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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mini-biographia: Wilson Nunes

Mini_Biographia-logo

Eu comecei esse projeto há alguns dias, timidamente, com a personagem de Milson Henriques, Marly, que ganhou corpo e voz com o ator e diretor José Luiz Gobbi. Depois parti para outra personagem da ficção, que é uma criação em dupla de Wilson Nunes e Edilson Pedrini (um a concebeu e o outro escreveu as falas dela), Melani Marques.

bscap0005 Agora o projeto Mini-Biographia toma outro rumo graças a duas pessoas, a atriz e produtora Karina Americano e Wagner Trarbach, que está cursando a faculdade de Rádio e TV na FAESA, que entrevistaram para o Dimensão Cultura, o ator, diretor, produtor, dramaturgo, locutor, professor de teatro, cantor, descobridor de talentos e – lógico! – criador de Melani Marques, Wilson Nunes. Esse trabalho foi gostoso de fazer, pois ver a trajetória de Wilson e tudo que ele conquistou de lá para cá, e simplesmente inebriante. Abaixo você poderão ver o resulado dessa Mini-Biographia:

bscap0000 Wilson não começou como ator como muitos devem acreditar, sua carreira se iniciou como cantor em um Festival de Música em Santa Tereza em 1980, ganhando o prêmio de Melhor Interprete do Festival com a música “Quadrilha no Arraiá”, forró do capixaba Zé Orlando. Nesse mesmo ano ele começou fazendo serestas no Álvares Cabral, em Vitória, no Clube do Português, que se localizava na Serra e no ARCI, em Vila Velha, e foi assim durante dois anos.

Em 1982, Wilson Nunes começou sua carreira como ator. Nesse ano ele fez seu primeiro teste com Milton Neves, criador da Vovó Bina, na Agência Vovó Bina, da Vovó Bina Produções Artísticas, e iniciou como Papai Noel em eventos natalinos no Centro da Praia Shopping e Boulevard da Praia, ambos localizados na Praia do Canto, em Vitória.

bscap0003 Seu primeiro trabalho em palco aconteceu na peça “O Gato Playboy”, de Paulo Pinheiro, como o Guarda Real. Ela servia, também, para animar festinhas de crianças, e era assim que Wilson começava a fazer a construção de suas personagens e suas improvisações, que são tão conhecidas e esperadas em seus espetáculos. O trabalho de interpretação, construção da personagem, era totalmente autodidata. Ele aprendia a ser ator indo assistir espetáculos com os atores e atrizes que já desenvolviam esse trabalho no Espírito Santo, como Geiza Ramos, Inácia Freitas, Vera Rocha e Cesar Sampaio, os diretores Milton Neves (que o descobrira) e Renato Saudino são suas melhores referências como diretores teatrais. Esses já eram os “gigantes” do nosso teatro e chegavam a intimidar Wilson, devido ao talento que possuíam, fazendo-o refletir muito em como poderia embarcar nesse meio que tanto o contagiava e o deixava feliz. Mas com os trabalhos desenvolvidos ao lado de Milton Neves, Wilson conseguiu embarcar no ramo de comerciais de TV.

Raridade na década de 1980, Wilson Nunes conseguiu fazer uma média de cinco comerciais nesse período, e mesmo sem muita experiência com vídeo, pois cursos em Vitória, tanto para teatro quanto para vídeo, não existiam, ele encarou e deu certo. Mas aquela década fora totalmente voltada para o teatro. Depois de “O Gato Playboy”, foi a vez da peça infantil de Maria Clara Machado, “Maria Minhoca”. Wilson ainda fez a personagem Halleyzinho na peça infantil “As Aventuras de Halleyzinho”, escrito e dirigido por Milton Neves, em comemoração com a passagem do cometa Halley em 1986. Enquanto esteve junto à Turma da Vovó Bina, Wilson aprendeu a seriedade e o comprometimento com o teatro. Dedicado como é, Wilson as vezes, para participar dos ensaios com a Turma da Vovó Bina, ia de Maruípe ao Centro, andando e lendo o texto da peça.

Wilson (3) Já na década de 1990, Wilson Nunes começou estrelando, ao lado de Marlon Christie, Tadeu Schneider e Gilberto Helmer, a peça “Os Gatos do Beco”, escrito e dirigido por Alvarito Mendes Filho. A peça se tornou um grande sucesso na época, e foi o pontapé para o início da carreira solo de Wilson. A peça infantil era uma mistura de Beatles com o musical da Broadway – de forma bem mais humilde - “Cats”. As lembranças carinhosas de Wilson com esse espetáculo, vem desde as improvisações engraçadas dentro do elenco até os acidentes que sofrera, como a queda do palco do Teatro da Garoto, em Vila Velha, no qual ele saiu mancando, mas sem descaracterizar a personagem, continuou miando. Após esse grande sucesso ao lado de Alvarito, Wilson participou de sua primeira peça teatral adulta, “Hello Creuzodete 2: A Missão”.

Primeiro surgiu o convite pelo autor Milson Henriques e o ator José Luiz Gobbi, após verem o trabalho de Wilson em “Os Gatos do Beco”, para um teste. Milson já conhecia Wilson da época em que ele fazia serestas, e depois de tantas vezes ir assistir ao espetáculo infantil, o convite foi feito.

No mesmo dia do teste, Wilson foi contratado para a continuação de “Hello Creuzodete”, no qual Gobbi fazia a personagem central Marly, criada por Milson Henriques para as tiras de jornal. Como “Os Gatos do Beco”, “Hello Creuzodete 2: A Missão” também fora um grande sucesso, estreando no Teatro Glória e depois indo para o Teatro Galpão, aonde ficou em cartaz com todos os fins de semana lotados, e levou Wilson Nunes a outros trabalhos.

Wilson (7) Ele voltou a fazer infantil na peça “Pinóquio, O Menino”, que ficou um mês em cartaz no Teatro João Caetano, do Rio de Janeiro, após a vinda do diretor Rogério Fróes à capital. Quando retornou, Wilson teve sua estreia como diretor profissional de teatro em “Minha Sogra 44”, que foi também seu primeiro texto para os palcos. Wilson (6) A peça contava a história de Fred e Duda, o primeiro um funcionário de banco e o outro era um transformista. Ambos eram namorados e viviam bem, até que um dia recebem o telefonema da mãe do Fred, Dona Carmelita, que queria visitá-los. Assim sendo, para que ela não saiba do caso de ambos, eles decidem colocar a empregada Lauriete como esposa do Fred, só que a mãe deste cria um grande interesse pela falsa esposa, criando uma grande bagunça dentro da casa. No elenco, com Wilson Nunes, estavam Célia Sampaio, Gilberto Helmer e Mauro Pinheiro.

O sistema de direção adotado por Wilson é muito interessante, pois para estar em palco e dirigir ao mesmo tempo, ele adotou pedras para fazer a demarcação de cena. Sendo assim, cada ator era uma pedra, com uma cor diferente, e quando ele movimentava tinha ideia de como desenrolaria a trama, podendo se encaixar depois.

Dentro de todos os trabalhos, Wilson Nunes, após seu sucesso em “Hello Creuzodete II: A Missão”, recebeu vários convites, dentre eles se tornou locutor. Em um projeto na Praça Costa Pereira, chamado “Sobre Mesa”, que acontecia em uma grande estrutura, todas as quartas-feiras ao meio-dia, ele era o Entertainer, que apresentava os músicos que cantavam, além de divertir àqueles que transitavam pela praça.

Wilson (10) Mas o teatro sempre foi o foco de Wilson, que voltou a ser convidado por Milson Henriques e José Luiz Gobbi para encenar a peça “Hello Creuzodete III: A Perereca da Marly”, uma comédia infantil satirizando o conto Cinderela. Foi nesta mesma época que Wilson Nunes sofreu sua paralisia facial, duas semanas antes de estear a peça. Todo o lado esquerdo de seu rosto simplesmente parou, mas ele não deixou de estrear como Cacilda, uma das irmãs más da “Marly Cinderela”, fazendo uso da paralisia para composição da personagem. Como anteriormente, A Perereca da Marly fora outro grande sucesso.

Em 1999, Alvarito Mendes Filho retorna com o espetáculo Os Gatos do Beco, no mesmo período em que Wilson começou a dar aula de teatro na Escola de Teatro, Dança e Música FAFI, por convite do diretor e dramaturgo Erlon Paschoal.

Wilson (12) No ano posterior, em 2000, Wilson estreou “Por Favor, Matem Minha Empregada”, dando vida a socialite Melani Marques. O texto era de Edilson Pedrini, que apresentou a peça à Wilson dentro de uma boate. No elenco, além de Wilson e Edilson, tínhamos Altair Caetano, Eder Faé, Flaviano Avilloni e Stael Magesck. O espetáculo era uma comédia besteirol que teve público recorde na época de 80.000 espectadores, tendo sucesso repetido em 2001. Em 2002 estreia “Por Favor Matem Minha Empregada 2”, com retorno de todos os atores do primeiro e acréscimo da atriz Alexandra Rosa. Em 2003, Wilson fica somente como diretor da peça infanto-juvenil “No Tempo do Vinil”, aonde descobre vários talentos como Higor Campanharo e Léia Rodrigues, que trabalha até hoje com Wilson. A peça é narrada por uma freira em uma escola de meninas, suas lembranças das alunas que por ali passaram e dos rapazes que elas vieram a conhecer. O sucesso foi tanto que ela ganhou o Prêmio de Melhor Peça infanto-juvenil no Festival Nacional de Guaçuí. Neste mesmo ano Wilson é chamado por Milson Henriques para dirigir “Filho Adolescente, Pais Aborrecentes”.

Wilson (16) Em 2004, Wilson decidi adaptar a obra de William Shakespeare, “Romeu e Julieta... O Amor Venceu!”, para o palco do Teatro Galpão, voltando a atuar e dirigir nesse trabalho, ao lado de alguns talentos que ele descobrira em “No Tempo do Vinil”. Já em 2005, ele monta “Por Favor, Matem Meu Patrão”, onde fazia uma crítica bem humorada ao descaso das repartições públicas. Em 2006 ele iniciou a montagem de “Minha Sogra é de Matar”, uma releitura da peça “Minha Sogra 44”, com a introdução de uma nova personagem, A estréia aconteceu em 2007, sendo que ficou no ano anterior levando “Por Favor, Matem Meu Patrão” para outras cidades do Espírito Santo. cleopatra1 Mesmo com “Minha Sogra é de Matar” ainda em cartaz, em 2008 Wilson volta com Melani Marques, mas dessa vez ela incorpora Cleópatra na peça “Luz, Câmera... Cleópatra em Ação”. No enredo, Melani decide fazer um filme sobre Cleópatra, aonde ela é a personagem. Como em suas outras passadas pelo teatro, a peça se torna um verdadeiro sucesso e leva a Wilson fazer sua primeira Dobradinha Cultural encenando em um fim de semana “Minha Sogra é de Matar” e no outro “Luz, Câmera... Cleópatra em Ação”.

Wilson nunca negou a essência de seus espetáculos, que são besteirol, pois é isso que as torna verdadeiros sucessos.

O Bello e as Feras5 Em 2009, Wilson é novamente convidado por José Luiz Gobbi, que agora encara a produção, e o multi-mídia Milson Henriques, para dirigir o conto infantil de Milson “O Bello e as feras”. A história fala sobre a imigração italiana no Espírito Santo e conta as aventuras de Bello, um italiano que decide se embrenhar na Mata Atlântica e se depara na disputa entre Dona Onça e Dona Jibóia, para descobrirem qual delas é a Rainha das florestas brasileiras, e para tal ambas precisam devorar um humano, no caso, Bello. Com a ajuda de uma linda Beija-flor, um macaquinho e um gambá, ele consegue se safar .

Cartaz_Empregada_Net No ano de 2010, Wilson volta aos palcos atuando como Melani Marques novamente na peça “Minha Empregada é de Matar 3 – 10 Anos Depois...”. Dessa vez, a candidata a socialite decide se candidatar a Deputada Federal. A peça traz de volta vários atores da primeira montagem ao lado de novos atores e estará em cartaz no Clube dos Oficiais, a partir do dia 26 de setembro de 2010 (domingo), as 19h30.

Wilson Nunes é um daqueles atores que estima por ser capixaba, sem pensar em fazer carreira fora do estado, e sua carreira ascende a cada novo trabalho que desenvolve, seja como apresentador, diretor, ator, descobridor de talentos ou mesmo dramaturgo, seus trabalhos encantam a todos que acompanham sua carreira. Um excelente profissional, que respeita a todos que trabalham com ele, desde o ator com quem divide a cena até mesmo ao contra-regra, ele trata a todos igualitariamente (posso falar por experiência própria!).

Aqui termino essa Mini-Biographia, deixando-os com os vídeos que tanto me ajudaram.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Mini-Biographia: Melanie Marques

 Mini_Biographia-logomelanie-marques1 Ela já existia na mente de seu criador, mas só veio a ganhar corpo, voz e atitude na peça teatral “Por Favor, Matem Minha Empregada”, ganhando fama, sucesso e sendo querida pelo seu público. Ela já foi uma “madame”, perdeu tudo, mas ganhou de novo, se tornou rainha do Egito e retornará em breve, aprontando ainda mais. Estou falando de ninguém menos que Melanie Marques, a grande criação de Wilson Nunes.

Alguns pensaram que eu só coloco personagens que foram aos palcos no projeto Mini-Biographias, mas não é bem por aí. Eu bem que gostaria de colocar a história dos nossos atores, atrizes, produtores, grupos teatrais, diretores, mas é complicado reduzir tantos anos de história, como exemplo o próprio Wilson Nunes ou mesmo José Luiz Gobbi ou Milson Henriques, e poucas linhas. A intenção do projeto ainda permanece, mas enquanto não conseguimos fazer um resumo do resumo do resumo dessas briografias, fiquemos com aquelas com nos fazem rir.

Melanie Marques surgiu no palco e nele ela cresceu. Sua história ficcional nos leva a Paraíba, onde esta mulher arretada nasceu, mas sua criação é totalmente baiana. Hoje, ela é casada com um deputado federal capixaba, que passa mais tempo em Brasília do que com a esposa, a quem dá de tudo um pouco, para compensar a ausência. Ela já fez várias tentativas no objetivo de alcançar respaldo junto ao jet set capixaba, mas devido seu jeito... Jeca, tudo o que conseguiu foi se frustrar. Iletrada, sem o mínimo de intuito de estudar, Melanie não consegue nem mesmo destaque nas colunas sociais dos jornais do estado. De todas as loucuras que ela já fez, seja com seu cabeleireiro, com seu amante, sua ex-empregada ou mesmo com seu filho, uma das maiores foi achar que poderia ser atriz de cinema.

cleopatra1 Depois de se aventurar nos palcos em “Por Favor, Matem Minha Empregada” e “Por Favor, Matem Minha Empregada 2”, Melanie decidiu se tornar Cleópatra em “Luz, Câmera... Cleópatra em Ação!”, em 2008, e apesar de ser um fracasso nas críticas referentes ao filme, foi um grande sucesso nos palcos, novamente. Mas essa paraibana não vai parar por aí, pois sua meta de alcançar o topo não parou. Em “Por Favor, Matem Minha Emprega 3: 10 Anos Depois”, Melanie surge com a candidatura de Deputada Federal, enquanto seu marido tentará ser Senador. Este é o retorno da personagem e seu criador aos palcos com a saga dessa mulher espevitada, dez anos depois de ter se iniciado. O objetivo de Melanie ainda é o mesmo, e como sempre, ela fará de tudo para alcançar o seu desejo, nos dando muitos momentos de risos, graças ao seu criador, Wilson Nunes.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mini-Biographia: Marly

Mini_Biographia-logo Aqui eu inicio o projeto Mini-Biographia. O projeto visa contar um resumo da história dos atores, atrizes, diretores, produtores, peças e personagens que subiram aos palcos do teatro capixaba, sendo assim eu inicio este com a solteirona mais carismática do nosso cenário capixaba: Marly.

marly1A personagem Marly surgiu da mente brilhante do multimídia (ator, produtor, diretor, escritor e desenhista... UFA!) Milson Henriques em 1972, mas não exatamente com este nome. Seu primeiro nome foi Ugly (feia, em inglês), uma intelectualóide que surgiu no número zero da revista Espírito Santo Agora, mas em 18 de fevereiro de 1973, Ugly, que virou Vitorina, se tornou – graças ao editor-chefe de A Gazeta, Marien Calixte – Marly, uma “solteirona, virgem, frustrada”, nas próprias palavras de Milson Henriques, que fofocava ao telefone com sua amiga, Creuza Odete.

marly2 Sua estréia ganhou anúncio na primeira página, ao lado de O Fantasma, Pato Donald e Recruta Zero, que inauguravam a página Variedades. A personagem de Milson foi sucesso instantâneo. Durante sua vida nas tiras do jornal, Marly ganhou Sarmento, um cachorro que adorava ler livros intelectuais. Seu sucesso foi tanto, que em 10 de fevereiro de 1974, ela ganhou seu primeiro almanaque, que ficou três dias nas bancas, sendo recolhido pela Polícia Federal, sem maiores explicações.

Mas nem isso interrompeu seu crescimento, tanto que no mesmo ano, ao lado de personagens internacionais, como Mafalda, Charlie Brown, Hagar, Zé do Boné, Kid Farofa e muitos outros, Marly foi fazer parte da Revista Patota, e da revista paulistana Eureka. No ano seguinte, ela migrou, junto com seu criador, para o tablóide A Tribuna, ganhando uma página semanal, além de fazer parte do suplemente Tribuna Jovem.

marly4 Mas não foi somente nas tiras que Marly ganhou vida. Em 1990, Milson Henriques decide migrar sua personagem dos jornais e revistas para os palcos do teatro. Conhecido por várias peças teatrais, como o infantil “O Boom da Poluição”, Milson escreve a peça “Hello Creuzodete” e convida ninguém menos que o ator e diretor José Luiz Gobbi para interpretar sua solteirona nada convicta. Sob a direção conjunta de Milson e Denize Martins, a peça se torna um enorme sucesso de público, fazendo com que em 1994, o escritor desenvolvesse “Hello Creuzodete II, A Missão”, outro grande sucesso com Gobbi novamente no papel da personagem.

marly5Como Marly era um grande sucesso também entre as crianças, para quem Milson já havia feito na década de 1980 o programa “A Gazetinha”, na TV Gazeta, e desenvolvido vários livros infantis, ele escreve “Hello Creuzodete III: A Perereca da Marly”, que apesar do duplo sentido da palavra, tinha uma história bem... inocente!

Depois do infantil, foram anos até Milson retornar com a personagem para os palcos, somente ficando nas tiras, que saem diariamente no jornal A Gazeta, para onde retornou em 1991. Durante esses anos de escassez de Marly nos palcos, o ator José Luiz Gobbi a “levava” para vários lugares, desde convenções até desfiles de carnaval. Mas em 2006, Milson e Gobbi retornaram com “Hello Creuzodete IV: Finalmente Alguém Comeu!”, que trazia uma pantomima com filmes de vampiros. Creuzodete, que até o momento era somente uma menção, ganhou corpo com a atriz Fabiane Simões. Sua interpretação foi digna de aplausos, contrapondo constantemente com o talento de Gobbi, mas terminou substituída por outra atriz, fazendo a peça perder um pouco de charme, pois houve um desequilíbrio gritante em cena.

Como suas antecessoras, “Hello Creuzodete IV” fez um enorme sucesso. Marly continua enriquecendo as tiras de jornal, agora em cores, mas todos sentem falta dela nos palcos... Quem sabe um dia ela retorna, solteirona, virgem, frustrada e fofoqueira.

Fonte de pesquisa: HENRIQUES, Milson. “Marly mostra quase tudo…”. Vitória: Gráfica A1, 2006. 84 p.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Blog Teatro Capixaba: Ano Dois

Dois anos. Ontem (04/02/2010), o blog Teatro Capixaba fez dois anos.

Quando comecei o blog, comecei com o velho discurso “O que é teatro?”. Não que eu tenha sido original ou usado minhas palavras para expressar, mas eu precisava começar por algum lugar. Eu nem sei mais o que dizer-lhes, depois de tudo que já falei, a não ser que as coisas vão bem, obrigado.

O blog vai bem, com um movimento cada dia maior. Eu tenho cometido equívocos, mas sou passível de erros. Na semana passada mesmo (28/01/2010) eu deveria ter divulgado que no mesmo dia do aniversário do blog, a Companhia Folgazões teria a Saída do Boi, assim como de hoje (05/02/2010) até domingo (07/02/2010) acontece a Oficina de Teatro da Companhia, que terá 25 horas de curso e é aberto para pessoas com ou sem experiência com teatro. O curso tem o valor de R$ 80,00 e acontece na sede da Folgazões, os interessados devem entrar em contato por e-mail: osfolgazoes@hotmail.com. A Companhia Folgazões foi uma das primeiras a colaborar com o blog, pois eles são alguns dos maiores fomentares de teatro dentro da capital e do Espírito Santo. A colaboração de Wyller Villaças, Duílio Kuster, Edson Nascimento e Vanessa Darmani, sempre foi um presente para mim. Momentos maravilhosos eu também passo durante o Festival de Teatro “Cidade de Vitória”, no qual – apesar de correr atrás das peças – o blog tem um alto índice de freqüentação. Faço minhas críticas, divulgo as peças que estão em cartaz, e as vezes recebo bons elogios. Outra grande movimentação no blog acontece nas épocas de inscrições na Escola de Teatro e Dança FAFI, quando as pessoas sempre entram em busca de um curso que possam participar. Este começo de ano tive problemas quanto a isso, pois um dos responsáveis pelo Edital de Inscrição (não mencionarei o nome dele novamente!), não queria me passar, por achar que eu divulgaria antes de ser publicado no jornal. Primeiro, conversando a gente sempre se entende, segundo, enquanto no jornal A Tribuna a matéria é paga, no blog eles têm total liberdade para divulgar, sem a necessidade de pagar, sem contar que a divulgação do Edital se perde, já que a publicação é da Prefeitura Municipal de Vitória e não somente da Secretaria Municipal de Cultura. Mas isso foi o de menos, pois mesmo com estas intempéries, eu publiquei edital.

Acredito eu que com minhas críticas a certas pessoas ou grupos, estou fazendo “inimigos”, já que nem todos gostam de ser criticados. Percebi isso com as “ameaças” que recebi depois de publicar minha opinião sobre as escolhas do Prêmio Omelete Marginal nas categorias ligadas ao Teatro.

Tá, eu fui duro nas minhas críticas, mas eu nunca escondi que faria isso no blog. Pelo contrário, eu o criei também para colocar um desabafo da minha parte com o que acontece com o cenário cênico-teatral do estado, pois sempre que me sentava numa mesa e começava a me exaltar para falar de algo, o pessoal tinha medo de sermos ouvidos, então através do blog eu falo, sem prejudicar ninguém a não ser eu mesmo, tanto que nem convidado para assistir a premiação, este ano, eu fui (uma amiga me chamou de última hora, dizendo que poderia entrar sem problemas, mas como eu não fora convidado pelos organizadores, não queria aparecer de penetra!).

Acredito que, apesar da confusão feita por alguns membros do Grupo de Discussões Opiniões Cênicas quanto ao fechamento deste blog, ele permanece no ar. Eu tento e sempre tentarei mantê-lo atualizado, com ou sem as pessoas me procurando para divulgar seus trabalhos (Fala sério, não acredito que as pessoas lembrem dos jornais, mas esqueçam do blog! Sendo que todos comentam, mesmo sem saber quem eu sou, perto de mim).

Este ano começo minha faculdade de História, com o intuito em me aprofundar na História do Teatro Capixaba (ou Espiritossantense), mas as pessoas que desejarem ajudar com textos prontos ou mesmo divulgando seus trabalhos, me enviem que terei o maior prazer de colocar. Abro também o espaço para as artes cênico-dançantes (acho que podemos chamar assim) e cênico-circenses, pois este se torna cada dia mais um espaço cênico, na sua abrangência geral.

Sei que no ano de 2009 prometi as Mini-Biographias, mas não cumpri, só que este ano começarei de qualquer forma, sem a colaboração dos nossos artistas (uma pena!). Vou tentar de alguma forma levar este projeto adiante e quero começar um novo projeto, com a ajuda do ator Victor Barros, que atua na Região Sul do país com a Fantasia Festas e Eventos e foi selecionado pela terceira vez para participar do Festival de Curitiba, que acontecerá entre os dias 16 a 28 de março de 2010, e me mandará o material para divulgar melhor a participação de seu grupo no Festival. Não tenho um nome para o projeto ainda, mas vai surgir (espero que antes do material vir!), e sendo assim, abro mais um espaço para os capixabas que atuam fora do estado e querem divulgar seus trabalhos, para mostrar que nossos talentos estão representando-nos em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e São Paulo, além de Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste (se chegou alguém até lá!).

É isso aí! Contabilizo mais um ano e que venham muito outros... E sempre agradecendo àqueles que não deixam de comparecer e prestigiar este blog que informa, mas também critica – mal, mas critica!

Abraços calorosos!

sábado, 14 de março de 2009

Projeto Mini-Biographia

Mini_Biographia-logo As vezes gosto de pesquisar na internet sobre o que anda acontecendo no teatro do Espírito Santo, para que possa informar as pessoas, pois nem todos os grupos teatrais ou mesmo os produtores, têm ciência da existência do blog. Hoje decidi buscar registro no Wikipédia informações sobre nossos atores, atrizes, diretores e produtores, mas para minha surpresa, somente encontrei uma nano-biografia sobre Amylton de Almeida. Lógico, os atores globais têm suas respectivas mini-biografias, falando de suas carreiras e todos os trabalhos que fizeram. Só que eu gosto de dar valor àquilo que possuímos, por isso assumo agora o Projeto Mini-Biographia.

600px-Wikipedia-logo O objetivo do projeto é divulgar aqui no blog Teatro Capixaba as biografias daqueles que fazem o cenário do teatro capixaba. Paulo de Paula, Wilson Nunes, Erlon Paschoal, José Augusto Loureiro, José Luiz Gobbi, Robson de Paula, Cézar Baptista, Ednardo Pinheiro, Edilson Pedrini, Naná Freitas, Fernando Marques, Marcelo Ferreira e muitos outros estarão com suas biografias aqui representados. A idéia é solicitar a eles ou mesmo ao grupos que fazem parte, sua história, desde quando começaram, por quais processos de criação passaram e como andam os atuais projetos. Depois de colocar no blog, colocarei as biografias no Wikipedia. Os grupos teatrais também farão parte do projeto, mais a frente.