Google Website Translator Gadget

Mostrando postagens com marcador manifesto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador manifesto. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de janeiro de 2014

Na Coxia: Nossa Cultura

Sempre pensei em “Na Coxia” como um espaço para opiniões, fossem para peças teatrais, fosse para falar sobre o cenário cênico-teatral do Espírito Santo.

O espaço não é somente para eu expressar minha opinião, mas para qualquer artista que desejar colocar suas ideias para serem lidas, tanto que já o abri para as atrizes Lilian Menenguci e Chai Rodrigues, como também para os diretores José Luiz Gobbi e Wilson Nunes.

rodrigo2Desta vez eu abro espaço para o diretor Rodrigo Sabará. Capixaba, mas que fez uma longa carreira teatral em Macaé e Rio das Ostras, integrando – e funbdando – o Grupo Pégasus de Teatro. Rodrigo voltou para o Espírito Santo para a montagem de um espetáculo e terminou se firmando em Serra – ES e montando o Teatro Variável, que além de fazer montagens teatrais, oferece cursos. Além de diretor, Rodrigo já trabalhou como ator e ultimamente tem trabalhado para que o município de Serra – ES tenha um espaço para espetáculos, fazendo intervenções culturais e ativismo volutário para conseguir este espaço. Mas a luta diária contra os sistemas governamentais de um Estado são bem complicados, mas não quer dizer que ele esmoreça, pois continua tentando, tendo apoio de vários astistas cênicos residentes em Serra, que sentem falta de um espaço para poderem estar propagando a cultura na cidade.

Mas chega de delongas, deixo-os com o diretor Rodrigo Sabará:

Nossa Cultura

Editorial 01/2014

Teatro Variável

A falta de um teatro no município Serra - ES representa diretamente a falta de atenção à esta área.

Dirão... Cultura não é prioridade! E direi, claro, nunca foi, nem acredito que um dia será. Porém, isso é desculpa para não fazer nada e, pior, ficarmos séculos atrasados em comparação a cidades até do interior do estado que possuem mínima estrutura cultural.

No nosso município o principal problema é que não temos, sequer, uma Secretaria de Cultura, e sim um “departamento” e, ano após ano, muda-se a administração e continua a nomeação de pessoas por amizade, não por conhecimento na área de atuação. Entendo que alianças políticas dependem de se entregarem secretarias a aliados, no entanto, isto já é feito com grandes pastas da administração, e justo a cultura, que não tem verba e aqui nunca teve à frente alguém conhecedor da área, fica entregue também a pessoas que ignoram o que precisa ser feito!

Então, gostaria de alertar ao senhor prefeito de nossa cidade, que não precisa de vultosas verbas, é necessário apenas ter uma Secretaria que tenha autonomia e pessoas capacitadas para fazer gestão cultural.

O que tem sido feito é somente destinação de verba pública para o entretenimento, como shows e festas que na verdade não fazem parte daquilo que é demanda cultural, pois a cultura é parceira da educação, do meio ambiente e do social, a cultura é a prática das artes, dá aos nossos cidadãos civilidade, mas aqui não se tem acesso a aulas de música, dança, teatro, pintura, artesanato, nem mesmo espaço e mecanismos legais para o artista promover seu trabalho.

O que tem de ser feito, não é algo tão difícil, tendo em vista que estamos na lanterna e podemos seguir os inúmeros exemplos de outras cidades.

Antes de verba, precisamos de gestão pública competente, promovendo e fomentando as artes, não somente o entretenimento.

A atual gestão está desastrosamente conseguindo piorar e politizar com ignorância o que já não funcionava. Trocamos seis por meia dúzia, nada mudou, pois em um ano nada foi feito e o edital da lei Chico Prego deste ano está sendo manipulado, e talvez por desconhecimento, estão cometendo atos ineptos, nada éticos, e alguns até ilegais, que não dão atenção à cultura local, aos artistas. Mérito, qualidade, isto não está contando, só conta quem puxa o saco.

Na lei Chico Prego, aceitam o projeto e depois de 3 meses em sala trancada indeferem alegando falta de documentação, e nesta declaração cometem dois erros grosseiros, o primeiro de chamar de recurso algo que não pode apresentar nem acrescentar documentos e o resultado não será alterado, então, não se caracteriza recurso; e segundo, citam um decreto que ao conferi-lo diz respeito a apresentações de documentos de tributos municipais, e o meu projeto, pelo menos segundo eles, falta apenas certidão negativa federal. Mas isso é o de menos, o pior é ver que há espaços públicos que poderiam ser ocupados e promover arte e cultura, e estão abandonados! Sabemos que precisamos criar uma série de leis, mecanismos e gerenciamento para promover a arte e a cultura na nossa cidade e ninguém nem menciona o assunto.

Participamos da Conferência de Cultura que foi “para inglês ver”. Nada foi publicado, nenhum compromisso foi assumido, só manipulação e engavetamento de papeis.

Enquanto isso, a violência cresce em índices alarmantes, aumentam também a ignorância e a falta de progresso civilizado. E ainda dizem que cultura não é prioridade, mas sabe-se que ela contribui muito, gastando-se (investindo-se) pouquíssimo.

Não pedimos dinheiro, pedimos competência. Faça o que tem de ser feito ou procure saber...SERRA

Rodrigo Sabará.

Diretor do Teatro Variável, Serra – ES.

17 de janeiro de 2014.

quarta-feira, 28 de março de 2012

A Eterna Peleja entre o Capital e Aquilo que é Capital

Ontem (27/03/2012) foi o Dia Mundial do Teatro, mas ainda hoje repercutem os acontecimento e manifestações da data comemorada por todos os artistas. A mensagem a seguir eu recebi da atriz Daiana Scaramussa, que segue com um vídeo ao final. Boa leitura a todos!

redemoinhoNo 27 de março, dia mundial do teatro, o Redemoinho - Movimento Brasileiro de Teatro de Grupo lançou o vídeo A Eterna Peleja entre o Capital e Aquilo que é Capital, com grupos de teatro de todo o país posicionando-se diante do atual panorama das políticas públicas para a cultura nas esferas municipais, estaduais e federal. Assista o vídeo clicando aqui e ajude-nos a compartilhar nas redes sociais.

Segue abaixo o texto/manifesto do vídeo:

A Eterna Peleja entre o Capital e Aquilo que é Capital

Redemoinho, 27 de março de 2012

Prezado Secretário de Estado, Prezado Diretor Geral,
Prezada Superintendente, Excelentíssima Ministra,
Prezados e prezadas de todo o País, escutai-nos!
Se soarmos, assim, repetitivos,
Perdoai-nos, oh, senhores e senhoras!
É que assim, obstinados, o fazemos:
Ensaiamos todo dia, toda hora!
Não nos furtamos, pois, nesta missiva,
De ecoar o nosso coro tão antigo:
Já há dez anos pleiteamos nosso Prêmio:
O do Teatro, o do Brasil, o da Alforria.
Da liberdade do "Senhor do Capital"
Que só navega o mar dourado do incentivo.
Pelo fomento ao que, de fato, é brasileiro!
Do que é contínuo, permanente e inventivo!
E em uníssono, também reivindicamos,
Que paguem aquilo que nos devem, há tanto tempo:
Myriam Muniz, Procultura e outros tantos.
Pois já vivemos entre "trancos e barrancos".
Se "fim de ano" não é dezembro,
E "mês que vem" não é janeiro,
"Primeiro trimestre" passa março
Então, "abril" é o terceiro?
Porque não podem organizar a casa toda?
Um cronograma anual caía bem.
Mas bem sabemos, há eleição e coisa tal,
Também tem Copa e coisas mais, que não convém...
Nosso recado "epistolovisual"
Segue nas redes, por aí, Brasil afora,
Pra Fundações, Secretarias e Conselhos,
Para quem curtir, compartilhar, mandar na hora!
Redemoinho é de vento e é de água
Enxuga e molha, é aspiral, nunca tem fim.
Em todo canto canta sua toada
Reverberando sua voz pelos Brasis.

Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare | Av. Amintas Barros, 4673 | Nova Descoberta

Natal | RN | 59075-250 | (84) 3221.1816 (à tarde) ou 9100.5352

desembucha@clowns.com.br | www.clowns.com.br | twitter.com/teatroclowns