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sábado, 18 de outubro de 2008

4ª Edição do Festival Nacional de Teatro da Cidade de Vitória – Dia 06

Como eu disse, avaliarei o dia de ontem, hoje. Muito complicado assistir a tudo que estava acontecendo na sexta-feira (17/10/2008), cheguei até a ver um trecho de “Memória Ta Na Rua”, com direção de Amir Haddad, mas precisei ir para a fila pegar meu ingresso para “Metrópolis”, do Grupo Teatro Urgente, com direção de Marcelo Ferreira.

Como eu disse, para assistir as peças de ontem, as pessoas precisariam se dividir em três ou então gerar clones de si mesmo. Todas as peças, tanto no Teatro Carlos Gomes, Estação Porto e Teatro Universitário se iniciaram as 20:00, com exceção do excelente “O Figurante Invisível”, que começou como ontem, as 19:00.

Eu precisei escolher um dos trabalhos e como tenho o objetivo de assistir o máximo possível de espetáculos do Espírito Santo, fui ver “Metrópolis”.

A idéia inicial do Grupo Teatro Urgente, era se basear na obra cinematográfica de Fritz Lang, Metrópolis, onde os operários são tratados como máquinas e todos vivem em grandes arranhacéus. A idéia começa com três homens dentro de um conteiner e lá agem como se estivessem – eu entendi assim – no espaço, agindo e fazendo os mesmo movimentos, de repente um deles sai desse cotidiano e começa a questionar a tudo.

Eu já estudei com o ator, dançarino e diretor Marcelo Ferreira, e alguns podem achar um absurdo, mas nunca entendi muito seus trabalhos. Marcelo é autodidata e tudo que aprendeu foi com muito esforço e empenho, assim sendo criou seu estudo em cima da expressões corporais desenvolvidas por Kazuo Ohno e Tatsumi Hijikata, que desenvolveram o Butô e Jerzy Grotowsky, pra quem o pouco, é muito. Marcelo sempre trabalhava nosso corpo usando as técnicas de Ohno e assim é desenvolvido esse novo trabalho dele. Os corpos são como bonecos, que dentro da pequena caixa, fazem movimentos e se articulam de forma suave. Vários momentos são muito interessantes, como as várias formas que a caixa pode tomar e tudo que os atores fazem dentro dela. Não a nada como ver um belo trabalho corporal, mesmo que você entenda pouco, mas perceba a leveza e sensualidade expressada.

Agora vamos ao dia de hoje (18/10/2008), onde o Festival conquista mais um dia.

Hoje começamos com teatro de rua no mercado da Vila Rubim. A peça “Cidade das Donzelas”, do Rio de Janeiro, inicia a apresentação as 12:00. As 19:00 teremos a reapresentação de “Memória Ta na Rua”, com direção de Amir Haddad, “O Grande Circo Ínfimo”, com direção de Fernando Marques e ”Dorotéia”, com direção Andréa Freire. As 20:00 apresentam-se as peças “A Paixão e a Sina de Mateus e Catirina”, com direção de Romualdo Freitas e “Dinossuaros”, com direção de Guilherme Reis. As 21:00, mais duas peças, para fechar a noite, a reprise de “Doroteía”, uma obra do mestre Nelson Rodrigues e a comédia, sucesso de público no Teatro Galpão, “Luz, Câmera, Cléopatra em Ação”, com direção de Wilson Nunes. A peça já foi comentada por mim, aqui no blog, mas mesmo assim vou assistí-la novamente, pois gosto dos trabalhos do diretor Wilson Nunes.

Lembrando, os ingressos começarão a ser entregues, nas bilheterias dos teatros, a partir das 13:00. Se não tiver como recolher seu ingresso nesse horário e quiser se arriscar, apareça no teatro que deseja, pois se tiver local, poderão entrar e assistir.

Seguem abaixo as sinopses de cada trabalho desse dia:

Peça: Cidade das Donzelas

Grupo Troupp Pas D’argent/RJ

Dia: 18 de outubro, às 12h

Local: Mercado da Vila Rubim

Duração: 1h

Dia: 19 de outubro, às 16h

Local: Escola de Teatro e Dança FAFI

cidade-das-donzelas Sinopse

Narra a história de Carolino, que sem lenço, documento ou certidão, chega à Cidade das Donzelas no meio do sertão e se espanta ao ouvir falar que não existe nem homem nem mulher bonita naquele lugar. Fica sabendo ainda que as moças feias que habitam por lá matam qualquer um que arrisca se aproximar. Tentando desvendar esse mistério acolá, a gente embarca nessa história, temendo nunca mais voltar.

Ficha Técnica

Dramaturgia e direção: Marcela Rodrigues. Supervisão geral: Thales Coutinho (Armazém Cia. de Teatro). Concepção/confecção do figurino: Lílian Meireles e Orlando Caldeira. Arte, cenário e adereços: Natalíe Rodrigues e Marcela Rodrigues. Pesquisa de movimento: Troupp Pas D’argent. Músicos/instrumentistas convidados: Rafael Juliani, Flavio Monteiro e Kátia Jórgensen. Pesquisa popular e musical: Troupp Pas D’argent. Letras e músicas: Marcela Rodrigues. Direção e preparação vocal: Kátia Jórgensen. Direção e preparação instrumental: Rafael Juliani e Flavio Monteiro. Confecção de instrumentos: Troupp Pas D’argent, Flavio Monteiro, Renato Borges da Cruz e Ruy Pessoa. Execução das músicas e sonoplastias: Troupp Pas D’argent. Iluminação: Luiz Paulo Nenen. Operador de luz: Thiago Silva. Maquiagem e caracterização: Troupp Pas D’argent. Programação visual: Lílian Meirelles e Marcela Rodrigues. Direção de produção: Carolina Garcês e Marcela Rodriques. Produção executiva: Aline Mohamad e Darcy Ferreira. Assistente de Palco: Ana Ribeiro. Fotografia Still: Marco dos Anjos. Assessoria de imprensa: Mosaico Comunicações. Realização: Troupp Pas D’argent

Elenco: Carolina Garcês, Jorge Florêncio, Lílian Meireles, Marcela Rodrigues, Orlando Caldeira

Tel: 21 – 9698-6183 / 2234-6202 (Marcela Rodrigues)

Email: marcelateatro@yahoo.com.br

Peça: Memória Tá na Rua

Grupo Tá na Rua/RJ

Duração: 2h

Dia: 18 de outubro às 19h

Local: Praça Mário Elias da Silva - Jardim Camburi

amir-haddad Sinopse

A peça revela momentos marcantes da vida brasileira e mundial das últimas décadas. Como numa trouxa de retalhos, o espetáculo apresenta um panorama de acontecimentos variados que vão desde o desfile da Beija Flor, em 1989 (os mendigos no abre-alas e o Cristo censurado) até o assassinato do presidente chileno Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Em outros momentos, entram em cena personagens como o poeta Federico García Lorca e o cantor Vicente Celestino, numa homenagem a estes e outros artistas que marcaram a história com suas criações e trajetórias de vida. A encenação acontece através de um jogo que envolve atores e público. A ordem das cenas é definida através de um “sorteio”, onde a platéia vai retirando de uma cartola os fragmentos de “Memórias” que serão apresentados. Essa dinâmica torna cada espetáculo um acontecimento único, aberto à improvisação e ao acaso, onde o imprevisível é altamente desejável.

Ficha técnica

Direção: Amir Haddad. Texto: Grupo Tá na Rua. Dramaturgia: Alexandre Santini. Produção Executiva: Disnael dos Anjos. Figurino: Miguel Campello. Direção Musical: Grupo Tá na Rua. Sonoplasta: Alessandro Perssan. Contra-regra: Pimpolho Daskandongas.

Elenco

Aldo Perrota, Alessandro Perssan, Alexandre Santini, Ana Cândida Baesso, Herculano Dias, Ingrid Medeiros, Letícia Almeida, Licko Turle, Mery Alentejo, Miguel Campelo, Mônica Saturnino, Tathiane Mattos.

Tel: 61 – 3349-6028 (Disnael dos Anjos)

Email: tanarua@tanarua.com.br

Peça: O Grande Circo Ínfimo

Vitória - ES

Dia: 18 de outubro, às 19h

Duração: 1h.

Local: Teatro Galpão

grupo_z Sinopse

A ação de O Grande Circo Ínfimo acontece às margens de uma velha estrada que já foi importante e concentrou grande fluxo, mas que, depois da criação de novas vias, ficou quase abandonada. Ali há uma hospedaria que, com a decadência da estrada, também foi sendo esquecida. É nesse cenário que se encontram a dona do estabelecimento e alguns ex-integrantes de uma trupe circense que se dispersou, depois de perceber que não podia competir com as novas formas de entretenimento. Enquanto alguns teimam em resistir com suas atividades, outros procuram caminhos que sejam mais viáveis nas novas circunstâncias.

Grupo Z de Teatro

Ficha Técnica

Texto e Direção: Fernando Marques; Assistência de direção: Carla van den Bergen; Direção de produção: Carla van den Bergen; Produção executiva: Fabiana Junquilho e Francina Flores; Cenário e figurino: Francina Flores; Iluminação e operadora de luz: Carla van den Bergen;

Elenco: Alexsandra Bertoli, Daniel Boone, Fernando Marques, Francina Flores

Tel: 27 – 8809-0277 (Francisco Fernandes Marques Júnior)

Email: grupozdeteatro@grupozdeteatro.com.br

Peça: Dorotéia

De Nelson Rodrigues – Associação Cultural Oficina de Criação Teatral/ MS

Dia: 18 de outubro, às 19h e às 21h

Local: Estação Porto – Armazém 5

Duração: 1h15

doroteia_cartaz Sinopse

A peça desenvolve-se num universo repleto de absurdos, criado pela imaginação das personagens: a abstrata casa de três primas viúvas, todas de luto, num vestido longo e castíssimo. Elas conservam-se em obstinada vigília através dos anos. Nenhuma jamais dormiu para jamais sonhar. Sabem que no sonho rompem volúpias secretas e abomináveis. São feias, têm a pele cheia de espinhas e erupções. Pertencem a uma família na qual as mulheres possuem um defeito de visão: não enxergam os homens. Casam-se sem ver os maridos e, na noite de núpcias, são acometidas por uma náusea, depois da qual seus noivos apodrecem, vão se decompondo. Usam máscaras que representam a duplicidade da realidade em que vivem. Dorotéia é a prima que tem o rosto belo e nu, se veste de vermelho e é a única mulher da família que vê os homens. Só no final, ao se perder de si mesma e assumir a personalidade imposta pela artificialidade e hipocrisia social, renunciando em definitivo à beleza e à vitalidade, ela portará uma máscara hedionda.

Ficha técnica

Texto: Nelson Rodrigues. Direção: Andréa Freire. Cenários e figurinos: Telumi Hellen. Música de cena: Evandro Higa. Iluminação: Renato Machado. Preparação corporal: Miriam Gimenes. Preparação de voz: Inesila Montenegro. Assistente da direção: Belchior Cabral. Produção: Belchior Cabral/Andréa Freire. Assistente de cenários e figurinos: Márcia Gomes. Confecção de cenários: Cláudio Lucchese e alunos do Curso de Arquitetura da UNIDERP. Confecção de figurinos: Ladir Nantes de Melo, Rosária Escobar Freire e alunos do Curso de Moda da UNIDERP. Operador de luz: Cadu Fluhyr. Operador de sonoplastia: Bianca Ribeiro. Técnico de montagem: Rodrigo Werneck

Classificação: 14 anos

Elenco

Ana Luiza Laurentino, Andréa Freire, Michelly Dominq, Jurema de Castro, Camila Britto, Natali Allas dos Santos

Tel: 57 – 8136-4680 (Andrea)

Email: octteatro@gmail.com

Peça: A Paixão e a Sina de Mateus e Catirina

Tropa do Balacobaco - Arcoverde/PE

Dia: 18 de outubro, às 20h

Local: Theatro Carlos Gomes

Duração: 1h20

tbb4 Sinopse

Catirina, grávida de mais de 12 meses, está com desejo de comer língua de boi. Mateus, por ela apaixonado, tenta de todas as formas driblar as vontades de sua amada, mas por fim, arranca a língua do boi do patrão como prova de amor. O patrão trouxera o novilho para presentear sua filha em seu aniversário e quando vê o animal a estrebuchar, promete matá-los se não derem um jeito. O casal faz de tudo, e cansados de fracassar, resolvem festejar enquanto é tempo. Então acontece o que não esperavam mais, ao som da música, o boi sai a rodar e dançar e cai na folia varrendo o chão. A brincadeira é dividida em cortejo e dramatização, e essa dinâmica depende da interação do público.

Ficha técnica

Texto e direção: Romualdo Freitas. Direção musical: Lula Moreira/Cacau Arcoverde. Figurino/maquilagem: Pedro Gilberto. Execução de figurino: Sandra Lira. Cenário: Romualdo Freitas/Tropa. Execução de cenário e adereços: Tropa. Programação visual: Pedro Gilberto. Digitalização: Márcio Arantes. Projeto de iluminação: Saulo Uchoa. Preparação corporal: Fabian Queiroz. Preparação vocal: Eduardo Espinhara. Assessoria pedagógica: José Manoel. Fotografia: Rodolfo Araújo. Produção: Zácaras Garcia.

Elenco

Ronald Bryan, Pedro Gilberto, Mário Arantes, William di Castilho, Wellington França, Everaldo Marques, Givaldo Silva, Fabiana Moraes, Fábio Beserra, Fabian Queiroz, Lula Moreira, Romualdo Freitas, Wellington Santos, Dalva Laranjeiras

Tel: 87 – 9929-6450 / 8833-2038 (Romualdo Freitas)

E-mail: rfreitasr@yahoo.com.br

Peça: Dinossauros

Grupo Cena Brasília/DF

Dias: 18 e 19 de outubro, às 20h

Local: Teatro do SESI – Jardim da Penha

Duração: 1h

dinossauros Sinopse

Na madrugada de uma grande cidade, dois desconhecidos se encontram e, aos poucos, estabelecem uma relação que vai do medo ao companheirismo, chegando sutilmente a uma relação de intimidade entre si e com o público. As angústias, as crises, as irrecuperáveis quedas, a tensão dos tempos e das gerações, a convivência desencontrada de cada um de nós, anjos caídos que somos, comovem e emocionam.

Ficha técnica

Texto: Santiago Serrano. Direção e Iluminação: Guilherme Reis

Elenco

Carmem Moretzsohn, Murilo Grossi

Tel: 61 – 3349-6028 (Guilherme Reis)

Email: cenabrasilia@cenacontemporanea.com.br

Peça: Luz, Câmera, Cleópatra em Ação

Vitória - ES

Dia: 18 de outubro, às 21h

Duração: 1h20min

Local: Teatro Universitário

luz_camera_cleopatra.em.acao Sinopse

A mais importante e soberana rainha que o Egito já teve é trazida aos palcos numa releitura bem humorada, baseada em fatos e registros históricos. Narra o relacionamento da deusa do Egito com os romanos Julio Cesar e Marco Antonio, evidenciando seu poder de sedução, sua ambição e seu poder, mostrando porque Cleópatra se tornou um dos maiores ícones da história antiga.

Ficha técnica

Texto: Edilson Pedrini; Direção: Wilson Nunes; Sonoplastia: Mariana Araújo; Iluminação: Iara Mendes; Figurinos: Angela Mendes; Adereços: Sandra Nunes e Mara Nunes; Cenário: Weber Pedra Wilson Nunes; Desing gráfico: Fabiano Turbay; Fotografias: Wagner Breciane; Assessoria de imprensa: Edilsosn Pedrini; Coordenação técnica: Sara Mendes; Produção: Edilson Pedrini e Wilson Nunes

Elenco: Edilson Pedrini, Fabiano Turbay, Flaviano Avilloni, Léia Rodrigues, Vander Ildefonso, Wilson Nunes

Tel: 27 – 9981-6795 / 3235-7020 (Edilson Pedrini Ramos)

Email: edilsonpedrini@hotmail.com

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

4ª Edição do Festival Nacional de Teatro da Cidade de Vitória – Dia 05

Eu decidi fazer assim, vou falar sobre o dia anterior, antes de falar sobre o dia que virá.

O terceiro e quarto dias do Festival Nacional de Teatro foram muito bons, na minha opinião. No dia 15/10/2008 (quarta-feira), fui assistir “Um Dedo de Prosa”, com o ator, cancioneiro e músico Sérgio Torrente. No seu monólogo ele interage o tempo todo com o público, além de interpretar três personagens diferentes. Com sua viola, ele conta “causos" do mais diversos e engraçados. Ouvi queixas dos outros espetáculos que rolaram no mesmo dia, mas não posso falar sobre eles, pois não os vi.

No dia 16/10/2008, consegui assistir duas peças teatrais. Gostaria muito de aumentar meu “repertório” teatral, mas é muito complicado, precisando trabalhar durante o dia, mas consegui ingresso para “O Figurante Invisível” e “A Mulher Que Escreveu a Bíblia”.

O primeiro é uma grande homenagem ao teatro e todas as agruras nas quais ele passou, passa e passará. Mas como diria o nosso saudoso Nelson Rodrigues, “O teatro é um cadáver salubérrimo”. A homenagem se estende ao ator Ednardo Pinheiro e seus anos de palco. O tempo inteiro estamos dentro da ação, já que assistimos ao ensaio de uma peça teatral, Antígona. Não vou falar mais, pois o interessante de ser assistir e “participar” desse espetáculo, é indo até o Teatro Galpão hoje ou durante a temporada que estiverem em cartaz.

No Teatro Universitário, assisti ao monólogo “A Mulher Que Escreveu a Bíblia”. De uma forma descontraída, a atriz Inez Viana nos conta como uma mulher, na época do Rei Salomão, escreveu a Bíblia. Com um começo interessante, um meio cansativo e um final revelador, Inez conta essa história com bastante humor e introspectividade. O ritmo somente fica cansativo, quando ela se prende a história de seu “amor” pelo rei e pelo criador de cabras, que se torna repetitivo, mas isso não faz perder a graça e o charme da atriz em cena, que compõe belamente sua personagem. Mas tenho uma reclamação, o cansativo bater de palmas do público, atrapalhando um pouco a atriz, que preferiu não usar o recurso do microfone.

É interessante isso, pois atrês peças que assisti recentemente não usaram este recurso, o que gostei muito.

Agora vamos seguir com o quinto dia do festival. Vamos ter duas reapresentações, expressão corporal, teatro de rua, monólogo e muitas palestras e um debate.

Tudo começa as 10:00, com a palestra da Tropa do Balaco Baco Equipe Teatral de Arcoverde, na Escola de Teatro e Dança Fafi e no Teatro Galpão, rola o debate “O Poder do Teatro e as Táticas da Resistência”, com Lúcia Pardo, do Rio de Janeiro e Kaká Werá, de São Paulo. Ao 12:00, teremos a peça teatral de rua “Memória Tá Na Rua”, com direção de Hamir Haddad, na Praça Costa Pereira. O teatrólogo também fará uma palestra as 17:00, na Escola de Teatro e Dança Fafi, mas antes, as 15:00, na Estação Porto, o Grupo Folias também estará palestrando. Seguindo com a programação de teatro em palco, as pessoas terão de fazer uma escolha de qual peça assistirão, pois todas serão as 20:00. Metrópolis estará no Teatro Carlos Gomes, com direção de Marcelo Pereira. No Teatro Universitário, a capixaba Letícia Braga nos tráz “No Final das Contas”, com sua direção e de Pablo Cruces. No Teatro Galpão, “O Figurante Invisível” volta a se apresentar, com direção de Telma Smith. E na Estação Porto, também se reapresentando, Orestéia – O Canto do Bode, do Grupo Folias, sob direção de Marco Antonio Rodrigues. Abaixo as sinopses, horários e locais. Lembrando, os ingressos começam a ser entregues as 13:00, nas bilheterias dos teatros. Àqueles que não puderem pegar seus respectivos ingressos, podem arriscar e ir ao teatro na qual a peça estará acontecendo e torcer para ser posto para dentro.

Peça: Memória Tá na Rua

Grupo Tá na Rua/RJ

Dia: 17 de outubro, às 12h

Local: Praça Costa Pereira - Centro

Duração: 2h

Dia: 18 de outubro às 19h

Local: Praça Mário Elias da Silva - Jardim Camburi

amir-haddad Sinopse

A peça revela momentos marcantes da vida brasileira e mundial das últimas décadas. Como numa trouxa de retalhos, o espetáculo apresenta um panorama de acontecimentos variados que vão desde o desfile da Beija Flor, em 1989 (os mendigos no abre-alas e o Cristo censurado) até o assassinato do presidente chileno Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Em outros momentos, entram em cena personagens como o poeta Federico García Lorca e o cantor Vicente Celestino, numa homenagem a estes e outros artistas que marcaram a história com suas criações e trajetórias de vida. A encenação acontece através de um jogo que envolve atores e público. A ordem das cenas é definida através de um “sorteio”, onde a platéia vai retirando de uma cartola os fragmentos de “Memórias” que serão apresentados. Essa dinâmica torna cada espetáculo um acontecimento único, aberto à improvisação e ao acaso, onde o imprevisível é altamente desejável.

Ficha técnica

Direção: Amir Haddad. Texto: Grupo Tá na Rua. Dramaturgia: Alexandre Santini. Produção Executiva: Disnael dos Anjos. Figurino: Miguel Campello. Direção Musical: Grupo Tá na Rua. Sonoplasta: Alessandro Perssan. Contra-regra: Pimpolho Daskandongas.

Elenco

Aldo Perrota, Alessandro Perssan, Alexandre Santini, Ana Cândida Baesso, Herculano Dias, Ingrid Medeiros, Letícia Almeida, Licko Turle, Mery Alentejo, Miguel Campelo, Mônica Saturnino, Tathiane Mattos.

Tel: 61 – 3349-6028 (Disnael dos Anjos)

Email: tanarua@tanarua.com.br

Peça: Metrópolis

Vitória – ES

Dia: 18 de outubro, às 20h

Local: Teatro Carlos Gomes

Fritz_Lang Sinopse

Com roteiro original, a partir da obra homônima do cineasta austríaco Fritz Lang, a peça apresenta um grupo de operários isolados num contêiner, totem, capitalista que abriga todo tipo de mercadoria. Trabalham, moram, asfixiam-se nesse espaço exíguo, metáfora da condição humana oprimida nas metrópoles e em seus próprios corpos. Mantidos sob rigoroso regulamento totalitário e a ingestão de cápsulas up e down, repetem uma rotina forçada, vigiados pelo “Sistema” – que tudo domina e ninguém vê. A tecnologia usada como forma de controle. O aniquilamento pela brandura. O cyberhumano e o chip idiota que se instala em nossa cabeça, sutilmente, entretendo e transformando homens em máquinas repetidas, num eterno delay.

Nome da Companhia

Ficha técnica

Texto e Direção: Marcelo Ferreira; Assistente de direção: Diego Amaral;; Trilha sonora: Raphael Coutinho e Marcelo Ferreira; Iluminação: Raphael Coutinho; Cenografia: Rita Vasques e Marcelo Ferreira; Figurino: Diego Amaral, Regina Schmid e Marcelo Ferreira; Contra-regra: Luis Claudio Siqueira; Fotos: Jussara Martins; Arte: Raphael Coutinho

Elenco: Eduardo Moraes, Diego Amaral, Marcelo Ferreira

Classificação etária: 14 anos

Tel: 27 – 9224-1574 (Marcelo Ferreira)

Email: phacoutinho@gmail.com

Peça: No Final das Contas

Nome do Grupo/RJ

Dia: 17 de outubro, às 20h

Local: Teatro Universitário - UFES

Duração: 1h

Dia: 17 de outubro, às 21h

Local: Teatro Universitário - UFES

reduzida Sinopse

Monólogo que mostra a intimidade de uma pessoa solitária que conta a própria existência. Um

relato de vida que existe na somatória de memórias e objetos. Metáfora sobre a alienação, a peça mergulha profundamente nas causas sociais da neurose, mostrando que existe uma cisão entre realidade e o desejo, entre o mundo que se oferece para ser vivido e o mundo a que não se tem acesso. Uma impossibilidade potencializadora, que no final das contas é o motor da própria vida.

Ficha técnica

Direção: Pablo Cruces e Leticia Braga. Texto: Trilha sonora original: Luiz Gustavo. Iluminação e cenário: Pablo Cruces. Figurino: Leticia Braga e Pablo Cruces. Fotografia e vídeo: Pablo Cruces. Produção: Pablo Cruces e Leticia Braga

Elenco

Letícia Braga

Peça: O Figurante Invisível

Vitória – ES

Dias: 16 e 17de outubro, às 19h

Duração 1h 15 min

Local: Teatro Galpão

o figurante invisivel Sinopse

Do texto de Romario Borelli, o espetáculo é um ensaio da tragédia Antigona de Sófocles. O diretor prepara uma atriz na substituição do papel. Durante o ensaio, recebem a visita de Ganzarolli, um experiente ator que decide se aposentar e para isso procura quem compre sua biblioteca pessoal. O espetáculo procura mostrar artistas que muitas vezes vivem de forma anônima pela sociedade, que nascem, lutam por sua arte e morrem, passando por questionamentos e privações, mas também por uma vida repleta de novidade e desafios.

Grupo Quintal

Ficha técnica

Produção Executiva: Miriam Gonçalves de Assis; Diretora: Telma Carolina Smith; Figurinista aderecista: Luiza Helena Fardin; Iluminador: Fabio Pietro; Direção de produção: Rosa Helena Rasuck; Cenotécnico: Jose augusto Loureiro, e Luiz Claudio Siqueira; Operador de luz: Willian Zane; Sonoplasta: Carlos Rabello.

Elenco: Colette Dulce Dantas Gomes, Jose Augusto Loureiro, Ednardo Pinheiro, Higor Campagnaro

Tel: 27 – 3233-3523 (Miriam Gonçalves de Assis)

Email: migoproducoes@yahoo.com.br

Peça: Orestéia – O Canto do Bode

Grupo Folias/SP

Local: Estação Porto – Armazém 5

Dias: 16 e 17 de outubro, às 20h

Duração: 3h

or_news Sinopse

A trilogia nos conta a história dos Atridas, desde a partida do Rei Agamêmnon para a conquista de Tróia, até o julgamento de Orestes em Atenas pela morte de sua mãe Clitemnestra. Nessa longa trajetória entramos em contato com a constituição do Estado Grego e sua passagem do matriarcado ao patriarcado e no estabelecimento da justiça dos Homens em substituição a justiça dos Deuses. Com o julgamento de Orestes por um tribunal formado pelos melhores cidadãos, temos constituída a justiça dos fóruns, dos debates entre acusação e defesa, tal qual a conhecemos hoje.

Ficha técnica

Dramaturgia: Reinaldo Maia. Direção: Marco Antonio Rodrigues. Direção musical: Dagoberto Feliz. Cenografia: Ulisses Cohn. Figurinos: Atílio B. Vaz. Criação de luz: Carlos Gaúcho. Corpo: Joana Mattei. Técnica de Alexander: Reinaldo Renzo. Assistente de direção: Val Pires. Adereços: Marcela Donato e Bira Nogueira. Vídeo Maker: Zeca Rodrigues. Design gráfico: Zeca Rodrigues. Operação de luz: Tulio Pezzoni. Operação de som: Ricardo Barison/Carol Costa. Operação de vídeo: Osmar Guerra. Produção: Nani de Oliveira, Patrícia Barros e Tili Woldby.