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Mostrando postagens com marcador Grupo de Teatro Experimental Capixaba. Mostrar todas as postagens
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sábado, 31 de janeiro de 2009

Lei Rubem Braga 2009

Foi publicado no dia 30/01/2009 (sexta-feira), no Gazeta Online, a lista de aprovados na Lei Rubem Braga, da Secretaria Municipal de Cultura (SEMC) da Prefeitura Municipal de Vitória. Em teatro – do qual tratamos aqui no blog – existem muitos nomes conhecidos, tanto de grupos quanto de artistas. Os aprovados, como sempre, têm o prazo de doze meses para apresentação de seus trabalhos, caso consigam trocar os bônus. O Grupo Experimental de Teatro Capixaba, de César Huapaya, foi agraciado esse ano com 70.000 de bônus, para trocá-los. Já Claudia Simone Carvalho Botelho recebeu somente 10.000 em bônus. O mais interessante é o Grupo Churupita de Teatro Amador, que recebeu específicos 17.310 em bônus, se diferenciando de todos os outros.

Agora vamos esperar pelo resultado dessa aprovação, para vermos quantas dessas peças estearam ou não, já que no ano passado, somente três peças aprovadas pela Lei Rubem Braga chegaram a manter uma temporada contínua: “Luz, Camêra,… Cleópatra Em Ação” de Wilson Nunes, “O Figurante Invísivel” do Grupo Quintal e “Muito + Que Amo” de Milson Henriques. Outras chegaram a participar do Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória, vergonhosamente, sem se manter em temporada, somente para mostrar que tiveram seus bônus trocados, mas a peça era uma vergonha.

Abaixo a lista de aprovados:

SECRETARIA DE CULTURA
Comissão Normativa do Projeto Cultural Lei “Rubem Braga”
RESUMO DAS RESOLUÇÕES NORMATIVAS DO PROJETO
CULTURAL LEI RUBEM BRAGA. NO USO DAS SUAS
ATRIBUIÇÕES LEGAIS, E CONSIDERANDO O DISPOSTO
NO ART. 2º DA LEI 3.730 DE 08 DE JUNHO DE 1991,
FORAM APROVADOS OS SEGUINTES PROJETOS COM
SEUS RESPECTIVOS PRAZOS PARA CONCLUSÃO, A
CONTAR DA EMISSÃO DOS BÔNUS:

TEATRO/CIRCO/ÓPERA

PROCESSO

POSTULANTE

PRAZO MESES

VALOR

4886667/08

GRUPO EXPERIMENTAL DE TEATRO CAPIXABA

12

70.000,00

4546022/08

SUELY BISPO DOS SANTOS

12

60.000,00

4902044/08

SAULO RIBEIRO AMORIM

12

50.000,00

4914041/08

EDILMAR FOGO DE DEUS

12

40.000,00

4922520/08

SIRLEY APARECIDA FERREIRA DA CRUZ

12

40.000,00

4914619/08

PAULO ROBERTO SARMENTO

12

35.000,00

4920170/08

GRUPO Z DE TEATRO

12

25.000,00

4923754/08

FRANCELINO CRISTOVÃO DE OLIVEIRA

12

24.000,00

4907176/08

JOSMAR PINTO DO ROSÁRIO

12

20.000,00

4922330/08

MARCIO JOSÉ MENDONÇA PRIMO

12

20.000,00

4344206/08

GRUPO CHURUPITA DE TEATRO AMADOR

12

17.310,00

4599260/08

TATIANE NEVES SILVA

12

15.000,00

4920404/08

JOSÉ AUGUSTO LOUREIRO

12

15.000,00

4905240/08

CLAUDIA SIMONE CARVALHO BOTELHO

12

10.000,00
TOTAL 14 PROJETOS   441.310,00

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Na virada do ano

No dia 04 de fevereiro de 2008, eu criei o blog Teatro Capixaba. Eu o criei com o objetivo de divulgar as peças teatrais que circulariam. Eu até coloquei: “Sintam-se em casa, atores, atrizes, diretores, produtores, técnicos do teatro e público, pois definitivamente um espaço está aberto e ele existe.”, já que sabia que um espaço como esse se fazia necessário, pois nos jornais de grnde circulação, o teatro do nosso estado havia perdido espaço para novelas e filmes internacionais.

O Espírito Santo é um estado rico, não só geograficamente, como cenicamente, só falta o reconhecimento devido. Existe muitos artistas cênicos de grande cacife, que demonstram em festivais ou mesmo em circulações de suas peças, o quanto estão capacitados para nos representar.

Esse ano de 2008 que passou, posso falar com orgulho que o blog chegou a uma marca de mais de 13 mil visitantes, algo para mim surpreendente.

As pessoas que antes eu precisava ir atrás para pedir material para divulgação, hoje me procuram para divulgar seus trabalhos no blog, dentre eles dou destaque à Cia. Folgazões. a Companhia vem colaborando constantemente com o crescimento do blog, enviando as datas de suas apresentações, seja dentro ou fora do país, e dos cursos administrados pelos seus ate-educadores Wyller Villaças, Edson Nascimento, Duilio Kuster e Vanessa Darmani

A 4ª Edição do Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória foi então o período mais enriquecedor, com 1.145 visitante passando pelo blog para ver a programação. O mais impressionante foi ver os teatros completamente lotados em quase todas as peças. Foi gratificante ver trabalhos capixabas, como de Wilson Nunes, com um elenco maravilhoso, em “Luz, Câmera,… Cléopatra em Ação”, o Grupo Quintal com “O Figurante Invisível”, O Grupo Z de Teatro com “O Grande Circo Ínfimo”, o Grupo Teatro Urgente com “Metrópolis”, o Grupo Tarahumaras com “Uma Temporada no Inferno” e Sérgio Torrente com “Um Dedo de Prosa. Foi uma pena não ver tal desempenho nos trabalho no Grupo de Teatro Experimental Capixaba com a Leitura Musical “Amor, Vida e Bossa Nova” e o Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira com “A Cor Dessa Noite”, mas foi enriquecedor pois eu nao tive tantas decepções com peças locais como outros tiveram com peças de outros estados brasileiros, com exceção para “Gota D’Água” e “As Noivas de Nelson”.

Tivemos momentos polêmicos, como no caso do Edital de Dramaturgia, mas tivemos momentos enriquecedores, como a entrada do ator e diretor Leandro Bacellar, que mudou a “cara” do blog, com um design mais arrojado.

Devo agradecer também a atriz Charlaine Rodrigues por sua grande colaboração com textos maravilhosos e também a diretora da Escola de Teatro e Dança FAFI, a atriz (e minha grande amiga) Lilian Menenguci, que sempre me forneceu material sobre a escola, a única ativa dentro do estado. Os calendários de cursos e peças que aconteceram na escola foi em grande parte de responsabilidade dela, ao me passar os dados.

Espero, de coração, que isso mude e que em 2009 o estado do Espírito Santo cresça ainda mais em teatro e que as disponibilidades de novos artistas surgam.

Que o ano que vem venha com mais coerência dos órgãos responsáveis pela nossa cultura cênica. Que eles tenham consciência de estarem promovendo a capacidade do ser humano de aprender a interagir com tudo a sua volta.

Existe uma frase de Nelson Rodrigues, que eu coloquei no texto de abertura do blog, que funciona bem para tudo:

“Quando começou o cinema, houve o vaticínio: - 'O teatro vai morrer!'. E mais tarde surgiu a televisão. Imediatamente outros profetas anunciaram também que a televisão era o fim do teatro. Vejam como o teatro vive de mortes e ressurreições. De vez em quando, vem alguém passar-lhe o atestado de óbito. Mas o teatro está vivo, o teatro é um cádaver salubérrimo”, pois nao adianta tentar “matar” o teatro, ele sempre existirá dentro de cada um de nós.

FELIZ 2009!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

4ª Edição do Festival Nacional de Teatro da Cidade de Vitória – Dia 02

Hoje (14/10/2008) continua o Festival. Esqueci de agradecer a Loureta Samora, Assessora de Comunicação da Prefeitura Municipal de Vitória pelos releases do Festival e sinopses das peças que estão acontecendo.

Agora, vamos a programação do segundo dia do festival. Hoje, as 17:00, na Escola de Teatro e Dança Fafi acontecerá a apresentação da farsa “Miséria Servidor de Dois Entancieiros”, do Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais, do Rio Grande do Sul. Depois, as 19:00, também na Fafi estréia “Os Cenci”, baseado na obra de Gonçalves Dias, com direção geral de Fernando Marques, ao mesmo tempo, no Teatro do Sesi estará sendo encenada a Leitura Musical “Amor, Vida e Bossa Nova”, com direção de César Huapaya. Já no final da programação, as 20:00, as pessoas que não tiveram oportunidade de assistir ontem, poderão ver “Gota D’Água”, espetáculo escrito por Chico Buarque e Paulo Pontes, com direção geral de João Fonseca e as 21:00, apresentam-se no Teatro da UFES, O Grupo Tapa, de São Paulo, com "Amargo Siciliano", de Luigi Pirandello, com direção de Eduardo Tolendino de Araújo e Sandra Corvelone.

A distribuição dos ingressos se inicia as 13:00, nas bilheterias dos teatro Carlos Gomes, Sesi e Teatro da UFES, no caso da Fafi, procurar a secretaria, para melhores informações. Segue abaixo as sinopses:

Peça: Miséria Servidor de Dois Estancieiros

4147706 Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais/RS

Dia: 14 de outubro, às 17h

Local: Escola de Teatro e Dança FAFI

Duração: 1h

Dia: 16 de outubro, às 19h30

Local: Espaço Circuito Cultural – São Pedro

Sinopse

“Miséria Servidor de Dois Estancieiros” é uma farsa gaudéria livremente adaptada do clássico da commedia dell’arte “Arlequim, Servidor de Dois Amos” de Carlo Goldoni. É continuidade da saga de Miséria, nosso personagem anti-herói, que depois de não conseguir entrar nem no céu e nem no inferno, fica vagando pelo Pampa. Decide vir para a cidade grande trabalhar para dois patrões, sem que eles saibam.

Ficha técnica

Dramaturgia: Carlo Goldoni. Adaptação: Hamilton Leite e Juliana Kersting. Direção: Hamilton Leite. Preparação de ator: Claudia Sachs. Trilha sonora e Preparação Musical: Matheus Mapa e Simone Rasslan. Figurinos: Alexandre Silva. Cenografia: Paulo Balardim. Cenotecnia: Daniel Fetter e Paulo Balardim. Adereços: Juliano Rossi e Rafael Dal’Osto. Arte gráfica: Vera Parenza

Elenco

Carla Costa, Fernando Pecoits, Giancarlo Carlomagno, Juliana Kersting, Paulo Brasil, Roberta Darkiewicz

Os Cenci

Sinopse

24733-004-E611B29ABeatriz Cenci é uma das obras de Gonçalves Dias. A peça trata de um caso ocorrido em Roma no século XVI, onde viveu D. Francisco Cenci, casado pela segunda vez com Lucrecia Petroni e pai de Beatriz, fruto de seu primeiro casamento. Autor de muitos crimes, de cujas punições sempre escapou em função de sua fortuna e de sua influencia, o homem apaixonou-se pela filha, tomando-a a força. Tal fato levou a moça e sua madrasta à vingança e assassinato do senhor Cenci. A igreja que nunca fora capaz de punir as atrocidades cometidas por D. Francisco, não foi tão clemente com D. Lucrecia e Beatriz, condenando-as à morte.

Elenco

Eldon Gramlich, Flávio André Silva, Ingrid Carrafa, Mayra Alarcón, Sara Lima, Taís Duque, Valéria Nogueira e Vinícius Duarte.

Ficha técnica

Dramaturgia e direção geral – Fernando Marques

Direção de elenco – Carla van den Bergen, Fernando Marques e Margareth Galvão

Cenário e figurino – Francian flores

Confecção de máscaras – Daniel Boone

Iluminação – Carla van den Bergen

Produção – Lilian Menenguci e Roberto Ferrante

Leitura Musical – Amor, Vida e Bossa Nova/ES

vinicius-de-moraes Grupo de Teatro Experimental Capixaba

Dia: 14 de outubro, às 19h

Direção: César Huapaya

Local: Teatro do Sesi

Duração: 1h20

Sinopse

Amor, Vida e Bossa Nova é uma leitura musical sobre a Bossa Nova, baseado no texto “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes e na história dos personagens desse estilo musical. A paixão de Orfeu pela música e por Eurídice pontua toda a leitura musical. A primeira fase (1958-1963) é vista dentro do espírito dos anos dourados e a segunda fase (1964-1968) com o início da ditadura militar e da ação política de Eurídice entrando na luta armada e a Bossa Nova tornando-se regional com Baden Powell e Vinícius de Moraes.

Ficha técnica

Cantoras: Amélia Barreto e participação especial de Natércia Lopes. Músicos: Baixo - Paulo Sodré. Piano - Bruno Venturim. Bateria - Mário Ruy. Violão - Zé Moreira. Direção musical: Paulo Sodré. Iluminação: César Huapaya e Tatiane Benevides. Operação de luz: Tatiane Benevides. Operação de som: Julio Huapaya. Operação de vídeo, imagens e edição: Priscilla Schimitt. Fotos e imagens II: Pupa Gatti. Figurino, espaço cênico e instalação: Ana Tereza Huapaya e Vera Colodetti. Pesquisa musical: Julio Huapaya. Instalação: Ana Tereza Huapaya, Vera Colodetti, Priscilla Schimitt e César Huapaya. Cabelos e caracterização: Terezinha Haute Coiffeur. Direção de produção: Rose Andrade e Julio Huapaya

Elenco

Eliezer Almeida, Carlos Roberto Claudino, Rosi Andrade

Peça: Gota d'Água

gota-cartaz Primeira Página Produções/RJ

Dias: 13 e 14 de outubro, às 20h

Local: Theatro Carlos Gomes

Duração: 2h40

Sinopse

Peça inspirada na tragédia "Medéia" de Eurípedes. Em um conjunto residencial chamado Vila do Meio-Dia, localizado no subúrbio de uma grande cidade brasileira, mora Joana, uma mulher corajosa e batalhadora, abandonada pelo marido Jasão, que a trocou por uma menina muito mais jovem e rica. Jasão agora mora na casa do novo sogro Creonte e desfruta seu romance com a jovem Alma e o sucesso do seu samba Gota D’água, que toca em todas as rádios da cidade. A angústia e desespero de Joana, causados pela enorme dor da traição, evoluem ao longo da peça até culminarem no trágico final.

Ficha técnica

Texto: Chico Buarque e Paulo Pontes. Música: Chico Buarque. Direção geral: João Fonseca. Direção musical e músicas adicionais: Roberto Bürgel Cenário: Nello Marrese. Iluminação: Luiz Paulo Nenen. Figurino: Natália Lana. Projeto de sonorização: Branco. Coreografia: Édio Nunes. Preparação vocal: Pedro Lima. Programação visual: Mauro Ventura, André Castro e Chris Baroncini. Fotos: Paula Kossatz. Diretora assistente: Rafaela Amado. Coreógrafa assistente: Mareliz Rodrigues. Assistente de direção: Fabricio Belsoff. Assistente de direção musical: João Bittencourt. Diretor de cena: Dom. Camareira: Érida Ferreira. Operador de luz: Allan Imianowsky. Operador de som: Tiago Silva. Microfonista: Jansen Nunes. Assessoria de imprensa: UM+UM Assessoria e produção. Produção executiva e administração: Gabriela Mendonça. Equipe de produção Primeira Página: Paula Salles, Luciano Marcelo, Olavo Carneiro e Sabrina Abreu. Direção de Produção: Maria Siman. Realização 1ª Temporada: JLM Produções Artísticas e Pablo Sanábio. Realização: Izabella Bicalho e Primeira Página Produções Culturais.

Elenco

Izabella Bicalho, André Arteche, Thelmo Fernandes, Kelzy Ecard, Luca de Castro, Maíra Kestenberg, Renata Celidonio, Jorge Maya, Lorenzo Martin, Letícia Soares. Crianças: Yago Machado, Mariana Rebello, Andressa Toledo. Músicos: Piano - João Bittencourt e Rodrigo De Marsillac. Baixo - Ricardo Reston. Percussão - Júlio Braga. Bateria e Percussão - Roberto Kauffmann.

Peça: Amargo Siciliano

Grupo Tapa - São Paulo/SP

Dia: 14 de outubro, às 21hs

Local: Teatro Universitário - UFES

Duração: 1h30

Sinopse

Em Amargo Siciliano, o Grupo Tapa lança um olhar narrativo original sobre um conto e duas peças, apresentando um pequeno panorama da obra do emblemático autor italiano Luigi Pirandello, Prêmio Nobel de Literatura. Limões da Sicília é centrada no conflito entre dois mundos e dois tempos, e trata do reencontro de um músico de uma banda de vila do interior da Sicília e uma famosa e bem-sucedida cantora radicada no Norte. Andorinho e Andorinha, conto levado à cena em narrativa original, estabelece uma relação entre as outras duas peças. Em seu cerne, um casal estrangeiro que todo verão retorna a uma pequena comunidade nas montanhas, e as versões dos moradores locais acerca dessa suposta relação amorosa. Encerra a peça “O Dever de Médico”, obra peculiar que coloca em cheque princípios profissionais, morais e acadêmicos e acima de tudo expõe de maneira sucinta e brilhante toda a genialidade de Pirandello.

Ficha técnica

Direção: Eduardo Tolentino de Araújo e Sandra Corvelone. Figurinos: Lola Tolentino. Cenário: Flávio Tolezani. Desenho de luz: André Canto. Trilha sonora: Sidney Giovenazzi. Tradução “Limões da Sicília” e “O Dever de Médico”: Tony Giusti. Tradução “Andorinho e Andorinha”: Bruno Berlendis de Carvalho. Programação visual: Zé Henrique de Paula. Divulgação: Patricia Pichamone. Produção: Grupo Tapa.

Elenco

Fernão Lacerda, Francisco Eldo, Malú Bazán, Maria do Carmo Soares, Patrícia Pichamone, Tony Giusti, Zé Henrique de Paula.

MERA AVALIAÇÃO

Se alguém tiver paciência de ler até aqui, vamos a uma breve avaliação do que consegui assistir hoje. "Amor, Vida e Bossa Nova", do Grupo de Teatro Experimental Capixaba. Quando li a proposta Leitura Musical, imaginei que seria algo um pouco diferente do que vi, mas não foi... A cantora possui uma voz afinadíssima e linda. Suas interpretações das músicas de Vínicius de Moraes foram fantásticas e bem acompanhadas pelos quarteto musical composto pelo baixo de Paulo Sodré, piano/teclado com Bruno Venturim, bateria com Mário Ruy e violão com Zé Moreira. Indo a proposta da leitura, quando você fala do texto Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, espera de alguma forma uma certa fidelidade ao texto do autor, mas o que vemos é algo diferente. Trechos do texto aparecem durante uma leitura da história sobre a Bossa Nova. Meio maçante e cansativo, eles contam como Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Baden Powell, Johnny Alf, João Gilberto, Roberto Menescal e muitos outros conseguiram construir um estilo de música que até hoje ainda faz sucesso. Só que a tentativa de atuação com texto em mãos, fez com que ficasse uma leitura fraca e defeituosa. Antes tivessem mantido a proposta de uma leitura dramática, com uma cantora em cena, do que colocassem como uma leitura musical, onde somente existe uma cantora, com algumas participações dos atores em um coro ou somente em uma música.
Mais triste foi no ínicio da apresentação da peça, o erro do apresentador e ele ser interrompido pelas pessoas que se encontravam na sala de som, gritando ao público o erro cometido, já que a procução do festival errou novamente ao não colocar o nome do diretor geral do trabalho, César Huapaya.
Depois fui convidado pela minha amiga, a atriz Léia Rodrigues, a assistir "Amargo Sicilano", com o Grupo Tapa, quando me vi barrado, porque não havia ingresso. Dessa forma, fui colocado junto com outras oito pessoas, encostado numa parede, para depois ser posto para dentro do espetáculo, sendo que um dos membros da produção estava com quatro deles dentro do bolso, reservado a alguém, que não havia aparecido ainda. A promessa era que, eu mais os outros oito seríamos postos para dentro. A parte humilhante era que, precisávamos ficar encostados numa parede, como se fossemos condenados a pena de morte ou algo parecido. Antes eu não tivesse aceitado o convite.