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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Folgazões percorre o Estado com peça teatral

tríade comunicaçãoA Tríade Comunicação, com sempre, nos mantêm informados dos trabalhos da Folgazões Companhia de Artes Cênicas. Desta vez ela nos trás o novo trabalho da companhia, “O Auto do Tatu”, que estará percorrendo as cidades de Divino São Lourenço e Anchieta nos dias 29 e 30 de junho de 2013 (sábado e domingo). Lembrando, como é um espetáculo de rua, não precisa pagar nada, é só chegar, assistir e bom espetáculo para todos!

Folgazões percorre o Estado com peça teatral

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Para quem vai viajar e está buscando uma programação para o fim de semana, a dica é assistir a peça “O Auto do Tatu” que será apresentado pela Folgazões Companhia de Artes Cênicas, neste sábado e domingo (29 e 30), em Divino São Lourenço e Anchieta, no Estado do Espírito Santo.

As apresentações, gratuitas, fazem parte da Turnê Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua, que será realizada até o início de agosto. Nesse período, os atores também passarão pelos municípios de Linhares, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Santa Leopoldina e Aracruz. Anote na agenda

Sobre a peça

Uma trupe de brincantes surge perante o público para apresentar a história de uma comunidade que luta para reaver um animal sagrado, símbolo maior de sua felicidade. O espetáculo é um musical com bonecos, inspirado nas manifestações populares brasileiras; uma brincadeira que percorre os caminhos da imaginação reverenciando as forças da natureza.

Serviço:

O Auto do Tatu

Divino São Lourenço:

Data: 29 de junho de 2013

Horário: 19h

Local: Divino São Lourenço

Aberto ao público

Anchieta:

Data: 30 de junho de 2013

Horário: 16h

Local: Anchieta

Aberto ao público

Mais informações para a imprensa:

Tríade Comunicação (27) 3225-0099

Atendimento:

Jamili Zambaldi – (27) 9838-0926

jamili@triadecomunicacao.com.br

Coordenação:

Ane Ramaldes – (27) 9973-4547

aneramaldes@triadecomunicacao.com.br

Denise Klein – (27) 9253-6191

deniseklein@triadecomunicacao.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Companhia Folgazões em Domingos Martins

O Espírito Santo respira artes cênicas. Além de dois bons espetáculos na capital, a Companhia Folgazões está levando à Domingos Martins/ES o seu espetáculo “O Pastelão e a Torta”, que foi agraciado com o Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua e iniciará uma circulação indo a cidade e mais outras duas, com entrada franca. Simplesmente imperdível! Abaixo segue o material enviado a mim pela atriz e jornalista Daiana Scaramussa.

Domingo tem espetáculo?

5 foto Rafael Resende  20 de abril de 2010_thumb[3] Tem sim senhor! E a diversão fica por conta da Companhia Folgazões, que sobe a serra e leva para o ‘friozinho’ de Domingos Martins o Espetáculo “O Pastelão e a Torta”. Esta apresentação faz parte do projeto de circulação em que a Companhia foi contemplada (Prêmio Funartes Artes Cênicas na Rua) em 2010 e que vai proporcionar ao público de três cidades do Estado, lazer, cultura e muita diversão, e o que é melhor, com entrada franca!

Sinopse

6 foto Rafael Resende  20 de abril de 2010_thumb[3] A farsa “O Pastelão e a Torta” foi escrita na Idade Média por autor desconhecido. Já foi montada e encenada por diversos grupos de teatro em todo o mundo e até hoje diverte as plateias. O enredo narra as peripécias de Julião e Balandrot, dois mendigos que não vão medir esforços para conseguir ‘abocanhar’ um delicioso pastel e uma apetitosa torta. O que eles não contavam é que teriam que driblar Joaquim e Marieta, os pasteleiros, donos das cobiçadas receitas . Em “O Pastelão e a Torta”, diversão é o ingrediente que não vai faltar!

Serviço:

Espetáculo: “O Pastelão e a Torta” – Companhia Folgazões

Dia: 22 de maio de 2011

Local: Coreto da Praça Dr. Arthur Gehardt – (Domingos Martins)

Horário: 15 horas

Entrada Franca

O espetáculo

7 foto Rafael Resende  20 de abril de 2010_thumb[3] Montado pela primeira vez pela companhia em 2008, na ocasião, com recursos do prêmio de Montagem Alvim Barbosa da Secretária Estadual de Cultura do Espírito Santo. Neste mesmo ano, foram realizadas cinco apresentações de uma curta temporada. Em 2009, o espetáculo é retomado num novo processo de encenação e pesquisa que perdurou até 2010, dando origem a um novo espetáculo que, agora, está pronto para iniciar suas andanças pelos parques, ruas e praças desse país afora. O espetáculo é fruto de uma fusão de várias linguagens que estão presentes no processo de pesquisa e treinamento permanente do grupo, como a comicidade, a música e o teatro de rua.

Histórico

A Companhia Folgazões nasceu em Vitória/ES (2003) fruto de uma pesquisa da linguagem musical e gestual dos chamados “brincantes” - artistas que carregam em seu íntimo a alma do povo.

Desde então, o grupo vem desenvolvendo uma estética própria fundada nas linguagens musical, teatral, na dança, na arte da comicidade, nas técnicas circenses e no universo lúdico das festas populares.

Dedica-se, também, à pesquisa de espaços de encenação que possam aproximar a relação ator/espectador, não se limitando apenas ao palco italiano (tradicional).

Dessa forma, vem encontrando nos espaços “abertos” (praças, ruas e parques, entre outros) a sua área de atuação por excelência.

Atualmente, a Companhia Folgazões tem em seu repertório os espetáculos “Cantantes e Brincantes” e “O Pastelão e Torta” e também ministra oficinas em sua sede, no centro de Vitória.

quarta-feira, 30 de março de 2011

“Dom Casmurro”, do Grupo Z de Teatro

grupo z de teatro Tá, “Dom Casmurro” é do escritor imortal Machado de Assis, mas sua adaptação para o teatro na rua será feita pelo Grupo Z de Teatro em uma adaptação de Fernando Marques.

O romance de Machado de Assis é uma das maiores obras brasileiras deixada para posteridade, que com certeza deve receber uma magnífica adaptação, já que competência para isso existe de sobre no Grupo Z.

A estreia acontece nesta sexta-feira (01/04/2011), as 20h00, no quintal do – falecido – Teatro Galpão. Os ingressos estarão sendo vendidas nos valores de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). “Dom Casmurro” ficará em cartaz no mesmo lugar que estreara até o dia 01/05/2011 (domingo), sempre se apresentando nos sábados e domingos, no mesmo horário.

Abaixo segue o release e a ficha técnica enviados a mim pelo diretor, ator, dramaturgo e membro do Grupo Z de Teatro, Fernando Marques (Valeu Dinho!)

Relase

Dom Casmurro Em Dom Casmurro, o protagonista Bento Santiago conta a própria história e de como amou, desde os quinze anos, Capitu, que viria a ser sua esposa. E como, depois de algum tempo de felicidade conjugal, acreditou-se enganado por ela e por seu melhor amigo, Escobar.

No entanto, mais do que uma história de ciúmes – que fica em aberto, pois tudo o que se tem contra Capitu é a narração do marido –, em Dom Casmurro há um panorama de tipos diversos, que vão sendo construído aos poucos, e as relações que se travam entre eles.

O Grupo Z de Teatro, para construir seu espetáculo a partir da obra de Machado de Assis, mergulhou na obra do autor, em vários estudos feitos sobre ela e nos fundamentos do teatro épico. Mas, sobretudo, na própria leitura que cada um dos integrantes fez da obra, construindo, através do processo colaborativo, uma maneira própria de contar uma das histórias mais consagradas da literatura nacional.

Ficha Técnica

Dramaturgia e direção: Fernando Marques

Assistência de direção: Carla van den Bergen

Direção de produção: Carla van den Bergen

Produção executiva: Grupo Z de Teatro

Cenário e figurino: Francina Flores

Iluminação: Carla van den Bergen

Elenco: Alexsandra Bertoli, Daniel Boone, Eldon Gramlich, Lorena Lima, Telma Smith, Valéria Nogueira, Vinícius Duarte.

Local: Quintal de Teatro Galpão (na parte de trás do teatro)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Horário: 20h00

Datas: 01 de abril (estreia) e fica em cartaz todo os sábados e domingos, até o dia 01 de maio

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Grupo Beta de Teatro leva “O Coração Delator” à Escola de Teatro, Dança e Música FAFI

Professora e aluna retornam aos palcos de Vitória com novo espetáculo. Vocês devem estar se perguntando de quem estou falando, não é? Pois são Telma Smith e Lorena Lima, ambas fundadoras do Grupo Beta de Teatro, que retornam em 17 de setembro de 2010 (sexta-feira), as 20h00, no palco do auditória da Escola de Teatro, Dança e Música FAFI, com a peça “O Coração Delator”, e ficam até o dia 01 de outubro de 2010 (sexta-feira), com ingressos nos valores de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

A peça é baseada em três contos do escritor, romancista e poeta estadunidense Edgar Allan Poe (1809-1849). O que leva o título da encenação, “O Gato Negro” e “A Queda da Casa de Usher”, todos escritos por Poe entre 1839 e 1843. O Grupo, para a realização desse trabalho, foi agraciado mais uma vez com o “Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009” (dois anos consecutivos) e com patrocício da Vale, através da Lei de Incentivo Cultural “Rubem Braga”. Telma e Lorena ainda conseguiram, novamente, trabalhar lado a lado com o Grupo Z de Teatro, tendo o dramaturgo, diretor e ator Fernando “Dinho” Marques na direção e contando com a atriz e bailarina Carla Van Den Berger no elenco, ao lado de Lorena Lima. Telma desta vez fica somente na produção do trabalho cênico. Abaixo segue um breve release e algumas informações por aqueles que se interessarem em assistir à peça. Bom espetáculo para todos!

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apresenta:

o_coracao_delator No espetáculo O coração Delator são abordados três contos de Edgar Allan Poe, além do que dá nome ao espetáculo, foram utilizados: “O gato Preto” e “A queda da casa de Usher”. O espetáculo permeia essas histórias, confundindo a loucura, na relação entre as pessoas que são consideradas loucas e as que impõem, aos loucos, os limites.

Direção e dramaturgia: Fernando Marques

Elenco: Lorena Lima e Carla van den Bergen

Produção: Telma Smith e Lorena Lima

“O coração delator” é o segundo espetáculo do Grupo Beta de teatro, e recebeu para sua montagem o “Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009” e o patrocínio da empresa Vale através da Lei Rubem Braga. O grupo Beta também conta com a importante parceria do Grupo Z de Teatro.

Serviço:

Apresentações na Escola de Teatro e Dança FAFI

Av. Jerônimo Monteiro, 656 – Centro – Vitória

Horário: 20 horas

Estréia dia 17 de setembro

Temporada: até 01 de outubro (de sexta a domingo)

Além das apresentações da temporada, serão realizadas duas apresentações extras no dia 30 de setembro e uma no dia 01 de outubro para faculdades.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Faixa etária: a partir de 14 anos

Informações: (27) 3082-9509 ou (27) 3055-3757 ou (27) 3381-6921

Grupo Beta de Teatro

O grupo surgiu em 2007 da parceria entre Telma Smith e Lorena Lima, e seu primeiro espetáculo Descalça? foi recentemente contemplado pelo “Prêmio Funarte Myriam Muniz 2010 para circulação”. Trata-se de um concorrido prêmio que financiará as viagens do grupo por diversos estados brasileiros, e o grupo Beta, foi o único grupo capixaba escolhido entre os 2351 grupos inscritos em todo o Brasil.

Além da circulação nacional o grupo também realizará 06 apresentações pelo interior do Espírito Santo através do “Edital de circulação de grupos de teatro e dança-2010” da SECULT/ES.

Outros Prêmios recebidos pelo grupo:

Prêmio Funarte de Concertos didáticos/2010 (Quinteto de sopros capixaba)

Edital residência artística da Secult/2009

Prêmio Funarte de teatro Myriam Muniz/2008

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Espetáculo O CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS em Cariacica

O Centro Cultural
Frei Civitella di Trento em Cariacica abre as portas para receber o espetáculo "O Cemitério de Automóveis" nos meses de Agosto e Setembro deste ano.
A montagem, parceria entre os Grupos Tarahumaras e Boiacá foi contemplada como o Prêmio Miriam Muniz de Teatro (FUNARTE 2009) e estréia nesta quinta-feira(05/08) em exibição para convidados.
O texto do renomado diretor e dramaturgo Fernando Arrabal é dirigido pelo dramaturgo e diretor capixaba Wilson Coêlho, que nos textos que nos enviou deixa claro o que podemos esperar desta maravilhosa obra agora encenada.


 "Toda obra de arte se pauta por códigos que lhe são próprios. Códigos estes que, apesar de distintos, podem até se dar como uma unidade no sentido da criação (poiesis) e daquilo que lhes confere o status de obra de arte. No caso do teatro, tanto na dramaturgia quanto na pesquisa de montagem e mise-en-scène (apresentação) parece impossível que se realize sem que se enquadre num modelo entendido a partir do conflito e da existência de personagens, sem falar nas estruturas do texto que geralmente se sustentam de ação central, carpintaria, prólogo, desenvolvimento da intriga, crise, clímax, epílogo, etc.

Isto posto, ao dirigir O CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS, de Fernando Arrabal,  faz-se imprescindível rever alguns conceitos, considerando a linearidade do texto, a inexistência de “personagens” e a ausência do conflito. É uma montagem em que a encenação deve tornar-se invisível para que a peça se manifeste, como um corte na realidade. Daí, o conflito se realiza no fenômeno resultado da relação entre palco e platéia e que, os chamados “personagens”, como peças de um jogo de xadrez, não passam de elementos definidos numa rede de significações construídas no cotidiano. Assim, o cenário cede lugar ao espaço, levando em conta que as situações têm uma existência anterior ou paralela, na realidade (sem ser realista), onde os atos humanos se dão como uma contingência. Resta desenvolver uma habilidade no jogo que se estabelece entre os atores em cena e os espectadores".

(WilsonCoêlho) 

 

O CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS

O cemitério de automóveis  vem a ser uma versão muito peculiar da vida e paixão de Cristo, a quem dará o nome de Emanú (com a supressão do sufixo “el”, que em hebreu significa Deus, o autor expressa sua opção exclusiva pelo humano). A ação tem lugar num espaço cênico enormemente sugestivo cuja decoração espetacular Arrabal introduz no teatro as tendências materiais das artes plásticas. O mundo vem configurado por um subúrbio de barracos e miséria, de luzes e sombras, representado por um amontoamento em diversos níveis de carros queimados. Com a chegada de Emanú, que pretende, junto com Foder (Pedro) e Tope (Judas) alegrar a vida dos pobres do cemitério, as relações se transtornam. O trio de instrumentistas de jazz, encabeçado por Emanú, que toca a trompete, aparece como um elemento perturbador.

FICHA TÉCNICA
Autor............................................................Fernando Arrabal
Tradução.................................................................Wilson Coêlho
Direção/Encenação...........Nysio Chrysostomo e Wilson Coêlho
Direção musical........................................................Fraga Ferri
Figurinos.......................................................Gilbert Chaudanne
Produção Visual.................................................Berenice Pahins
Produção Executiva.........................................Marcos de Castro
 

ELENCO
Berenice Pahins........................................Lasca (atleta e policial)
Fernanda Picoli....................................................................Dila
Fraga Ferri........................................................................Fóder
Hudson Braga....................................................................Milos
João Vita................................................Tiosido (atleta e policial)
Marcos de Castro................................................................Topé
Ricardo Amaro..................................................................Emanu

ENTRE O LÓGICO E O DESCONHECIDO

Estava em um café de Paris com Beckett quando se aproximou  Susana, sua mulher, com um livro que acabava de chegar da Inglaterra, intitulado Teatro do Absurdo, de Martin Esslin.
Na capa do livro estavam as fotos de Ionesco, Beckett, Adamov e Arrabal. Lembro-me que Beckett, a o vê-lo, sorriu e comentou:  “Teatro do absurdo, que absurdo!” Nenhum de nós era fanático do absurdo nem soldados da razão.
(Fernando Arrabal)
 
Encenar uma obra de Fernando Arrabal, para além do prazer estético, significa empreitada perigosa, considerando que, no processo de pesquisa, muitas das vezes, nos apanhamos numa estrada sinuosa que se desenha num terreno baldio. A estrada é sinuosa pelo fato de se construir no próprio ato da caminhada e o terreno é baldio por ser repleto de obstáculos. Obstáculos estes que se dão como tal na medida em que se desvelam, e também re-velam (velam outra vez), aquilo que momentaneamente supomos ter des-coberto. 
Por um lado, temos a questão histórica em que a guerra civil espanhola perpassa sua espinha dorsal. Ao mesmo tempo, esse Arrabal nasceu no continente africano, em Melilla, que o faz espanhol pelo fato de ser uma colônia de Espanha em Marrocos. Mas ele se exila em Paris, onde produz praticamente a totalidade de sua obra. Nesse sentido, trata-se de um desterrado, um homem que faz do não-lugar (u-topos) o seu lugar.

Levando em conta a sua trajetória, tanto no sentido cultural quanto artístico, sua obra ocupa espaço (e é ocupada a todo momento) nos movimentos dadaísta, surrealista, postista, pânico e, conforme alguns críticos, no absurdo. Desses movimentos, de certa forma, destaca-se o pânico, criado em Paris, na década de 60, por Fernando Arrabal, juntamente com Alejandro Jodorowsky e Roland Topor. Mas isso não vem muito ao caso se levarmos em conta que o pânico (do deus grego Pan, da totalidade, onde se mistura o humor com o terror) se realiza de forma mais contundente em sua obra cinematográfica.
Em Fernando Arrabal não há como confundir autor e obra, ou seja, um e outro são o mesmo. Tampouco se pode rotulá-lo, pois sua obra tem influências das artes plásticas, da patafísica (ciência das soluções imaginárias, conforme Alfred Jarry), sem esquecer o xadrez, a física quântica, as matemáticas, os fractais, etc. 
A linguagem em Fernando Arrabal é a simplicidade, o olhar infantil sobre o mundo, no sentido da ingenuidade, onde a crueldade não diz respeito à moral ou ao imoral. É uma leitura de que o ser humano faz o que faz pela incapacidade de compreender o sentido da existência. 
Eis ai o desafio para que surja um novo ator, que não seja dramático, que não seja cômico, mas que experimente essa estranheza do homem diante do lógico e do desconhecido.
(Wilson Coêlho)

Serviço:
Local: Centro Cultural “Frei Civitella di Trento”
End: Av. Expedito Garcia, 218 – Campo Grande – Cariacica – ES - Brasil
Datas: 05, 06, 07, 08, 14, 15, 21, 22, 28 e 29 de agosto
              04, 05, 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de setembro
Horário: 20 horas
Valores: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
OBS.: O dia 05 (quinta-feira) será a pré-estréia para a imprensa e convidados. Nos demais dias os ingressos custarão 
Informações: (27) 9938.9794