejassemos, sem restrições. Aconcheguei-me e aguardei o começo da peça “Dinossauros… Ou Ainda é Hoje”.

Eu já havia assistido a este trabalho quando ele esteve no mesmo palco em abril de 2009 e sinceramente me decepcionei. Hoje, fui na expectativa de ver uma amadurecimento da peça, mas não vi nada disso. O povo riu? Sim, mas risadas não significa um bom trabalho, somente que as piadinhas funcionavam, e poderiam ter funcionado melhor, se os atores não tentassem atropelar o bom humor do público, que conseguia aceitar bem as peripécias da atriz.

O ator em cena era monotônico, sem dar nuances a uma personagem que exigia sentimentos. Na tentativa de seguir o texto a risca, algumas falhas podiam ser notadas, mesmo sem as intenções não acontecerem. Eu não entendo muuito de iluminação (e nem sei se entendo de teatro), mas algo me dizia que aquela iluminação usada poderia ser feita de outro modo, que demonstraria o que eles desejam passar. A peça, do começo ao fim, me pareceu forçada, com falta de sentimento em cena, demonstrando uma expecttiva dos próprios atore do que aconteceria, tanto que o público já sabia, antecipadamente o iria ocorrer em cena, sem eles nem precisarem insinuar (ou talvez por insinuarem demais!)

Mas a noite não estava completamente perdida, pois fui levado pela minha amiga, a atriz Nivia Carla a Escola de Teatro e Dança Fafi, aonde estava sendo apresentado a peça teatral “As Grandes Lonas do Céu”, da Cia. Candongas e Outras Firulas. O trabalho cênico da Companhia e direcionado para espaços alternativos e foi levado para a Arena da FAFI, aonde um grande número de pessoas assistiu a história de um grupo ciercense em decadência, no qual um dos palhaços persiste que tudo virá a melhorar, só que na cidade aonde eles param, ninguém frequenta o circo por culpa de uma televisão na praça da cidade. Quando a vedete do circo decide ir embora, por causa da televisão, um doa palhaços comete o crime de quebrar o aparelho, causando uma verdadeira confusão. Nisso, a filha do cabo da cidade, decide se juntar ao grupo circense, trazendo mais problemas. O final chega ser poético, com uma demonstração que o verdadeiro circo some dos palcos, mas não dos corações daqueles que viveram e ainda vivem desta magia.

Agora vamos à programação do dia 16/10//2009 (sexta-feira).

O dia começará com o Grupo Imbuaça, que fará sua primeira apresentação na Praça Costa Pereira, as 12:00, depois à noite, no mesmo horário, acontecem trâs peças teatrais. No Theatro Carlos Gomes será encenada a peça ”Carlota Joaquina… Uma Vírgula”, da JC Produções, no Teatro do SESI será encenada a peça teatral “Os Mendigos e o Pato do Imperador”, da Trupe Iá… Pocô! e no Teatro Universitário teremos nosso primeiro convidado internacional de Havana, Cuba, “La Octava Puerta”, do Grupo Teatro del Caballero. Tdos serão apresentados as 20:00. E para fechar a noite, quem perdeu terá a oportunidade de assistir ao trabalho cênico da Cia. Candongas e Outras Firulas, “As Grandes Lonas do Céu”, as 21:00, na Arena da FAFI.

Abaixo as fichas técnicas e suas respectivas sinopses. Lembrando que, para retirada do ingresso, precisa comparecer a bilheteria do teatro a sua escolha, a partir das 13:00, mas no caso do teatro de rua, é somente comparecer ao local e bom espetáculo!

O MUNDO TÁ VIRADO, TÁ QUE VAI OU NÃO VAI, UMA BANDA PENDURADA A OUTRA EM BREVE CAI - SE

gimbuaca FICHA TÉCNICA:

Peça: “O Mundo Tá Virado, Tá que vai ou não vai, Uma Banda Pendurada a Outra em Breve Cai”

Direção Geral: Iradilson Bispo

Elenco:Isabel Santos Neves, Lindolfo Amaral, Manoel Cerqueira, Luciano Lima, Rita Maia, Késsia Mecya, Rosicléia Moura, Talita Calixto, Carlos Wilker.

Local: Praça Costa Pereira, Centro

Horário: 12:00

Sinopse:

No cotidiano das ruas tudo acontece. O espetáculo constrói um espelho desse segmento social: o ambulante, expondo o consumismo e o anti-herói dentro de uma mesma atmosfera. O comércio, antes restrito às feiras, hoje invade os logradouros públicos e até mesmo os lares. A sociedade de consumo exige sempre maiores espaços para vender e adquirir seus atrativos. Nesse comércio global e expandido, circulam personagens inusitados que trazem consigo a velha história: se dar bem a qualquer custo, não importa como.

CARLOTA JOAQUINA... UMA VÍRGULA / ES

Carlota (67)[5] FICHA TÉCNICA:

Peça: “Carlot Joaquina… Uma virgula”

Direção e texto: José Celso Cavaliéri

Elenco: Anderson Lima, Hewerton Fraga, Thelma Lopes, Theo Simon, Thiago Lourenço

Local: Theatro Carlos Gomes, Centro

Horário: 20:00

Sinopse:

Uma comédia escrachada e divertida, onde se junta ficção com a história do Brasil, encabeçada por uma rainha velha e devassa, arranjando mil confusões na corte, tentando a todo custo, casar seus dois filhos, para passar a coroa, já que o rei vive dormindo, mas seus dois filhos não querem casar. Seu filho não aprecia o sexo oposto, a filha só tem olhos para os banquetes do Palácio. Nessa confusão, tem o fiel e bonito escudeiro do rei, que mãe e filho desejam e disputam (sem saber), quem conseguirá levar o rapaz para a cama, sem contar que a rainha distrai o stress, com o seu escravo, que já não a suporta mais. Essa história hilária e crítica ao Brasil Colônia, levará todos a grandes gargalhadas.

OS MENDIGOS E O PATO DO IMPERADOR - ES

Os Mendigos - Banner FICHA TÉCNICA:

Peça: “Os Mendigos e o Pato do Imperador”

Texto e direção: Rodrigo Paouto

Elenco: Tato Brasil, Rodrigo Sabatini, Valber Vieria, Dana Oliver, Josi Oliver, Rodrigo Paouto

Local: Teatro do SESI, Jardim da Penha

Horário: 20:00

Sinopse:

O espetáculo se passa em torno do julgamento de quatro mendigos famintos, integrantes de um grupo mambembe de teatro. O "crime" foi ter comido o pato de estimação do imperador da cidade aonde chegam. Em sua tentativa de defesa, os réus dão uma aula sobre fases da história do teatro.

A peça expõe a insensibilidade das autoridades constituídas em relação á Arte e, consequência disso, a marginalidade a que são relegados os artistas, com mais intensidade os de teatro. Seu maior diferencial é morfológico, pois as falas se dão na forma de rimas, o que enriquece a musicalidade e o ritmo da narrativa.

(CONVIDADO ESPECIAL) LA OCTAVA PUERTA - CUBA

la-octava-puerta-web FICHA TÉCNICA:

Direção: José Antonio Alonso e Jorge Luis Garcia

Autor: José Antonio Alonso e Julio Cid

Ator: José Antonio Alonso

Local: Teatro Universitário, Campus da UFES

Horário: 20:00

Sinopse:

Alguma vez você já se perguntou, ao sair de casa, o quanto de você fica atrás da porta que se fechou?" Este é um dos questionamentos que o grupo cubano faz com o espetáculo "La Octava Puerta". A peça é uma comédia apresentada pelo premiado ator José Antonio Alonso, que assina o texto em parceria com o dramaturgo Julio Cid.

O ator se lança na história com a mesma força com que os sete exércitos se lançaram contra Tebas. Um para cada porta da muralha que protegia a cidade que sofria com as maldições lançadas por Édipo. Mas aqui, ele apresenta uma oitava porta que simboliza a necessidade de escapar, de se refugiar. Entendida desta maneira, a peça transmite um profundo conteúdo social: uma visão crítica da sociedade cubana e da sociedade de modo geral.

Ele utiliza várias máscaras para representar os diversos personagens que interpreta. Na peça, esses adereços, que são instrumentos usuais no teatro, adquirem um sentido e significado específico dentro do espaço cênico: compõe uma unidade entre os personagens e a realidade do espectador.

AS GRANDES LONAS DO CÉU

convitecandongas01 FICHA TÉCNICA:

Peça: As Grandes Lonas do Céu

Texto e Direção: Fernando Limoeiro

ELENCO: Antônio Rodrigues, Cláudia Henrique, Guilherme Théo, Gustavo Bartolozzi, Raquel Castro, Wagner Vasconcelos.

Local: Arena da Escola de Teatro e Dança FAFI

Horário: 21:00

SINOPSE:

"As Grandes Lonas do Céu" é da Companhia Candongas e Outras Firulas, de Minas Gerais, que possui quase 15 anos de estrada e 13 espetáculos de repertório. O espetáculo é uma homenagem ao circo tradicional brasileiro e mostra a realidade triste e, ao mesmo tempo, fantástica dos Circos Tradicionais. No espetáculo, o grupo faz uma reflexão sobre essas formas populares do circo que excursionam pelas cidades do interior e periferias dos grandes centros urbanos, levando sua arte de estética própria. A maioria tem um número reduzido de artistas, se comparada às grandes companhias circenses. Seis atores contam as dificuldades enfrentadas pelo Circo Teatro Mandacaru Sonhadoras, na década de 60, com a chegada da televisão no sertão nordestino. Eles resgatam ao público, o encantamento do picadeiro, dos números de palhaços, malabarismo, de mágicos, da dança, da música e dos melodramas.

Qualquer mudança ou alteração da programação é de responsabilidade da Comissão Organizadora. Carpe Diem!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

5ª Edição do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória” – Dia 2

imagem0002 Ontem (13/10/2009), decidi por não criticar a comissão organizadora do Festival, mas hoje (14/10/2009) não posso deixar passar.

No dia de ontem, durante a retirada de ingressos, os responsáveis pela organização, para desimpedir o local ao lado do Theatro Carlos Gomes, fez com que a fila seguisse por trás do teatro, tirando uma grande maioria da sombra para encarar o sol do meio-dia e fazendo com que os transeuntes, que não tinham nada a ver com os interessados pelo Festival, tivessem de passar pela rua, já que a calçada estava toda ocupada. Já no dia de hoje, deu para perceber que a democracia não existe mais, pois depois de encarar mais duas filas, uma para pegar o ingresso e outra para entrar no Teatro Universitário, na UFES, você – por mais que chegasse cedo – não tinha o direito de sentar aonde desejasse, pois os melhores lugares já estavam reservados para a Comissão Organizadora e seu convidados, enquanto este caro divulgador das artes cênicas capixaba precisou se acomodar em um canto a esquerda do palco, graças a organização pífia da Comissão, que por final terminou atrasando o espetáculo da Cia. Inconsciente em Cena, “Óidipus, Filho de Laios – A História de Édipo Rei Pelo Avesso”, em meia hora.

Mas apesar desta organização ditatorial, e consegui ver um grande trabalho cênico da Companhia.

A peça se baseia na tragédia grega Oidipus Tirannos (também conhecida como Édipo Rei), de Sófocles. O dramaturgo grego a escreveu por volta de 427 A.C., e agora o psicanalista, dramaturgo e diretor teatral Antonio Quinet, junto com outras mentes pensantes, a adapta para os dias atuais. As ideias de interpretação continuam, com a existência do coro, muito evidente no período helênico em que Sófocles viveu e o recurso de máscaras e outros objetos cênicos para a encenação. Esta releitura tem o uso de recursos mais atuais, como uma gravação no começo da peça (achei muito artificial) da voz de Laios, teclados elétricos e o uso de violão. Mas os “atores-pesquisadores” (como se referem no blog da peça) demonstram um ótimo trabalho profissional, com expressões corporais de muito bom gosto. Apesar do nu, ele não é gratuito, pois todos (com exceção de duas atrizes), têm o dorso nu, tanto homens quanto mulheres. A peça é pesada, pois fala de romance cujo as atuais religiões acham execráveis, mas que no período em que foi escrita era bem real, apesar de não aceita. Sem contar com a intervenção do diretor no final do trabalho, fora do contexto, o trabalho tem uma atuação muito boa dos integrantes, a iluminação é bem executada e a sonoplastia em tempo real ganha corpo, como um terceiro elemento em cena.

Isso foi o que eu consegui ver no segundo dia do Festival, que promete muita coisa pela frente.

Já pro terceiro dia (15/10/2009), teremos trabalhos de rua e de palco.

Começaremos com Teatro de rua no Mercado da Vila Rubim, aonde a Cia. Pombas Urbanas reapresenta “Histórias Para Serem Contadas”, ao 12:00. Já na Escola de Teatro e Dança FAFI, o Grupo XIX de Teatro reapresenta o trabalho cênico “Hysteria”. Já no palco do Theatro Carlos Gomes teremos a apresentação de “Dinossauros… Ou Ainda é Hoje”, com direção de Altair Caetano, as 20:00, enquanto na Praça Costa Pereira, as 21:00, a Cia. Candongas e Outras Firulas apresentará “As Grandes Lonas do Céu”.

Vale lembrar que, para retirar seu ingresso na bilheteria do teatro, precisa estar lá as 13:00. Seguem abaixo as sinopses com suas respectivas Fichas Técnicas:

HISTÓRIAS PARA SEREM CONTADAS - SP

3407002267_9b76dbe0ed_o FICHA TÉCNICA:

Peça: “Histórias Para Serem Contadas”

Texto: Oswaldo Dragún

Direção: Hugo Villavicencio

Elenco: Adriano Mauriz, Paulo Carvalho Júnior, Juliana Flory, Marcelo Palmares, Ricardo Big e Natali Santos

Local: Mercado da Vila Rubim, Vila Rubim

Horário: 12:00

SINOPSE:

Um grupo de atores vai de cidade em cidade. Toca e canta de praça em praça, representando o jogo da vida. Numa linguagem vibrante, eles contam histórias incríveis de pessoas comuns. Falam de um homem que virou cachorro e do camelô que ganhava a vida no grito e morria de dor de dente. Com humor e violência as histórias revelam situações absurdas criadas na luta pela sobrevivência que pipocam e desaparecem. A rua, palco do espetáculo, é o cenário cotidiano destas tragédias, comédias e dramas urbanos que muitos não querem ver.

Com texto do dramaturgo argentino Oswaldo Dragún, escrito em 1957, e direção de Hugo Villavicenzio, "Histórias Para Serem Contadas" revela situações absurdas repletas de humor e violência em torno da luta pela sobrevivência que pipoca e desaparece diariamente numa metrópole como São Paulo.

HYSTERIA

hysteria FICHA TÉCNICA:

Peça: Hysteria

Criação, pesquisa de texto e figurinos: Grupo XIX de Teatro

Direção: Luiz Fernando Marques

Elenco: Evelyn Klein, Mara Helleno, Janaina Leite, Juliana Sanches e Sara Antunes

Local: Escola de Teatro e Dança FAFI

Horário: 16:00

SINOPSE:

No final do século XIX, nas dependências de um hospício feminino carioca, cinco personagens internadas como histéricas revelam seus desvios e contradições - reflexos diretos de uma sociedade em transição, na qual os valores burgueses buscavam adequar a mulher a um novo pacto social. Cenicamente, abdica-se do palco e dos recursos de sonoplastia e iluminação, optando-se por um espaço não convencional, no qual a platéia masculina é separada da platéia feminina que é convidada a interagir com as atrizes. Esta interação, aliada a textos previamente elaborados, gera uma dramaturgia híbrida, única a cada apresentação.

DINOSSAUROS...OU AINDA É HOJE

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Peça: “Dinossauros… Ou Ainda é Hoje”

Autor: Santiago Serrano

Direção geral: Altair Caetano

Elenco: Maria Alice Costa e Othoniel Cibien

Local: Theatro Carlos Gomes

Horário: 20:00

SINOPSE:

O espetáculo fala da sensibilidade e da busca da felicidade num mundo cada vez mais opressor. Sentimentos como ingenuidade e ternura caracterizam os personagens Silvina e Nicolas, verdadeiros seres em extinção, como dinossauros. E para não desaparecer, para voltar a ter esperança, o casal precisa inventar o futuro possível. Os dois lutam para escapar da rotina que os oprime.

AS GRANDES LONAS DO CÉU

john_e_joe FICHA TÉCNICA:

Peça: As Grandes Lonas do Céu

Texto e Direção: Fernando Limoeiro

ELENCO: Antônio Rodrigues, Cláudia Henrique, Guilherme Théo, Gustavo Bartolozzi, Raquel Castro, Wagner Vasconcelos.

Local: Praça Costa Pereira

Horário: 21h

SINOPSE:

"As Grandes Lonas do Céu" é da Companhia Candongas e Outras Firulas, de Minas Gerais, que possui quase 15 anos de estrada e 13 espetáculos de repertório. O espetáculo é uma homenagem ao circo tradicional brasileiro e mostra a realidade triste e, ao mesmo tempo, fantástica dos Circos Tradicionais. No espetáculo, o grupo faz uma reflexão sobre essas formas populares do circo que excursionam pelas cidades do interior e periferias dos grandes centros urbanos, levando sua arte de estética própria. A maioria tem um número reduzido de artistas, se comparada às grandes companhias circenses. Seis atores contam as dificuldades enfrentadas pelo Circo Teatro Mandacaru Sonhadoras, na década de 60, com a chegada da televisão no sertão nordestino. Eles resgatam ao público, o encantamento do picadeiro, dos números de palhaços, malabarismo, de mágicos, da dança, da música e dos melodramas.

Qualquer alteração na programação é de responsabilidade da Comissão Organizadora do Festival. Bom espetáculo para todos!